segunda-feira, 25 de maio de 2009
Fotos Amadoras Grátis
domingo, 24 de maio de 2009
FCP: 1 - SC Braga: 1
PS: estou a ver o Domingo Desportivo na diagonal e ou é impressão minha ou quase nem falam da festa Portista! Ele há cada televisão pública....
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Ramires é do Benfica
Os mais próximos sabem que nos últimos tempos tenho acampanhado de perto o futebol Brasileiro.O Ramires é hoje por hoje, a grande revelação do Brasileirão. É polivalente, tecnicamente evoluído, rápido, e com faro de golo. A chamada à Selecção brasileira é a prova desta qualidade.
Aprovo! Este não engana.
Vejam o vídeo do programa desportivo da Globo aqui
E alguns golos em baixo:
Toques de Cabeça
Por JMMA
Para a derradeira jornada da Liga sobrou pouco: resta saber quem são os dois despromovidos e quem vence o troféu de melhor marcador. Com sorte, pode ainda abrir-se a discussão do quarto lugar, porque pode fazer diferença ao Nacional e ao Braga entrar ou não demasiado cedo nas pré-eliminatórias da Liga Europa, sucedânea da Taça UEFA.O Benfica, com toda a sua superioridade, viu a sua posição definida à 28ª jornada, após o glorioso empate (2-2) no sempre difícil estádio da Luz, frente ao Trofense, o lanterna vermelha do campeonato e um dos sérios candidatos à descida. Assim se vingou, note-se, da derrota humilhante pelo já, então, também lanterna vermelha Trofense, que para sempre lhe retirou a liderança do Campeonato à 13ª jornada.
Ainda assim conseguimos um belíssimo resultado: não só os nossos jogadores chegaram ao fim com as duas pernas, como acabámos por ser superiores aos nossos principais adversários em três parâmetros: quase igualdade entre o número de pontos perdidos em casa e pontos perdidos fora, o que prova ser o Benfica uma equipa apta a jogar em qualquer campo; fomos a única equipa das três ‘grandes’ que melhorou a sua classificação comparativamente com a da época anterior; e embora com menos golos metidos do que o FCP, é nossa a melhor média de golos por jogo, uma vez que, na maioria dos jogos disputados logo que marcámos deixámos de jogar.
Em termos de golos, o Cardozo lá marcou em Braga mais um golito. Ou seja, além de estar na corrida para o troféu de melhor marcador, tem ele mais golos sozinho e só com um pé, do que a equipa toda junta com os dois. Isto, apesar d’ A Bola ter feito vinte e oito reportagens de oito páginas a comparar Suazo com o Eusébio e Rui Costa com Sun Tzu da gestão desportiva.
Mas atenção: nada de euforias porque apesar de tudo este ano (por acaso) não ganhámos o campeonato. Aliás, feitas as contas, os encarnados estiveram menos tempo na frente da Liga Sagres do que manteiga em focinho de cão. Ainda assim, tratando-se da última jornada, e sendo esta uma altura em que os jogadores do Benfica precisam de sentir algum calor humano, proponho aqui que, no próximo domingo, na Luz, se aproveite o ensejo e se faça distribuir aos nossos jogadores a faixa de “Campeões de Inverno”, prémio justamente atribuído pelo jornal ‘A Bola’ a qualquer equipa da segunda circular que esteja à frente do Porto antes do Natal.
Todos à Luz!
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Fim de Linha para a Taça UEFA

A última taça foi conquistada pelos Ucranianos do Shakhtar Donetsk, num jogo fraquito. Mas ao contrário da última final, a taça UEFA conheceu jogos que se tornaram verdadeiros mitos. O sítio de Internet da UEFA elegeu seis finais memoráveis e lá aparece, evidentemente, a do Porto – Celtic, realizada no Estádio Olímpico de Sevilha. O jogo, ao qual tive o prazer de assistir ao vivo, tornaria o FCP na única equipa Portuguesa a conquistar o Troféu. Foi na verdade um jogo memorável que guardarei na melhor parte do meu baú de recordações.
Diz o sítio da UEFA:
“Sevilha Foi um momento especial para o então futuro "special one". O FC Porto de José Mourinho teve de lutar muito para levar a melhor sobre o Celtic, que recuperou duas vezes de desvantagem. Derlei decidiu o encontro com um "golo de prata" aos 115 minutos. O brasileiro tinha colocado o Porto em vantagem no período de compensação da primeira parte, mas o sueco Henrik Larsson empatou dois minutos após o reinício. Dmitri Alenichev recolocou o clube português na frente, mas Larsson voltou a ser rápido a responder e, três minutos depois, deu o empate aos escoceses, levando o jogo para prolongamento. O desafio seria decidido pelo melhor marcador da prova, com o 12.º golo de Derlei a dar o triunfo ao FC Porto.”
Os outros jogos eleitos, foram:
- 2001: Liverpool FC 5-4 Deportivo Alavés
- 1997: FC Schalke 04 1-0 FC Internazionale Milano; Inter 1-0 Schalke (total: 1-1, Schalke venceu por 4-1 nos penalties)
- 1988: RCD Espanyol 3-0 Bayer 04 Leverkusen; Leverkusen 3-0 Espanyol (total: 3-3, Leverkusen venceu por 3-2 nos penalties)
- 1985: Videoton Székesfehérvár 0-3 Real Madrid CF; Real Madrid 0-1 Videoton (total: 1-3)
- 1981: Ipswich Town FC 3-0 AZ Alkmaar; AZ 4-2 Ipswich (total: 5-4)
quarta-feira, 20 de maio de 2009

Para muitos, mais uma opinião desprezível. Para mim, “a opinião” correcta!
Diz assim:
O PORTO É GRANDE II

Ele defende-se dizendo que não tem culpa se há clubes que o querem. Disse ainda “Não sei mais o que fazer. Se, por exemplo, o Porto quiser o Adebayor, a culpa não é do Adebayor, por isso, para quê vaiar-me”.
É isso Adebayor, tens razão. Vá lá, podes vir para o Porto porque serás certamente bem recebido. Anda para cá que ainda comes umas boas feijoadas e um belo de um Porto Vintage!
terça-feira, 19 de maio de 2009
Os Jogadores do Tetra III

O Rodriguez foi a contratação mais sonante do Porto na presente época, sendo que foi “sacado” ao rival Benfica e só por isso transformou a sua contratação na notícia mais bombástica do defeso. O Uruguaio apontou a sede de vitórias como um dos motivos que o levou a trocar Lisboa pelo Porto. O seu anseio não podia ter corrido melhor, já que se sagrou campeão na primeira época que vestiu de azul e branco, facto que, pessoalmente, me deixa muito satisfeito, pois fico satisfeito por ver os jogadores (bons) do Benfica a quererem algo mais para as suas carreiras.
Mas a vida do Rodriguez não foi fácil. Eu próprio cheguei a duvidar do seu valor e eu próprio cheguei a pensar que o Rodriguez do Benfica não era o verdadeiro. Foi preciso uns apertos e um certo reposicionamento dentro de campo, para ver o Uruguaio jogar como deve de ser. O ex-benfica veio para substituir o Quaresma e foi talvez por isso que demorou algum tempo a render. Desde logo porque todos o comparavam ao cigano e depois porque o próprio Jesualdo demorou algum tempo a afina-lo dentro de campo. Isto é, Rodriguez não é um extremo puro como o Quaresma, mas antes um jogador mais interior. A partir do momento que o Jesualdo o colocou a jogar onde gosta, a sua performance melhorou consideravelmente, tornando-se um elemento fundamental, tanto do Tetra como da honrosa participação da Champions. Ainda relativamente à comparação com o Quaresma, volto a dizer o que já disse a muitos amigos: Numa equipa de futebol, prefiro um Rodriguez generoso, trabalhador, lutador e um jogador de equipa do que um Quaresma com a mania de craque.

Quando no início da época o Porto apresentou o Hulk como uma surpresa, pensei “ora porra para a surpresa”. Quando começou a jogar voltei a pensar “o gajo pensa que está no Japão”, mas quando passou a ser frequente no 11 inicial, pensei “não estará cá muito tempo”. E na verdade o sentimento que tenho relativamente ao Hulk é mesmo esse, ou seja, com a força, técnica, facilidade de remate e idade que tem não ficará certamente por muito tempo no Dragão. Haverá de aparecer algum tubarão a pagar uns bons cobres por este achado Portista.
Mesmo não tendo entrado de caras na equipa principal, o que é certo é que quando entrou, o Brasileiro passou a fazer a diferença. A tal diferença que fazia Quaresma em alguns jogos, passou a ser feita pelo incrível Hulk. Quer isto dizer que, no sector atacante e comparativamente ao ano passado, o Porto ficou em melhor situação. Isto porque para além do trabalhador Rodriguez, passou a ter um Hulk que de um momento para o outro podia decidir um jogo. O Hulk foi de facto uma agradável surpresa e mesmo sabendo que ainda tem muito a aprender e evoluir, já deixou a sua marca neste Tetra.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Trofense: 1 - FCP: 4

Não vi nada de nada deste jogo com excepção do resumo. Andei por terras Lisboetas e imaginem, não encontrei nenhuma televisão que desse o FCP. Sendo assim, perdi a oportunidade de ver o Porto dar mais uma chapa 4 fora de casa.
O Porto terminou, neste campeonato, a sua prestação fora de casa e fê-lo da melhor forma, com mais um convincente resultado. Depois da derrota da Figueira da Foz, o Porto arrancou para uma incrível série de 11 vitórias consecutivas fora de portas e com uns impressionantes 35 golos marcados, representando uma média de 3,18 golos por jogo. Muito bom. Quase tão bom quanto os meus jogos de pró-evolution.
Em post’s anteriores adiantei alguns motivos que deram origem ao Tetra, mas confesso que me esqueci deste. Ou seja, ganhar 11 vezes seguidas fora de portas dá uma ajuda bastante preciosa para quem quer ser campeão. Depois do tal jogo da Figueira (onde o Bruno Alves enfrentou os Super Dragões), o Porto acordou para a vida, deu corda aos sapatos e disparou em direcção a um recorde que até então pertencia ao António Oliveira. Mesmo não tendo conseguido ultrapassar o Oliveirinha, conseguiu igualar o feito. Bem bom.
Quanto ao jogo, notas para os “bis” de Lisandro e Farias. O primeiro parece querer despedir-se da melhor forma, enquanto que o segundo lá voltou a marcar (lembram-se da minha regra? – jogando a titular, marca). Para além dos golos, há a salientar o facto do plantel ter conhecido mais dois campeões: Stepanov e Ventura. Agora, se a memória não me atraiçoa, todos os jogadores do plantel azul e branco são campeões!
Mesmo faltando uma jornada a feijões, estou como o Pinto da Costa: “o Tetra foi na semana passada e agora há que pensar no Penta!”
domingo, 17 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Os Jogadores do Tetra II
Depois da saída do Paulo Assunção, o Porto ficou órfão de uma posição chave em todo o desenho da equipa. A equipa experimentou várias soluções até se chegar definitivamente ao jogador certo.
Chama-se Fernando, tem apenas 21 anos e foi comprado por tuta-e-meia. Muito da melhoria que se notou no Porto desde o início passou pelo Fernando, que conseguiu fazer esquecer o Paulo Assunção e fez com que a equipa ficasse mais sólida. É incrível como é que um puto conseguiu equilibrar novamente uma equipa, que até então andava aos papéis. É claro que ainda tem muito que aprender e evoluir, pois afinal de contas só tem 21 anos. Mas se há uma coisa que ele já conseguiu foi estancar o meio campo do Porto, ajudando no equilíbrio e no controlo do jogo atacante dos adversários. Se ele conseguir nos próximos tempos melhorar a saída para o ataque, o tempo de passe e o remate fora da área, então teremos um jogador que não ficará muito tempo por cá, já que se tornará um dos jogadores de top na sua posição. Muito deste Tetra passou pelo jogo do Fernando. Mas que excelente descoberta!
Por falar em descobertas, eis que surge outra, entrando directamente para a lista dos jogadores decisivos. O homem é Francês, tem igualmente 21 anos e chama-se Cissokho.
Embora só tenha jogado meia época, o que é certo é que ainda veio a tempo de ser fundamental nos Tetra campeões. Para além de preencher um lugar que há muito estava coxo, o Francês conseguiu também dar o apoio necessário ao Rodriguez, fazendo com que este último incrementasse o seu próprio jogo. Aliás, arrisco mesmo a dizer que tal como no caso do Fernando, existiu um Porto antes de depois da titularidade destes dois jogadores. Tal como referi, o Cissokho foi também importante para o Rodriguez, uma vez que o Uruguaio passou a ser apoiado como nunca se tinha visto desde o início da época, tornando o jogo ofensivo do Porto muito mais contundente.
O caso do Cissokho é daquelas situações em que dizemos “pegou de estaca”. Devo confessar que fiquei muito surpreendido com a sua prestação. Sabia que podia tornar-se uma boa opção (por alguns jogos que vi do Setúbal), mas não imaginava que a coisa poderia correr tão bem. Quando chegou, lembro-me, que o Dragão ria a bom rir sempre que o Francês fazia uma finta ou um bom corte. Todos os adeptos olhavam para ele com desconfiança, mas era também uma desconfiança positiva. Ou seja, sabíamos que tinha potencial, mas o seu jeito tosco fazia dele o “bobo da corte”. Porém, o próprio tratou de ganhar o respeito de todos, recorrendo à sua velocidade, à sua pujança e mesmo à sua técnica, até que o mundo ficou de boca abeto quando o viu em pleno Old Trafford.
Foi sem dúvida uma óptima contratação, sendo que o Porto terá para o ano um bom defesa esquerdo desde o início e sem ser necessário recorrer a adaptações.
Toques de Cabeça
Por JMMA
Está provado, de uma vez por todas, que o Benfica mais do que um mero clube de futebol, até mais do que uma nação, é uma religião. Já tínhamos Deus, o Eusébio; já tínhamos um Jesus Cristo, o Toni, crucificado pelos próprios crentes; já tivemos vários Judas Iscariotes, a começar pelo Rui Águas e pelo Paulo Sousa e a acabar no Rodríguez; já tínhamos uma Maria Madalena, a Carolina Salgado; já tivemos um messias, o Rui Costa, eternamente prometido e que por fim lá veio e está sentado à direita de Deus Pai, como mandam as escrituras; já tínhamos um monte de santos, como o Chalana, o Camacho, o Fernando Santos; e grandes beatos milagreiros, como o Moretto, o Zoro, ou o Binya; e acima de todos o Mantorras. Aparentemente, só nos faltava um Satanás. Mas até isso tivemos direito, como se viu no Benfica-FC Porto (2ª jornada). Se bem se recordam, um diabo em pessoa e devidamente uniformizado entrou em campo e atacou pelas costas o árbitro assistente, por supostos pecados cometidos contra a Luz divina. Alguns recearam que fosse uma reincarnação do Artur Jorge, mas não, era mesmo um Satanás a sério com cornos e tudo, que eu bem vi. Com isto, de facto, fica provado que somos mesmo uma religião. Acreditamos no Além. Não temos um Papa, é certo, que esse vive no Porto, mas isso é porque nós somos uma religião protestante. Razão pela qual passamos a vida a protestar. Pelos vistos sem resultados, mas sempre com fé.Dizem por aí que podemos estar agora em vias de depositar as nossas esperanças no bom Jesus de Braga. Seja, se tiver que ser. Mas tenham dó. Ao menos tenham respeito pelo dia da Nossa Senhora de Fátima! Nunca se sabe de quem vamos precisar mais.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Os Jogadores do Tetra I

Depois de falar dos intervenientes do Tetra, sob o ponto de vista organizativo, eis que chega a vez de falar dos verdadeiros artistas: Os Jogadores. Falarei neles no que resta da semana, começando por aqueles que, a meu ver, foram mais decisivos.
Em primeiro lugar o Bruno Alves. Este foi o verdadeiro ano da sua emancipação, revelando-se como um dos grandes centrais da Europa e para mim o melhor central Português da actualidade. É certo que ainda há quem diga que é um central duro, maldoso e blá e mais blá. Penso que só terá esta opinião quem não o vê jogar com regularidade, pois se o vissem jogar chegariam certamente à mesma conclusão do que eu, isto é, o Bruno Alves é um central que está muito perto de ser completo. Tem um poder de impulsão como poucos (Comparo-o muitas vezes ao Mozer), domina completamente o jogo aéreo, marca golos, começou a marcar livres, tem técnica e até centra melhor do que muitos extremos que conheço.
Para além de todos estes atributos, foi ele quem "segurou as pontas" quando as coisas estavam mal. Foi ele que, na Figueira da Foz (depois da 3ª derrota consecutiva), deu a cara pelos colegas, tendo enfrentado os adeptos Portistas como um verdadeiro capitão, fazendo jus à mítica camisola número 2 que veste. Por ironia do destino foi ele quem decidiu o campeonato, marcando o golo da vitória do último Domingo. Ele há coisas fantásticas, não há?
Logo a seguir ao Bruno Alves, considero o Lisandro como a 2ª peça mais importante do Tetra. Em campo, estão em extremos opostos, mas a sua classe faz com que se unam várias vezes em prol da equipa, tal como aconteceu, mais uma vez no último Domingo, pois foi o Lisandro quem ofereceu o golo ao central (mais uma coincidência). Na verdade, existe um denominador comum entre os dois, que é a luta e entrega que demonstram dentro de campo.
Este ano o Argentino não marcou tanto como no ano passado, mas nem por isso a sua importância diminuiu. Fez todas as posições do ataque Portista e chegou, em alguns jogos, a fazer de número 10, principalmente quando o Lucho não esteve ou quando este rebentava fisicamente ou ainda quando o evoluir do jogo assim o exigia. É um avançado na verdadeira acepção da palavra, pois faz de tudo e mais alguma coisa e encarna como poucos o espírito azul e branco.
Por isso, faço (como já o escrevi há uns tempos) mais um apelo ao presidente: Vamos lá renovar com o Lisandro. Ele merece como poucos e o Porto precisa de muitos como ele.
terça-feira, 12 de maio de 2009
O Tetra e os Intervenientes

Tanto os registos supra como o campeonato deste ano, continua a ter um rosto: Pinto da Costa. Quer se goste ou não, Pinto da Costa é sem sombra de dúvida um presidente de excepção e com este título passa a ser o presidente com mais títulos conquistados em todo o mundo do futebol. É obra!
Depois, há que considerar igualmente o Jesualdo como um dos principais responsáveis pelo título deste ano. Muito se fala se o técnico deve continuar ou não. Para mim, é claro como a água: Tem que ficar. Como é que se pode mandar embora um treinador que acabou de ser tricampeão, está na final da taça de Portugal e tendo uma participação na Champions de se lhe tirar o chapéu? Não se pode.
Este título é provavelmente “o título” do professor. Se nos anteriores ainda havia quem dissesse que ele estava apenas a beber do trabalho de outros, este é seguramente o seu título, uma vez que a equipa foi construída unicamente por si. Contra todas as criticas (incluindo as minhas), conseguiu fazer uma equipa com jogadores de duvidosa (inicial) qualidade. Eu próprio cheguei a duvidar. No entanto, o Jesualdo tratou de mostrar que afinal esses mesmos jogadores poderiam jogar de igual para o igual contra um Manchester United. Recordo que da equipa titular, 6 elementos eram novos no plantel: Sapunaru, Rolando, Cissoko, Fernando, Hulk e Rodriguez. Todos estes jogadores que referi mostraram evoluções muitíssimo boas e claramente acima do esperado e isto é trabalho do treinador. Para além de tudo isto ainda conseguiu descobrir um defesa esquerdo como há muito não se via pelo Porto. Depois de Nuno Valente, o Porto nunca mais teve um defesa esquerdo como deve de ser. Muito dinheiro foi gasto e muitas experiências frustradas até se descobrir um aqui tão perto e tão barato.
Jesualdo conseguiu, com estes jogadores, fazer esquecer saídas importantes como foram os casos de Quaresma, Paulo Assunção, Pepe, Bosingwa e Anderson. Não é fácil. Nas devidas dimensões, era como se o Manchester ficasse sem Ronaldo, Scholes, Ferdinand, Evra e Rooney. O que seria do Manchester? Conseguiria ser campeão? Provavelmente não.
É por tudo isto que defendo a continuação do Jesualdo. Com ele, o Porto partirá à frente para a renovação do título e consequentemente para o Penta!
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Brasileirão começa com espetáculo
Aliás já tinha falado nele no Sábado: " A grande estrela é o Nilmar, que joga e faz jogar a equipa." Vem já para o Benfica.
RUMO AO PENTA!
FCP: 1 - Nacional: 0








sábado, 9 de maio de 2009
Brasileirão 2009, começa hoje

Começa hoje o Brasileirão 2009, campeonato que tenho seguido nos últimos anos, e que muito me tem divertido (principalmente quando o Benfica joga mal). A forma de jogar das equipas é muito tiferente do estilo europeu, pouco amarradas tacticamente e com o mérito individual a prevalecer ao colectivo. É muito fácil encontrar jogadores com um talento tremendo, e a forma apaixionadíssima com que as "torcidas" vibram pelos seus "times" também ajuda a fixar "audiências".
Aqui vai a minha perspectiva, de um campeonato que será do meu ponto de vista muito equilibrado.
Comecemos pelo Flamengo (a minha equipa). É o clube com mais tradição e adeptos no Brasil (é o Benfica do lado de lá do Atlântico). Contratou o Adriano do Inter, e com ajuda do portista Ibson, do ex-jogador do Manchester United Kleberson, e do excelente GR Bruno Souza (seguido pelo Benfica) é sem dúvida a melhor equipa do Rio. Aliás sagraou-se campeão carioca frente ao Botafogo há 15 dias. Ficará concerteza nos cinco primeiros lugares, e terá razões para sonhar pelo título.
As restantes equipas do Rio reduzidas a duas por culpa do Vasco que desceu à Segundona, não me parecem ter condições para se chegarem muito à frente da tabela, mas tenho curiosidade em perceber a competitividade do Fluminense que será comandado pelo ex-seleccionador Brasileiro Parreira, e que tem como figura de cartaz o Fred (ex Lyon).
Da cidade São Paulo, teremos o inevitável São Paulo tri-campeão brasileiro, que está este ano bastante mais fraco, e o grande Corinthias que renasceu das cinzas sagrando-se campeão Paulista frente ao Santos com a ajuda do Ronaldo "O Fenómeno" e que tem dois ou três jogadores jovens de grande nível. Santos e Palmeiras farão papel de outsiders, mas dúvido que tenham capacidade para lutar pelo canecão. Chamo a atenção para o novo Robinho do Santos de seu nome Neymar e que com 16 anos é titularíssimo, demontrando ser mais um predestinado, que mais cedo ou mais tarde virá para um colosso europeu.
Mas dizem os analistas que o principal candidato este ano será o Internacional de Porto Alegre, já apelidado de Barcelona do Brasil, fruto do futebol atractivo que produz. A grande estrela é o Nilmar, que joga e faz jogar a equipa.
Teremos ainda o Cruzeiro (a equipa que melhor futebol produziu o ano passado) e o Grémio (clube do coração de Scolari).
Aqui segue um vídeo de inspiração para o Mengo.
Benfica vitima de sobre-valorização
Patric é uma das primeiras contratações do Benfica para a próxima época. Até agora ninguém o conhecia (o que não é sinónimo de ser mau jogador), mas concerteza será um jovem que ainda terá uma longa caminhada pela frente para se tornar um jogador com nível internacional.O meu colega de blog queixa-se (e com razão) muitas vezes da sub-valorização dos feitos do seu clube pela imprensa. Pois o Benfica é vítima do oposto, e sinceramente, não sei quem sairá mais prejudicado.
O Leo passou-se

"O Benfica é uma grande instituição e não merece ter o Quique Flores", acrescentou Léo, garantindo ainda receber cerca de dez cartas por semana de adeptos do Benfica. "Queria saber se o Quique Flores também recebe cartas de fãs. Ele é visto como um galã em Portugal? Só se for um galã de filme de terror", ironizou, adiantando que, quando abandonou o Benfica, em Dezembro, foi com Rui Costa que falou, não dirigindo a palavra ao técnico. "Se gostaria de voltar ao Benfica? Claro que sim, mas nunca com esse homem aí..."
quinta-feira, 7 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
NOVO CLUBE NO BRASIL

Marítimo: 0 - FCP: 3

Pois é, o Tetra (eles são tantos que até tive dificuldade para me lembrar do score - são mesmo 4 seguidos!!) já cá canta, pois o Sporting fez o favor de facilitar as coisas. De facto, estava com medo do resultado da Madeira (esperando, claro está, com uma vitória do SCP) pelos motivos já apontados por mim. Mas, na verdade, o jogo da Madeira acabou por ser mais fácil do que o inicialmente previsto. O Porto marcou muito cedo, sendo que na jogada imediatamente anterior já tinha atirado uma bola ao poste e portanto as coisas ficaram irremediavelmente mais facilitadas.
Para além de ter sido feliz com o golo que obteve, uma vez que foi um verdadeiro frango do GR do Marítimo (querem ver que para o ano vem para o Porto?), o Porto teve uma entrada à Tetra. Iniciou o jogo a todo o vapor, com a clara intenção de não deixar para amanhã aquilo que podia fazer naquele próprio jogo. Moral da história: a marcar assim tão cedo, com os nervos a passarem para segundo plano, o cheiro a tetra e com o calor que estava no Domingo, as cervejas acumulavam-se ao ritmo dos campeonatos - façam lá as contas das garrafas que tive que mandar para a reciclagem!
Embora as coisas estivessem a correr na perfeição, lá veio a lesão do Meireles para colocar algum travão às cervejas. Mas depois pensei: "que se lixe, mesmo que o Marítmo marque, o empate já é bom". O que é certo é que o Marítimo não marcou e na segunda parte o Porto fez o favor de ser humilde (aquele meio campo, sem Lucho e Meireles, é fraquinho), contra-atacar pela certa e de marcar mais dois. O resultado é um pouco puxadote para a equipa da casa, pois fez um bom jogo e teve na realidade boas hipóteses de facturar. Como não facturou, o Porto fez o favor de aplicar o IVA ao resultado inicial, acabando com três secos sem resposta. É a vida.
Com estas e com outras, lá estarei para, espero, celebrar mais um campeonato nacional. Muitos daqueles que me estão a ler não saberão, mas é realmente muito bom celebrar campeonatos a este ritmo. É a vida!
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Toques de Cabeça
Todos sabemos a importância que o trabalho tem na nossa vida. Por isso, no Dia do Trabalhador aproveito para celebrar também o tal “trabalhador” que todo o ‘homo erectus’ que se preze traz agarrado a si, e a quem se deve desde sempre a continuidade da espécie.Afinal, é um “trabalhador” esforçado. Prima por estar sempre aprumado durante a execução das suas tarefas; mergulha de cabeça em tudo o que faz e compraz-se em trabalhar a grandes profundidades; não descansa aos fins-de-semana ou feriados, nem recebe horas extraordinárias; trabalha em ambientes húmidos, sem iluminação nem ventilação adequada; e se opera em diferentes locais de trabalho e, por acaso, descura os regulamentos de segurança, tais como vestir a roupa de protecção aconselhada, está sujeito a doenças contagiosas.
Como todos os outros trabalhadores, tem dias mais produtivos intercalados com dias mais fracos. Mas nem por isso deixa de ser um trabalhador abnegado. Como curte o trabalho que faz, o seu grande defeito é ter mais olhos que barriga. Mas desde quando a ambição de objectivos deixou de ser um mérito?
Temos de compreender que bulir todos os dias cansa e por vezes até ele não lhe apetece “trabalhar”. No entanto, uma “gazeta” esporádica – por cansaço, por preguiça ou até na ressaca de uma arbitragem mal digerida – não é motivo suficiente para pôr em causa o prestígio do nosso “trabalhador”. Para alguns, falhar é o cabo dos trabalhos. Temem que essa “falta ao serviço” se torne reincidente, temem por uma má avaliação de desempenho ou mesmo por alguma eventual suspensão disciplinar por incompetência no “trabalho”. E quanto mais se preocupam – imagino eu – mais difícil se torna pegar ao trabalho.
Sejamos francos. Alguns membros da classe poderão até não desfrutar da melhor reputação junto da sua entidade patronal. Alguns são arguidos de falta de aplicação: ou porque alegadamente não cumprem com o número normal de dias de trabalho; ou porque não operam com os níveis de qualidade satisfatórios; ou mesmo por evidenciarem falta de iniciativa, precisando nesse caso de ser pressionados e estimulados para começar a trabalhar. Outros haverá também que são suspeitos da prática do pluriemprego. Suspeita essa que geralmente advém da falta de fidelidade ao local de trabalho, do costume de visitar outras repartições ou da incapacidade de fazer turnos duplos. E, como se tudo isto não bastasse, chega a ser-lhes lançado em rosto o facto de no final do turno deixarem o ambiente de trabalho completamente sujo. E que depois do trabalho, é alçar e bazar.
Não é justo! Falhas, excessos de ambição, promessas incumpridas sempre houve e continuará a haver em todas as profissões. No entanto, inexistem bons motivos pelos quais os procedimentos menos conseguidos de alguns dos nossos “trabalhadores” devam causar o desemprego em massa de “trabalhadores” perfeitamente adequados, ou provocar a ociosidade de fábricas absolutamente funcionais.
Por isso, volto ao princípio: no Dia do Trabalhador, afirmar o direito ao emprego e exigir condições dignas de trabalho e segurança também para o nosso “trabalhador” – é proclamar um direito fundamental.


