
Grande jogo. Grande vitória.

Depois Pinto da Costa ter lançado há uns meses “O Portador de Alegrias”, onde se escalpelizam os gostos artísticos e as preocupações sociais do presidente portista, foi agora a vez de Luis Filipe Vieira enveredar pelas incursões literárias. Para não se ficar atrás do inimigo do peito, Vieira deu à estampa esta semana um volume recordando os momentos mais notáveis do seu último mandato. Atendendo às eleições, o ainda presidente quis fazer um livro com o qual os benfiquistas pudessem interagir, sem os obrigar, todavia, a ler tudo de uma ponta à outra. Apresentado numa versão em papel para colorir, os leitores poderão pintar as páginas do consulado vieirista da cor que mais gostarem. As cores a aplicar alternam entre o rubro das grandes vitórias alcançadas (como a final da Taça da Liga e… agora não me lembro!) e a cor-de-rosa da esperança nas vitórias prometidas sempre além. Outras páginas (Olympiacos 5-1, Mantorras 20 milhões, FCP fora da Champions etc.) são mesmo só para riscar.
Não podia deixar passar as declarações do ex-Presidente do Benfica e agora Presidente da Assembleia Geral, duarnte esta semana na TVI24.
Às páginas tantas, atirou com esta: “"O título de basquetebol não me diz nada. As modalidades são um sorvedor do dinheiro do futebol".
Acho intolerável o desrespeito que Vilarinho demonstrou pelos atletas de Basquetebol, já por mim largamente elogiados neste espaço.
Após 14 anos sem conquistar este titulo, fazê-lo com 36 jogos / 36 vitórias na fase inicial (novo record nacional), e depois de um playoff com apenas 3 derrotas, ganhar a final com um claro 4-0, não lhe diz nada?!?!
Fica a dúvida se Vilarinho estaria sóbrio (estado raro) quando fez estas declarações.
Saímos da Novela “Quique”, entramos na Novela “Jesus”.
Há mais de 1 mês, que a hipotética transferência vem nos jornais. Será que o Benfica, não consegue fazer um negócio “toma lá, dá cá”!
Hoje, já se fala em tribunais, e rescisões unilaterais. Caramba!
Tento sempre não elogiar o FCP, mas recordo-me bem da desvinculação do Jesualdo do Boavista. Da noite para o dia.
Muitas vozes têm vindo a terreiro criticar o montante envolvido na transferência do CR7 para Madrid, principalmente neste tempo de crise económica. Até Cavaco Silva se pronunciou hoje sobre o assunto.
Não entendo muito bem estas criticas Se vivemos numa economia de mercado, se o Real Madrid é uma instituição privada, se a Administração do clube pensa que será um investimento rentabilizável, onde está o problema?
Esta decisão deverá ser apenas criticável como acto de gestão, e nunca como acto moral. E como acto de gestão, apenas os sócios do Madrid, têm voto na matéria.
É a isto que se chama economia de mercado. Agora já percebi porque é que o Bloco de Esquerda subiu tanto nas eleições.
O Presidente da República vai convocar novas eleições em Alvalade. Cavaco telefonou para a Faculdade de Direito da Praia do Meco, ouviu o constitucionalista António Gonçalves Pereira (ex-presidente do Conselho de Justiça) e o cientista Rui Santos e decidiu que o recente acto eleitoral dos leões tinha que ser anulado.





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GUIA PARA O BENFICA (NÃO) GANHAR AO FC PORTO EM 2010
Por JMMA

A época futebolística acaba com o Benfica a ‘escassos’ onze pontos do FC PORTO, uma diferença fácil de anular no próximo ano se Lucho for contagiado pela gripe suína, Hulk apanhar gripe das aves e Mariano jogar sempre. Mas há outras soluções que Rui Costa, recorrendo à teoria dos jogos e à taróloga Maya tem já na manga:
Plano de contingência para o caso de as medidas anteriores não surtirem efeito:
Esta entrada ocorreu na campeonato Sul Africano, na semana passada. Reparem na impassividade do agressor.
É caso para dizer, o Pepe ao pé deste "animal" é um anjinho.
Os mais próximos sabem que nos últimos tempos tenho acampanhado de perto o futebol Brasileiro.
Para a derradeira jornada da Liga sobrou pouco: resta saber quem são os dois despromovidos e quem vence o troféu de melhor marcador. Com sorte, pode ainda abrir-se a discussão do quarto lugar, porque pode fazer diferença ao Nacional e ao Braga entrar ou não demasiado cedo nas pré-eliminatórias da Liga Europa, sucedânea da Taça UEFA.





Depois da saída do Paulo Assunção, o Porto ficou órfão de uma posição chave em todo o desenho da equipa. A equipa experimentou várias soluções até se chegar definitivamente ao jogador certo.
Chama-se Fernando, tem apenas 21 anos e foi comprado por tuta-e-meia. Muito da melhoria que se notou no Porto desde o início passou pelo Fernando, que conseguiu fazer esquecer o Paulo Assunção e fez com que a equipa ficasse mais sólida. É incrível como é que um puto conseguiu equilibrar novamente uma equipa, que até então andava aos papéis. É claro que ainda tem muito que aprender e evoluir, pois afinal de contas só tem 21 anos. Mas se há uma coisa que ele já conseguiu foi estancar o meio campo do Porto, ajudando no equilíbrio e no controlo do jogo atacante dos adversários. Se ele conseguir nos próximos tempos melhorar a saída para o ataque, o tempo de passe e o remate fora da área, então teremos um jogador que não ficará muito tempo por cá, já que se tornará um dos jogadores de top na sua posição. Muito deste Tetra passou pelo jogo do Fernando. Mas que excelente descoberta!
Por falar em descobertas, eis que surge outra, entrando directamente para a lista dos jogadores decisivos. O homem é Francês, tem igualmente 21 anos e chama-se Cissokho.
Embora só tenha jogado meia época, o que é certo é que ainda veio a tempo de ser fundamental nos Tetra campeões. Para além de preencher um lugar que há muito estava coxo, o Francês conseguiu também dar o apoio necessário ao Rodriguez, fazendo com que este último incrementasse o seu próprio jogo. Aliás, arrisco mesmo a dizer que tal como no caso do Fernando, existiu um Porto antes de depois da titularidade destes dois jogadores. Tal como referi, o Cissokho foi também importante para o Rodriguez, uma vez que o Uruguaio passou a ser apoiado como nunca se tinha visto desde o início da época, tornando o jogo ofensivo do Porto muito mais contundente.
O caso do Cissokho é daquelas situações em que dizemos “pegou de estaca”. Devo confessar que fiquei muito surpreendido com a sua prestação. Sabia que podia tornar-se uma boa opção (por alguns jogos que vi do Setúbal), mas não imaginava que a coisa poderia correr tão bem. Quando chegou, lembro-me, que o Dragão ria a bom rir sempre que o Francês fazia uma finta ou um bom corte. Todos os adeptos olhavam para ele com desconfiança, mas era também uma desconfiança positiva. Ou seja, sabíamos que tinha potencial, mas o seu jeito tosco fazia dele o “bobo da corte”. Porém, o próprio tratou de ganhar o respeito de todos, recorrendo à sua velocidade, à sua pujança e mesmo à sua técnica, até que o mundo ficou de boca abeto quando o viu em pleno Old Trafford.
Foi sem dúvida uma óptima contratação, sendo que o Porto terá para o ano um bom defesa esquerdo desde o início e sem ser necessário recorrer a adaptações.
Está provado, de uma vez por todas, que o Benfica mais do que um mero clube de futebol, até mais do que uma nação, é uma religião. Já tínhamos Deus, o Eusébio; já tínhamos um Jesus Cristo, o Toni, crucificado pelos próprios crentes; já tivemos vários Judas Iscariotes, a começar pelo Rui Águas e pelo Paulo Sousa e a acabar no Rodríguez; já tínhamos uma Maria Madalena, a Carolina Salgado; já tivemos um messias, o Rui Costa, eternamente prometido e que por fim lá veio e está sentado à direita de Deus Pai, como mandam as escrituras; já tínhamos um monte de santos, como o Chalana, o Camacho, o Fernando Santos; e grandes beatos milagreiros, como o Moretto, o Zoro, ou o Binya; e acima de todos o Mantorras. Aparentemente, só nos faltava um Satanás. Mas até isso tivemos direito, como se viu no Benfica-FC Porto (2ª jornada). Se bem se recordam, um diabo em pessoa e devidamente uniformizado entrou em campo e atacou pelas costas o árbitro assistente, por supostos pecados cometidos contra a Luz divina. Alguns recearam que fosse uma reincarnação do Artur Jorge, mas não, era mesmo um Satanás a sério com cornos e tudo, que eu bem vi. Com isto, de facto, fica provado que somos mesmo uma religião. Acreditamos no Além. Não temos um Papa, é certo, que esse vive no Porto, mas isso é porque nós somos uma religião protestante. Razão pela qual passamos a vida a protestar. Pelos vistos sem resultados, mas sempre com fé.
Depois de falar dos intervenientes do Tetra, sob o ponto de vista organizativo, eis que chega a vez de falar dos verdadeiros artistas: Os Jogadores. Falarei neles no que resta da semana, começando por aqueles que, a meu ver, foram mais decisivos.
Em primeiro lugar o Bruno Alves. Este foi o verdadeiro ano da sua emancipação, revelando-se como um dos grandes centrais da Europa e para mim o melhor central Português da actualidade. É certo que ainda há quem diga que é um central duro, maldoso e blá e mais blá. Penso que só terá esta opinião quem não o vê jogar com regularidade, pois se o vissem jogar chegariam certamente à mesma conclusão do que eu, isto é, o Bruno Alves é um central que está muito perto de ser completo. Tem um poder de impulsão como poucos (Comparo-o muitas vezes ao Mozer), domina completamente o jogo aéreo, marca golos, começou a marcar livres, tem técnica e até centra melhor do que muitos extremos que conheço.
Para além de todos estes atributos, foi ele quem "segurou as pontas" quando as coisas estavam mal. Foi ele que, na Figueira da Foz (depois da 3ª derrota consecutiva), deu a cara pelos colegas, tendo enfrentado os adeptos Portistas como um verdadeiro capitão, fazendo jus à mítica camisola número 2 que veste. Por ironia do destino foi ele quem decidiu o campeonato, marcando o golo da vitória do último Domingo. Ele há coisas fantásticas, não há?
Logo a seguir ao Bruno Alves, considero o Lisandro como a 2ª peça mais importante do Tetra. Em campo, estão em extremos opostos, mas a sua classe faz com que se unam várias vezes em prol da equipa, tal como aconteceu, mais uma vez no último Domingo, pois foi o Lisandro quem ofereceu o golo ao central (mais uma coincidência). Na verdade, existe um denominador comum entre os dois, que é a luta e entrega que demonstram dentro de campo.
Este ano o Argentino não marcou tanto como no ano passado, mas nem por isso a sua importância diminuiu. Fez todas as posições do ataque Portista e chegou, em alguns jogos, a fazer de número 10, principalmente quando o Lucho não esteve ou quando este rebentava fisicamente ou ainda quando o evoluir do jogo assim o exigia. É um avançado na verdadeira acepção da palavra, pois faz de tudo e mais alguma coisa e encarna como poucos o espírito azul e branco.
Por isso, faço (como já o escrevi há uns tempos) mais um apelo ao presidente: Vamos lá renovar com o Lisandro. Ele merece como poucos e o Porto precisa de muitos como ele.
