terça-feira, 17 de março de 2009

O ROUBO DE COSME MACHADO


E se o Porto não tivesse feito um excelente jogo? Porque é que os jornais não disseram desta vez que o Porto ganhou, mesmo tendo sido roubado em 3 penaltis? Repito, 3 PENALTIS! Para além disto, o Porto ficou sem o Lisandro para Guimarães!

1 - 9' Peiser faz falta passível de grande penalidade numa entrada sobre Lisandro?

2 - 28' Paulão mete a mão no ombro de Lisandro (viu amarelo por simulação). É penálti?

3 - 90'+2 A falta de Dudu sobre Cissokho é cometida dentro ou fora da grande área da Naval?

JORGE COROADO:

1 - Peiser foi descuidado na forma como saiu aos pés de Lisandro, fazendo falta para penálti. Caso o portista não sofresse infracção, ficaria com clara oportunidade para obter golo, pelo que Peiser deveria ter visto o vermelho.

2 - Paulão cometeu falta para grande penalidade, Lisandro não simulou. O cartão amarelo não se justificava, e a marca dos 11 metros foi esquecida.

3 - Começou fora, mas acabou dentro. Deveria ter sido assinalada grande penalidade. Esteve mal o árbitro não cumprindo com a regra.

ROSA SANTOS:

1 - Sim, senhor. O guarda-redes da Naval impediu Lisandro de continuar o lance derrubando-o ostensivamente. O árbitro deveria ter assinalado penálti e mostrado o vermelho a Peiser.

2 - Erro grave. Não se deve prejudicar um jogador com acção disciplinar quando o atleta tem razão. O árbitro revelou falta de coragem ao não marcar penálti.

3 - O árbitro atrofiou as leis e mostrou falta de categoria. As novas regras indicam que há penálti nestes casos em que a falta é iniciada fora e termina na área.

ANTÓNIO ROLA:

1 - Sim. O guarda-redes da Naval, sem qualquer hipótese de jogar a bola, derrubou Lisandro, ficando assim por sancionar uma grande penalidade contraa equipa da Figueira da Foz.

2 - Interpretação errada do árbitro. Lisandro foi agarrado pelo ombro direito. Em vez de o ter advertido, o árbitro deveria ter sancionado penálti.

3 - Tendo em consideração a alteração desta lei, devia o árbitro sancionar penálti contra a Naval. A falta começou fora, mas tem efeito dentro da área.

segunda-feira, 16 de março de 2009

FCP: 2 - Naval: 0


O Dragão assistiu hoje a um excelente jogo do Porto e a um roubo. O que vale é que o excelente jogo do tri-campeão superou o roubo, tendo a vitória sido justa e muito, mas mesmo muito escassa. Para além do roubo que vi no estádio, assisti a outro quando cheguei a casa e vi o Domingo Desportivo da RTP. Senti-me roubado como contribuinte, uma vez que a RTP existe graças aos nossos impostos. É inacreditável como é que o programa da estação pública deixou passar em claro (quando se discutiam os casos do jogo) o primeiro penalti sobre Lisandro e consequente expulsão do GR da Naval. Para eles este lance nem dúvida mereceu!

O Porto fez, talvez, o melhor jogo da época em sua casa. Conseguiu desde o início imprimir grande velocidade, com permanentes trocas de flancos, tendo desenhado jogadas dignas de bilhar livre, como foi a jogada que culminou com um falhanço do Lucho do tamanho da Torre dos Clérigos. O problema continuava o mesmo do que nos anteriores jogos em casa, ou seja, embora as oportunidades de golo se sucedessem a um bom ritmo, a bola teimava a não entrar. Começava a recear, até que lá apareceu o Mariano a facturar. Aliás, também o Mariano fez um excelente jogo, tendo assinado a melhor exibição que me lembre. Por falar em jogadores, que maravilha é ver jogar Rodriguez. O Ex-Benfica está cada vez melhor, corre que nem desalmado e nunca dá um lance como perdido. Muito bom!

Mesmo não tendo feito uma segunda parte tão boa como a primeira, o que é certo é que as oportunidades continuavam, mas a bola não entrava. Só um toque de classe do Lucho é que contrariou esta tendência, fazendo o 2-0 e matando definitivamente o jogo. A partir daqui o Porto apenas se limitou a gerir o tempo, esperando que o árbitro de Famalicão terminasse a contenda.

Com esta vitória, o Porto alarga para 4 pontos a vantagem para o segundo classificado, dando um passo muito importante rumo ao tetra, numa jornada onde teve que comprar novamente o Leixões, que perdeu por 4-0 com o Paços, mas que serviu para disfarçar a benesse que a equipa de Matosinhos teve no último jogo contra o Porto.

Benfica:0 Guimarães:1

Antes de me desclocar para a Luz, comentei com pessoas próximas que tinha um mau pressentimento relativamente a este jogo.

Tinha visto os últimos jogos do Guimarães, que embora não estivesse a ter bons resultados, estava nitidamente a subir de forma, e tinha realizado uma 2ª parte em Braga, como até agora ainda não vi esta época, nenhuma equipa fazer na cidade dos arcebispos.

Em contrapartida os últimos jogos do Benfica tinham sido muito “xoxos”. A equipa ressentiu-se muito com a saída de Ruben Amorim, e com o Suazo no estaleiro, as coisas poderiam complicar-se.

Bem dito, bem feito. O Guimarães “amarrou” defensivamente o Benfica, que muito desinspirado, nunca se conseguiu libertar deste colete de forças.

Ao intervalo, comentei com o meu companheiro de bancada. “Já vi muitos jogos assim. O Guimarães vai lá abaixo uma vez, põe uma batata na baliza do Moreira, e o jogo termina”. Como no primeiro pressentimento, este também foi cumprido à risca.

A única coisa boa que este jogo teve, foi o camarote onde tranquilamente pude assistir a esta partida, que é simplesmente uma categoria.

A não ser que o FCP escorregue nos próximos jogos, com este resultado, o Benfica pode muito bem ter hipotecado a esperanças de chegar ao título.

Que jeito fariam agora o três pontos gamados no Dragão.

sábado, 14 de março de 2009

O Porto não é o Real Madrid nem o Barça


O treinador do Atlético de Madrid, Abel Resino, considerou que o Porto tem uma velocidade de jogo como ninguém a tem em Espanha. Diz ao jornal El Mundo que o Porto não é o Real nem o Barcelona, pois é muito forte fisicamente e defensivamente, tendo uma velocidade de jogo como poucos.

Obviamente que é apenas mais uma opinião. Terá sido esta opinião comprada?

sexta-feira, 13 de março de 2009

Toques de Cabeça

ESQUIZOFRENIAS LEONINAS
Por JMMA


Tem algo de perturbador a forma como Miguel Veloso expressou as suas queixas à partida para a Alemanha. «Andam a perseguir o Miguel Veloso», disse Miguel Veloso.

Quem parece que falava assim – além do Jardel – era o nosso rei idiota D. João VI. «Sua Majestade não está bem», dizia ele quando era afligido por algum dos inumeráveis achaques resultantes da comezaina a que dedicava a maior parte do tempo. Referia-se a si mesmo na terceira pessoa, como um Jardel que se preze.

Nos dias de hoje praticamente só no mundo do futebol se encontra este tratamento distanciado entre a pessoa que fala e aquela (mesma) de quem fala, como se fossem duas entidades distintas, e a primeira fosse o porta-voz da segunda. É como se a verdadeira ou mais importante identidade da pessoa que fala se limitasse à personagem que dá pontapés na bola. Fora disso, essa pessoa não é ninguém. Não existe. Como um rei que, se não reinar não é nada, um futebolista se não estiver a “futebolar” também não é ninguém. Ou o que é não tem qualquer importância.

Essa, aliás, uma das razões por que os futebolistas, cada vez mais, são como os canalizadores: fazem pela vidinha. O amor à camisola é como os outros amores, tem prazo. O problema é que o Miguel – não o que falou, mas o outro, o que existe – tem um contrato com o clube que lhe paga. Deu-lhe direitos, mas também (é a chatice dos contratos) obrigações. Agora se o Miguel se quer ir embora, não pode; ele não é ele, ele é o que três quiserem: ele, o contrato e a outra parte.

E o que é que diz a outra parte?

«O Soares Franco só fala do caso através do Director de Comunicação», diz o Soares Franco, que não é evidentemente o Soares Franco presidente uma vez que esse só fala através do porta-voz, mas o Soares Franco porta-voz, que apenas existe como uma projecção fantasmagórica do Soares Franco que preside.

Que pena os jogadores do Bayern não conhecerem a esquizofrenia lusitana. Se calhar tinham feito alinhar os seus respectivos porta-vozes. Se calhar o resultado até teria sido outro. (Disse ‘outro’, não disse oito’).

...ESTÁ TUDO EXPLICADO....


MAS PORQUÊ?


Tenho um amigo que, em situações aflitivas, utiliza muitas vezes a pergunta: Mas porquê, meu Deus? Às vezes, chega a avançar para um desesperado: Mas porquê, mãezinha?

Conheço igualmente muita gente que deve fazer estas mesmas questões, num contexto futebolístico, mas de uma forma silenciosa, não partilhando com aqueles que privam directamente porque preferem pensar “nós continuamos a ser os maiores. Os outros são uns ladrões”. Se fossemos adaptar as tais questões, elas ficariam do tipo: “Mas porquê é que o Porto continua a ganhar, meu Deus?” ou então “Mas porque é que o ciclo do Porto nunca mais entra na fase descendente, mãezinha?”

E tenho pena que não façam estas questões, pois as respostas até eram fáceis de dar. Ou seja, o Porto ganha mais porque tem tido os melhores jogadores, tem quase sempre melhores treinadores (até teve um que pela primeira vez na história do futebol, deu dinheiro com a sua transferência), tem de longe a melhor estrutura organizativa e porque tem um presidente que percebe mais de futebol do que todos os outros juntos. Simples.

Para além destes factos, devo confessar que existem ainda outros que também ajudaram, nomeadamente a aselhice dos adversários e todos os erros que ao longo dos anos permitiram ao Porto distanciar-se. Para além dos erros estruturais, lembro-me, assim de repente, de erros primários com são a dispensa de jogadores como o Deco e Maniche ou a dispensa de, imagine-se, um treinador chamado Mourinho. Curiosamente estes três ex-colaboradores do Porto foram campeões da Europa de Clubes ao serviço do FCP.

Mas porquê, meu Deus? Perguntam as mesmas pessoas? A grande diferença é que uns sabem tocar viola e outros fingem que sabem. Enquanto que uns continuam com o profissionalismo que permite colher vitórias, outros preferem manobras de diversão para distrair os seus adeptos. Atrevo-me mesmo a dizer que os rivais do Porto estão como o nosso governo. Tudo é desculpa para não assumir os próprios erros.

Mas porquê, mãezinha? Porque, enquanto que uns gastam a sua energia para fazer o seu clube melhor, outros gastam a sua energia para tentar denegrir aquilo que foi criado com esforço e trabalho.

Mas eu percebo. É bem mais fácil falar mal do que está bem do que começar a fazer bem, aquilo que está mal!

quinta-feira, 12 de março de 2009

FCP: 0 - Atlético de Madrid: 0


Era escusado tanto sofrimento, tendo em conta a tamanha superioridade que o Porto evidenciou nas duas mãos. Porém, quando não se marca tantas oportunidades como aquelas que o Porto dispôs, o sofrimento é inevitável.

Foi um jogo de nervos porque as equipas sabiam que quem marcasse primeiro arriscava a seguir em frente. Por um lado um Porto que, embora tivesse vantagem no marcador, sabia que não podia facilitar porque o Atlético podia fazer mossa a qualquer momento. Do outro lado, um Atlético que não podia deixar o Porto marcar primeiro, sob pena de perder irremediavelmente a eliminatória. O receio que tinha ao pensar que o Porto podia jogar para o 0-0 dissipou-se logo nos primeiros minutos, uma vez que o FCP foi para cima dos Madrilenos, não os deixando respirar. Foi assim nos primeiros 15 ou 20 minutos, altura em que o Atlético melhorou e equilibrou. No entanto, este equilíbrio não resultou em nenhuma jogada de perigo para a equipa visitante.

Na segunda parte, o Porto foi ainda maior. Grande postura, muita personalidade e várias situações de golo. A bola só não entrou, ou por culpa dos ferros ou então porque o GR Argentino defendia aquilo que parecia impossível. O que é verdade é que o Porto foi o único que tentou ganhar. Aliás, achei muito estranha a postura que o Atlético teve em campo. Para uma equipa que precisava de ganhar fez muito pouco, tendo uma atitude muito passiva. Nota para entrada do Maniche em campo, pois chegou a arrepiar. Não é todos os dias que se vê uma ovação daquelas a um adversário.

Feitas as contas finais, chegamos à conclusão que o Porto nem precisou de ganhar para passar aos quartos de final desta competição. O Porto volta a estar entre as 8 melhores equipas da Europa, sendo que devemos estar todos orgulhosos desta equipa, já que quando olhamos para as 8 melhores, chegamos à conclusão que estão 4 equipas Inglesas, 2 Espanholas, 1 Alemã e uma Portuguesa. É verdade, Portugal estará representado nos quartos de final. Para uma equipa que muito se desconfiou no início da época (onde me incluo), não está mal.

Finalmente, estou com um feeling que nos quartos vamos apanhar com uma das duas seguintes equipas: Villarreal ou Bayern de Munique (para vingarmos o Sporting).

terça-feira, 10 de março de 2009

HULK


Hulk é uma das 10 estrelas em ascensão na Europa. Esta notícia já tem um dia de atraso, mas volto a ela porque o Hulk, na verdade, merece e porque eu fui um dos que desconfiei da sua contratação no início da época. Por isso, mea culpa!

50% do seu passe custaram 5,5 milhões de Euros e portanto o patamar de exigência era muito alto. Depois de ver as suas exibições, apenas digo: Bendito seja o dinheiro que se deu pelo Brasileiro, ficando com a certeza que, infelizmente, não estará cá por muito tempo e perspectiva-se mais uma transferência milionária. Isto porque não há muitos jogadores como o Hulk, já que é dotado de uma velocidade impressionante, um arranque que parecem vindos dos 480 cavalos do Porsche 911 Turbo, uma força de um Chaimite, um drible desconcertante e um remate à incrível Hulk.

Para além de tudo isto, é ainda um jogador muito jovem (com apenas 22 anos), sendo que ainda tem muito que evoluir e aprender. Aliás, desde que chegou ao Porto, a sua evolução tem sido notória, devendo-se dar mérito ao seu treinador que o soube limar, tirando alguns dos maus vícios e incutindo-lhe uma visão de equipa.

Finalmente, aqui ficam as 10 estrelas em ascensão para que todos fiquemos atentos às suas prestações:

- Hulk – FC PORTO
- Sergio Agüero - Club Atlético de Madrid
- Sergio Busquets - FC Barcelona
- Jonny Evans - Manchester United FC
- Hugo Lloris - Olympique Lyonnais
- Claudio Marchisio - Juventus
- Aaron Ramsey - Arsenal FC
- Giuseppe Rossi - Villarreal CF
- Davide Santon - FC Internazionale Milano
- Simão - Panathinaikos FC

Pinochet, Al Capone e Pinto da Costa

transcrição na íntegra de um post muito interessante.... em http://sectorb32.blogspot.com/


Augusto Pinochet, ditador chileno responsável pela morte e tortura de dezenas de milhares de pessoas, morreu sem prestar contas à justiça. Al Capone, o mais famoso 'gangster' da história da América, autor e mandante de mil e uma atrocidades, só cumpriu pena por crimes fiscais. Pinto da Costa passeia-se pelos campos de futebol e pela sociedade portuguesa, apesar das inúmeras ilegalidades e dos muitos crimes cometidos. Há mais de uma década, Marinho Neves escreveu, sob a forma de ficção, um livro que retratava as façanhas do senhor e dos seus comparsas. Resultado: o jornalista desapareceu de circulação. Também na década de 90, o Independente tornou públicas conversas telefónicas de Reinaldo Teles, as dos célebres 'quinhentinhos', em que eram evidentes as encomendas aos Silvanos, aos Guímaros e quejandos. Passado este tempo, o que fica é o desaparecimento do jornal. A SIC noticiou a história das viagens pagas a Calheiros, Pinto Correia e outros. Actualmente, a estação de televisão e o presidente portista mantêm uma relação a fazer lembrar a que este tinha com Carolina Salgado. Agora, é precisamente a mulher que com ele viveu durante seis anos a relatar as práticas de corrupção, os crimes contra autarcas, ao mesmo tempo que surgem notícias que dão conta da existência de detectives privados que pesquisavam os podres dos magistrados que têm ou tinham o caso Apito Dourado entre mãos. No decurso das investigações deste processo, entre outros factos, ficou demonstrado que Jacinto Paixão beneficiou dos serviços de prostitutas e que Augusto Duarte foi a casa do presidente portista na véspera de um jogo. O que mais será preciso para vermos Pinto da Costa uma boa temporada atrás das grades?

Perante tudo isto, os políticos entretiveram-se a recolher frutos por aparecerem ao lado do senhor, os jornalistas - alguns deles marcados na pele - temem compreensivelmente pela vida e pela integridade física e os adeptos do clube aplaudem, pois o que interessa são as vitórias e o patético discurso da luta do Norte contra o poder centralizado. Todos lhe dão guarida. Todos excepto um, que é sempre o mesmo a ter coragem de o enfrentar nas assembleias gerais e, como tal, até pode ser visto como o maluquinho que luta contra a maré. Enquanto o FC Porto continuar a ser um clube de malandros, proxenetas e meretrizes, os seus êxitos, sejam aqui, na Europa ou no Japão, estarão sempre feridos na sua dignidade e sob um manto de suspeição e batota, independentemente do mérito que neles possa haver. Não duvido de que haja portistas sérios, mas estarão todos escondidos, satisfeitos com o sucesso da 'Era Pinto da Costa', já nem se lembrando ou simplesmente desconhendo a forma como, há mais de 20 anos, desencadeou, com Pedroto, o assalto ao poder, sacaneando Américo de Sá. Ilegalidades? Práticas criminosas? Isso é conversa de benfiquistas frustrados.

Não se pense também que nunca houve gente menos honesta no Benfica. Assim que o senti, tratei de as combater, em fóruns, nas assembleias gerais, na Internet e em conversas privadas e, por fim, através de eleições. E também é elucidativo o sentimento de alívio que se sentiu na comunidade benfiquista quando recentemente se afastou o responsável do futebol e que já o era no ano da conquista do campeonato depois do jejum. E, se detectar que aqueles em quem agora depositei confiança podem traí-la, estarei na primeira linha para que sejam varridos. Mesmo que me proporcionem imensos êxitos desportivos. Ainda que, por hipótese, recuperem o Benfica campeão europeu.

PAULO BENTO APÓS O REGRESSO DA ALEMANHA...

Será que amanhã de manhã a esposa de Paulo Bento vai acordar o Paulinho mais tarde, comparativamente há 15 dias atrás?

do género:
Esposa de Paulo Bento:
"acorda Paulo, já são 8h"

Paulo Bento:
"o quê? já levámos outro?

A confirmação, do que não era preciso confirmar


Segundo o CM, a irmã de Carolina Salgado confirma que foi aliciada por dirigentes azuis-e-brancos para descredibilizar a irmã e as denúncias de corrupção que aquela fez após a separação do líder do FC Porto .

Só os mais "anjinhos" poderiam ter acreditado no contrário. Aliás, há coisas que não precisam de confirmação. Como não é preciso confirmar, que Auguto Duarte foi a casa de PC, para resolver coisas pessoais... do foro financeiro.
À luz destes factos, será impossível pensar-se que que Laranjeiro também tenha sido recebido em casa de Pinto da Costa na véspera do jogo com o Leixões, e o defesa central deste clube também não foi "convencido" a colocar a mão na bola?
Alguém no seu perfeito juízo, pode achar isto impossível?

segunda-feira, 9 de março de 2009

ANTEVISÃO AO PORTO – ATL MADRID


O Porto joga já na próxima Quarta-feira o seu futuro na Champions. Ao contrário do que muitos querem fazer crer, o jogo será muito difícil. Espero que os jogadores não entrem no jogo a pensar que ele está ganho porque se isso acontecer, será a morte do artista.

Os jogadores não podem de maneira nenhuma entrar na onda daqueles que dizem que os adversários do Porto são sempre fáceis. Ou por isto ou por aquilo, mas no final (especialmente das vitórias estrondosas) o adversário do Porto é sempre fraquinho. Foi assim no final do jogo de Madrid e está a ser assim depois da vitória do Porto em Matosinhos.

Em Madrid, depois de uma exibição notável (talvez a melhor da época), logo se ouviram vozes a denegrir a imagem do Atlético para, desta forma, atingir o Porto. A defesa era má, o ataque não se encontrou e não sei que mais o quê. Talvez, inclusivamente, o Porto tivesse comprado aquela defesa que por coincidência até tinha um ex-jogador do Porto. Curiosamente, no jogo seguinte o Atlético ganhou ao Barcelona por 4-3 e neste fim-de-semana foi empatar ao estádio do Real Madrid, que vinha de uma série de 10 vitórias consecutivas.

Agora a mesma onda está a levantar-se com o jogo de Matosinhos. Já há grandes teorias, autenticas teorias da conspiração, dizendo que os jogadores do Leixões estavam todos comprados, que o Penalti foi propositado, o atraso um brinde e que, imaginem, o Helton decidiu dar aquele frango para disfarçar todo o arranjinho, que culminará com o pagamento dos salários aos jogadores do Leixões. Até o Rui Santos na SIC Noticias falou desta possibilidade. Uma coisa é falarmos disto num café ou mesmo neste blog, outra é lançar esta suspeição na televisão. Comigo levava com um processo de difamação que até andava de lado. Curioso é o facto de a suspeita não ter sido levantada depois do auto-golo do defesa do Leixões na luz. Será que este lance foi sorte do Benfica, tal como a sorte que teve na Figueira com aquele livre inventado?

Oh, estupidez da minha parte: estes últimos factos são normais. Anormais são os casos do Porto. Claro. Elementar, meu caro Watson!

Ao cuidado do árbitro do Naval - Benfica

In Futebolar

Naval:1 Benfica:2

Depois da vitória do Sporting e da passagem de modelos da equipa de reservas do FCP em Matosinhos, o Benfica estava pressionado a vencer.

Os jogadores assumiram esta responsabilidade, e à semelhança do que aconteceu a semana passada na Luz, os encarnados entraram a todo o gás a pressionar o adversário. Atitude que deu frutos, com o primeiro golo de Aimar com a camisola encarnada logo aos 4 minutos.

Depois… depois o Benfica altera tacticamente. Torna-se um equipa expectante, ofensivamente passiva, na espreita do erro adversário, atacando apenas em contra-ataque.

Até aqui tudo certo. O problema é que a Naval não errava e o Benfica não conseguia fazer bem as transições ofensivas que lançavam os contra-ataques, e cedo percebi que era uma questão de tempo até a Naval começar a ganhar confiança e a colocar em respeito Moreira.

Por isso, não fiquei surpreendido quando a equipa da Figueira chegou ao empate. Entendia esta postura tactica do Benfica com 2 ou 3 a zero. Agora com 1-0, tornar-se uma equipa na espreita do erro adversário, não me parece a forma mais eficaz de abordar o jogo.

E tanto assim é, que depois do empate, o Benfica não marcou mais 2 ou 3 golos porque as bolas não entraram, e a Naval pressionada, não conseguiu sair a jogar.

Quique, tem de rever esta “matreirice táctica” que já resultou no Dragão. Basta um erro individual para colocar tudo a perder. E isso ficou bem vincado em Alvalade.

Despois desta jornada, estou muito confiante no título. O futebol também é feito de estatística. E estatisticamente, o FCP esta época já não deverá ter mais penaltis a favor mal assinalados, penaltis de mão na bola quando esta nem sequer vai na trajectória da baliza, e assistências para golo do meio-campo dos defesas adversários. E para que as contas fiquem equilibradas, estes incidentes da sorte, deverão reverter a favor daqueles que ainda não foram bafejados pela “fortuna”.

Nos meus cálculos, só há uma variável que pode falhar. E se a sorte tiver sido provocada?!

domingo, 8 de março de 2009

Leixões: 1 - FCP: 4


O Porto redimiu-se da derrota da primeira volta com grande estrondo. Foi uma vitória sem espinhas (como tinha saudades de escrever esta frase) e não foram mais por mero acaso. Para além dos 3 pontos, esta vitória valeu muito mais do que isso. Em primeiro lugar porque era um campo onde muita gente esperava por um deslize e depois porque este era um dos jogos mais difíceis que o Porto tinha até final de época, sendo que a vitória traduz uma candidatura muito séria ao tri.

Confesso que quando vi a equipa inicial pensei: "oh que caneco, o Mariano e o Farias a titulares". Até aos 10 primeiros minutos, a preocupação subiu de tom, uma vez que o Leixões entrou muito bem. No entanto, a partir daí o Porto agarrou no jogo com grande vontade e as oportunidades sucediam-se a um bom ritmo. O primeiro golo nasce de um penalti claro, mas mesmo assim recebi uma SMS de um amigo que dizia: "a mão que este árbitro foi ver...realmente...". Ou seja, os árbitros com o Porto estão sempre lixados. Ou marcam penaltis duvidosos e por isso são incompetentes e estão comprados ou marcam penaltis porque viram bem o lance, mas mesmo assim estão comprados porque viram bem de mais.

Se duvidei do Mariano e do Farias (provaram-me que estava enganado), apoiei desde logo a entrada do Tomás Costa a lateral direito. Aliás, contra o Sporting, o Jesualdo devia ter colocado em campo o Argentino. O Farias voltou a corroborar aquilo que escrevi há umas semanas atrás, isto é, sempre que joga a titular e durante os 90 minutos marca. Marcou o seu 4 golo para o campeonato e igualou, por exemplo, o super publicitado Suazo. Para um coxo (como muitos dizem) não está mal.

A diferença de 3 golos no score final só peca por escassa, tamanha foi a superioridade do Porto. Para tal, muito contribuiu o Helton com mais um frango que deu.



sábado, 7 de março de 2009

Toques de Cabeça

NÃO À CRISE

Por JMMA

Já não restam dúvidas de que o futebol português navega em águas conturbadas. Esta semana, depois dos jogadores do Estrela terem apelado à união de todos os colegas para uma paralisação geral do campeonato, e do Setúbal e Belenenses confessarem que estão com graves problemas de salários em atraso, eis que surge o anúncio de que os três grandes contabilizaram prejuízos de 13 milhões de euros em apenas um semestre.

Esta situação, apesar de grave, apanhou de surpresa os dirigentes federativos, tanto mais que Angel Villar, quando veio recentemente a Lisboa para assinar o protocolo de candidatura luso-espanhola à organização do Mundial de 2018, não os avisou de nada. Já há profetas da desgraça a dizer que “Vai haver um tsunami que vai varrer clubes desde a primeira liga às distritais», no entanto, principalmente nos grandes clubes, já estão a postos para evitar o descalabro.

A começar pelo Sporting. É facto que os 5 golos importados da Alemanha na Liga dos Campeões, vieram agravar brutalmente a balança comercial portuguesa. Prevê-se que a situação vá piorar na próxima terça-feira, no jogo da 2ª mão. Mas os dirigentes leoninos estão a ponderar seguir o exemplo da Autoeuropa e suspender a produção por algum tempo para evitar males maiores, ou seja, não jogar as fases seguintes da Champions. «Poupa-se nas viagens, os adeptos aproveitam para descansar e, na prática, não se trata sequer de uma suspensão da produção uma vez que os jogadores do Sporting, no campeonato, dentro do campo, já só produziam semana sim, semana não», explica o presidente leonino.

Quanto ao Benfica, fora da alta-roda europeia, o primeiro sinal de crise deu-se na Casa das Caldas. A insolvência tornou-se inevitável, por motivo de falsificação, quando se descobriu que o ‘coiso’ implantado no fundo das canecas decoradas à Benfica, afinal não era o do Mantorras, era apenas o do filho do Suazo. Todavia, para enfrentar a crise estão já em acção várias iniciativas entre as quais a venda nas lojas e casas do clube de vídeos sobre os momentos mais espectaculares da equipa, nomeadamente as entradas de Binya, os falhanços do Nuno Gomes, as gravatas do Rui Costa e as bocarras do presidente.

Outra medida já tomada pelo SLB tem a ver com as contratações. Nesta linha, podemos desde já avançar que, na próxima época, o trio de guarda-redes irá contar com um importante reforço internacional: o urso do canal Panda. Por outro lado, decidiu também a SAD que o kit do Benfica será reforçado com um kit de astronomia, para os adeptos poderem finalmente ver a constelação de estrelas que Vieira diz ter no plantel. Mesmo assim, apesar da qualidade dos instrumentos, não é garantido ver fenómenos raros como o astro Carlos Martins ou o galáctico Balboa.

Também quanto ao “canal do Benfica” a crise vai ser severa. Além de dar sempre o mesmo jogo, o canal está proibido de utilizar palavras custosas como “Champions”, “Olympiakos”, “Pedro Henriques, e Trofense. Por outro lado, quando se refere ao Benfica, o canal apenas pode utilizar seis palavras: “glorioso”, “campeão”, “Paulo Baptista”, “Filipe” e “Vieira”. Só são admitidas excepções nos casos de programação cultural, sobre novos livros dos grandes escritores benfiquistas, Carolina Salgado e João Malheiro.

Quanto ao FCP, pouco conhecemos ainda da sua política de crise. Sabe-se, todavia, que Pinto da Costa já contactou com o piloto americano do Hudson, aquele que amarou o avião em Nova Iorque, e que este está a postos para fazer o mesmo, a todo o momento, ao FCP no rio Douro.

Portanto, tudo sob controlo. Não há-de ser nada.

terça-feira, 3 de março de 2009

A ESCUMALHA CONTINUA A CAMPANHA


Ontem o Correio da manhã lançou a primeira página que podem ver. Quem lê, pensa que o Porto está perto da falência, sendo a sua gestão tão má quanto as pessoas que escrevem este tipo de notícia. Porém, depois de ler, por exemplo o jornal de negócios, chego à conclusão que afinal os três grandes estão na mesma situação (ou não como poderão ver).

Mais, pode ler-se, ainda neste último jornal, que o Porto não está assim tão mal, quando comparado com os seus maiores rivais. Numa notícia isenta lê-se que os três grandes acumulam um resultado negativo de 13 milhões de Euros (resultados do primeiro semestre da época), mas (olhem só, aonde já se viu) o Benfica é responsável por mais de dois terços deste valor, isto é, só o Benfica apresenta 9,3 milhões negativos.

Continuando a ler, vejo que o Porto é, imaginem, o clube com menores perdas (1,4 milhões). Mais à frente outra novidade: O Porto é o clube que mais receitas gerou – 31,1 milhões – ao passo que o Sporting aparece em 2º com 29,9 milhões e finalmente (outra cabala) o Benfica com 26 milhões. Ou seja, o Porto “só” superou o Benfica em 19,6% das suas receitas (para clube de bairro, não está mal). Finalmente, o Porto foi ainda o único clube a apresentar resultados operacionais positivos.

É claro que o Correio da manhã não vê as coisas assim. Prefere enaltecer o facto dos salários dos gestores da SAD do FCP terem subido, mas esqueceu-se de dizer que os outros dois de Lisboa lhe seguiram o exemplo.

E porquê tudo isto? Porque há que vender. Se não for com notícia positivas do Benfica (está mau para arranjar assunto), há que denegrir a imagem do Porto. Ora, se o Porto está em risco de falência, os outros já devem ter fechado as portas.

Em suma, mesmo sabendo que, provavelmente, o Porto não será nenhum exemplo relativamente às boas práticas de gestão, o que é certo é que estas primeiras páginas só mostram a podridão de que são feitos estes jornais. É claro que depois o “Zé Povinho” acredita nestas primeiras páginas, pois não têm capacidade para ler mais nada. Resultado: ficam todos contentes, vão para o café beber umas minis, embebedam-se, gritam “viva o Benfica”, dizem que o Porto ganha porque compra os árbitros e que ainda por cima vai falir. Nesta altura pensam (já com muita dificuldade): Ui, o Porto vai falir! É a nossa grande hipótese de lutar pelo título. Toca a beber mais umas minis como se não houvesse amanhã.

E assim vai o Mundo!

segunda-feira, 2 de março de 2009

A GRANDIOSIDADE DO BENFICA....


Em terras de Vera Cruz, desde a semana passada, eis que sou confrontado com mais um exemplo da Grandiosidade do Glorioso!

A foto foi tirada na praia do Futuro - Fortaleza!

Este Nativo, confidenciou-me também que o "macaco" dos Super Dragões já lhe tentou fazer a folha....curioso não?!?!

domingo, 1 de março de 2009

FCP: 0 - SCP:0

Resultado justo, num clássico muito pobre. Embora o Porto tenha ganho o mini-campeonato dos três grandes, o que é certo é que não conseguiu tirar partido do facto de ter recebido os dois rivais em sua casa, na segunda volta do campeonato. Caso o tivesse feito, então o campeonato já estaria provavelmente decidido. Assim, há que continuar na luta, sendo que haverá uma muito importante na próxima jornada.

Quanto ao jogo, muito pouco a dizer, pois como já disse em cima foi muito pobre. Muitas faltas, muitas quezílias, muitos trambolhões a meio campo e mais coração do que cabeça. Do lado do Porto gostava de dar uma menção honrosa ao Rodriguez porque foi realmente o único, verdadeiramente, inconformado com a pobreza do jogo. As únicas jogadas de perigo do lado portista foram protagonizadas pelo Uruguaio. O Sporting foi mais "conjunto" do que o Porto e por isso o controlo do meio campo foi mais evidente.

Mesmo com o empate, o Porto continua líder e já está mais do que visto que vamos ter campeonato até ao fim.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Benfica:2 Leixões:1

Primeiro jogo mata-mata (que saudades do Scolari) para o Benfica, perante um adversário que tinha ganho no Dragão, em Alvalade, em Braga, e eliminado o Benfica da Taça.

Antes do jogo estava confiante na vitória. Primeiro, porque os jogadores tinham um sentimento de “injustiça” face ao jogo (que correu mal) de Alvalade, segundo porque sentiam que era um jogo mata-mata, e depois porque uma vitória significava ganhar pontos ao Porto ou ao Sporting, ou até aos dois. Por isso o Benfica só podia mesmo... vencer.

E assim foi. O Benfica entrou a mandar na partida, com o Leixões empurrado para o seu meio-campo sem nunca conseguir ligar o seu jogo. Confesso que gostei da equipa titular. Com Amorim e Katsoranis no meio, Reys e Di Maria nas “bandas”, e a ajuda do cada vez mais decisvo Aimar pelo meio, no apoio a Cardozo.

O jogo esse, não tem história. O Benfica dominou o jogo desde o principio chegando ao primeiro e segundo golos de forma natural. E quando eu pensava que iria ter um resto de noite tranquilo, eis senão quando e no mesmo minuto (75’), Carlos Martins tem lesão musular obrigando a equipa a jogar com 10, e o Leixões aproveitando-se deste desiquilibrio momentaneo dos encarnados reduz para 2-1.

Um jogo que estava “arrumado”, sofre um volte-face inesperado, e aquilo que era uma partida tranquila, transforma-se num sufoco até ao final, diga-se de forma injusta.

No final, vitória justíssima do Benfica, que fica à espera do jogo do Dragão.

Toques de Cabeça

A RÃ E O ESCORPIÃO
Por JMMA


Curioso!

O ‘post’ sobre o «Capuchinho Verde», em que o Luís confessa a perplexidade que lhe causa (e a mim também) a postura ambígua e quase patética dos dirigentes do Sporting no que respeita ao relacionamento com o FCP, fez-me lembrar uma fábula.

Atribuída a Esopo, já muito contada, a fábula reza assim. Uma rã aceita levar um escorpião a atravessar um rio porque este lhe prometera, com argumentos lógicos, que não a mataria com a sua venenosa picada, nem durante nem depois da viagem. Porém, exactamente a meio, o escorpião não resiste e pica a rã com o seu ferrão envenenado. A rã, espantada, pergunta-lhe porque fizera isso, já que morreriam os dois. O escorpião desculpa-se e diz apenas que não conseguira evitar, pois isso fazia parte da sua natureza.

A moral da história é simples: de nada serve fazer o bem a quem, por natureza, mais tarde ou mais cedo nos vai retribuir com o mal.

Partilho da perplexidade do Luis: como se explica, mais de dois mil e quinhentos anos após a morte de Esopo, ainda haver anfíbios dispostos a carregar o escorpião às costas?

Depois queixam-se – ofendidos – que este lhes impôs, impunemente, a sua natureza.

O que é queriam que o escorpião fizesse?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O Lobo Mau (PCosta) e o Capuchinho Verde



Continuo a não entender o posicionamento do Sporting, em várias situações do futebol português. Começando no apito dourado e terminado nas relações de reverência que tem com Pinto da Costa, chegando até a ser seu porta-voz na ameaça de faltar ao jogo da Taça da Liga.


O último episódio aconteceu esta semana, e está relacionado com o derby de Sábado

Em devido tempo, o FC Porto pediu a antecipação da partida com o Sporting e, de acordo com os regulamentos, o clube leonino tinha de aceitar, pois estavam garantidas as 72 horas sobre o jogo com o Bayern.


Entretanto, o FC Porto decidiu adiar o jogo com o Estrela da Amadora, das meias-finais da Taça de Portugal, que deveria ser jogado na próxima quarta-feira.Em face disto, o Sporting sente-se “enganado” por Pinto da Costa, uma vez que o FC Porto não necessitava de antecipar a partida para sábado, garantindo ao Sporting tempo suficiente para recuperar fisicamente.


Pergunto: o que é que o Sporting tem a ganhar com esta proximidade, que não apenas e só, a tentativa (falhada) de irritar o Benfica? Um clube centenário como o de Alvalade, merece reger a sua estratégia em função da irritação do seu maior rival?

Pinto da Costa tem uma cartilha de 20 anos de futebol português, e todos já conhecemos o seu modus operandi. Não olha a meios para atingir os seus interesses, atropelando aqueles que se aparecem no seu caminho. Até os que partilha palmadinhas nas costas. A ética para PC é uma batata.


Por isso, não consigo perceber. Acordem nabos.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Sporting:0 Bayern:5



Esta manhã, e como é habitual na casa do treinador do Sporting, a mulher do PAULO BENTO diz:

-Acorda Paulo que já são 6.

-O quê? Já marcaram outro?

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Atlético Madrid: 2 - FCP: 2


Resultado muito injusto com uma arbitragem muito tendenciosa, não só pelo golo que anulou, mas principalmente pela dualidade de critérios nas faltas a meio campo. Se antes do jogo me perguntassem se gostava de um 2-2, diria que era bom. No final do jogo, atendendo a todas as oportunidades desperdiçadas, fico com um amargo de boca bem vincado.

Não obstante, o jogo de hoje mostrou que o Porto tem equipa mais do que suficiente para o Atlético de Madrid. A equipa espanhola tem de facto excelentes jogadores do meio campo para a frente, mas a sua linha defensiva está a uns patamares abaixo dos primeiros. Para além desta menos valia, o Atlético é bem pior do que o Porto sob o ponto de vista organizativo. O Porto deu esta noite uma lição de organização e um lição de futebol, a todos aqueles que achavam (os prepotentes dos espanhóis) que a eliminatória estava decidida, mesmo antes de ser jogada.

Realmente é muito triste olhar para este empate, com tantas e boas oportunidades de golo. O Porto fez um jogo muito personalizado e nunca se deixou abater, mesmo depois daquele frango que o Helton decidiu oferecer. A eliminatória está em aberto, sendo que o campeão nacional conseguiu alguma vantagem para a 2ª mão.

Daqui a 15 dias veremos se esta vantagem que o Porto mostrou hoje se matém.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Paços de Ferreira: 0 - FCP: 2


Na passada sexta-feira tive que optar por uma de duas coisas que muito gosto de fazer: Ou ver o Porto jogar ou jogar futebol. Optei pela segunda, porque depois de uma semana altamente desgastante, nada como aliviar o stress, dando uns pontapés na bola. Assim, este meu comentário não será do jogo propriamente dito, mas sim do actual momento do campeonato. Do jogo, só quero enaltecer mais um grande golo do Hulk!

A vitória de Paço de Ferreira foi muito importante, considerando que os rivais jogariam no dia seguinte e portanto uma vitória deixaria o Porto bem mais tranquilo, dando ainda a hipótese de ver o derbi bem sentado no sofá, sem correr riscos de entornar a cerveja, fruto do nervosismo que os jogo e os pontos poderiam provocar.

A conjugação da vitória do Porto com a derrota do Benfica foi, para mim, a melhor de todas elas. Esta conjugação de resultados permitiu ao Porto ficar a 4 pontos dos dois clubes Lisboetas, ganhando uma tranquilidade nunca vista esta época. Perfeito, perfeito não será uma nova Super Bock, mas sim uma nova vitória para o campeonato, que curiosamente será com o Sporting. Isso sim, seria oiro sobre azul e caso se confirme este cenário, cheira-me que não estamos apenas perante a um oiro sobre azul, mas também a um azul sobre o campeonato.

Porém, a vitória categórica do Sporting sobre o Benfica aumentou o respeito do Porto sobre o Sporting, sendo que para mim é bom sinal. É bom sinal porque o Porto gosta mais de jogar com a pressão destes grandes e decisivos jogos. Com sinceridade, prefiro que o Porto jogue com o respeito que o Sporting ganhou do que pensando que a vitória são favas contadas. Vai ser um jogo (tal como aconteceu com o Benfica) de cortar a respiração e em caso de vitória, o Porto dará um passo muito importante (não decisivo) rumo ao Tetra!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Sporting:3 Benfica:2


Vitória merecida do Sporting, que confirmou uma vez mais, que a equipa que está em desvantagem pontual e com maior pressão, é a equipa que vence o derby.

Foi talvez o melhor Sporting da época, aquele que defrontou o Benfica, que tacticamente se viu em “palpos de aranha” para conter Liedson, Vukcevic (como é que é possível Paulo Bento ter abdicado do melhor jogador do plantel durante a primeira a volta) e Moutinho.

Na primeira parte os encarnados ainda conseguiram equilibrar, mas aquele golo logo no início da 2ª parte, baralhou por completo a equipa, e com a necessidade de tirar um dos trincos (Yebda) para tentar empatar o jogo, o Benfica perdeu por completo o meio-campo, e nunca mais se encontrou.

Aliás, a lição táctica que o Benfica levava para o jogo (semelhante à do Dragão), estava a correr bem até ao erro individual de David Luiz, que deu origem ao canto e ao grande golo do Liedson (autêntico carrasco dos encarnados). A partir daí, o Benfica esteve praticamente sempre em desvantagem, sendo obrigado a sair da sua zona de conforto. Nesta aspecto, os encarnados não tiveram a "sorte cronológica" do jogo.

Se no Dragão, o Benfica conseguiu manietar o ataque Portista e marcar primeiro, neste jogo Quique nunca conseguiu encaixar na equipa do Sporting, e os encarnados tiveram muita dificuldade em alimentar o ataque, que praticamente não existiu na segunda-parte.

Nada está perdido. Perder em Alvalade, é um resultado aceitável (o mesmo não acontece com a outra derrota, perante o Trofense), e em caso de igualdade pontual, o Benfica tem vantagem sobre os leões. Obviamente era melhor ter ganho/empatado, mas uma vitória na próxima jornada contra o Leixões (jogo muito importante), e um empate do Sporting no Dragão (tenho fé neste Sporting), deixa os encarnados a 2 pontos da liderança.

Por isso, tudo em aberto. Aguardemos pelos próximos jogos.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Toques de Cabeça

Obama escreve a Madail
Por JMMA


O destino da Humanidade está nas mãos de Gilberto Madaíl. Tal como Cavaco e Sócrates, também o presidente da FPF recebeu esta semana uma carta do seu quase homólogo norte-americano, o presidente Barack Obama, a solicitar os bons ofícios da Federação na resolução da crise nuclear do Irão, no conflito Médio Oriente e na escolha de uma tinta de cabelo que não espigue as pontas, para a primeira dama Michele Obama.

“Caro Gilberto”, pode ler-se na carta, “venho expressar o interesse na tua colaboração e amizade com vista a edificar um mundo mais seguro, sem riscos de um conflito nuclear que destruiria três quartos da vida no planeta e que, além disso, até poderia ter consequências nefastas. Peço-te já uma coisa: queria ver-me livre dos prisioneiros de Guantánamo e não sei por que ponta lhes hei-de pegar. Podias-me explicar como te amanhas com a Justiça da Federação para não terem aí dirigentes e árbitros presos?”

A disponibilidade de Madaíl em colaborar com a Casa Branca foi imediata e a oferta para acolher presos de Guantánamo já foi aceite pelo Departamento de Estado norte-americano. Ao que o Footbicancas apurou, os primeiros prisioneiros expatriados deverão chegar a Portugal ainda antes do Porto ganhar o campeonato. Por sugestão de Mesquita Machado, uns serão integrados na arbitragem como estrangeiros, e os que não couberem na Liga de árbitros vão integrar o plantel do Sporting.

Nos EUA Madaíl já é considerado o Mandela dos direitos humanos. A FPF está na rota dos grandes fóruns internacionais e Madaíl, a partir de segunda-feira, vai ter assento permanente no Conselho de Segurança da ONU e na OPEP. Aliás, Barack Obama quer trocar de pastas com Madail: o português fica com a crise do Sub-prime e Obama, que fala bem inglês, virá a Portugal tentar resolver o caso do «Goal Average» e, talvez, a libertação de Miguel Veloso do Sporting. Tal como Roma, Paris ou Maestricht, a Praça da Alegria, o Maxime e o Elefante Branco entram, assim, para a toponímia dos grandes acontecimentos da História. Obama sabe-o. Na carta a Madaíl, referindo-se, por exemplo, à organização conjunta de Portugal e Espanha ao Mundial de 2018, diz claramente isto “(…) Que ideia notável. Um novo Tratado de Tordesilhas. Portugal dá a Nelly Furtado (‘Como uma força…’) e os espanhóis dão o resto. Só tu Gilberto!”

Extracto das 23 páginas da carta de Obama

Caro Gilberto, espero que esta te vá encontrar bem de saúde, assim como todos os teus. Nós por cá todos bem, excepto a minha Michelle que está viciada na Oprah. Sabes, descobri aqui perto da Casa Branca uma roulotte de hot-dogs que serve uns couratos irresistíveis’. (…) Escrevo-te pela segunda vez, Gilberto. Na primeira, foi para pedir que deixassem jogar o Mantorras. Agora, precisava que me explicasses uma coisa. Se eu arrasei nas eleições e, há dias, já me vi negro (passe a expressão) para arrancar maioria no Congresso para o meu plano anti-crise, explica-me tu, Gilberto, como conseguem para aí em Portugal ser sempre o mesmo a ganhar o campeonato? (…).

Bem Gilberto, a carta já vai longa e avisam-me aqui que tenho de sair. Anda aí um senhor ‘Baroso’ a restaurar as carpetes. Realmente, o anterior inquilino deixou isto cheio de buracos. Aceita um abraço deste Your friend, Obama.”
PS: A cadela de raça portuguesa que me ofereceste está prenha.


(Cortesia Público / FPF, Arquivos Secretos)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

MIGUEL SOUSA TAVARES DIXIT


Muito bom o texto de MST esta semana no jornal ABola. Chamem-no faccioso, mas que há muita verdade aqui, lá isso há:

1 - Quinta-feira foi um dia aziago para alguns ilustres benfiquistas e para alguns defensores do Estado da Calúnia contra o Estado de Direito: o Tribunal da Relação do Porto, por voto unânime dos três desembargadores, confirmou a sentença do tribunal de primeira instancia que mandou arquivar o célebre «caso da fruta», envolvendo o jogo FC Porto-Estrela da Amadora (2-0), de 2004, peça central do Apito Dourado. E mandou arquivar porque julgou que a prova decisiva em que se baseava a acusação do Ministério Público- o testemunho de Carolina Salgado- «como é bom de ver, não é de forma alguma credível» e, pelo contrario, não podia nunca ser julgado isento. E, quanto aos supostos «erros de arbitragem» que, segundo o MP, teriam favorecido o FC Porto (num jogo que já só era a feijões), a Relação julgou que «eles não são mais do que aqueles que os agentes de investigação consideraram...por conjectura ou imaginação...e não o resultado da perícia e das declarações dos peritos». E, acrescentaram os juízes, o que a peritagem concluíu foi que «nenhum dos lances que originaram os golos do F C Porto foram precedidos de erros de arbitragem» e, por isso, nunca a acusação poderia concluir que os erros ocorridos «são causa adequada do resultado final quando favorecem o F C Porto, e completamente inóquos quando favorecem o Estrela da Amadora». Para quem sabe ler, o que os desembargadores dizem é que toda a acusação se baseou em preconceitos clubisticos e assentou na credibilidade de uma testemunha que, de todo, a não merece. Ando a escrever isto há dois anos, mas há quem ache que a justiça dos tribunais não presta, a do Comissão Disciplinar da Liga- onde os juízes são escolhidos por influências dos clubes, onde se julga sem contraditório e sem sequer ouvir testemunhas- essa, sim, é que é a verdadeira. Foi isso, por exemplo, que José Manuel Delgado quiz dizer, num elucidativo texto aqui, sábado passado e acompanhando uma resumida notícia sobre a sentença da Relação, e no qual ele defendia nas entrelinhas que é uma chatice que a justiça comum tarde em render-se à campanha de moralização do futebol português, tão exemplarmente encabeçada pelo exemplar Sr. Vieira. Mas convém recordar que este processo da «fruta» já antes tinha sido investigado pelo MP e arquivado por absoluta falta de indícios probatórios. Foi então que o Dr. Pinto Monteiro, acabado de ser nomeado Procurador-Geral da República e interrogado sobre o «livro» «de» Carolina Salgado, respondeu que ia mandar investigar o que lá vinha- assim lhe conferindo, logo, uma credibilidade que não podia saber se a coisa justificava. E nomeou, perante o aplauso de toda a nação benfiquista, uma task-force encabeçada pela Dr.ª Maria José Morgado para investigar o FCPorto e Pinto da Costa- e apenas eles. E a Dr.ª Morgado agarrou-se à pretensa «testemunha» como se Deus falasse pela boca dela. Gastou aos contribuintes milhares e milhares de euros a fazer «proteger» a sua testemunha, dia e noite, por dois seguranças cuja verdadeira função era a de fazer crer que ela poderia estar ameaçada, tal era a importância daquilo que sabia. E obrigou o MP do Porto a reabrir o processo e levar uma acusação a tribunal. O tribunal respondeu com a não-pronúncia dos réus e, vexame máximo, ainda mandou abrir um processo contra Carolina Salgado por crime de «falsidade de testemunho agravado». A Dr.ª Morgado entendeu recorrer para a Relação e a Relação acaba de lhe dar a resposta que merecia e que, houvesse algum sentido de responsabilidade, deveria levar o Sr. Procurador-Geral e a Sr.ª Procuradora, pelo menos, a pedir desculpas públicas.
Mas, não. Tudo continuará na mesma. Como se nada se tivesse passado, continuarão a escrever sobre o «Apito Dourado» e a «fruta» como verdade estabelecida, continuarão a tentar que a «justiça desportiva» consiga excluir o FC Porto da Liga dos Campeões, em benefício do Benfica. E o Sr. Vieira, verdadeiro criador da criatura caída em descrédito e genuíno paradigma do fair-play, continuará a dizer que a hegemonia do FC Porto nos últimos 20 anos se deve apenas a batota. Como aliás o demonstra a comparação entre as carreiras europeias do Benfica e do FC Porto nos últimos 20 anos...

2 - Tive o saudável bom-senso de me pirar daqui na altura crítica deste clima de histeria, quando, no espaço de doze dias, ao FC Porto coube defrontar os três clubes de Lisboa: Belenenses, Benfica e Sporting. Dos três jogos só soube à distância e não vi nada, depois, senão os dois cruciais lances do Dragão. Mas deixei os jornais guardados e fartei-me de sorrir ao lê-los. E então, do pouco que vi e li, constatei o seguinte:

— em Alvalade, houve dois penalties do Sporting contra o Porto, que viraram o resultado (há trinta anos que é assim...). Na página 11 da edição de 5/02 de A BOLA vêm as respectivas fotografias. Na primeira, não se vê rigorosamente nada que possa justificar um penalty, mas a legenda diz que se deve «dar o benefício da dúvida ao árbitro». Na segunda, vê-se o Sapunaru no chão, com uma mão pousada suavemente sobre a anca de Postiga e a legenda reza que foi «penalty claro» ( a fazer lembrar a mão pousada no ombro do João Moutinho e que também foi «penalty claro» no Sporting-Porto para o campeonato);

— na edição de 9/02, vêm duas fotografias do penalty do Dragão, onde, tal como nas imagens televisivas, se vê claramente a mão de Yebda tentando travar Lisandro pela barriga. A legenda, porém, diz que foi só um «toque» e quando ele já estava em queda (a cuja não se vê de todo). Ora, eu até concedo que aquela mãozinha não chegasse para justificar um penalty; o que não percebo é como é que os três penalties de Alvalade são claros ou merecem o benefício da dúvida e aquele seja um «roubo» evidente...

— evidente, evidente, é que aos 19 minutos do jogo do Dragão, Reyes rasteirou Lucho dentro da área. Ele foi ao chão e levantou-se, prosseguindo a jogada e dando ao árbitro mais do que tempo para se lembrar de que não há lei da vantagem em caso de penalty. Ou seja, o árbitro do Dragão errou primeiro contra o FC Porto e depois contra o Benfica. Não entendi, assim, porque fizeram desta arbitragem mais um caso para o «Apito Dourado» e porquê que o José Manuel Delgado teve logo de ir ouvir Luís Filipe Vieira em mais uma «entrevista exclusiva», para dizer o mesmo de sempre- ele, que até nem vê os jogos.

3 - E anteontem, infelizmente (eu odeio penalties, desde a infância, onde enjoei de os ver na Luz e em Alvalade e sempre, sempre, para o mesmo lado...), um FC Porto com um ataque reduzido ao génio de Hulk e à absoluta inutilidade de Mariano e Farias, só conseguiu inaugurar o marcador contra o último classificado e no Dragão, através de um penalty que, vendo na televisão, ninguém de boa-fé pode dizer se existiu ou não. Mas logo estava a receber uma mensagem de um amigo benfiquista garantindo que, na sua televisão, tinha sido mais um «roubo» evidente. E, embora três minutos depois, só o árbitro e o fiscal-de-linha não tenham visto a bola dentro da baliza do Rio Ave, seguiu-se nova mensagem a garantir-me que também aquele árbitro estava comprado. Depois do Benfica-Porto, li alguns benfiquistas queixarem-se de que tinham sido vítimas do «excesso de isenção» de um árbitro sabidamente benfiquista. Mas, curiosamente, só se queixaram da nomeação depois e não antes do jogo: antes, não lhes ocorreu estranhar que para um Porto-Benfica onde muito do campeonato se podia decidir, tenham escolhido um árbitro que é sócio do Benfica. Olha se fosse sócio do Porto, o que não diriam!

Aliás, acho que seria útil que a direcção do Benfica encarregasse o João Gabriel de anunciar publicamente a short-list dos raríssimos árbitros que, à imagem do seu próprio presidente, consideram sérios. E Vítor Pereira faria o favor de só nomear esses dois ou três para todos os jogos do Benfica e do Porto.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

ANTI-JOGO NA LUZ, no comments!

Porque tudo já foi dito sobre o jogo, ficam as imagens (possíveis).

Resumo: Dos piores jogos que vi na Luz!

Curiosidade: o árbitro vive em Famalicão....








Benfica:3 Paços Ferreira:2

Quique disse-o a meio da semana, e veio de encontro ao meu estado de alma para este jogo: “sou muito desconfiado relativamente aos jogos a seguir a boas exibições”.

E este comentário justificou-se plenamente. Foi o pior jogo que vi este ano na luz. Não por culpa da pouca inspiração dos encarnados (à excepção dos grandes golos), mas sim pela postura anti-desportiva do Paços. E não estou a criticar o facto da equipa da capital do móvel, ter colocado 11 jogadores dentro da grande área, estou antes a insurgir-me contra o facto de o médico do Paços, só na primeira parte ter entrado 6 vezes em campo, com pseudo-auto-lesões dos jogadores pacenses, que toda a gente via que eram falsas, e que deixaram de existir a partir do momento que o Benfica se adiantou no marcador.

Que hajam treinadores medíocres que adoptem esta postura anti-desportiva, isso é lá com eles. Agora que os árbitros vejam isto de forma impávida e serena, como se fizesse parte do jogo, isso é que eu já não entendo. Quando é o próprio treinador (confesso que não sei o nome do senhor, mas também não me interessei em saber), a incitar os seus jogadores a ficarem no chão, penso que deveria haver acção disciplinar por conduta anti-desportiva (há no basquetebol, hóquei e andebol, também pode haver no futebol).

Arrisco a dizer, que só vejo isto em Portugal. E reparem que não estou a individualizar. Este vírus também ataca os outros grandes. Acho sinceramente uma vergonha, e urge tomar medidas firmes.

Bom, no que diz respeito ao jogo, a atitude ultra-defensiva e anti-desportiva, a juntar à pouca inspiração colectiva do Benfica, foi resolvida com 2 grandes golos de bandeira de Amorim e Di Maria (finalmente).

O Paços, sem saber ler nem escrever, ainda conseguiu assustar com 2 golos muito consentidos pelo Benfica e demonstrou que este ainda é um problema a ser trabalhado por Quique. O Benfica quando se vê a ganhar pela margem mínima treme das pernas, e os adversários aproveitam esta falta de confiança. Falta de confiança essa, que poderia ter culminado com um empate injustíssimo, que só não aconteceu… porque não aconteceu.

Uma última nota para o flash-interview. O treinador pacense, entre outras coisas, disse que os golos do Benfica foram consentidos pela sua equipa. Era bom que ele nos explicasse como é que se parava o golo do Di Maria e do Ruben Amorim.

Confesso pois, que foi dos jogos que me deu mais gozo ganhar esta época. Gosto de ganhar jogos, em que as equipas demonstram faltam de ética desportiva.
Foi pena não termos ganho também no Dragão (ainda estou à espera do castigo do Lisandro).

FCP: 3 - Rio Ave: 1


Escrevi há uns tempos atrás, depois de um jogo do Porto na Taça da Liga, que sempre que Farias era titular e jogasse os 90 minutos, marcava quase sempre. E assim foi hoje. Finalmente resolveu, tirando partido do sentido posicional que tem dentro da área.

Mas mesmo com estes dois golos de Farias, o Porto voltou a denotar grandes dificuldades para marcar no Dragão de bola corrida. No jogo contra o Rio Ave a coisa parecia tomar o mesmo caminho dos últimos jogos, ou seja, muito ataque, muitos remates, mas golo que é bom, nem vê-lo! Lá teve que ser novamente um penalti, que para mim é bem marcado, para o Porto conseguir fazer o gosto ao pé dentro de portas. Na verdade, os golos de bola corrida começam a ser mesmo coisa rara no Dragão e se não são os ferros da baliza (que grande jogada do Hulk - a ver), é a aselhice e se não é da aselhice dos jogadores, é (ou foi neste caso) a aselhice do árbitro, que não validou um golo limpo ao Porto. Mas adiante.

Depois de uma primeira parte em bom nível, eis que o Porto entra na 2ª completamente adormecido. Se por muitas vezes defendi o Jesualdo e as suas opções, hoje só tenho que o criticar, pois ao intervalo inventou. Se percebo que o Fucile tenha saído lesionado, já não percebo a sua opção em colocar o Fernando a defesa direito e o Tomás Costa a trinco. Porquê mexer no miolo do terreno? Porquê não colocar o Tomás Costa a lateral, mantendo o Fernando a trinco (como aliás já testado em jogos passados)?

Para além disso, Jesualdo também não soube espicaçar os seus jogadores ao intervalo, de maneira a que estes entrassem no jogo com vontade de fazer o segundo. Pior do que entrar sem vontade, foi a atitude do tipo: "o jogo está ganho". Meus amigos, hoje em dia já não há respeito pelos grandes e já não há jogos fáceis. Por isso, há que dar cordões aos sapatos!

Com estas e com outras, o Rio Ave marcou um grande golo e o Dragão gelou. Gelou o Dragão e gelou o Jesualdo, que provavelmente começou a tremer que nem varas verdes. Com o empate, mais mexidas e mais confusão na equipa. Quando já fazia contas à vida, eis que apareceu um excelente centro do Bruno Alves (???!!!), que Farias decidiu agradecer com um bom golo de cabeça. Com muita pena minha, mas acho que o Bruno Alves não se aguentará no Porto muito tempo. Que grande central!

Mais três pontos e mais uma semana na liderança.




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Toques de Cabeça


O PENALTÓMETRO
Por JMMA


Ao fim de décadas de trabalho muito esforçado, um destacado grupo de cientistas do Porto anuncia que o penaltómetro já existe e funciona.

O penaltómetro é um delicado aparelho, de tecnologia sofisticada, com múltiplas e interessantes aplicações. O penaltómetro serve essencialmente para tirar a limpo as situações de penálti e tudo com ele relacionado. Programa-se consoante as conveniências do utilizador e emite o ‘resultado’ em forma de sinais sonoros.

Assim, se o desejado-pretenso-pseudo penálti não foi assinalado, e utilizador gostaria que fosse, o penaltómetro assobia e pode ser programado com palavrões proferidos contra o árbitro em cinco diferentes níveis de volume sonoro. Se no flash interview o jornalista puxa a tal conversa manhosa, o penaltómetro denuncia as forças do mal e pode mesmo espingardar, desde que equipado com um componente tetra sensível designado FCP4x.

Se o falso-doloso-suposto desejado penálti for fraudulentamente assinalado, o penaltómetro pula, abana, bate palmas e arrota de satisfação. Tem ainda outras formas de manifestação sonora as quais me dispenso aqui de indicar.

Perante obras-primas como as de Pedro Proença no passado domingo, ou de Paulo Costa em Braga, o penaltómetro apresenta dois módulos alternativos de programação: módulo 1 – cora, diz que não foi feito para ajuizar penátis e silencia-se como se tivesse esgotado a pilha; ou então opera no módulo 2 – emite sinais sonoros encriptadados que depois de descodificados revelam pensamentos de Dailai Lama, Paulo Coelho e do Papa, entrecortados com acordes de violino, chilreios de passarinho.

Não obstante os módulos 1 ou 2, desde que convenha, o penaltómetro pode ser programado à distância, e ajuizar foras-de-jogo por assinalar em qualquer campo adversário, num raio de acção até 350 quilómetros de distância.

Se o adepto não é especial apreciador da lavagem de falsos penáltis, o penaltómetro entra em vibração, lança gases e emite ondas de alta intensidade fulminante, susceptíveis de provocar nós no cérebro e perturbações graves a nível do comportamento e do gesto. Nomeadamente, tiques como o do dedo médio estendido, e os outros dois ao lado retraídos.

Se o adepto é sério ao ponto de repudiar a sinalética-robot, o penaltómetro dobra-o rapidamente em dezasseis partes iguais e espalha-as pelo estádio em embalagens azuis tipo confetis.

O penaltómetro foi inventado na Universidade do Olival. Tem estado instalado, com excelentes resultados, no banco da equipa técnica do FCP. Atenção, o penaltómetro não substitui o treinador, mas com ele qualquer um pode ser. Até o Jesualdo.

Mais um Tribunal, Juízes e afins Comprados, querem ver?


Mais um processo arquivado. Este ficou conhecido como o da "fruta" e também ele já caiu.

A escritora Carolina não foi considerada credível por, imagine-se, falsear o depoimento.

Querem ver que o Porto comprou mais uns juízes?

Corrupção no futebol: Relação do Porto arquiva processo contra Pinto da Costa

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Afinal, não são todos iguais


Desde que Rui Costa assumiu o futebol dos encarnados, que cada vez me revejo mais na forma de estar desta Direcção do Benfica.

Quique, já tinha marcado a diferença 5 minutos após o terminus do clássico, com uma chapada de luva branca ao "pequeno" Jesualdo, não falando sequer na arbitragem.

Mas a Direcção do Benfica conseguiu ainda maior elevação. A prova disso foi a reacção à arbitragem de Pedro Proença do passado Domingo: "mais fortes do que quaisquer palavras são as imagens, o objetivo do Benfica é contribuir para melhorar a arbitragem pelo que não acrescentamos mais nenhum comentário". Apenas isto. Ponto final...parágrafo. Toma lá, e vai buscar (disse eu interiormente quando ouvi esta reacção).

Parecido com as reacções de Jesualdo não?

Afinal os comportamentos e a forma de estar no futebol não são iguais, como alguns amigos me tentam constantemente convencer, como justificação das atitutes não éticas dos responsáveis dos seus clubes.

Este sim, é o verdadeiro Benfica que cresci a admirar. É este o Benfica que marca a diferença face aos adversários pela elegância e elevação. O Benfica não precisa das "tácticas manhosas". Da pressãozinha baixa. Do jogo subterrâneo. O Benfica pela sua natureza, é maior que tudo isso. Porquê rebaixar-se a esta forma de estar? (como aliás infelizmente sucedeu com alguns ex-presidentes).

Nem que este comportamente seja apelidado de normal no futebol (como diz o Vitor), porque a normalidade, não é sinónimo de correcção (é aqui que ele me chama de anjinho).

Pois que me continuem a chamar anjinho, mas prefiro sê-lo e perder com ética, educação, verticalidade e verdade, do que ganhar 15 campeonatos em 20 anos, como se o futebol fosse um bordel.

Este fim-de-sema tive orgulho de ser benfiquista, não pelo resultado, não pelo futebol apresentado, mas pela forma de estar elevada, ética e justa da equipa, treinador e direcção.

Parabéns Rui Costa. Parabéns Benfica. Afinal não são todos iguais.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O que o Lucho devia ter feito após marcar o golo ao Benfica!

Felipão vs Big Phil...


O campeão do mundo de futebol como técnico da Seleção Brasileira em 2002 na Copa do Mundo do Japão e Coréia do Sul, foi corrido do "Celse".

Felipão foi apresentado à imprensa londrina no dia 1 de julho de 2008 e fez a sua estreia oficial pelos blues, no dia 17 de agosto de 2008, contra o Portsmouth, vencendo o jogo por 4 a 0.

Após uma série de resultados considerados maus pelo Chelsea, tendo por último um empate contra o Hull City, que deixou a equipa a sete pontos atrás do líder Manchester United, Felipão acabou por ser demitido do Chelsea, hoje!

O técnico auxiliar Ray Wilkins foi promovido interinamente ao lugar de Scolari ao cargo de treinador principal. Segundo a imprensa, Luiz Felipe não recebeu reforços, o que fez a sua passagem pelo Chelsea ser prejudicada, visto que as equipas que disputavam o título da Premier League contrataram novos jogadores.

Além disso, haveria problemas de relacionamento do técnico com seus pupilos (estranho...).

Após a demissão de Felipão, o seu assessor de imprensa, Acaz Felleger, disse que "crê que a decisão (de demitir) foi de Roman Abramovich, uma vez que Felipão sempre teve o apoio de Peter Kenyon, chefe executivo do Chelsea." Ele ainda lembrou que a falta de contratações foi um factor preponderante para o trabalho aquém às expectativas de Felipão no clube".

Recordando a 1.ª conferência de imprensa do Big Phil, este afirmava: "...sou especial para a minha familia, para os meus amigos..."

Podemos confirmar agora que ele tinha razão....para os lados de Londres o Russo não o achou nada de especial...

Temos enquadramento para afirmar:

VOLTA SCOLARI, TÁS PERDOADO?!?

...aqui o "Zé Portuga" quer viajar até à África do Sul....ainda vamos a tempo???

TUDO NA MESMA...


Arredado das lides do futebol por razões várias, eis que ontem me dei ao "Lucho" de assitir ao jogo do Dragão do 1.º ao último minuto, incluindo comentários dos treinadores, jogadores e adeptos...

Na verdade, muito do que tinha para dizer, está escrito no post do meu congenere Luis Marques. (não combinámos).

Não existem vitórias morais, o resultado foi aquele!

No Final já ninguém se vai recordar do ROUBO (será que vou ser penalizado por um jogo pela LIGA?)

Reitero a análise do Luis Marques à "actuação" do Jesualdo - é um verdadeiro TÓTÓ!

O que vale, é a sua idade não o permitir estar muito mais tempo à frente dos nosso olhos!

Vivam os Treinadores da nova geração, que não fazem figuras ridiculas como este inergume!

Na minha terra de origem, a este tipo de comportamento chama-se "lambe cús"!

Jesualdo sabe que o seu "reinado" no Dragão está a chegar ao fim e tudo está a fazer para tentar continuar....há quem diga que até já existe substituto - o "cabeça branca" - Jorge Jesus.....

Resumo:
Benfica deu um festival de táctica de futebol no Dragão...Quique disse no final no "flash" - fizemos o jogo a que nos propusemos".

Já o TÓTÓ disse, "dominamos o jogo todo e merecíamos ter ganho".
Haja paciência para este caramelo!

Penaltie fantasma ROUBOU (mafia?!?) a VITÓRIA (não a águia) ao BENFICA!

Saudações Sicilianas...

Jesulado - Parte II


Prometo que é a última vez que escrevo sobre Jesualdo. Começo a cair na repetição, ou melhor, Jesualdo começa a cair na repetição e deixa de haver novidade no comportamento anti-ético do treinador dos portistas.

No final do jogo estava curioso para perceber a reacção de Jesualdo. Será que tinha aprendido com a postura anti-desportista do passado recente. Para meu espanto não.

A mesma arrogância de sempre. “Fomos os melhores, dominámos o jogo, fomos a única equipa que quis vencer, etc, etc, etc”. É o chamado discurso interno, para convencer adeptos portistas. Parecia até, que o Benfica teria de ter pedido desculpa ao Jesualdo por ter marcado um golo de canto, no último minuto da primeira parte.
Com exibição tão brilhante da sua equipa, Jesualdo esqueceu-se de nos explicar, como é que não conseguiu marcar um único golo (legal). Mas adiante, porque esta é uma preocupação dos portistas, e não minha.

E a mesma contradição de sempre, agora até no mesmo jogo. Na flash interview, quando interpelado sobre a grande penalidade, diz (amuado) que já não fala de arbitragem. Já porquê Jesualdo? Será que tem a ver com o facto do FCP ter sido beneficiado nos últimos jogos? Será que tinhas a mesma equidistância se aquele lance do Lisandro tivesse sido na àrea contrária. Todos acreditamos que sim Jesualdo. Sim, tu és um homem vertical, sério e honesto.

Para espanto meu, na conferência de impresa, o nosso amigo "atira" com uma nova. O que ele viu no lance do penalti, foi o Yebda a colocar o braço em frente do Lisandro. Jesualdo consegue ser o único, que após ver as imagens pela TV, vê algo que hipoteticamente é passivel de justificar a decisão de Proença.

Portanto, não falava, mas já fala. E se fala é para justificar o injustificável. Ó Jesualdo, estás todo baralhadinho.

Será que ninguém que conviva pessoalmente com Jesualdo, lhe consegue chamar a atenção das figurinhas de falso arrogantezinho que ele anda por aí a fazer. É que já começo a ter pena do homem.
Este fim-de-semana tivemos dois bons exemplos, de como se deve estar no futebol: Quique e Paulo Bento. Porque não tentas Jesualdo? Vais ver que não é difícil. Ou tens medo de ser despedido?

FCP: 1 - SLB: 1


Mais um clássico e tudo na mesma, no que diz respeito aos dois primeiros classificados. O empate acaba por ser um resultado justo, num jogo onde o Porto foi superior na primeira parte, tendo o Benfica estado melhor na segunda metade.

A desvantagem do Porto, no final da primeira parte, era algo injusta porque foram do Porto as melhores oportunidades e foi também o Porto a equipa que mais tentou chegar ao golo. Na verdade, o Porto da primeira parte foi sempre muito personalizado, fazendo lembrar o Porto da Champions: Com grande respeito pelo adversário, muito concentrado, organizado, com os olhos na baliza, mas sempre com grande atenção no contra-ataque do adversário. Independentemente disto tudo, o Benfica acabou por marcar já muito próximo do intervalo, não dando tempo para mais nada. O golo do Benfica fez-me lembrar muitas brigas que vi nos tempos do ciclo preparatório, ou seja, dava-se um murro e depois fugia-se para trás do muro da escola.

A segunda parte foi muito difícil porque o Benfica entrou muito mais confortável e a qualidade dos seus jogadores fazia o resto. Confesso que temia pelo 0-2 porque os seus jogadores podiam fazer a diferença de um momento para o outro. Talvez tenha sido o melhor Benfica dos últimos anos. Não me lembro de um Benfica tão organizado, personalizado e com tantos jogadores capazes de decidir. Com um Aimar a alto nível, um Amorim muito bem, um Reys sempre perigoso e uma defesa muito compacta, nunca o Benfica esteve tão perto de ganhar no Dragão (nem mesmo quando ganhou há uns 3 anos atrás) como hoje. Felizmente que lá apareceu o penalti para empatar o jogo porque confesso que estava a ver as coisas mal paradas.

Quanto a este lance, vou dizer aquilo que disse nas mensagens que troquei com a malta, ou seja, no estádio o lance parece penalti como uma casa. Parece limpinho como a água! Dizem-me que o árbitro está bem posicionado, mas não sei se está. Isto é, o árbitro está de frente (logo com o Lisandro a cobrir a sua visão) e portante ele tem a mesma impressão que quase todos. Mesmo depois de ver na televisão (em lance corrido), fico com a ideia que é penalti. Depois das repetições, aceito que não terá havido falta para penalti, pois a mão do Yebda parece não ser suficiente para a falta.

Mas aquilo que não percebo é a onda de indignação que o meu telemóvel assistiu. Fiz a pergunta a todos (qual a vossa 1ª opinião?) e apenas o Luis Marques me respondeu, dizendo que dificilmente era penalti. Imaginem que se para ele era dificil, o que seria para o árbitro. Isto tudo para dizer que não percebo (nem aceito muito bem) a indignação porque no estádio dá toda a sensação de penalti. Mas tudo bem, siga a marinha!

Finalmente, curioso também o facto de nenhum dos olheiros que tinha (tipo tribunal do OJogo), não terem dito que há um penalti sobre o Lucho na primeira parte. É verdade que o Lucho foi sério ao não se atirar para o chão, mas também é verdade que dentro da área não há lei da vantagem e por isso, penalti por marcar. Ou não?

PS: parabéns à atitude o Quique. Não é fácil, depois de toda aquela pressão, ter discernimento para não justificar o resultado com o árbitro. Teve mais discernimento do que a maior parte das pessoas que viram o jogo sentadinhos no sofá.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Belenenses: 1 - FCP: 3


Mais três pontinhos "in antes" de receber o Benfica, e assim o Porto manteve a vantagem de 1 ponto sobre o seu perseguidor. Sendo assim, no próximo Domingo, espera-se um jogo de muitos nervos entre os dois primeiros classificados do nosso campeonato.

Foram três pontos tão importantes como difíceis. Depois do 0-2 (mais um do Rodriguez), confesso que esperava ver um jogo tranquilo, que me ajudasse a relaxar para uma semana que prevejo de muito trabalho. Mas não, o Porto fez o favor de desperdiçar várias oportunidades para fazer o 0-3, e depois o Belenenses reduziu com um golo em fora de jogo, percebendo-se porém a dificuldade em avaliar o lance.

Este golo deu moral aos homens do Jaime e o jogo, que tinha tudo para ser tranquilo, passou a ser de grande nervosismo. O Porto sentiu o golo e parece-me que começou a recear o facto de poder ter que jogar contra o Benfica na segunda posição. É que parece que não, mas faz diferença.

Tal como nos filmes de Domingo à tarde, também o jogo teve um final feliz (pelo menos para mim). Não sem antes termos assistido a uma cena digna do Spielberg. O Fucile, depois de ter levado uma amarelo por encomenda (se não foi, pareceu), retardou um lançamento de linha lateral para poder dessa forma ser expulso. Confesso que não percebi muito bem a "jogada". Só perceberei se o vermelho permitir "limpar" o castigo no jogo da taça da liga contra o Sporting. Mas será que o amarelo não permitia usar o mesmo estratagema? Será que os regulamentos da taça da liga tem um "bug" deste tamanho? Se sim, será mais um, sendo a taça da liga um verdadeiro viveiro de gafes.

Agora, esperemos pelo Benfica, sendo que em caso de vitória o tetra poderá começar a ganhar forma. Se perder ou empatar, a luta continua.

Toques de Cabeça

MARAVILHOSO FUTEBOL, MARAVILHOSO
Por JMMA

Notícias de futebol e arredores, pelo correspondente do Footbicancas na aldeia de Curral de Moinas, em parceria com Quim Roscas e Zeca Estacionâncio, jornalistas do Telerural.

Um Óscar para Jesualdo.
O sindicato de actores, em cerimónia realizada esta semana distinguiu Jesualdo com o Prémio de Melhor Actor do ano na fita O Lobo e o Capuchinho, rodado em Braga. O que está a causar grande sensação de Hollywood, a menos de um mês dos Óscares, é o fabuloso desempenho do mister portista em dois papéis simultâneos, na mesma fita. Primeiro, no papel de lenhador que denuncia o lobo feito árbitro (Benfica - Braga); e logo a seguir, no papel de lobo dissimulado de avozinha para papar o Capuchinho (neste caso, o Braga).

«Já era muito bom ter sido nomeado. Ganhar é inacreditável», disse o mister perante um público que o aplaudiu entusiasticamente, de pé, no Centro de Treinos do Olival onde teve lugar a gala de consagração.

Senhor Vítor, líder de opinião do snack-bar “Vamos o Tetra”, em Famalicão.
À pergunta do nosso repórter – Achou bem o duplo desempenho de Jesualdo no filme O Lobo e o Capuchinho? – o senhor Vítor respondeu assim:

«Eu penso que em princípio, vamos lá, é preciso ver, não é assim uma coisa que prontos. Agora dizer que o Mister também é coiso. É capaz, mas, ora bem, como eu costumo dizer doutras coisas, como por exemplo, talvez, enfim, acho.» Ficámos cientes.

Nunca diga nada antes de falar e pense sempre antes de reflectir.
Mesquita Machado fez um apelo para que a sua renúncia à presidência a Mesa da Assembleia Geral da Federação «sirva para uma reflexão profunda no futebol português» e para «que deixe de haver estas autênticas poucas-vergonhas» na arbitragem. O demissionário criticava as arbitragens dos jogos do Sporting de Braga com Benfica e Futebol Clube do Porto e frisou «não pactuar com estas situações». «Estas» quer dizer, as situações em que o seu Braguinha é alegadamente prejudicado. Se fosse beneficiado, ou se fossem outros os prejudicados, certamente nada aconteceria; portanto, já pactuava. Visto está que a reflexão profunda a que o ex-presidente da Assembleia da Federação apela só pode ser uma: Que consciência têm, afinal, os dirigentes do futebol do seu papel no exercício das funções federativas?

Se Portugal não fosse Portugal todos os portugueses seriam estrangeiros. É desnecessário filosofar sobre os erros de arbitragem e o mundo do futebol. As coisas dificilmente mudarão enquanto não mudarem os protagonistas. Ainda assim, deveria haver limites para o disparate. Mas não: aquilo que Vítor Pereira fez enquanto presidente da Comissão de árbitros – convidar quem não acredita nos árbitros a não ir aos estádios – excede tudo. Como se isso não bastasse, o pior foi que na semana em que tal sucedeu, logo um Ministro passou da teoria à prática. Para evitar mais assaltos às caixas multibanco dentro dos tribunais mandou retirá-las. Se a moda pega, o melhor é fechar os bancos para não haver assaltos. E já agora, meus senhores, por que não retirar as balizas para não falhar penáltes?

FBicancas /Telerural, Curral de Moinas