
Há poucos jornalistas que admiro. Aliás é uma "espécie", que juntamente com os advogados normalmente me causa algum prurido.
Aprendi a admirar Rui Cartaxana muito novo. No tempo em que o Record saía ao Domingo, Terça e Quinta e era a preto e branco. No tempo, em que ao Domingo de manhã, se me tivesse portado bem durante a semana, o meu pai me dava 25$ para comprar o jornal. E o jornal era o Record.
E é engraçado, que na inocência dos meus 8/9 anos, conseguia perceber que Rui Cartaxana era diferente de todos os outros.
A sua postura, carácter, inteligência, equidistância, e HONESTIDADE INTELECTUAL eram tão evidentes, que até eram perceptíveis a uma inocente criança de 9 anos. Posso pois dizer, que foi uma pessoa que me marcou desde cedo.
Nos dias que correm, estas pessoas são cada vez mais raras, e por isso arrisco-me a dizer que Rui Cartaxana é insubstituível no panorama desportivo português.
ATÉ SEMPRE!
Ao que parece, o fim do mundo é na próxima segunda-feira. A proposta que deveria adaptar os estatutos da Federação Portuguesa de Futebol ao Regime Jurídico das Federações Desportivas (RJFD) foi rejeitada pelas associações em assembleia-geral. E agora, com a FPF fora da lei, o Governo vai ter de actuar. Segundo ameaçava há dias a imprensa, ele é a perda do estatuto de Utilidade Pública desportiva, o não reconhecimento das selecções nacionais, a inibição de organizar todo o tipo de competições, enfim, o cabo dos trabalhos. E é já na segunda-feira. Se bem me lembro, o futebol esteve à beira do apocalipse pelo menos três vezes nos últimos meses. O que importa, se isso voltar a acontecer para a semana? Mais uma, menos uma, vai tudo dar ao mesmo.










