terça-feira, 14 de novembro de 2006

Bruno Alves arrisca-se a ir para o banco




Afirmou Bruno Alves a' O Jogo:

"Acho que não houve intencionalidade de magoar o Anderson, muito menos fazer uma lesão tão grave. O futebol tem lances daqueles. Podem acontecer."

Koeman, o mal amado

O PSV é agora o lider isolado do campeonato holandês depois de vencer o Ajax em Amesterdão. Na Liga dos Campeões a passagem à fase seguinte está praticamente assegurada.

O treinador é Koeman, o tal a quem foram tecidas as maiores críticas enquanto esteve à frente do Benfica.

Olhando para os resultados fica a ideia que afinal o homem não é tão mau como o pintavam por cá. Não restam dúvidas que em Portugal somos muito exigentes quanto à valia dos treinadores.

domingo, 12 de novembro de 2006

O Sucesso da Gestão Empresarial do Benfica



África do Sul, EUA, Turquia, Índia, Escócia, Bolívia, México, Itália, Chile, Perú, Dinamarca, Alemanha, Holanda, Bélgica, Espanha, Suiça, Brasil,

Embora este tema já tenha sido abordado aqui no Footbicancas, obviamente não poderia deixar de pessoalmente comentar um dos maiores marcos da história do Benfica e consequentemente do futebol Português.

Bem sei, que ainda existem alguns que se esforçam por desvarolizá-lo, mas mesmo estes cada vez encontram menor margem de manobra.

Muitos foram os adjectivos utilizados para descrever o projecto de angariação de sócios promovido por Luis Filipe Vieira. Megalómano, foi muito provavelmente o mais utilizado.

O Presidente do Benfica foi atacado de todas as direcções... De pronto surgiram inúmeros comentadores, a fazerem as já gastas graçolas com os kits de novo sócio. O que é certo é que, enquanto alguns tentavam deitar abaixo este excelente projecto, o Benfica preocupava-se sobretudo em crescer e em evoluir.

As novidades empresariais não ficam por aqui, uma vez que o Canal Benfica é cada vez mais uma realidade, tudo indicando que nos próximos três meses estará disponível na grelha TV Cabo.

O Benfica ainda não é o clube vitorioso que dominou a década de 70, mas com este tipo de gestão as probabilidades de a curto prazo voltar a sê-lo aumentam de forma exponencial. Pelo menos, e no que diz respeito à gestão empresarial, este dominio é já evidente.

Para quem continua com dúvidas, convido-os a navegar pelos "países" que coloquei em cima (só não coloquei mais por manifesta falta de tempo).

Para brincar um pouco

Sugiro que o Luis Filipe Vieira faça as pazes com o Pinto da Costa.

Para celebrar este tratado, acho que LFV devia assumir todas as despesas com a lesão do Andersson e oferecer o seu departamento médico para tratar o jogador.


sexta-feira, 10 de novembro de 2006

PARA QUE NÃO HAJAM DÚVIDAS!!!



O Maior Clube do Mundo de Sócios! O Guinness World Records certificou o Sport Lisboa e Benfica como o maior clube do Mundo em número de sócios. Foi no decorrer do Dia dos Recordes do Guinness (9 de Novembro) que esta importante meta foi reconhecida.

A Direcção do Benfica congratula-se com este feito tão significativo que é inteiramente dedicado a todos os sócios do Clube. Decorridos dois anos e meio desde o arranque da campanha do Kit Novo Sócio, o crescimento da massa associativa benfiquista não tem parado.

Para quem disse em tempos que a campanha do SLB, relativa ao Kit novo sócio era um "flop", eis a resposta...


Saudações mundiais!

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

A Grandeza do Benfica!!!





A milhares de Km de Portugal, eis que me deparo com algo verdadeiramente interessante - o nome do Glorioso a circular numa famosa empresa de BUS, em Alphaville - São Paulo.


Como diz o spot publicitário - "Há coisas fantásticas não há?" :)

Saudações em movimento!

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Colunista Convidado, por JMMA

BEM ME QUERIA PARECER…

Há dias num artigo de jornal deparei com algumas declarações curiosas dum destacado jornalista desportivo da nossa praça. Omito o nome até porque seria injusto isolar a árvore da floresta.

Diz o dito cujo: «O jornalismo desportivo tornou-se chato. O futebol é agora espectáculo em que as vedetas não são os jogadores e os golos, mas sim os dirigentes e os galhardetes que trocam antes dos jogos quentes. E são só esses que aparecem nos jornais».

Confesso que fiquei intrigado. Ora se quem faz os jornais são os jornalistas, por que razão não os fazem melhor? Pasme-se: Por medo!

Tal qual, ali escarrapachadinho preto no branco: «Por medo de perder a informação ou de sofrer represálias». Os vilões são os dirigentes, que são uns desbragados; os clubes, que decretam ´blackouts’, e os adeptos, que intimidam os jornalistas com apupos nas conferências de imprensa.

Admita-se (ainda que custe a aceitar) que sim - que num estado de direito vivendo felizmente em paz cívica -, sim, é natural o jornalista, que tem cu, ter medo. Mas se isto que declara o nosso avisado jornalista não é apenas uma provocação inter pares ou uma mera auto proclamação de impotência, então teremos de concluir que é um exercício (mais um) de hipocrisia e passa culpas.

De facto, não é preciso muito esforço para ver que a regra jornalística em relação ao futebol (e não só…) é a da «faca na Liga». Isto é, tudo aquilo que possa excitar a clubite, mesmo as situações mais inverosímeis, serve de matéria para disparatadas parangonas que adquirem claramente mais destaque informativo do que o Orçamento do Estado ou a corrida do Irão ao nuclear. Ainda por ocasião do último Porto - Benfica, a troca de mimos entre os dois presidentes foi, ao longo de uma semana, transformada em questão de elevado interesse nacional.

Em contrapartida, na quarta-feira seguinte (nem de propósito), no Estádio da Luz em torno da magnífica vitória sobre o Celtic de Glasgow (3–0), adeptos escoceses no meio das celebrações benfiquistas, aplaudiam as equipas com a alegria salutar de quem, mesmo na derrota, participa na festa.

Ora, que fazem os nossos notáveis jornalistas? A resposta é triste: em geral, ignoram.

Daí que o repetido discurso jornalístico (?) sobre o primado da verdade (a notícia é má porque a realidade é rasca) não passe de uma descarada desculpa para tranquilizar as boas consciências.

Enfim, se algum alarve de mau vinho armasse zaragata com os vizinhos de bancada, ou se no banco da equipa técnica algum tonto desatasse a debitar obscenidades em linguagem gestual, aí sim, teríamos de certeza uma semana de interminável roupa suja… Em nome da objectividade, claro.

Bem me queria parecer. Esta gente falta-lhe um parafuso.

Sokota? Quem??



Nome - Tomislav Sokota
Nacionalidade - Croácia
Data de Nascimento - 1977-04-08 (29 anos)
Naturalidade - Zagreb - Croácia
Posição - Avançado
Altura - 184 cm
Peso - 79 kg

Lembram-se deste jogador? Até o "Papa" tão cedo não vai esquecer, pelo facto de ainda não ter digerido bem a compra deste "excelente" activo... :)

Em todo o caso, desejo-lhe as rápidas melhoras para que o possámos ver em acção no campeonato...ou talvez não...

Saudações Paulistas.

Simplesmente Katsouranis...


Começo este post por fazer "mea culpa". Em abono da verdade, este jogador Grego que veio para o Glorioso, não foi desde o inicio um jogador que eu tivesse apreciado (o conbicanca Zé Luís pode prová-lo...). Razões para esta afirmação, tiveram a sua origem no facto de ter sido um jogador trazido pelo "Homem do leme - o Eng.º" e nos primeiros jogos que assisti na Catedral, Katsouranis praticar um jogo bastante defensivo - diga-se que não aprecio de todo!

O que é certo e, passado alguns jogos, comecei a apreciar o seu estilo - sim, porque estamos perante um estilo de jogo diferente para um médio que actua naquela posição. Não é pelo facto de ter marcado nesta altura 3 golos, nem pelos comentários da critica desportiva serem bastante abonatórios que eu "vou na corrente" de elogiar Katsouranis.

Para além das suas inequívocas qualidades de jogador (recordo que aos 23 anos, este jogador era já o capitão da sua antiga equipa), verifico que é nesta altura um jogador respeitado pelos seus colegas de trabalho e denota uma extrema humildade como pessoa.

Este post pretende repor a "verdade das coisas", pois tinha uma percepção errada daquilo que este jogador representa para a equipa do Benfica.

Ao Katsouranis, Obrigado por integrares a nossa familia!

Saudações Paulistas!

São Paulo, 8 de Novembro de 2006

terça-feira, 7 de novembro de 2006

9ª Jornada: Erros de Arbitragem


Vitória Setúbal:0 FC Porto:3

47' Bruno Ribeiro deveria ter visto o segundo cartão amarelo, em consequência da entrada sobre Lucho

53’ O árbitro equivocou-se, não era, nunca, falta contra o Vitória de Setúbal, mas contra o FC Porto, e seria expulsão de Bruno Alves, por entrada violenta.

1 erro grosseiro contra / 1 erro grosseiro a favor



Sporting:3 Sp. Braga:0

54’ Djaló teve uma entrada violenta, atingindo a perna do guarda-redes com os pitões. Justificava-se a falta técnica, que foi assinalada, e o cartão vermelho, que ficou por mostrar.

NOTA: Relativamente ao lance do 3º golo do Sporting, embora as opiniões dos editores deste blog possam divergir da decisão da equipa de arbitragem, por não existirem meios que comprovem o suposto erro de validação do golo, não foi considerado como erro grosseiro.

1 erro grosseiro a favor


Benfica:3 Beira Mar:0

18' Entrada violenta de Simão, mercedora de.cartão vermelho que ficou por mostrar

42' Ao cometer uma falta sobre Miguelito, Torrão, que já tinha um amarelo, deveria ter sido expulso

75' O terceiro golo do Benfica deveria ter sido anulado, por eventual fora-de-jogo de Miccoli

1 erro grosseiro contra / 2 erros grosseiros a favor

Setúbal: 0 - FCP: 3

Boa vitória, manutenção da liderança. Para quem não viu o jogo, como foi o meu caso, esta é uma das análises que se podem fazer. Como não vi o jogo, vou aproveitar para fazer um pequeno balanço da performance portista, já que só teremos campeonato daqui a 15 dias.

Num mês de Outubro muito complicado, posso afirmar com maior ou menor exactidão que o Porto teve uma nota muito alta nesta primeira avaliação intercalar. Em seis jogos, ganhou por cinco vezes e empatou uma, sendo que este empate foi verificado em Alvalade. Pelo meio ganhou ao Benfica e os dois jogos na liga dos campeões. Ora comparando esta época com a de há duas épocas atrás, a nota ainda fica mais alta. Isto porque em situação idêntica (troca de treinador), o Porto de há duas épocas, andou a restante temporada a tentar remendar a asneirada que fez, enquanto que agora as coisas estão a ser bem mais pacificas. Este facto só vem mostrar a importância que um treinador tem numa equipa. Se há dois anos, o Espanhol não soube aproveitar a oportunidade que teve, este ano, o Jesualdo está a agarrar a mesma oportunidade com unhas e dentes. Qual a diferença?

O Português sabe tocar viola e o Espanhol não soube. Por isso, continuo a ter uma opinião muito positiva do professor. Já o critiquei uma vez, mas o balanço é francamente positivo. Isto é, o Porto está em primeiro lugar, tem a qualificação da champions em aberto e está a jogar um futebol agradável. Ainda não faz exibições de encher o olho, mas vai fazendo exibições seguras e a espaços chega a praticar um futebol de boa qualidade.

Comparando com a época passada, o saldo continua positivo: Está em primeiro (no ano passado ocupava o segundo lugar), tem mais pontos conquistados, tem mais golos marcados e regista uma melhor performance na champions. É engraçado que o lunático do ano passado dizia que queria ver o Porto ganhar, no mínimo por 3 golos de diferença nos jogos mais fáceis. É igualmente engraçado o facto do Postiga liderar a lista do melhores marcadores do campeonato. Enfim, também no confronto Portugal-Holanda, o Portuga é novamente melhor!

Em suma, num inicio de época novamente atribulado, há que estar muito satisfeito com o comportamento da equipa campeã nacional!

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Benfica:3 Beira Mar:0

A equipa do Benfica repetiu a boa exibição e o resultado obtido diante do Celtic na quarta-feira passada, logrando um triunfo claro sobre os aveirenses, que, para ser mais justo, teria de ter tido ainda maior expressão.

O domínio das águias durante todo o encontro foi avassalador, e à equipa forasteira valeu o guarda-redes Alê, que ainda evitou uma boa mão-cheia de golos.
Por isso pouco há dizer sobre este jogo.

Duas notas:

A primeira para Jardel, que foi "violentamente" assobiado, mas que só prova o respeito "desportivo" que a massa associativa tem por este jogador. Não é qualquer jogador que é assim assobiado na Luz. O último que me lembro foi Cristiano Ronaldo.

A segunda para Buba, que após ter marcado 3 golos ao Sporting, foi expulso na Luz, e saiu também com uma "violenta" salva de palmas, e o estádio todo a gritar BUBA, BUBA!!!



sábado, 4 de novembro de 2006

Carlos Xistra com 7,7

A arbitragem de Carlos Xistra no Benfica-Estrela da Amadora, disputado há duas semanas, foi catalogada como satisfatória por parte do observador da Liga Humberto Gonçalves, que classificou o trabalho do juiz de Castelo Branco com 7,7.

Nem vou comentar este facto, porque considero que todos são suficientemente inteligentes para tirar as correctas ilações, independentemente da sua côr clubistica.


É tudo tão evidente.

Porque Hoje é Sábado !

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Para quem não viu, vale a pena ver!

Hamburgo: 1 - FCP: 3

Anderson pediu, os colegas deram-lhe a vitória. O Porto, contra aquilo que muitos diziam, conseguiu vencer de uma forma categórica, sem o prodígio Brasileiro. Não foi uma vitória muito vistosa, mas foi uma vitória segura e inequívoca.

A equipa portista entrou muito tranquila no AOL Arena e foi explanando o seu futebol, enquanto que os Alemães iam olhando com um ar tanto estupefacto, como impotente. Após os primeiros minutos de controlo portista, a equipa da casa lá conseguiu equilibrar, fundamentalmente porque o Porto começou a perder gás. A partir dos 15/20 minutos, o jogo começava a ser pachorrento e para quem via o jogo sem a paixão clubística, arriscava-se mesmo a adormecer. Para aqueles que adormeceram mesmo, o meus sentimentos, pois o Lucho muito perto do intervalo fez com que valesse a pena toda a primeira parte. Que golo! Para aqueles que ainda não o viram, aconselho que o façam rapidamente porque quem gosta de futebol, gostará certamente de ver este golo.

Na segunda parte, embora o Hamburgo tentasse reagir, o que é certo é que o Porto continuava a controlar o jogo. Quando passava uma hora desde o apito inicial da partida, o outro Argentino portista fez o 2-0, depois de mais uma assistência de Quaresma. Nesta altura pensava que o jogo estava ganho. Rapidamente mudei de opinião, pois passados dois minutos o Hamburgo reduziu. De imediato veio-me à memória o jogo do Sábado passado. E teve quase a acontecer o mesmo, quando um jogador Albanês enviou a bola ao poste. Aguenta coração, pensava eu recordando o Jorge Perestelo.

Felizmente que a reacção Alemã só durou mais 10 minutos. A partir daí, o Porto voltou a controlar o jogo e voltou a conseguir chegar mais perto da baliza contrária. As jogadas de contra-ataque multiplicavam-se e não foi de estranhar o terceiro golo azul e branco. O carrasco benfiquista voltou a marcar e voltou a dar a tranquilidade desejada à equipa.

Vitória sem espinhas, que volta a dar algum alento à equipa nesta competição. O Porto tem agora 7 pontos e está apenas a 1 do primeiro do grupo. Embora nada esteja garantido, parece-me que o Porto é a equipa Portuguesa melhor colocada para seguir em frente.

Benfica-3 Celtic-0

Não vou demorar muito com o jogo. O Benfica entrou bem, aproveitou da melhor forma os erros do adversário, demontrou que é melhor equipa que o Celtic e que a derrota em Glasgow podia ter sido evitada. Ponto Final.

Vou antes falar de um espectáculo, dentro de outro espectáculo: os adeptos do Celtic.

Não me lembro de vêr na Luz, um clube visitante a arrastar consigo 10.000 adeptos. E que adeptos!!! Para terem uma ideia, a bancada Coca-Cola estava repleta de escoceses, alguns deles no meio dos adeptos do Benfica.

Momentos antes do início da partida, desfraldaram um enorme pano com a camisola do trágico Fehér com uma tarja que dizia “You’ll never walk alone”. Os adeptos do benfica aplaudiram de pé durante 5 minutos.

Embora o jogo cedo corresse mal para os escoceses, os seus cânticos entoavam em todo o estádio. Tal como o comum adepto, as próprias claques organizadas do Benfica estavam em silêncio, deliciadas com este espetáculo.

Mas o mais arrepiante, foi nos descontos finais da partida e já com o marcador em 3-0, quando os escoceses decidiram presentear a sua equipa com o hino escocês. Incrível... Todo o estádio se arrepiou, e em uníssono levantou-se a bater palmas aos escoceses.

Foi caso para se dizer, os adeptos do Celtic calaram a Luz.

Quando ia a sair do estádio, vi um escocês de 1,90, mais de 100 Kgs e muitos litros de cerveja na barriga, a colocar um cachecol dos católicos no pescoço de uma criança portuguesa, sob o olhar carinhoso da sua mãe.

Naquele momento, e enquanto me dirigia para o carro, passou-me pela cabeça o gesto do Veiga no Dragão, a acusação criminosa dos dirigentes do FCP ao Katsoranis, os cânticos das claques (a maioria para maiores de 18 anos), o apito dourado e os seus rebuçadinhos.

Em termos de educação, civismo e seriedade estamos muitooooooo distantes dos países norte europeus. E fico com a triste sensação, que gostamos de ser assim.

Colunista Convidado, por JMMA

O «quase» e o «basta!»

Para um bom equilíbrio entre críticas e elogios, esta croniqueta tem por tema dois apontamentos - um positivo e outro negativo.

O positivo diz respeito ao Footbicancas. E começa por uma declaração.

Gostei (pela justeza e pelo distanciamento crítico) dos comentários aqui produzidos, nomeadamente, pelo Luís Marques e pelo Vítor, sobre o derbi do Dragão. (Aliás, como era de esperar.)

Agora o que eu queria realçar era o comentário que Luís Santos, «quase furioso» com a «Buba» do seu Sporting em Aveiro, aqui escreveu Sexta-feira 27, a propósito (isto é, dependurado) do post «…e o ano passado foi assim». Muito brevemente é isto: Sob a capa fina da ironia, a nudez engraçada da «realidade».

Da «realidade emocional», entenda-se. Já que é desta que se alimenta o clubismo. Merece prémio. Por isso, juro (e ai de quem me desminta!) que desejei ao Luís um euro-brinde procedente de Munique, nem que fosse um Litlle Chicken com cara de Oliver Kahn.

Quem haveria de dizer que a «buba» que os leões apanharam em Aveiro alastraria tão rapidamente ao Porto, para aí contagiar as águias atrevidas, logo no dia seguinte. Pensei cá para mim: Deus é azul!

Lembrando-me do Luís Santos, «quase furioso», resumi assim o jogo: Da «quase» goleada à «quase» vitória, três golos «quase» perfeitos, e no fim «quase» tudo estragado, por um golo desses «quase» i-Moraes, que «quase» parecia uma conspiração dos deuses.

E «quase» péssimo, foi o treinador do Porto a tentar convencer-nos de que não houve nenhuma «conspiração dos deuses» mas sim uma bênção dos treinos e, pasme-se, uma consequência natural do «querer e da vontade». Porra!, um golo pateta quando toda a gente viu que o fcp terminava o jogo às aranhas. Tentar mascarar a aflição com a bazófia, ainda para mais tendo ganho, não se faz. Devia haver prisão perpétua para estes casos.

Agora, mau, mau foi outra coisa. Cinjo-me apenas a alguns episódios mais chocantes. Não percebi a palhaçada dos bilhetes. Sinceramente, teria adorado que o fcp, à parte todas as razões que lhe possam assistir contra o Benfica, aproveitasse a oportunidade para se distinguir da «merda», cedendo (com luva branca) os bilhetes para o jogo. Acho que os portistas mereciam que o seu clube tivesse dirigentes desse gabarito moral e eu invejá-los-ia, enquanto o Benfica os não tivesse iguais. Assim, merecem-se uns aos outros.

A verdade é que sempre que pensamos que não é possível fazer pior, vem um destes senhores e consegue! Refiro-me agora à alegada trama (ou trampa?) dos gestos provocatórios. Para edificação da inocência, aí temos mais uma alarvidade que não vem senão desculpabilizar o indesculpável, quer sejam os cânticos insultuosos contra a honradez materna dos adversários aquando dos festejos de vitória do fcp no último campeonato, quer seja o silêncio complacente e indigno dos dirigentes portistas a respeito do desatino. Enfim, funestas omissões pagas com ainda piores acções. Merecem-se uns aos outros, estes senhores dirigentes, de faca na Liga, armados em chefes de claque.

Nós, os adeptos (aqueles com quem me dou), e eles, os jogadores e os árbitros que estiveram no Dragão, é que não os merecemos.

Basta!