sexta-feira, 11 de abril de 2008

SCP: 0 - Rangers: 2, por Rui Martins

A noite era de festa e os condimentos para uma festança de arromba estavam todos lá. No final o Sporting teve azar e o azar em alta competição paga-se caro. E digo que teve azar porque, numa competição destas e em fase adiantada fazer quase 20 remates num jogo e não marcar nada é muito azar.

O Rangers terá rematado umas 5 vezes e marcou 2, foram eficazes.

Comecei por dizer que a noite era de festa, o estádio estava muito bem composto, os Escoceses eram de facto muitos e ruidosos e o Sporting vinha de uma sequência de bons resultados e algum futebol. O onze apresentado, sabendo de antemão que o Polga não jogava, não trazia novidades era o esperado e a táctica a de sempre. O Sporting entrou algo nervoso e começou logo pelo caloiro Gladstone que numa hesitação deu terreno ao jogador do Rangers mas ainda foi a tempo de emendar a asneira que tinha feito.

Durante a primeira parte há a assinalar um remate de cabeça do Liedson ao poste, o controlo do jogo por parte do Sporting e uma mão cheia de remates, alguns perigosos.

Após o intervalo, o Sporting entrou melhor. Empurrou definitivamente os Escoceses para o seu meio campo e trocava bem a bola. Criou várias oportunidades e o golo adivinhava-se, mas o mesmo aconteceu na baliza onde menos se esperava. Com a equipa toda balanceada no ataque, uma bola sacudida pelos Escoceses e numa hesitação do Miguel Veloso e posteriormente do Gladstone, um dos Escoceses (sabe-se lá qual) ganhou a bola descaiu sobre a direita arrastando os centrais com ele, no centro do terreno aparecia em velocidade o avançado Francês do Rangers, o Abel não o consegui acompanhar, recebeu a bola em perfeitas condições e de primeira só teve de empurrar lá para dentro. Foi um grande balde de água fria.

O Paulo Bento a esta altura já preparava as substituições, a ideia que eu tenho é que ele se preparava para tirar o Romagnoli que estava quase ausente do jogo durante o melhor momento do Sporting. Em desvantagem optou por tirar um jogador mais defensivo, saiu Izmailov e entrou o Yannick. A equipa aparentemente não se ressentiu, e continuou a carregar em cima dos Escoceses que já só sacudiam a bola e tentavam ganhar tempo. O pressing era muito, mas nem sempre era objectivo. Paulo Bento optou por reforçar o meio campo, tirou o Gladstone e colocou o Pereirinha no meio. O Simon ocupava mais a esquerda, o Yannick a direita e o Romagnoli quase ausente apoiava o incasável Liedson.

Não havia forma de o golo aparecer, e parafraseando Quinito o Paulo Bento colocou a carne toda no assador. Mais uma vez quando todos esperavam a saída do Romagnoli, era a vez do lesionado Grimi. Entrou o Tiui. Equipa mais ofensiva não podia existir. O Moutinho fechava no meio, o Veloso estava ao lado do Tonel o Abel na direita. O Simon, estourado, fazia o corredor esquerdo. Lá na frente com tanta gente a confusão era muita.

O Sporting corria todos os riscos, mas não havia outra alternativa, e com o aproximar do final marcar dois golos era tarefa quase impossível. Num momento de falta de lucidez aliada à falência física, o Abel tentou fintar o avançado Escocês que lhe tira a bola. Corre o meio campo todo com a bola, faz o que quer da defesa e dá a machadada final aos 92 minutos. Já antes tinham tido uma oportunidade que o Rui Patrício tinha evitado.

Sem sacar responsabilidades ao Veloso no primeiro golo, onde hesitou para mim foi o melhor do Sporting. O Sporting para além da falta de sorte foi ineficaz, não se pode rematar tanto e não marcar. Da parte do Escoceses, de salientar a multidão de gente que eles arrastam, mas tivesse eu o poder de compra deles e também acompanhava o Sporting ao estrangeiro. Se salientar também, mas pela negativa o futebol deles. Muito fraco e ao alcance do Sporting e muito faltoso.

O poder da Comunicação...


Caros "bloggistas",


Por motivos profissionais, tenho estado arredado deste hobbie, mas é com imensa satisfação que verifico a assertividade dos vários participantes...

Pena é, que a(s) mensagem(s) por vezes não seja(m) realmente bem percepcionada(s).

Uns falam de "galhos" outros entendem "azeitonas"...e a banda continua!

Enfim, a capacidade de olhar (apenas) para o umbigo, é algo que caracteriza muito os Tugas...

O importante, dizem uns, é o "fêcêpê" ter conquistado o "tri"... a Maioria (serão quantos agora? 6M?) dizem que isto está tudo "minado"...

Como diz o caro ConBincanca Vitor: "Como diz o outro, eu não acredito em bruxas, pero que los hay, hay!"

Por mim, estou como o Ricardo A. Pereira, não percebo nada disto, mas faz alguma confusão...

Como a vida não é só futebol, creio que o melhor mesmo é estarmos preocupados em como articular estratégias para o desenvolvimento socio-economico do País, isso sim, é realmente importante!!!

...são muitos pontos com vantagem sobre os outros que "isto" perdeu interesse (dizem alguns "azuis" sobre o que pensam os "encarnados"). De resto, as questões estruturais (quantidades de clubes na 1.ª liga, formação, árbitros, etc), são questões acessórias.

Lembra-me um pouco o chavão: "não interessam os meios, para atingir um fim..." - o F.C.Porto é campeão, e o resto é conversa!

Siga a música...

Saudações "ausentes"...
A Carolina, escritora, ou será jornalista, ou ainda acompanhante, ou alternadeira, ou testemunha, ou ex do Pinto da Costa, ou actual do Barbas, bom não sei. O que sei é que a senhora, ou será gaja, ou prostituta, ou ainda alternadeira, bom não sei. O que sei é que quando a espécime, ou será modelo, ou amostra, sei lá. Já me estou a irritar!

Bom, vamos lá ver se é desta: Quando a Coisa (qualquer semelhança com “coiso” é pura coincidência) se encaminhava para casa no seu X5, que antes de andar montada nele teve que montar para o comprar, espetou-se em plena ponte da Arrábida. Para o Correio da Manhã, terá sido a mando do Pinto da Costa, que depois de seguir o Dr. Hermínio Loureiro (meu amigo) e o Ricardo Costa (não o jogador), mandou seguir a Coisa até esta se espetar contra os separadores centrais da Ponte.

Esta será com toda a certeza a versão do Correio da Manhã. Para mim, é já o divino a actuar. O papa tinha avisado: “aqueles que mentem em relação a mim, vão ser seguidos pelo divino”. Ah pois é, a Coisa foi a primeira. Nem os veículos do corpo de intervenção, que a seguiam, foram capazes de segurar o potente poder do divino. Felizmente, ou será infelizmente, a Coisa está bem tendo já regressado a casa onde alegadamente estará em repouso.

Por isso, meus amigos (cuidado Zé) tenham cuidado que eles andem aí. Como diz o outro, eu não acredito em bruxas, pero que los hay, hay!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Nota do Autor Vitor Peliteiro

Com sinceridade, os últimos posts do meu amigo Luis Marques, de há uns dias para cá, é que são revoltantes (pegando no título do último post). Podia ir buscar ao youtube n exemplos de erros de arbitragens que beneficiaram o Benfica e colocar aqui. O próprio Jorge Coroado disse em tribunal que beneficiou o Benfica contra o FCP (mas isso não escreves).

Como a minha participação neste blog não tem por objectivo ficar mal disposto com estas coisas, nem porque tenho por objectivo chatear-me com o Luis por causa do futebol, pois prezo muito mais a nossa amizade, dou por encerrado (pela minha parte, claro) o capítulo Apito Dourado. Não escreverei mais nenhum comentário, nem tão pouco perderei tempo a ler os ditos posts.

O blog é livre e por isso cada um escreve o que quiser, mas participo neste blog para me divertir e não para ficar mal disposto. Por isso, fecho o meu tasco no que diz respeito a esta matéria.

Bem haja!

Revolta

 

Cresci a ver arbitragens destas.

É revoltante.

Estas partidas têm de tudo para se perceber a corrupção que vigora no futebol português há 25 anos e cuja pena que se prevê é de... seis pontos perdidos! Há exemplos perfeitos de lances semelhantes que tiveram decisões diferentes.

Neste esgoto à beira-mar plantado

Com algum exagero de palavras, é certo, mas esta é a "radiografia" actual do futebol português. 100% de acordo.

 

Não sei se tenho palavras para exprimir o que me vai na alma. Há duas que, provavelmente, o resumem: revolta e nojo.

Ponto prévio: o Benfica jogou mal durante grande parte do campeonato, sem fio de jogo ou o mínimo de inteligência. Grande parte dos pontos perdidos resultam de absoluta inépcia e incompetência. Claro que (como não?) jogos houve onde fomos prejudicados pelas arbitragens. Coisas que a acontecer em clubes de gente ‘culta’ e ‘elevada’, de elevado pedigree, como o Sportem, teriam levantado o habitual coro ‘culto’ e ‘elevado’ de protestos que levam sempre, mas sempre, a pressões sobre as arbitragens. Os mesmos que se calam quando anulam inexplicavelmente golos aos adversários. Verdadeiros gentlemen.

Mas agora que se atinge a altura das decisões e numa altura em que o 2º lugar se tornou subitamente alcançável pela agremiação do Lumiar, as arbitragens encomendadas estão a atingir níveis absolutamente revoltantes. E sem pudor ou vergonha, porque já se percebeu que neste país de brandos costumes não há coragem para aplicar justiça. Porque, pasme-se, nesta patética amostra de país, é preciso coragem para aplicar a justiça e porque a podridão está demasiado infiltrada no tecido social do país. Os tripeiros querem ganhar a todo o custo e adoram cegamente o criminoso e os lagartos fecham os olhos porque lhes compram o silêncio com migalhas e porque o verdadeiro prejudicado é o Benfica. E que lagarto no seu perfeito juízo se irá queixar por prejudicarem o seu ódio de estimação?

O que é óbvio é que querem tirar o Benfica do 2ª lugar e querem-no dar ao Sportem, como prémio de bom comportamento. E todos sabemos quem.

A herança dos antepassados que outrora fizeram deste um país de gente tenaz e heróica foi vilipendiada de modo sistemático no séc. XX por gente baixa e amoral. O pouco que resta dessa herança continua a ser estraçalhada pela mesquinhez, corrupção e canalhice dos biltres que governam esta pobre desculpa de país. Os que o governam na verdade, atente-se. Os que controlam as sombras, os que garantem a todo o custo o status quo e a manutenção do laxismo que é a principal característica deste país.

O que distinguiu Portugal no passado foi a improvável capacidade de um povo e nação tão pequena para discutir o controlo do Mundo. A extraordinária circunstância de um minúsculo conjunto de gente comandar os destinos da civilização ocidental. Após o apogeu, em que Portugal descobriu o Mundo e o partilhou com Espanha, a história encarregou-se de ir lentamente diluindo o papel de Portugal e desbaratando a riqueza gerada. O país definhou lentamente até chegar ao séc. XX, uma patética amostra de um outrora nobre povo. Por entre ditaduras autistas e castradoras e libertações desregradas (em que se criaram muitos dos vícios que hoje amordaçam o país), surge subitamente no séc. XX uma espécie de testemunho do que fomos, um assomo de heroísmo, resistência e de desafio perante o Mundo. O acordar do que de melhor Portugal tem. Do que fez de Portugal a nação que resistiu a séculos de tentativas de invasão, a nação que descobriu o Mundo. Uma réstia de esperança.

E onde? No futebol.

O Benfica surge como um raio de luz, um reflexo das melhores qualidades que jaziam adormecidas na alma colectiva de um país reduzido a uma insignificância amordaçante.

O Benfica reúne o que de melhor havia em nós e, fruto de muita luta, suor, sacrifício e honra, volta a dar Portugal ao Mundo. O Benfica ombreia com os maiores da Europa, o Benfica vence-os, o Benfica atinge 5 finais da Taça dos Campeões Europeus quase seguidas, o nome do Benfica atinge um relevo lendário e espalha o nome de Portugal pelo Mundo (e daí o aproveitamento dessa condição do Benfica pelo Estado Novo, e apenas nessa medida, porque o verdadeiro clube do regime, todos o sabemos – por mais que os mentirosos e hipócritas vomitem ideias feitas - foi e sempre será o Sporting). O Benfica torna-se o Glorioso. O Benfica torna-se maior que Portugal.

E Portugal, envergonhado, planeia-lhe a queda, arquitecta-lhe a ruína. A inveja e a mesquinhez grassam, crescem, alimentam-se, estruturam-se. E finalmente, nos anos 80, põem em acção o plano e deixam o país à mercê de um conjunto de criminosos amorais que o amordaçam, que o sujam, que o matam.

Ancorados numa fictícia Guerra Norte-Sul, o Porco da Costa e os seus acólitos têm violado o futebol português e construído uma mentira nauseabunda, com a conivência dos animaizinhos de estimação do Sportem, que rebolam e se fingem de mortos com a promessa de migalhinhas e a ruína do Benfica.

Isto para dizer o quê? Que o futebol está moribundo. Que este outrora paraíso à beira-mar plantado é um esgoto a céu aberto. Que os canalhas que amordaçam o país estão a tentar destruir o que ainda nos eleva, o que ainda nos torna maiores que este rectângulo encostado ao mar.

Não acredito em nada do que se passou nos últimos 20 anos no futebol português. NADA. Não há verdade em nada. E tenho dificuldade em perceber como é que gente com o mínimo de dignidade (que os haverá) ainda tem a capacidade de abstracção para festejar campeonatos neste contexto.

A onda que nasceu com o início do Apito Dourado (e que permitiu um momento de hesitação no sistema, de tal modo que o Benfica foi campeão) morreu contra a escarpa inclemente do laxismo e da corrupção instituída. Sim, faça-se o teatrinho para as aparências. Deixe-se correr o processo e quando se achar que o FC Porco tem vantagem suficiente para não lhe fazer mossa uma amostra de castigo, tente-se saciar a opinião pública e anunciar um castigo de 6 pontos (os mesmos que os subtraídos ao Belenenses por utilização indevida de um jogador).

A aliança FC Porco – Sportem (confirmada pelo próprio João Rocha nos seus moldes mais velhacos), como já denunciei várias vezes, está a conseguir os seus objectivos. Afastar o Benfica do topo.

O FC Porco controla o futebol português e o lacaio Sportem mantém a bola baixa e recolhe os biscoitinhos que lhe são atirados debaixo da mesa. Uma Taça de Portugal ali, a promessa de um 2ª lugar aqui, uma final da Taça da Liga acolá. A Avestruz de Alvalade comporta-se como uma prostituta barata, senta-se ao lado do Porco da Costa nos camarotes, elogia-lhe a capacidade de gestão, dá-lhe pancadinhas nas costas e, quando questionado sobre o Apito Dourado, engasga-se envergonhado e atira banalidades como ‘só falo no fim do processo’ ou ‘ainda não houve condenações’. Hipócrita.

O moço quem tem um ninho na cabeça e que treina o Sportem baba-se descontroladamente a elogiar o FC Porco e o Senhor Professor Jesualdo e no jogo a seguir o árbitro decide que as bolas que o Braga mete na baliza do Sportem não contam. E o moço Bento menciona por acaso o inacreditável lance nas suas declarações depois do jogo? Claro que não, o que é importante é insistir em que foi prejudicado quando o Sportem perde. A verdade não tem nada a ver com isto. Hipócrita.

O Sportem rebola, ladra a mando do dono. O dono manda um osso. E manda os palhaços Lucílio e Paixão dançar. E estes dançam, emulando as danças que presenciaram vezes sem fim nas casas de alterne do grupo FC Porco.

Para gáudio da nação anti-benfiquista.

Como seria de esperar, às críticas do Presidente do Glorioso, que constata o óbvio, os fantoches hipócritas do FC Porco na direcção da arbitragem e na Secretaria de Estado da Juventude e Desporto (o tipo mais inútil que existe neste país) reagem com estudada indignação, conforme as instruções e pagamentos recebidos. E velhos dejectos como o Coroado (um dos maiores cancros do futebol português dos últimos anos e uma pobre desculpa para um ser humano), a mando do polvo, levantam a voz cirurgicamente.

Continuem todos estes imbecis corruptos e sujos da arbitragem e do governo a prostituir-se e a sujar o país.

Continuem os do FC Porco a festejar títulos sujos e os do Sportem a babar-se com as migalhas e a fazer voodoo com bonecos do Benfica.

Eu? Prefiro andar na rua de cabeça erguida. Sou do Benfica, não tenho nada a ver com a merda que conspurca este país. Sou do Benfica, e isso me envaidece muito além do que alguém dessas duas agremiações possa algum dia entender.

País de merda, esgoto nauseabundo.

Autor: Gwaihir Texo Original

O PORTO CONTRATA

Enquanto que uns se preocupam com factos “mais importantes”, o Porto contrata.

O FootBicancas recebeu a informação que o Porto já fechou contrato com dois jogadores para a próxima época. Um deles já é mais ou menos público e trata-se do lateral direito do Braga e ex-extremo direito do Benfica, João Pereira. Confesso que não gostava deste jogador porque o achava arrogante demais para um simples puto em início de carreira. Achava-se o maior e não tinha grande noção do que é humildade. Veremos se essa vertente estará melhor de camisola azul e branca, sendo que está a tornar-se (se é que já não é) um óptimo jogador e pode ser uma excelente alternativa à saída do Bosingwa.

Se esta contratação já não é surpreendente, a seguinte é totalmente admirável. Nada mais, nada menos do que o Pereirinha, jogador do Sporting. Provavelmente estão a ter a mesma reacção que eu tive. Como estão a ter a mesma reacção de estupefacção, vou responder da mesma forma como me responderam, isto é, “se não acreditam, esperemos pelo fim da época”.

Bom, posto isto, só nos resta mesmo esperar. Até lá, podemos especular (afinal, não é isso que fazem os jornais?) e podemos dizer que, a ser verdade, é igualmente uma óptima aquisição. Pereirinha tem evoluído de uma forma muito positiva e será com quase toda a certeza um dos grandes valores futuros.

Como pontos negativos dos dois jogadores, temos a sua baixa estatura.

Vamos esperar com tranquilidade!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

"Modus Operandi"


O presidente da Liga de Clubes, Hermínio Loureiro, e o líder da Comissão Disciplinar (CD), Ricardo Costa, estão sob protecção policial. Segundo apurou o CM, ambos já terão sido alvo de ameaças relacionadas com os recentes casos que envolvem FC Porto e Boavista, no âmbito do ‘Apito Final’.
CM, 9/Abr/2008

terça-feira, 8 de abril de 2008

Hitler e o Apito Dorado

 

«Descemos a um ponto tal que a reafirmação do óbvio é o primeiro dever dos homens inteligentes», George Orwell

Arbitragem

LFV disse a seguir ao jogo com o Boavista que haviam resultados viciados na 1ª Liga.

São declarações graves dirão alguns, imprudentes dirão outros, justificações para os empates dirão ainda outros.

E se as declarações forem verdadeiras? Será que continuarão a ser graves, imprudentes, e justificativas dos maus resultados?

Tudo o que possamos opinar a este respeito, tem por base sensações e não provas factuais. Por isso tem tanto crédito o leitor que concorda com LFV, como aquele que não concorda.

Eu concordo. Na minha crónica de 31 de Março, após o jogo “Benfica-3 Paços Ferreira-1”, escrevi: “Para os anjinhos, puristas e inocentes, que julgam que o futebol português parece um convento com bispos e Papas, continuo a afirmar: CONTINUA A EXISTIR ARBITRAGENS CORRUPTAS NO FUTEBOL PORTUGUÊS. E ontem assisti a uma delas.”

Quando no último mês, no jogo Paços-Benfica Elmano Santos marca um Penalti surrealista contra ao Benfica, quando no Paços-Guimarães fica uma grande penalidade “clarinha” por assinalar, quando no Sporting-Braga ninguém percebeu até agora porque se anula um golo limpo ao Braga, quando no Boavista-Benfica não se marcam dois panaltis a favor de Benfica, quando o mesmo árbitro marca um penalti no último minuto sobre o Quaresma que não existe, e quando o FCP ganha em Leixões com um golo fora-de-jogo, penso que há legitimidade para no mínimo desconfiarmos das declarações de LFV.

Não posso afirmar que há corrupação, como o leitor também não terá factos que comprovem que não há. Mas é evidente para todos que continuamos a assistir a arbitragens “estranhas”.

SCP: 2 - Braga: 0, por Rui Martins


Com a história do título do campeonato terminada, a luta pelo segundo lugar está ao rubro.

O Sporting não se deixou dormir perante o Braga, e terá feito provavelmente o jogo mais difícil que restava até ao fim do campeonato.

Quanto ao jogo em si, nada de novo na táctica desenhada pelo Paulo Bento. As surpresas estavam guardadas para o onze que iria ser apresentado, entraram em campo o Farnerud e o Yannick como titulares e em boa hora foram eles os eleitos. O Sueco esteve em destaque pela positiva arrancando muitos aplausos das bancadas ao longo do jogo, o Yannick lembrou-se de marcar dois bons golos em dois minutos e resolveu o jogo.

O Braga apresentou-se em Alvalade com a disposição de ganhar o jogo, conseguiu algumas boas jogadas mas foi infeliz na finalização, com o jogo bem disputado e ambas as equipas a jogarem bem por duas vezes o Liedson descobriu o Yannick que fez os dois golos aos 35 e 37 minutos.

Após o intervalo a qualidade do jogo caiu, e muito por culpa do Sporting. Com uma vantagem de dois golos a gestão do resultado impunha-se porque aproxima-se jogos complicados na taça UEFA e taça de Portugal mas além de o Sporting ter levantado ligeiramente o pé passou a jogar mal com muitos passes falhados e percas de bola.

O Braga crescia, com isso o Paulo Bento era obrigado a mudar a atitude da equipa. Fez entrar Pereirinha e Simon para lugar do Izmailov e do irrequieto Yannick, que grande aplauso ele recebeu, e os dois substitutos vieram mostrar que estão em forma e ajudaram o Sporting a subir outra vez de rendimento.

O Braga continuava insistir e aproximava-se da baliza de Rui Patrício, primeiro com uma bola à barra e logo de seguida uma grande defesa do Rui Patrício e mais tarde um golo anulado ao Braga, não sei se bem se mal, no estádio não me apercebi bem mas parece-me que o Rui era mais uma vez mal batido.

Até ao fim do jogo foi o Sporting que voltou a mandar, dominou e sacudiu a pressão do Braga.

Nota de destaque para lesão do Polga, que desde já fica de fora do jogo com os Escoceses.

Considerações finais:
O Farnerud fez noventa minutos quase irrepreensíveis, arrancando muitos aplausos das bancadas. O Yannick aproveitou metade das oportunidades que teve e fartou-se correr.

A equipa do Braga apesar de jogar bem foi muito faltosa e fartou-se de distribuir fruta.

domingo, 6 de abril de 2008

Boavista:0 Benfica:0

Resultado muito injusto.

O Benfica jogou bem, teve quase 1 dezena de oportunidades, mas começa a ser bruxedo jogar contra o Boavista.

Já o ano passado na Luz, o Benfica também falhou muitos golos acabando por empatar 0-0.

A luta para o segundo lugar está muito engraçada.

Chalana está a fazer um bom trabalho.

Faltou um pouquino de sorte, e uma "frutinha" para Lucídio Batista. Mais dois penaltis por marcar. A FESTA continua.

FCP: 6 - Estrela da Amadora: 0

Já está. O tri já cá mora e a pedido do JMMA, digo desde já que o Tetra será nosso!

Durante a semana fui amadurecendo a ideia que o Porto ia ganhar ao Estrela. Não porque o FCP era melhor ou porque tem melhores jogadores. Todos sabemos que por vezes isso não basta. Sabia que ia ganhar, e por consequência sagrar-se campeão, porque os jogadores sentiram-se "picados". Foi uma semana que se viu de tudo para arredar para o lado o mérito do Porto durante toda a época. Foi igualmente a semana onde apareceram muitos, que até então estavam hibernados.

O meu feeling confirmou-se. O Porto ganhou como há muito não via. Ganhou com a raiva acumulada durante toda a semana, e a melhor prova disto foi a fase do jogo onde o Porto já ganhava por 5, mas mesmo assim continuava a correr como se não houvesse amanhã. Curiosamente estes seis secos foram dados a uma equipa que participa no apito dourado. Não porque está envolvida (clubes do sul não entram nestas contas), mas porque o Porto-Estrela da Amadora é um dos jogos que contribuiram para as escutas feitas ao Papa e é também um dos jogos onde alegadamente o Porto subornou o árbitro para poder ganhar.

Ganhar é mesmo a palavra que mais se diz a norte. Nos últimos 21 anos, o Porto leva 14 campeonatos, o Benfica 4, o Sporting 2 e o Boavista 1. É de facto uma diferença abismal, continuando o Porto a cilindrar toda a sua concorrência.

O campeonato que agora ficou decidido é, na minha opinião, especial por dois motivos: Desde logo porque é o segundo "tri" da história do Porto e depois porque foi ganho de uma forma tão copiosa como eu nunca vi. Na verdade, já não é muito usual ganhar um campeonato a cinco jornadas do fim e este facto justifica-se porque o Porto é de longe melhor do que qualquer outro clube nacional.

Como dizia ontem o Serrão, agora que venha o Benfica para servir de bombo da festa!



Homenagem ao Tri-Campeão

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sábado, 5 de abril de 2008

Inocente que não quer provar inocência

Recaem acusações graves sob Pinto da Costa.

A estratégia da defesa começou por alegar, inconstiucionais as escutas telefónicas.

Hoje os jornais noticiavam, que a próxima argumentação da defesa passava pela estratégia de prescrição do crime.

É estranho alguém que alega inocência, tentar provar tudo menos a sua própria inocência.

Estranho... ou sintomático.

Benfica-Boavista de 2003/04 com arbitragem "esquesita"

O depoimento de Elmano Santos à Polícia Judiciária envolve Valentim Loureiro em outro dos processos que o Boavista enfrenta. O árbitro do Benfica-Boavista, em 2003/04, sugeriu interferências do major não só na nomeação dos árbitros como ainda deixou subentendido que o então presidente da Liga teria, de alguma forma, controlo sobre a Comissão Disciplinar.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Colunista Convidado, por JMMA


ROBERT DA COSTA MUGABE

O pior dos ditadores é o que nunca faz eleições.
O melhor dirigente desportivo é aquele que nunca perde o campeonato.

O segundo pior ditador é o que faz eleições e as trapaceia.
Melhor ainda do que o melhor dirigente é aquele que bem trafulha para mais vencer.

O terceiro pior ditador faz eleições e perde-as.
O dirigente que trafulha nem precisa.

Parece que Mugabe era desses, um ingénuo que se deixa surpreender pelo povo, nas urnas. Parece que no futebol português prosperam sob várias cores dirigentes desses, intrujas a quem as massas prometem venerar até à urna.

O que aconteceu esta semana no Zimbabwe deu razão aos ditadores precavidos: nada como uma eleição para o povo se armar em vivo. Muito do que se viu esta semana (inclusive neste blogue) a propósito das graves acusações levantadas ao FC Porto e seu emérito presidente deu razão aos endróminas: nada como uma vitória para o povo promover o diabo ao Olimpo.

No Zimbabwe os zimbabwianos mostraram uma ousadia tremenda. Agora, graças à ambição revelada, tão cedo nenhum ditador prudente cairá na mesma esparrela. Por cá, as massas clubo-dependentes mostraram mais uma vez o seu irredutível pendor para a palhaçada. Graças à desculpabilização do golpismo, doravante, defraudar o jogo faz parte das regras do jogo. Um pequeno passo para o FCP, um salto gigantesco para a Humanidade.

O povo é assim: libertam-lhe a mão para ele pôr um voto e ele aproveita para banir o ditador. O pobre do Mugabe deve estar arrependido. E chamam-lhe pretos. No futebol português é assim, por esta ordem: nega-se a burla, relativiza-se a falta, desacredita-se a prova, enxovalha-se a juíza, enaltece-se a obra e, por fim, entroniza-se o ídolo. Chama-se ‘massa adepta’.

Desculpem os meus amigos: não importa a cor com que se disfarcem, não me revejo nestes valores.

Talvez Mugabe voltasse a permitir eleições. Talvez. Mas com certeza revelava os resultados uma semana antes, para prevenir as fraudes. Quanto aos nossos venerados reis da muscambilha, bem que podem continuar à vontade na senda do ‘tetra’, do ‘penta’, do ‘hexa’, do ‘hepta’, do ‘octo’, and so on and so on. Por mim, só um pequeno pedido: revelem-nos a classificação logo no início de cada campeonato. Para evitar desconfianças malévolas destes vossos anjinhos ressaibiados.

terça-feira, 1 de abril de 2008

20 anos de Razão


“Já pedi a Deus, para que os que me acusaram, nunca mais tenham paz neste e no outro mundo”. Foi esta a reacção nervosa e ameaçadora de Pinto da Costa, depois de saber que tinha sido indiciado por corrupção activa.

Passou despercebido, talvez pela dezena e meia de pontos que o FCP leva de vantagem sobre a concorrência - como se isso servisse de justificação - mas o seu presidente foi indiciado por corrupção activa. Isso mesmo: corrupação activa.

Ou seja, segundo o Ministério Público, há fortes indicios que o Presidente do FCP, tenha corrumpido um árbitro, para que este favorecesse o FCP, com uma arbitragem “estranha”. O mesmo tipo de arbitragem, que acontedeu este fim-de-semana no Estádio da Luz.

Bom, quando há dez anos atrás, depois de muitas jornadas de "roubos de igreja", em conversas com o meu amigo Fama à segunda-feira, me lembro de colocar em causa a forma como algumas vitórias do FCP e algumas derrotas do SLB aconteciam, um dos seus argumentos era: “então provem!”. Depois de 10 anos de discussões, e vinte anos de corrupção, aí vem a resposta: está quase.

Infelizmente, duvido que se consiga provar que houve mesmo corrupção. É um crime muito dificil de ser provado, e a nossa justiça também não ajuda (vide casos Casa Pia, Felgueiras, Isaltino e demais). Mas mesmo sem prova, este indicio, é acima de tudo simbólico:

*Simbólico, porque me dá 20 anos de razão.
*Simbólico, porque ninguém duvida que esta é ponta do iceberg;
*Simbólico, porque podemos colocar em causa a partir de agora todas vitórias do FCP;
*Simbólico, porque envergonha qualquer adepto do FCP com honra, e sem clubite aguda;
*Simbólico, porque mesmo que a justiça não o prove, a justiça moral associará sempre e o nome de Pinto da Costa e do FCP à corrupção activa. E essa é a principal justiça que se se pode fazer. A Justiça do povo.

Mais uma prova de que o nosso País desportivo está inquinado por poderes ocultos, é o facto da Justiça deportiva olhar para tudo isto de braços cruzados. Em Itália, no espaço de um mês a Juventus foi jogar para a 2ª divisão, e o AC Milan ficou com menos 18 pontos e sem acesso à Liga dos Campeões. E para isso não foi necessário esperar pela justiça civil.

Até no socialmente evoluído Brasil, no espaço de um mês a justiça desportiva irradiou um árbitro, e obrigou a repetição de oito jogos do campeoanto Paulista, colocando em causa a revalidação do título por parte do São Paulo, depois de algumas escutas telefónicas terem provado que alguns resultados eram viciados. E para isso também não foi necessário esperar pela justiça civil.


Aliás, é paradoxal que para mandar o Gil Vicente para a segunda divisão, a FPF tenha ameaçado o clube de extinção por recorrer a tribuinais civis, e agora para actuar sobre Valentins, Pintos e afins, é necessário esperar pelos mesmos tribunais civis.

Sabem porquê? Porque a justiça desportiva é feita…pelos acusados. Quer vos custe, ou não, é feita por aqueles que dominaram e condicionaram o futebol português nos últimos 20 anos.

Mesmo sem prova, para mim e para todos os que gostam de futebol limpo, esta é já uma vitória de 20 anos. A outra….será quando Deus quiser.

ÚLTIMA HORA: O PORTO PODE PERDER 16 PONTOS!

O FootBicancas sabe que o Porto está muito perto de perder 16 pontos neste campeonato, resultante do processo apito dourado.

Esta notícia surge na sequência das boas relações que o blog mantém com o presidente da liga de clubes, Hermínio Loureiro. Desta forma, o Porto vê-se obrigado a ganhar os jogos que faltam, com especial importância para os embates com o Benfica e Guimarães. É que em caso de derrota, o quase tri-campeão pode mesmo perder o campeonato para uma destas duas equipas. Mas, e por esta altura, resta o consolo que mesmo perdendo 16 pontos, o Porto continua em primeiro.

Luis Filipe Vieira já reagiu, referindo que afinal se tinha enganado quando disse que o Benfica não devia ganhar nada, para manter os pés no chão. Mais, disse ainda que se despedia caso o Porto perdesse só 16 pontos. Nesta altura está reunido com a Maria José Morgado para tentar fazer com que estes 16 pontos se transformem em 26!

Nota: para quem não acredita nas boas relações entre este blog e o Hermínio Loureiro, clique aqui.

Notícia de última hora (por JMMA)


JUDICIÁRIA CERCA LEÃO

Esta madrugada, a Polícia Judiciária desencadeou de surpresa uma vasta operação de buscas em Alvalade. No momento em que tal ocorria, nada se sabia acerca das razões que levaram a uma operação de tamanha envergadura, à qual assistimos ocasionalmente visto que transitávamos nas imediações do Estádio na altura em que a polícia dava início à acção. De imediato, no entanto, nada mais pudemos apurar senão que a mega operação foi baptizada nos meios policiais com o nome de código «Caça ao Leão».

Visivelmente perturbados, os responsáveis leoninos chamados ao local (um deles em pijama) disseram ali mesmo, alto e bom som, que consideravam as investigações como uma tentativa destinada a prejudicar a equipa na luta pelo quinto lugar, assim como uma clara manobra de diversão por parte de ‘apitos’ doutras cores. Nada a recear, garantiram os referidos dirigentes: «Tirando a contratação de João Pinto já transitada em esquecimento, os únicos ilícitos de que nos podem acusar são favores normais do tipo ‘apito esverdeado’, próprios do regabofe do ‘sistema’ que é de todos conhecido. Por isso, se vão por aí, os senhores agentes e respectivos «bufos» que tirem mas é o cavalinho da chuva porque estamos perfeitamente à vontade. Que mais não seja porque, como muito bem sabem, casos desta natureza empapam todos na justiça enquanto a federação se está perfeitamente lascando».

Ao que posteriormente viemos a apurar graças à nossa persistência no local, e que aqui podemos avançar em primeira mão, «Caça ao Leão» nada tem a ver, para já, com corrupção desportiva nem quaisquer ilícitos de natureza económica imputáveis ao clube de Alvalade. As razões da operação relâmpago, segundo fonte próxima da Judite a operar no local, prendem-se, sim, com a cena (acho que todos se lembram) do leão que comeu a actriz Alexandra Leite no primeiro episódio da telenovela «A Outra», da TVI. Embora ainda dependentes do resultado de exames periciais em curso, os indícios recolhidos apontam Dias Ferreira como principal suspeito de ter comida a rapariga.

Ao tomar conhecimento da chacina, Paulo Bento não escondeu o desconsolo: «Foi pena o nosso amigo Dias Ferreira não ter comido o Stojkovic, o ‘melhor guarda-redes da Europa’. Isso é que era. E se ele também tivesse comido o Purovic então ainda tinha sido melhor. Era um grande serviço que prestava ao Sportem”.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Será só incompetência?


PREÂMBULO: Que fique claro para todos, que os sucessos do FCP e os insucessos do Benfica nesta época, não são justificáveis com as arbitragens.

Posto isto, aqui segue a minha indignação à arbitragem de ontem na Luz.

ERROS HUMANOS Vs ERROS INTECIONAIS

O FCP, nas duas últimas jornadas fora ganhou à custa de dois erros de arbitragem. Penso ser um facto unânime, mesmo para os lados do Dragão.

Foram dois erros de arbitragem não intecionais. Como soi dizer-se, erros cometidos pela própria condição Humana da equipa de arbitragem. Se em Leixões o fora-de-jogo não tirado a Tarik, é sempre um lance complicado de ajuizar para qualquer fiscal de linha, em Belém, só à terceira repetição percebi que o defesa do Belenenses toca primeiro na bola, antes de Quaresma tropeçar nas pernas do jogador do Belém.

É certo, que foram erros que não deveriam ter existido, mas o FCP também não tem culpa disso, e sinceramente não me parece que se possa assacar da equipa de arbitragem responsabilidades acrescidas. Ainda não há arbitros omni-potentes.

O mesmo não posso dizer do jogo de ontem na Luz. O que é que passa na cabeça de um árbitro de futebol, quando está a 5 metros de um jogador que tropeça em si próprio e marca grande penalidade? Chamem-me o que quiserem, mas já não vou em cantigas inocentes. Estou farto de ver lances “estranhos” no futebol português. Há árbitros e arbitragens estranhas. E ontem, ninguém me tira da cabeça, que aquele árbitro, estava ali para complicar a vida ao Benfica. A mando de quem não sei, com que intenção muito menos. Mas foi evidente. Tão evidente, que no segundo golo do Benfica (2-1), o Sr. Elmano, como que querendo descortinar a todo o custo alguma infracção que permitisse a invalidação do lance, só validou o golo 20s depois, após amena conversa com o fiscal-de-linha.

Os que privam de perto comigo, já perceberam há muito tempo, que infelizmente para mim, esta época já terminou há muito. O FCP é um justo campeão, o Benfica não joga “pêvas”, e o segundo lugar pouco ou nada me seduz. Aliás, já quase vejo o jogos do Benfica, por obrigação. Tanto assim é (e embora não sirva de justificação), nem motivação tenho para vir a este blog.

Digo-vos mesmo, que depois do penalti mal assinalado, se o Benfica não ganhasse, só se podia responsabilizar a si próprio.

Por isso, está completamente dissociada a minha análise à arbitragem de ontem, com qualquer facciosismo, ou justificação para qualquer mau resultado do meu clube.

Para os anjinhos, puristas e inocentes, que julgam que o futebol português parece um convento com bispos e Papas, continuo a afirmar: CONTINUA A EXISTIR ARBITRAGENS CORRUPTAS NO FUTEBOL PORTUGUÊS. E ontem assisti a uma delas.

Belenenses:1 - FCP: 2

Faltam dois pontos! Para a semana faremos a festa do Tri-campeonato.

Foi mais um jogo onde o Porto mostrou porque vai ser tri-campeão. Joga nos seus limites, até ao último minuto e esse é o principal factor de diferenciação relativamente à sua concorrência. Embora na primeira parte os limites estivessem um pouco em "baixa", o Porto logo tratou de os recuperar no segundo tempo e por isso, a vitória acabou por ser normal.

Não quero deixar de agradecer aos meus amigos, que cordialmente me enviaram algumas mensagens por altura do penalti, que acabou por resultar em golo. É de facto curiosa a preocupação que a malta tem com o tri-campeão. O próprio Jesus disse que aquilo não era penalti. Referiu estar sempre "on-line" porque tem uma pessoa a trabalhar para ele (O Jesus é o maior!). Mesmo que o Jesus esteja correcto, terá sido este penalti tão importante? Provavelmente, caso o árbitro não tivesse marcado, o campeonato estaria relançado, pois o Benfica só ficava a 14 pontos...!

Muito bom!

sexta-feira, 28 de março de 2008

E VÃO 16 !

Já devem ter reparado (ou então não), que não escrevi nada sobre os últimos dois jogos do Porto. Na verdade, já não há grande coisa para comentar relativamente aos jogos do Porto porque eles têm sido de uma melancolia tremenda. E não me estou a referir à melancolia que se vive mais a sul, porque nesses jogos a única dúvida que existe é saber se a equipa vai perder ou empatar.

A melancolia do Porto é outra. São jogos tremendamente seguros, que só por acaso é que não resultam em 3 pontos. Vá lá que o último jogo (Leixões) a coisa até aqueceu, mas o resultado foi o mesmo, isto é, três pontos e o aumento da vantagem sobre o segundo (que agora são dois segundos).

Se há muito mérito do FCP nestes 16 pontos de avanço para os segundos classificados, também é verdade que a concorrência está muito fraquinha. Só não podem é culpar o quase tri-campeão por isso. Ou seja, vejo muitas vezes alguns entendidos na matéria (pelo menos intitulam-se como tal) a dizer que o nosso campeonato não é competitivo, que por isso não é interessante e mais blá, blá e blá. Mas que raio de culpa é que tem o Porto? Deveria o Porto começar a perder pontos para equilibrar a coisa?

Não me parece. Parece-me, isso sim, que o Porto está a fazer o seu papel. O Porto está a fazer o seu papel e os adversários só tem é que o seguir, mas o que é certo é que continuam a ser aselhas e continuam também a cair nos mesmos erros de sempre. Será tão difícil ser humilde ao ponto de dizer que tem que aprender com o Porto?

Bom, por um lado até agradeço. Mas lá no fundo e bem lá no fundo, fico triste porque dessa forma o nosso campeonato só terá interesse na luta para os lugares da Champion e UEFA.

Quem persiste no erro é o presidente do Benfica. O homem passa a vida a bater com a cabeça na parede, mas insiste em dizer que para a próxima é que se vai desviar do muro. Como diz o Luis Marques, “o gajo está sempre a fazer reset ao seu percurso de presidente”. E isto é bem verdade. Toda esta confusão que se vive no SLB é resultado da ausência do seu presidente, pois o que ele gosta é de abrir casas do Benfica e dizer o que apito está atrasado. Quando a preocupação com a casa alheia é maior do que aquela que nós damos à nossa, o resultado é quase sempre o mesmo. Se a preocupação fosse para “copiar” as melhores práticas, até podia tirar algum partido disso, mas quando a preocupação é simplesmente por supostos pontos negativos, então daí não saca nada.

Acorde Sr. Luis Filipe Vieira. Acorde para o futebol porque caso contrário isto deixa de ter grande interesse!

Nota: Esta última frase não foi escrita com convicção, porque desejo que o LFV continue a dormir na forma por muitos e muitos anos. Desejo também que os adeptos do SLB continuem a achar que o seu presidente é o maior. Finalmente, desejo que o apito dure como as pilhas duracell, porque dessa forma teremos o LFV agarrado a esse processo como as lapas estão às rochas (e recordo que elas estão tão agarradas que nem se apercebem pela aproximação dos predadores – vulgo homem - com a faca em punho).

quinta-feira, 27 de março de 2008

Portugal: 1 - Grécia: 2

É absolutamente inacreditável perdermos três vezes seguidas com a Grécia. Há um ditado que diz que à primeira toda a gente cai. Na segunda, só cai quem quer e à terceira, só cai quem é burro. Depois que me venha perguntar quem é o Burro!

Mas pior do que a derrota é o facto de Portugal não jogar uma beata, quando estamos a pouco mais do que 2 meses para o início do Europeu. Scolari continua a sua senda de genialidade e desta vez decidiu inventar num meio campo que mais parecia a relva do Sporting há uns meses atrás.

Na verdade, e com a excepção de umas quantas (poucas) jogadas, Portugal não conseguiu fazer uma jogada com principio, meio e fim. Portugal jogava pior do que o Mafamude e com sinceridade dava pena ver a nossa selecção a jogar tão mal.

Finalmente, deixo dois pontos que merecem a nossa atenção:

1 - Scolari deixa no sofá de casa o Quim, enquanto que o Ricardo fica a ver a bola passar. O treinador continua a gozar com os Portugas e continua a levar o nosso dinheirinho;

2 - Quero ver o que vão dizer as pessoas que diziam que o Scolari não se vergava a pressões. Como devemos interpretar as dispensas do Ronaldo e do Nani? Curiosamente os dois jogadores representam o mesmo clube e provavelmente os dois vão jogar no próximo fim-de-semana.

terça-feira, 25 de março de 2008

CURIOSIDADES (recebido por e-mail)

O futebol tem destas coisas e em menos de uma semana já se notam no Benfica duas enormes mudanças após a demissão de Camacho:

1º Chalana veste agora fato e gravata, o que significa que alguém levou um fato treino para casa.

2º A equipa passou a jogar mais com o bigode que com a cabeça. Que é como quem diz, pratica agora um futebol mais farfalhudo (antes assim que jogar aquele futebol rendilhado e perfumado do Getafe, podendo-se então afirmar que o grande mérito do Benfica nesta eliminatória foi contribuir para o apaneleirar dos quartos-de-final da UEFA).

Pois bem, longe vão os tempos em que o Benfica de Toni era campeão a jogar com o fígado e mais longe ainda as épocas em que a equipa conquistava títulos a jogar com os pés, de olhos fechados e com uma perna às costas.

Temos que dar a mão à palmatória, ou o braço a torcer, se preferirem: enquanto aquele conjunto de jogadores não começar a jogar com a cabeça; enquanto o presidente não ganhar olho para o negócio; enquanto não se formar uma espinha dorsal de categoria para aquele meio-campo; enquanto não aparecer um treinador com unhas para agarrar aquela malta toda, cheira-me que nos vamos entretendo com um encolher de ombros jogo após jogo, época após época. Pela parte que me toca, já estou pelos cabelos!

E porra, pá! Se não têm cabeça para jogar esta merda, ao menos joguem com tomates!

sexta-feira, 21 de março de 2008

Colunista convidado, por JMMA


EU, ELES E O GLORIOSO

Desde que vi o Benfica, depois da bizarra autoflagelação de Camacho, dotar a equipa com um pára-quedas em vez de um treinador, infelizmente já nada me impressiona. Do mau ao pior, agora tudo é de esperar, excepto que as águias possam chegar aos finalmentes deste campeonato acima do quarto lugar.

A única coisa que ainda me desatina são os botões. Eu digo preto, eles dizem cinzento. Eu quero dizer mal do presidente, eles (os meus botões) sugerem algum respeito pelos mais velhos. Quanto ao treinador, dizem os meus botões: «Camacho, com a saída, mostrou desprendimento e altruísmo por abdicar dos seus 170 mil euros mensais». E eu: «Pelo contrário, o que o espanhol mostrou foi egoísmo e até alguma susceptibilidade, por ter deixado o barco à deriva a oito jornadas do fim, quando percebeu que não ia continuar para o ano.»

Também quanto aos desaires da equipa, os meus botões desculpam, contemporizam, relativizam com o incomensurável azar. «O tanas!» – acho eu – «Depois da saída do treinador, contra o Getafe, era uma questão de orgulho. Ninguém pedia à equipa o triunfo na eliminatória da Taça UEFA, só um bocadinho de atitude. O que se viu: nada.»

E não, não é para bater em Chalana. O pára-quedas, pelos vistos ainda não abriu nem se sabe se vai abrir, mas está a desempenhar-se do papel o melhor que pode e sabe. É a sua oportunidade. Quantas vezes terá ele sonhado ser treinador? Eu quando era pequenino também queria ser cientista russo. A razão mostrou-me depressa que eu não era suficientemente bom e, felizmente, não era russo. O problema é que o presidente do Benfica, enredado nas suas próprias redes, é incapaz de ver o que quer que seja. Nesta altura já só pensa em desenrascar-se o menos-mal que puder, ou, como diz o outro, chutar com o pé que tem mais à mão.

Por isso Chalana chegou muito mais longe do que as suas modestas qualidades aconselhariam. O problema não está aí. Também não vale a pena crucificar Camacho por ele ter ido embora, mesmo se deixou o barco à deriva. Se a deserção é censurável e foi mau ele ter saído, pior nesse caso foi ele ter entrado. Uma e outra história são, aliás, a continuação de um jogo esquizofrénico em que as fronteiras do real e da fantasia se esbatem. Isto para dizer que o problema do Benfica está no Benfica: um clube que parece sofrer de Alzheimer, cometendo os mesmos erros vezes e vezes sem conta, como aquelas moscas que insistem em espetar-se contra os vidros da janela.

Ouvindo isto, os meus botões protestam, quase me acusam de traição ao ‘pedigree’ encarnado. Segue-se, porém, o empate (mais um!) no Marítimo, e aí vejo-os (os meus botões) mudar de cor: «É impossível, ninguém joga mal tão bem – só de propósito». Isso nos dá (a mim e aos meus botões) a esperança, para o próximo jogo, de virmos a ver a grande equipa que realmente somos.

Por isso, embora eu tenha sempre a última palavra, desta vez os meus botões convenceram-me: «E se fossemos dizer mal do Festival da Canção?»

Assim como assim já que não é para ganhar mas só para ir a votos, é como o Benfica… Ou talvez não. Sabe-se lá se a canção portuguesa que em Maio vai representar Portugal no Eurofestival da Canção, na Sérvia, não sairá vencedora. Basta a Sérvia entretanto entrar em guerra com o Kosovo e todos os outros candidatos desistirem.

Improvável? Improvável, em Maio, é o Benfica agarrar o segundo lugar do Campeonato.

terça-feira, 18 de março de 2008

SCP: 4 - Nacional: 1, por Rui Martins

Em 12 minutos, o futebol provocado pelo Sporting provocou um vendaval na defesa do Nacional. Quatro golos e um penalty falhado pelo Sporting, foi o que se espremeu entre o minuto 55 e o 67.

O Sporting entrou em campo com o esquema habitual e que dispensa apresentações. No onze alguma novidades anunciadas, Gladstone, Ronny e Adrien no lugar dos castigados Tonel, Grimi e do lesionado Miguel Veloso, e duas meias surpresas com a presença do Simon e do Izmailov no banco. Olhando para o relvado e analisando o onze que parecia satisfazer, o banco finalmente parecia composto com opções válidas para entrar no decorrer do jogo.

A primeira foi equilibrada com alguns momentos onde o Nacional até conseguiu ter a bola nos pés, mas a situação aparentemente parecia controlada pelo Sporting que não se esforçava muito para alterar o resultado.

Ao intervalo o Paulo Bento tirou o trapalhão Tíui para colocar o Simon, e ouviu-se o primeiro grande aplauso da noite, Alvalade gosta mesmo do Montenegrino. E o futebol praticado foi outro, não é que o Simon seja mais objectivo do que o Tíui que até é, mas ataca a bola não desiste de um lance e quando tem a mínima oportunidade remata de qualquer lado e feitio. O Sporting entrou a carregar e foi encostando o Nacional que tentava sacudir mas foi ineficaz. Aos 55 o Simon conseguiu enganar vários adversários, colocou a bola no Pereirinha e serviu de calcanhar (?), no estádio não vi bem, o Liedson que de primeira fez o golo. Dois minutos depois, desta vez na esquerda, o Liedson dribla um adversário coloca no gigante Moutinho que em arco coloca a bola junto ao poste mais distante fazendo um golo ao jeito do Pereirinha…

Ainda se festejava o golo nas bancadas e com o ambiente mais aliviado, estava eu a olhar para o relógio e só vi a bola lá dentro. Só percebi que o levezinho estava de volta aos golos. Estava montado o arraial nas bancadas de Alvalade, parecia que cada tiro que saía dos pés dos jogadores do Sporting caía um Melro.

O Sporting estava disposto a arrasar com a defesa do Nacional e mais um ou dois minutos e estavam novamente a montar o acampamento na área adversária, o Moutinho entra a seu bel-prazer sendo carregado, foi marcada grande penalidade.

Nas bancadas surgiu logo o burburinho… e um riso nervoso. Estávamos com uma vantagem confortável e com uma hipótese soberana para aumentar a contagem… bom hipótese soberana para quem sabe marcar penaltys, e o Sporting definitivamente ou não sabe ou tem azar. O marcador principal, o Romagnoli, encarregou-se de ser o carrasco e tentar fazer o 4 golo da noite… pois claro não foi capaz, a passo e muito denunciado foi fácil defender. Quem se segue na marcação das próximas penalidades? Talvez o Simon…

Na linha lateral já estava pronto para entrar o regressado Yannick, para substituir o Romagnoli que todos esperavam aplaudir pelo penalty que deveria ter marcado.

Ainda se discutia a ineficácia leonina nos penaltys, já o Moutinho carregava o piano. Driblou vários adversários, sofreu uma carga (talvez para penalty) mas a bola sobrou para o regressado Yannick que desta vez soube ter calma e marcou mais um.

Em cerca de 12 minutos o ambiente, algo pesado mas confiante, mudou para alivio das bancadas e da equipa.

Até fim, nota para a entrada do Farnerud. Não sendo um criativo e muito mal amado em Alvalade, com a equipa fora de pressão esteve muito bem nos minutos em que esteve em campo. Com um posicionamento inteligente em campo, recuperou algumas bolas desmarcou companheiros e conseguiu fazer a equipa jogar perante a ausência do Moutinho. Pena que os seus parceiros não conseguissem dar continuidade ao bom trabalho que fez.

Com quatro golos de vantagem e com o resultado feito o Nacional conseguiu marcar num momento de menos concentração da defesa do Sporting.

O Sporting criou mais um punhado de boas jogadas, após os quatros golos, e esteve perto de marcar mais um mesmo no final sendo a bola salva mesmo em cima da linha de golo.

Em conclusão, um bom jogo, com uma primeira parte mais amorfa mas equilibrada com oportunidades para os dois lados e uma segunda parte com os primeiros vinte minutos onde o Sporting espalhou o terror e fez o que quis da defesa adversária. Grande jogo do Moutinho e do Liedson. Boa primeira parte do Pereirinha e boa entrada do Simon e Farnerud. O Yannick apesar de ter entrado a marcar, mostrou-se trapalhão.

segunda-feira, 17 de março de 2008

SCP: 1 - Bolton: 0, por Rui Martins

A vitória do Sporting na eliminatória era um dado quase adquirido, mas este facto não libertava a equipa de se exibir a bom nível e não conseguiram uma exibição positiva na primeira parte mas melhoraram na segunda.

Para quem tem feito uma campanha paupérrima no campeonato o estádio apresentava-se muito composto, com mais de 30.000 espectadores, tendo em conta que o adversário não era nenhum tubarão da Europa. A ajudar à festa estariam uns 2000 (?) Ingleses sempre a apoiar a equipa deles com cânticos e mesmo depois de perderem o jogo e eliminatória continuaram a festa.

O Sporting para não variar, até porque não pode, apresentou a mesma táctica. A novidade era a ausência do Veloso e o Moutinho no seu lugar. O jogo começou com sinal positivo por parte do Sporting. Um livre descaído sobre a direita permitiu ao guarda-redes do Bolton começar logo no primeiro minuto a brilhar desviando para canto a bola que levava selo de golo a remate do Simon. A partir daí começou uma sucessão de passes mal feitos e perdas de bola sem que o adversário fizesse grande coisa. O Ambiente nas bancadas começava a demonstrar alguma impaciência mas o apoio nunca faltou apesar dos disparates que se presenciavam. Só por volta dos 30 minutos o Sporting chegou perto da baliza com o desvio por cima do Izmailov. A partir daqui começamos a mostrar superioridade e chegamos ao intervalo com mais umas ameaças desta vez efectuadas pelo Liedson.

Para a segunda parte o Paulo Bento não alterou nada, a equipa voltou a entrar nervosa e por pouco o Tonel não perdia uma bola em zona proibida. Os ingleses estavam decididos a tentar a sorte deles, tinham que o fazer se quisessem passar, e começaram a subir no terreno, abrindo alguns espaços. O Sporting tentou aproveitar as descompensações do Bolton principalmente pelo lado direito com entendimentos entre o Pereirinha e o Abel, que está a regressar à boa forma. O Sporting mantinha a posse de bola e em consequência disso a vantagem na eliminatória, mas o Paulo Bento não se refugiou nisso e trocou o desgastado Simon, que correu e lutou muito, pelo Tíui refrescando o ataque.

A quinze minutos do fim Paulo Bento tirou o Romagnoli, que quando tem a bola nos pés até faz umas coisas engraçadas mas ontem não era o dia dele. Fez entrar o Adrien e subiu o Moutinho para a posição 10. Para mim é aqui onde o Moutinho rende mais. É um jogador muito mais agressivo do que o Argentino ataca muito mais a bola e transporta-a muito bem para a frente quase nunca falhando um passe. Na posição de trinco também se safa bem, mas perde muito do virtuosismo que tem. A partir deste momento o Sporting mudou para melhor. O Liedson esteve à beira de inaugurar o marcador, após uma boa jogada do Pereirinha pela direita mas o remate fortíssimo saiu direito ao guarda-redes. Foi num desses transportes de bola que o Moutinho descobriu sozinho na direita o Pereirinha que vinha a ganhar confiança perante o resto dos colegas como se tinha visto antes num par de ocasiões onde faltava confiança para rematar à baliza, excepção feita ao Liedson nesse capítulo. O Pereirinha recebeu a bola, genialmente colocou a bola do pé direito para o esquerdo sentando um inglês e colou a bola na gaveta para um excelente golo.

Logo a seguir o Moutinho levou a bola do meio campo até à entrada da área e podia ter dilatado e acabado com a eliminatória a mas bola foi bem defendida.

Nota positiva para o resultado que foi melhor do que a exibição apesar de na segunda parte ter tido momentos muito positivos. Para o Pereirinha que faz quase tudo bem, mas se fosse mais rápido no passe e nas fintas que faz poderia criar muito mais desequilíbrios. Para o Moutinho que é o verdadeiro dínamo da equipa. Para os Ingleses pela festa que fizeram.

terça-feira, 11 de março de 2008

Colunista Convidado, por JMMA


PORRA!

- «Porra, o que é isto!» – exclamo, completamente estupefacto. Tudo aquilo já só me parecia um bando de galinhas tontas a correr ao trouxe-mouxe, cercadas por uma matilha de rafeiros.

Observo entre parênteses que se emprego a grosseira interjeição «porra» não é por vontade de chocar ninguém – de resto quem? – mas pelos efeitos clínicos que, em certas circunstâncias, exercem no meu psiquismo os elementos fonéticos da respectiva articulação. Raros fonemas conseguem, em mim, o efeito purgativo de «porra». Seja qual for o significado material deste fonema (cacete, pau, pénis), cá para mim gritar «porra» é como tomar prozac: desopila em situações de depressão aguda, resolve desordens obsessivo-compulsivas, alivia a síndrome da raiva.

É um alívio, sim: fechar os lábios, encher as bochechas, articular a oclusiva «p» com o impulso quase intestinal de quem excreta; arrastar seguidamente a fricativa «r», de modo rolado, vingativo, como um rufar de tambor ou um disparo múltiplo de arma automática. A vogal média fechada «ô» (de po…) é como que um pano de fundo prolongado, intercalar, com a estrita função de realçar, por contraste fonético, a fúria do «p» e a raiva dos «rr». Dizer «porra» é – tal como dizer «foda-se!» – um concentrado e intenso alívio fonético, quando uma pessoa ou explode ou tem que arrear em alguém.

Vêm estas considerações apenas para me escusar – eu que normalmente não sou de asneiras, nem perante os mais descarados arranjinhos dos árbitros – do emprego que faço hoje da expressão «porra». Aliás, com fins estritamente terapêuticos, relaxantes e medicinais. Sem receita médica, mas se tivesse aqui um médico estou certo que ele havia de ma passar.

Perceba-se que no momento em que estou a prosar (domingo 9, 22:00 h) o meu Benfica prossegue estranhamente (ou talvez não) na sua tendência suicida de se servir numa bandeja ao apetite dos seus adversários, mesmo os mais modestos.

E agora até o Camacho… Outro Quixote que se vai. Como se o mal fosse esse.

Porra! Isto é como uma pessoa estar a assistir ao seu próprio enterro. E dizer o presidente-director desportivo que foi apanhado «de surpresa». Surpresa é ele ter sido surpreendido, perante uma equipa abúlica e «balcanizada». Ao menos lesse o Footbicancas que - modéstia à parte – na nossa crónica da semana passada (O Dérbi, o Fantas-casa e o Fantas-Porto) já apontava claramente para esta possibilidade.

O FCP (leia-se Futebol Clube do Papa) e o açambarcamento afortunado do título, e dos sucessivos títulos, não podem ser visados como os únicos culpados da débâcle encarnada. O SLB e os seus dirigentes têm muitas contas a prestar a si próprios.

Dói, mas temos de o reconhecer. É uma porra, mas é assim!

segunda-feira, 10 de março de 2008

Adiós Camacho

Camacho foi-se, e com a saída de Camacho caiu mais um mito. O mito do salvador da pátria ao estilo dejávu. Já tinha acontecido com Toni, e aconteceu o mesmo com o Espanhol. Espero que a direcção não vá a correr contratar outra vez o Trapatoni, o John Mortimore ou o Bella Gutman.

A saída do Camacho não me preocupa. É um treinador razoável, mas como se costuma dizer: “como ele há por aí muitos”. Preocupa-se sim, as razões da saída.

Pior, pior…. Só mesmo o Sporting.

quinta-feira, 6 de março de 2008

CURIOSIDADES

Esta curiosidade foi-me enviada pelo Joaquim Claro e é a prova inequívoca que sou um gajo com Fair-play.

FCP:1 - Schalke 04: 0

Estou demasiadamente chateado para escrever alguma coisa. Esta é a verdade. Deixo apenas o melhor momento do jogo. Pode ser que mais tarde escreva qualquer coisa.


domingo, 2 de março de 2008

Boavista: 0 - FCP: 0

Mais uma jornada e os mesmos 12 pontos de vantagem sobre o segundo classificado. Numa jornada de empatas, esta é mesmo a grande conclusão que podemos tirar. Mas devo confessar que acho esta vantagem favorável ao Benfica. É verdade, é uma vantagem favorável porque assim não terão que passar pelo terror de participar na festa de consagração dos tri-campeões nacionais. Não me conformo. Vou telefonar ao Jesualdo e dizer para colocar em campo os reservas as vezes que for necessário até chegarmos aos 10 pontos de avanço!!

No Sábado, o Porto entrou em campo nitidamente em gestão de esforço. Mesmo com uma equipa a meio gás, o Porto bem se pode queixar dos fantasmas, que por esta altura andam pela cidade do Porto (aproveitando a deixa do JMMA). O Pacheco ainda deve estar a agradecer à Santa de Paredes por tamanha felicidade.

Por isso, há que dar mérito ao Jesualdo porque de facto o Porto tem nesta altura mais soluções do que tinha há meia dúzia de meses atrás. Ganhou dois centrais jeitosos e ainda muito jovens, que mesmo não sendo extraordinários, servem, neste momento, para que os titulares possam descansar. Ganhou igualmente um ponta de lança que não tinha quando a época se iniciou. Acho que já ninguém duvida da utilidade do Farias. Finalmente, parece que o Mariano começa a dar os primeiros passos com a camisola azul e branca. O jogo de Sábado foi o seu melhor jogo desde que chegou ao FCP, tendo dado boas e esperançosas indicações.

sábado, 1 de março de 2008

Colunista convidado, por JMMA


O DERBI, O FANTAS-CASA E O FANTAS-PORTO


Não creio que a deslocação dos Encarnados a Alvalade no próximo fim-de-semana possa ser considerada como uma luta de titãs. Ainda se os ‘leões’ o fossem! Mas dérbi dos tristes, como alguns pretendem, isso também não. Em todo o caso, já que não vai ser uma luta de titãs, esperemos ao menos que não seja um embate de Titanics.

É certo que além de estenderem o tapete e baixarem a cabeça à passagem majestosa do FCP a caminho do primeiro lugar, tanto o Benfica como o Sporting outra coisa não têm feito neste campeonato senão desfazerem-se em salamaleques um para o outro, e ambos para terceiros, no que tem sido a ocupação cerimoniosa do segundo lugar.

Mesmo assim aposto na emoção do dérbi. Com exibições que não permitem veleidades na Taça UEFA, e com o Dragão ainda na briga da Taça, o jogo de domingo, apesar dos cinco pontos de diferença entre os rivais, é muito mais importante do que parece. Cá para mim treinador que perder arrisca-se a não começar na nova época. Tanto assim que o jogo até faz lembrar um desfile de fantasmas.

Do lado do Benfica, treze pontos desperdiçados na Luz; uma única derrota fora, 0-1 no Belenenses. Se o fantas-casa foi da Luz ao Restelo quem pode garantir que no domingo não irá ao Lumiar? Não percebo como é que ninguém se lembrou de transferir o raio do jogo para ‘fora’, quer dizer, para Faro!

Mesmo assim, pior que tudo é o fantas-Porto. Se os dragões vencerem o dérbi da Invicta e Paulo Bento levar a melhor sobre Camacho, "mestre" Jesualdo ficará a cinco vitórias do tri, e poderá já nem precisar do jogo com o Benfica. Um horror!

Mas não bastavam os fantasmas, o Benfica vai ainda ter que se haver em Alvalade com uma equipa fantástica.

Sim, para já ninguém me convence que o João Moutinho, com aquela cara, não é o Ratatui. Tal como o Purovic, aliás, Puro Acaso (como se viu há dias aquando daquele extraordinário acto de criação artística que foi o golo contra o Estrela), esse, toda gente já percebeu que é o Patinho Feio. Enfim, vê-se perfeitamente que da parte do Sporting de facto tem existido um esforço coerente e sistemático para conseguir uma equipa fantástica. Prova disso, mais uma, foi também a contratação de Grim, recentemente, no mercado de Inverno. De calção e camisola às riscas verdes, Grim até pode passar por futebolista mas, na realidade, é mais um personagem dessa equipa fantástica em construção. Pois se não sabem garanto-vos eu: Grim, famoso autor de contos de fadas, é o pai não só da Gata Borralheira, como inclusive do Pequeno Polegar. Por sinal também ele jogador do Sporting, Polga, para os amigos.

Mas (atenção benfiquistas) a equipa maravilha dos «leões» não se fica por aqui. Ao que o Foot Bicancas apurou um novo reforço vem a caminho de Alvalade: chama-se Cebolinha e veio da Turma da Mónica. Se Moutinho fazia dupla com Celsinho, agora também Pereirinha já pode jogar com Cebolinha.

Os irmãos Donald, Huguinho e Luisinho, também estão contratados, mas por enquanto – grande sorte para o Benfica! - só vão poder alinhar na taça da Liga.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O BINYA AO PÉ DESTE É UM ANJO!

A visualização deste vídeo não é aconselhável a pessoas sensíveis. Trata-se da autentica agressão que o jogador do Arsenal, Eduardo da Silva foi vitima. O assassino chama-se Taylor e joga no Birmingham.

Sou da opinião que este tipo de entrada devia punir o agressor com um tempo de paragem igual ao do jogador que se lesionou!
Para ver:


domingo, 24 de fevereiro de 2008

Bosingwa no Man United

O Trenguices avançou um verdadeiro furo jornalístico. O Porto terá chegado a um acordo com o Man United, para a venda do lateral Português pela módica quantia de 30 Milhões de euros. Esta possibilidade já tinha sido avançada por alguns orgãos de comunicação social, mas agora parece que é a sério. É uma pena ver partir o jogador, mas 30 Milhões, são trinta Milhões.

O Man United faz uma excelente compra, ainda por cima porque a posição de lateral direito é sem dúvida, a posição mais frágil do plantel Inglês.

Mas, se o Trenguices avançou com um furo, eu lanço outro: O FootBicancas sabe que o FC Porto acertou a contratação do primo do próprio Bosingwa. É verdade. Aliás, o Pinto da Costa disse na entrevista à SIC, da passada Sexta-feira, que tinha acabado de contratar um jogador para daqui a 2 anos. O FootBicancas avança com o seu nome: Trata-se de Paul José Mpoku, jogador que actualmente joga nos juniores do Standard Liège. Como já disse, o jogador é primo do Bosingwa, é avançado, tem apenas 15 anos de idade e é bom de bola.

Vai um por 30 Milhões, vem outro a preço simpático, para daqui a uns anos ser vendido por, quem sabe, outros 30 Milhões. O Porto é sem dúvida um dos melhores a valorizar jogadores.

FCP: 3 - Paços de Ferreira: 0

Mais uma jornada, mais três pontos e uma vantagem ainda maior sobre os perseguidores. É mais do mesmo, ou seja, isto de jornada a jornada fica cada vez menos interessante para as cores azuis. Acredito que o principal trabalho do Jesualdo daqui para a frente será motivar os seus jogadores. Deve ser difícil motivar um grupo de trabalho, sabendo que quando se olha para baixo, o primeiro que aparece está a 12 pontos. Força aí Jesualdo!

Mesmo tendo dado 30 minutos de borla ao adversário, o Porto ganhou o jogo com inteira justiça e o resultado só não foi histórico por mero acaso. De facto, o Paços bem pode agradecer ao seu santo padroeiro por não ter saído do Dragão com um resultado à moda antiga.

Para além disto, não há muito mais a dizer a não ser uma imagem que vale pelo jogo: Perto do final do jogo, vi um dos melhores exemplos daquilo que é um verdadeiro grupo de trabalho. Aquando do golo do Mariano, todos os jogadores portistas, que estavam sentados no banco de suplentes, levantaram-se que nem molas, para abraçar o jogador Argentino. Todos sabem, e o próprio já assumiu, da dificuldade psicologica que atravessa o Mariano. Nestas crises de confiança, o melhor antídoto que se pode ter é um golo. Por isso, é que o golo do Mariano foi tão importante. Não pelo resultado, porque esse já estava feito, mas sim pelo futuro do jogador. A reacção de todos os jogadores portistas é o mais perfeito sinal que o Porto tem realmente um excelente grupo de trabalho. Todos os jogadores se apressaram para dar um abraço ao Argentino, reforçando dessa forma a moral para os jogos futuros.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Há vida para além do Futebol

Porque também há vida para além do futebol, permitam-me que publicitem um caso de saúde pública que apoquenta os moradores da Póvoa de Varzim. Trata-se de uma Legionela identificada nas piscinas públicas da mesma cidade. O mais curioso disto tudo é que quem trouxe o caso para a praça pública foi o autor do Trenguices. Caso contrário, tudo permanecia no segrego dos deuses.

Bom, toda esta introdução para dizer que o autor do blog é meu irmão, servindo também para vos informar que há um Peliteiro que é líder de opinião em matéria de saúde. Senão, vejam o vídeo seguinte, mais precisamente a partir dos 1'15''.

Ah pois é!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Schalke 04: 1 - FCP: 0

Resultados muito injusto. É a primeira coisa que me vem à cabeça quando tento fazer uma retrospectiva do jogo. De facto, olhando para os 90 minutos, o Porto merecia pelo menos um empate, resultado que abriria excelentes perspectivas para o jogo do Dragão. Mesmo com este resultado, e em condições normais, estou convencido que o Porto vai seguir em frente!

O FCP passou por enormes dificuldades nos momentos inciais, uma vez que os jogadores alemães são muito velozes e também porque o Porto demorou a atinar com as marcações. Azares dos azares, o Porto sofreu nos instantes iniciais da partida, depois de uma defesa incompleta do Helton. Aliás, julgo que o internacional Brasileiro ficou algo distorcido na fotografia deste golo Alemão.

Depois da troca entre os laterais (Fucile passou para a direita e João Paulo para a esquerda), a solidez defensiva do campeão nacional teve um incremento significativo e o Schalke deixou de criar tanto perigo como até então.

Se a primeira parte terminou com um Porto muito mais dominador, a segunda foi totalmente da equipa azul e branca. Na verdade, o Porto passou a controlar por completo o jogo, tendo a equipa da casa passado a defender com unhas e dentes a vantagem conseguida ao 4º minuto do jogo.

Assim, os Alemães saem a ganhar esta eliminatória, mas, como já disse, acho que o Porto vai dar a volta na segunda mão. O Porto é melhor equipa do que o Schalke e vai certamente seguir em frente, desde que consiga anular o contra-ataque e as bolas paradas dos Alemães. Finalmente só espero que o Bosingwa recupere para a segunda mão, pois fez muita falta no jogo de hoje, fundamentalmente pela profundidade que oferece ao ataque portista.

ATÉ OS COMEMOS !


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

SCP: 2 - Estrela Amadora: 0, por Rui Martins

Em noite de chuva o Sporting cavou uma vitória com os serviços mínimos.

Daúto Faquira disse antes do jogo que vinha a Alvalade à procura de um ponto para levar para a Amadora. Terá sido sobre essas instruções que o Estrela entrou a todo o vapor em Alvalade. O Sporting só conseguiu por ordem no Estrela aos 10 minutos da primeira parte e daí para a frente só houve Sporting.

O Sporting tinha entrado em campo com a táctica habitual mas mudou alguns dos personagens quer por lesão quer por gestão do plantel para a jornada Europeia. Assim começaram de inicio Ronny, Celsinho, Tiui e Pereirinha.

Após o Sporting pôr o Estrela na ordem, começou a procurar o golo. Foi então que o Moutinho ganhou uma bola à entrada da área sobre a esquerda e tirou um coelho da cartola… com um remate em arco colocou a bola dentro da baliza. Estava feito o primeiro golo. Até ao intervalo, o Estrela aparentemente tinha mais a bola mas à excepção de um remate de longe não conseguiu incomodar Rui Patrício.

Aos 40 minutos, numa joga de contra-ataque do Sporting, o defesa Hélder Cabral derruba o Liedson e viu o segundo amarelo.

Com o início do segundo tempo e com menos um homem na defesa, Daúto Faquira abdicou de um homem do meio campo muito povoado para fazer entrar um defesa. Com mais um homem adivinhava-se que só daria Sporting e assim foi, acentuado ainda mais com a expulsão do Nelson, guarda-redes do Estrela, após um toque em Tíui quando este fica só com a baliza pela frente.

Enquanto se preparava a entrada do outro guarda-redes, pairava em Alvalade a dúvida de quem marcaria o penalti. Romagnoli, supostamente o primeiro marcador tinha entrado ao intervalo para o lugar do Celsinho, mas quem tinha a bola na mão… era o Polga. Foi mesmo o Brasileiro, o escolhido para marcar… e a sina continuou, a bola saiu por cima.

Só com nove, o Estrela estaria moribundo e o Sporting apesar da vantagem magra só tinha que gerir o tempo. Ao longo de uns penosos 35 minutos para o Estrela, o Sporting criou várias oportunidades de golo mas só conseguiu converter um por Liedson após uma oferta do guarda-redes adversário.

De salientar, e saudar, ainda na segunda parte o regresso do Pedro Silva à competição. Presumo eu, a pensar já no jogo da próxima jornada onde julgo que o Abel não pode jogar devido aos cartões amarelos acumulados. O Pedro Silva cumpriu e não comprometeu... não era difícil.

Considerações finais:
No Sporting, o Moutinho mais um vez encheu o campo. O Veloso se com a bola nos pés não teve uma exibição de encher o olho, já sem a bola e no aspecto defensivo esteve muito bem. Liedson como sempre aparece no momento certo e o Tiui mostrou alguns bons pormenores.
No Estrela tenho a destacar o central Maurício, cortava o que lhe aparecei pela frente e ainda tentava sair a jogar. Em tempo de guerra qualquer buraco serve de trincheira, e o Estrela cavou um buraco bem grande que serviu para defender o Sporting para jornada Europeia.
Apesar da chuva, e de algumas zonas mais alagadas, o relvado aguentou-se bem.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Marítimo: 0 - FCP: 3

Ora bom, acho que está feito. Confesso que estava muito medo deste jogo e uma vez ganho, será muito difícil ao Porto perder este campeonato. A luta será mesmo entre aqueles que lutam por lugares mais modestos.

Se antes do jogo estava preocupado, com o decorrer da primeira parte, fiquei ainda mais. Isto porque o Porto entrou no jogo num ritmo muito pachorrento e o Marítmo ganhava confiança à medida que o tempo ia decorrendo. Só mesmo umas picardias e umas jogadas mais perigosas da equipa da casa, para tirar a monotonia a um jogo, como já disse, morno.

Parecia que a coisas continuariam assim até ao intervalo, mas quem tem Lisandro pode marcar a qualquer momento. O Argentino decidiu dar um pontapé à monotonia com a mesma força que deu na bola e esta só teve um remédio que foi beijar as redes.

Na segunda parte o Porto limitou-se a gerir o resultado, tendo as coisas ficado mais fáceis quando um jogador da casa foi expulso. Na verdade, a segunda parte foi muito melhor e o Porto teve momentos que mais parecia bilhar livre. O Terceito golo Portista é o mais perfeito exemplo do que acabo de dizer. Foi uma jogada linda em qualquer parte do mundo, fazendo com que o Lisandro alargasse ainda mais a sua vantagem na lista dos melhores marcadores nacionais. Esta é de facto uma grande temporada para o Lisandro, que bem merece, fundamentalmente pela sua entrega, dedicação e grande qualidade que oferece à equipa azul e branca.

Nota final para os comentários da Sportv. Fico até com náuseas quando os ouço. Bem faz o Artur Jorge, que ouve música clássica durante os jogos. Acho que vou começar a fazer o mesmo para não ter que partir a televisão num dia destes, até porque o aparelho não tem culpa nenhuma!

Houve uma grande penalidade claríssima a favor do Porto, ainda quando o resultado estava 0-0. Os senhores fugiram a um comentário que os podesse "incriminar" de estarem a defender o Porto. Andaram às voltas, mas dizer que era penalti nem pensar. O comentador (que confesso não saber quem era) ainda disse que houve um toque ao Farias. Depois, no lance da expulsão, houve comentários durante 10 minutos. Finalmente e para terminar em beleza, descobriram que quando um jogador está a preparar-se para rematar para o golo e quando um defesa o impede de o fazer, dizem que é o avançado que pontapeia o defesa. Estou a falar do lance do segundo golo. Lisandro é autenticamente impedido de rematar, mas os senhores da Sportv descortinaram uma falta, não do defesa, mas sim do avançado. Dizem eles que foi o Lisandro quem pontapeou o defesa. Cambada de imbecis!

Como diz uma amigo meu, vou telefonar ao Joaquim (Oliveira, entenda-se) para os despedir!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

CURIOSIDADES

Nota: O título do Jornal resulta de um estudo efectuado pela empresa de consultadoria Deloitte.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Colunista Convidado, por JMMA




Acabe-se com ele e pronto!







1. Entrudo(ção)

Não costumo ser «pessimista», uma palavra que me irrita e que não sei exactamente o que significa, a não ser depois do apito final do árbitro em caso de desaire do Benfica. Mas se de facto acharem que sou «pessimista», parece que nisso pelo menos não sou diferente dos muitos que tal como eu também não se revêem na apropriação totalitária deste campeonato por um certo clube de equipamento azul, como vem sucedendo. Não há nada mais triste e mais sem esperança do que 10 pontos de atraso à 18ª jornada.

Diz o futebloguer Peliteiro, com ironia corrosiva, que «este campeonato começa a ficar um pouco monótono». Pois eu diria mais: este campeonato está a ficar insuportável. Diria até o seguinte: o maior problema de sempre da futo-esfera, ao qual a Liga deverá dar toda a atenção, é a chachada em que se converteu este pseudo-campeonato. Se o Rali Lisboa-Dakar foi cancelado; se a cerimónia de entrega dos Óscares está prestes a ir para o galheiro devido à greve dos argumentistas, não percebo porque é que não acabam de vez com esta malfadada Bwin Liga do nosso descontentamento. Faziam como os Globos de Ouro, rematavam a prova, sumariamente, com a entrega do título ao FCP numa conferência de Imprensa.

Já imaginaram como seria bom o mundo se não existisse campeonato? Eu não sofria de portofobia, o Leandro Lima não teria problemas em revelar a idade verdadeira, o Cardozo disfarçava melhor a prótese da perna direita, o Postiga não teria de emigrar para a Grécia, Camacho seria apenas o nome de um medicamento para os nervos e Pinto da Costa teria na mesma sido acusado porque é um tipo extremamente irritante. Seria um mundo de sonho, como o das capas do Suplemento J do jornal O Jogo!

Não é preciso ser médico para se perceber que o campeonato, tal como está, é uma doença que, além de destrambelhar os nervos à gente, provoca esclerose nos pescoços (de tanto olharmos para cima), afectando também um pouco a fala, como se comprova pelas paragens do Paulo Bento nos flashe interviews.

Há anos e anos, que os clubes de Lisboa querem dar-nos a ideia de que a moléstia vai ser erradicada. Nada mais falso! O mesmo se diz há séculos do desemprego, da SIDA e do Pito Dourado, e é o que se vê, uma desgraça! Que campeonato estranho, este: enquanto antigamente as pessoas iam ao estádio vingar as suas frustrações, agora, depois dos jogos, correm para casa para se curar delas… Enfim, se lá têm alguém que lhes dê bola.

2. Proposta ao blogue

Por isso, caros futebloguistas, pertinazes sofredores dos crónicos desaires da segunda circular, aqui vos deixo uma proposta para reflexão, a única forma que encontro de humildemente salvar o futebol em Portugal:

– Acabe-se o campeonato, já!
- Vamos mas é treinar para o Europeu, que bem precisamos.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

FCP: 4 - Leiria: 0

Escrevo este post com algum atraso porque simplesmente não me apeteceu escrever antes. Para além disto, confesso que este campeonato começa a ficar um pouco monótono. Ultimamente o Porto até tem perdido uns pontitos, mas os seus adversários logo se apressam a repor as copiosas diferenças para os tri-campeões nacionais.

E no fim-de-semana que passou, o Porto voltou a aumentar a distância para os seus principais adversários, fruto da esmagadora vitória do FCP e do empate e derrota do Benfica e Sporting respectivamente.

De facto, no último Sábado, o FCP esmagou o Leiria por 4 golos sem resposta. Na verdade esse jogo foi um passeio, tendo servido fundamentalmente para:

1 – Confirmar que afinal o Farias pode ser um bom jogador. O Argentino é um rato de área e está quase sempre no sítio certo. Esteve em 4 golos! Um deles bem anulado, o outro que devia ter sido anulado, depois do remate do Bosingwa e finalmente os seus dois golos. O último é digno de constar nos anais dos “best off” das cabeçadas dos avançados. Fez-me lembrar o Batistuta porque marcava muitos golos assim. Descansem os leitores, uma vez que não estou a querer comparar os dois jogadores. Apenas comparo este tipo de golo.

2 – Ainda na onda Argentina, é um regalo ver o Lucho e o Lisandro. O primeiro pelo que joga e faz jogar (quase sempre muito bem) e o segundo pelas dores de cabeça que provoca aos adversários e pelos golos que marca. Lisandro é um poço de energia e para ele os lances nunca estão perdidos. Só dá por finalizada uma jogada, sempre que a bola toca nas redes dos oponentes. Estes dois estão cada vez mais entrosados e já jogam de olhos fechados.

3 – Quaresma. Este jogo serviu ainda para o cigano fazer meias pazes com o Dragão. Meias porque ainda se ouviram uns resquícios de assobios. Mas na generalidade o que mais se voltou a ouvir foram as palmas. Ainda se nota alguma intranquilidade no jogador, mas as duas assistências que fez para golo serviram para o deixar mais alegre, e o Quaresma precisa de andar alegre para poder potenciar toda a sua qualidade futebolística. Só falta mesmo um golo para voltarmos a ter o Quaresma no seu melhor.

Por tudo isto, obrigado Leiria, obrigado Sporting e obrigado Luis Filipe Vieira por teres montado o melhor SLB dos últimos dez anos. Desta forma, temos um campeonato altamente disputado, havendo apenas uma diferença, entre o maior clube do mundo e o campeão, de uns míseros 10 Pontos!