sábado, 12 de dezembro de 2009

Excertos Cronísticos da Semana


Nunca acreditei que o Benfica iria abrandar ou baixar de rendimento, apesar do empate em Alvalade e de ter deixado de dar goleadas. Tenho a noção de que é impossível ganhar todos os jogos e marcar sempre muitos golos. Há, no entanto, uma grande diferença em relação aos últimos anos, que é a cultura e a sede de vitória. Essa é a principal mudança deste Benfica, que à medida que marca golos quer cada vez mais. Isso empolga os jogadores, dá-lhes uma enorme vontade de vencer e faz com que a equipa apresente esta dinâmica. Mas é preciso sublinhar a preocupação de Jorge Jesus em manter a equipa equilibrada defensivamente, que ataca muito embora não o faça à toa.
Por João Pinto in O Jogo


Pelos insondáveis desígnios da sorte e do sorteio, traduzíveis na sua chegada ao comando do Atlético Madrid e ao calendário da Liga dos Campeões, Quique Flores voltou às páginas da Imprensa portuguesa - por razões de profissão. Seria quase inevitável desafiá-lo a falar da temporada do Benfica - e assim se fez. O técnico espanhol explicou o salto da equipa em que trabalhou com "a qualidade dos reforços". Ninguém duvida que os encarnados ganharam qualidade e dinâmica com as chegadas de Saviola (o ressuscitado), de Ramires (o confirmado) e de Javi García (a revelação). E que, por consequência, o plantel da presente temporada é mais forte - além de mais variado - do que o da época anterior.

Ainda assim, não terá sido por esquecimento ou distração que o treinador-cavalheiro passou por cima do "fator" Jorge Jesus, talvez porque a guerra de bastidores no final da época anterior e a rendição lhe tenham deixado amargos de boca... Teria sido útil, no entanto, ouvir Flores discorrer sobre a capitalização do talento único de Pablo Aimar, finalmente colocado no seu lugar, estrategicamente protegido de desgastes supérfluos; sobre o rendimento multiplicado de Oscar Cardozo, a quem - pelos vistos - bastava dar a prova de confiança que não teve noutros tempos (coincidindo com a colocação de Suazo no papel de estátua de área que se lhe não molda) e municiar decentemente; sobre a explosão de Angel di María, cada vez mais distante de irregularidades e inconsequências que ameaçaram tornar-se imagem de marca. Mais: Ruben Amorim, menos vezes titular, é agora mais útil e mais jogador de equipa do que colocado artificialmente na ala direita; Luisão está a fazer a melhor época de sempre no clube; David Luiz, afastado o espetro da lateral-esquerda, ganha dimensão mundial... Já Balboa, reforço de Quique, é bota que ainda não se percebeu ao certo como vai ser descalça. Razão para concluir que Quique perdeu quando silenciou a outra metade da verdade - quem cala, consente, também neste caso.

Por João Gobern in Record


Curiosa a estatística publicada sobre os jogos da Liga. A equipa do Benfica de Jesus — o tal treinador que muitos etiquetavam, com base numa afirmação sua, como desconhecedor do fair-play — exibe o melhor comportamento disciplinar. Ainda que não pare o jogo por causa das cenas de cinema que alguns jogadores teimam em desempenhar no campeonato português, utilizando a simulação de forma despudorada.
Fernado Seara, in "A Bola"


E como não falar daquele outro, o golo que falta? Maxi chega ali às esquinas da área e larga a bola para a frente; Saviola recebe-a, um toque económico de pé esquerdo, ajeitando e avançando de uma só vez. Como um grande poeta da simplicidade, uma palavrinha e dois belos sentidos. E agora, silêncio, por favor, amigos. Silêncio, que se vai dançar o tango. Um tango minimalista, só coração e dedos dos pés. Javier Saviola, nosso pequeno deus argentino, faz a chuteira entrar e sair debaixo da bola e esta, zás, muda-se em chapéu, folha seca, obra-prima.
Por Jacinto Lucas Pires in JN


A dupla formada por Cardozo e Saviola tem-se mostrado insaciável e chega ao início de Dezembro com registos imbatíveis nos últimos 45 anos no Benfica. Juntos, o paraguaio e o argentino somam 31 golos. E é preciso recuar até 1964/65 para encontrar números melhores a 6 de Dezembro, data do último jogo oficial dos encarnados. A proeza foi conseguida por Eusébio e José Torres, que chegaram a esta altura da temporada com 35 golos. Números que não espantam, já que se tratam do primeiro e quarto melhores marcadores da história do clube, com 473 e 226 golos, respectivamente.
Por Bruno Venâncio in O Jogo


Deste Benfica-Académica extrai-se, no entanto, conclusão a suscitar inquietação e reflexão. Tem a ver com a tendência cada vez mais forte de atribuir a David Luiz o papel de mau da fita na Liga. O brasileiro joga sempre nos limites, seja qual for o opositor, fruto da sua irreverência e da sua inexcedível vontade de ganhar. É um campeão que transborda talento. Para ele, o máximo é o ponto de partida, não de chegada. Carrega os defeitos e os excessos de um jovem de 22 anos que trata o sucesso por tu. Precisa de ser aperfeiçoado, somente isso. Vai no quarto cartão amarelo, e merecidos, por certo. O que se questiona são os critérios. No ano passado, por exemplo, o central benfiquista, depois de prolongada ausência, em 19 jogos da Liga, viu os mesmos quatro amarelos, mas, comparativamente, Bruno Alves, em 30 jogos, com as características que se lhe conhecem, só por três vezes foi admoestado.
Por Fernando Guerra in A Bola


O grande remate de Miguel Veloso, o voo, fantástico, de Quim, de um local onde parecia impossível chegar para desviar a bola das redes. No dérbi, a maior oportunidade foi do Benfica (Di Maria com tempo para tudo...), mas o melhor remate foi do Sporting... Não é a mesma coisa. Entre o remate que ficou perto do golo e a melhor oportunidade para fazer golo, existe a diferença que faz o jogo colectivo da equipa até colocar a bola perto da baliza. É então que surge o guarda-redes. Na Luz, Quim tem feito uma carreira "contra a corrente". Sempre com olhares desconfiados.

Não faz sentido. Porque as suas defesas "impossíveis" falam por ele. Será uma questão de imagem. Não é, de facto, o protótipo do guarda-redes elegante. Cabelo desgrenhado, camisola que parece grande... Não dá a sensação de 'encher' a baliza. Mas 'enche'. Vê-se quando a bola lhe chega perto. A imagem é uma ilusão estética. Basta tirar bem as medidas. Por isso, para ele ver hoje a selecção como uma miragem, é apenas mais uma página numa carreira feita a combater avançados e... fantasmas.
Por Luís Freitas Lobo in Expresso.pt

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

"A Dupla Face da Lei" Vs "Apito Dourado"


O facto de estar de baixa sem poder sair de casa, faz com que a televisão seja uma das minhas melhores companhias actuais.

Esta semana dei comigo a ver um filme que recomendo. Chama-se a “Dupla Face da Lei”, com o Robert De Niro. Para além dos actores de eleição, tem um argumento muito bom, que me fez recordar a novela portuguesa “Apito Dourado”.

Não vou aqui contar a história do filme porque seria fastidioso para mim e para vocês, mas basta dizer-vos que o cenário gira à volta de um marginal, com ligações ao tráfico de droga, prostituição, homicídios e violações. O clássico serial-killer americano.

Robert De Niro é um detective que juntamente com o Ministério Público, tenta por todos os meios arranjar provas que permita ao tribunal condenar este homicida, que de forma unânime todos sabem que o é. Apenas faltavam as provas, que à luz de um Estado de Direiro, são obrigatórias para condenar alguém.

Os crimes cometidos por este verme social sucediam-se, como se sucediam as absolvições para frustração de De Niro, e principalmente das vitimas. Uma vezes fruto do acaso, outras por tráfico de influências que lhe permitia antecipar os passos dos detectives, fazia com que o tribunal constantemente não considerasse as provas suficientemente substantivas para a sua condenação.

Todos sabiam que ele era criminoso, o próprio juiz chegou a confidencia-lo informalmente a De Niro, mas o ónus da prova tem de ser feito por quem acusa, e não por quem se defende. A pessoa responsável pela acusação é também aquela que deve oferecer as provas necessárias para sustentá-la. E infelizmente estas provas nunca eram suficientemente fortes à lei da Constituição Americana.

O último crime (e já perceberão porque foi o último) foi a violação e consequente homicídio de uma menina de 12 anos, que mais uma vez De Niro por muito pouco não conseguiu provar em tribunal.

O filme termina com De Niro (o nosso detective) a dar um “balázio nos cornos” do marginal.

Pronto, justiça feita.

Para o marginal, porque De Niro foi parar à cadeia.

É claro que todos sabem quem seriam os protagonistas desta história, se o filme em vez de “A Dulpa Face da Lei” se chamasse “Apito Dourado”.

C'EST FINIT PLATINI


E pronto, assim se acabaram todas as acusações contra o Pinto da Costa. Até o próprio Platini (esse bandido) já veio à praça dizer que o Porto não é batoteiro.

O tribunal da relação fechou o tasco no que diz respeito ao caso envelope, onde alegadamente (por acaso esta palavra dá muito jeito) Pinto da Costa ofereceu 2.500€ ao árbitro Augusto Duarte para lhe pedir auxilio contra o todo-poderoso Beira-Mar, numa altura em que o Porto já festejava mais um título conquistado pelo Mourinho (que passados uns meses viria a ser considerado como um dos melhores do mundo). Mais, estes 2.500€ serviram para pedir ao árbitro o favor de deixar o Porto empatar em Aveiro (o jogo acabou 0-0).

Posto isto, e uma vez terminado o “bode respiratório” (como tão bem disse um cromo da bola que agora não me lembro quem é), há que pedir responsabilidades aqueles que puniram o presidente do FCP sem que nenhum tribunal tenha suportado tal decisão. Por acaso ainda esta semana viajei para o Funchal com o Ricardo Costa (o gajo que andou a inventar provas – isto segundo o tribunal, não é uma conclusão minha) e apeteceu-me mandar o gajo pelo avião fora! :)

Crónica - Seara Cardoso in Record

São sete os clubes míticos no Mundo. São clubes que têm, nos seus países, dimensão nacional e não matriz regional. Têm mais de 10 milhões de adeptos espalhados pelos cinco continentes. E quais são esses clubes?

São o BENFICA, o Real Madrid, o M. United, a Juventus, o Bayern Munique, o FLAMENGO e o Boca Juniors.

Este fim-de-semana, não assisti ao triunfo categórico do meu Benfica sobre a Académica. E porquê? Porque, no Rio de Janeiro, tive o irrepetível privilégio de assistir, também em pleno Maracanã, à reconquista do campeonato brasileiro pelo Flamengo, ao cabo de 17 anos de jejum.

O que há de semelhante no Flamengo e no Benfica? Dois clubes míticos à escala planetária? Até chega, mas não é só isso. É a mística, é a componente popular, é a assunção dos valores nacionais, é realmente uma religião. Mais a garra, mais a festa, mais a alegria, a coreografia, os cânticos alegres, muito ritmo, muitas mulheres bonitas e uma resistência física inigualável. Ninguém parou de cantar e dançar, desde duas horas antes até ao apoteótico final do jogo! Realmente não há no Mundo claques iguais no apoio às suas equipas. Tenho a certeza que neste aspeto o próximo Mundial'2014 vai ter sucesso garantido.

Na Cidade Maravilhosa associei-me às comemorações protagonizadas por milhões de entusiastas. A loucura tomou conta da cidade. A atmosfera era contagiante. E qual foi o pensamento que mais vezes me ocorreu? O gigantesco arraial que projeto, em Portugal, lá para o mês de maio. O arraial do Benfica campeão.


Que assim seja...

Cinismo


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Acabou a Fase de Grupos da Champions


Terminou a fase de grupos da Champions e mais uma vez o Porto estará presente entre as 16 melhores equipas da Europa. Com este fecho, alguns balanços são feitos e um deles é bem curioso:

O Porto é a equipa que mais remata na Champions, tendo conseguido 105 remates. É aqui que entram as unhas para se tocar as violas. Há uns que as têm e outros não. O Porto está no segundo grupo, pois remata muito, mas com pouca qualidade. Ou seja, é neste ponto que entram os milhões que os tubarões pagam pelos craques, uma vez que não precisam de tanto esforço para marcar, como são os casos do Ronaldos, Drogbas, Owens, Lisandros (o jogador mais bem pago de França) e outros que tal. Por isso, ao Porto, resta, tentar para ver se consegue pelo menos melhorar o seu rácio de concretização - neste momento, apenas 7,6% dos remates acabam em golo (mauzinho).

O outro balanço que se faz é a disposição dos potes, e os potenciais adversários que podem sair na rifa. É verdade que o Porto ficou em segundo e por isso a probabilidade de lhe sair um tubarão é maior, mas também é verdade que evitou algumas equipas perigosas como é o caso do Inter, Bayern de Munique e Milão:



Ou seja, olhando para os tubarões, há uns maiores do que outros. Por isso, era gajo para apostar no Bordéus, Sevilha ou Arsenal. A roleta andará amanhã!

TOP 30 de Assistências

Interessante este estudo apresentado pela Globo:

Considerando os sete principais campeonatos do mundo, o Benfica é o único clube português a entrar esta época no TOP 30 de assistências médias em casa. E isto, antes de receber FCP, SCP e já agora Braga. Facilmente entrará no TOP 10.


1ºBarcelona: 84.165
2ºBorussia Dortmund: 75.947
3ºReal Madrid: 75.600
4ºManchester United: 75.038
5ºBayern Munchen: 69.000
6ºSchalke 04: 61.195
7ºArsenal: 59.840
8ºHamburgo: 55.709
9ºInternazionale: 52.948
10ºOlympique Marseille: 48.795
11ºMönchengladbach: 48.425
12ºAjax: 48.292
13ºColônia: 48.188
14ºEintracht Frankfurt: 47.625
15ºManchester City: 46.173
16ºBenfica: 44.750
17ºHertha Berlim: 44.629
18ºFeyenoord: 44.000
19ºMilan: 43.926
20ºLiverpool: 43.872
21ºNapoli: 43.223
22ºSevilla: 42.318
23ºAtlético Madrid: 41.600
24ºChelsea: 41.474
25ºNuremberg: 41.255
26ºStuttgart: 41.188
27ºSunderland: 40.875
28ºValencia: 40.333
29ºFlamengo: 40.036

Toques de Cabeça

A Marcha contra o Sporting
Por JMMA


Acabou a paciência dos adeptos do Sporting. E não foi por causa do amadorismo a que as últimas direcções do Sporting chamaram eufemísticamente «Projecto Roquette». Nem por causa da péssima gestão desportiva que afundou as esperanças dos leões no segundo terço da tabela classificativa. O balde que fez transbordar o copo foi, neste caso, a promoção de bilhetes.

Convém explicar: o Sporting lançou uma promoção de bilhetes para o futebol; a promoção é reservada a casais e os casais terão de ser constituídos por um homem e uma mulher. Ora, foi aí que um sócio anónimo e diversos activistas explodiram de indignação contra o clube de Alvalade e queixaram-se à ASAE de discriminação sexual. Nisto vem um deputado, daqueles que se vê mesmo que estão todos os dias preocupados com os instantes problemas da Nação, e clama que a restrição, de facto, é "inaceitável", "ilegal" e “pura maldade”.

Quando recuperei da estupefacção (ainda para mais o Eurostat acabara de dizer que o desemprego em Portugal tinha passado a barreira histórica dos 10%) também eu me pus a pensar nas alegações que colocavam o Sporting na berlinda. Devo dizer que, em nenhum sentido, tenho interesse directo no assunto. Primeiro, porque sou benfiquista. Depois, porque os meus dicionários ainda são daqueles que definem casal como par composto por macho e fêmea, marido e mulher. Mas se o senhor deputado diz que a promoção de bilhetes só para os casais homem e mulher é "pura maldade", e os sportinguistas vão-se queixar do Sporting à ASAE, quem sou eu para os contrariar? E acho mais: nem a maldade é só do clube de Alvalade (nesse caso até os dicionários são uns maldosos) nem os lesados são só os homossexuais de Alvalade.

Na verdade, se vedar a possibilidade de comprar bilhetes do Sporting com desconto aos casais homossexuais é considerado maldade, então tenho para mim que maior maldade será fazê-lo em relação ao casamento poligâmico (um homem e três mulheres, uma mulher e quatro homens). Mais: e se o sexo não for nem o mesmo nem o oposto? Eu, por exemplo, conheço (toda a gente conhece) inúmeras parelhas lésbica/travesti e transgénero/andrógino que andam mortinhas por comprar bilhetes do Sporting com desconto. Isto para não falar nos casais (resmas deles!) compostos por um heterossexual e um transexual-em-curso e que sonham com um lugar cativo em Alvalade.

Senhores dirigentes do Sporting: «desculpa», é a nova buzz word do marketing institucional. Os países, os líderes religiosos, as empresas desunham-se para encontrar razões para pedi-la. Diz-se que o povo aprecia o cheirinho de contrição e humildade que estes anúncios soltam e os sportinguistas, com certeza, não são excepção. Permitam-me uma recomendação: esqueçam o dicionário, façam lá o descontinho aos rapazes ou às raparigas, sei lá!

Bem sei que há um problema. Imagine-se que o meu vizinho(a) hemafrodita (como a tal atleta sul-africana, a Caster Semenya, campeã do mundo dos 800 metros) quer beneficiar sozinho(a) da promoção – como provar o direito em cima da hora do jogo? É um problema, sim. Mas fora isso, tudo bem.

De resto, pode ser até que os deputados finalmente decidam ocupar-se dos problemas do País, esses que vêm no Eurostat.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

À Lei da Bola - Pedro Ribeiro

TODA A VERDAAADE!!

Finalmente o gesto do Jesus para o Manuel Machado foi descodificado. O FootBicancas teve acesso aquilo que o Jesus queria dizer. Eis toda a Verdade!





Equipa do Ano UEFA 2009



A UEFA está a eleger a equipa do ano 2009. Podem votar aqui, sendo que um dos meus votos vai claramente para o Bruno Alves, presente no meio de outros centrais como Terry, Vidic, Piqué, Rio Ferdinand, Puyol, Chiellini, Chygrynskiy, Vermaalen, Mertesacker.

Realmente para um caceteiro como tantos dizem, é na verdade muito bom estar entre os melhores! Ah grande Bruno Alves.

Outra nota de realce é a presença de dois ex-portistas: Diego e Cissokho. É verdade, Cissokho está presente para a eleição do melhor defesa esquerdo. Também vou votar nele, pois grande parte desta nomeação se deve ao trabalho que fez no FCP.

Eis a minha equipa, num claro 4-4-2:

- Casillas

- Daniel Alves
- Rio Ferdinand
- Bruno Alves (que escolhi como capitão)
- Cissokho

- Ronaldo
- Xavi
- Kaká
- Iniesta

- Ibrahimovic
- Messi

- Treinador: Guardiola

Ou seja, em 11 escolhi 5 do Barcelona mais o treinador - elucidativo do poderio da equipa da Catalunha! É da equipa da Catalunha e do Porto!


Aqui está o esquema:

Atlético de Madrid: 0 - FCP: 3


Grande jogo do Porto, confirmando os sinais de recuperação da equipa, dados no último jogo do campeonato frente ao Vitória de Guimarães. Tal como no ano passado, o Porto voltou a fazer um grande jogo em Madrid, mas desta vez o resultado traduziu o excelente jogo do Porto.

Alguma surpresa no onze inicial com a inclusão do Valeri e da exclusão do Varela. Quanto ao Valeri fiquei satisfeito, pois andava há uns tempos sedento de o ver a titular para poder aferir se o gajo tem ou não potencial. E até gostei. Principalmente da sua primeira parte, já que na segunda caiu muito. Confirmou que tem pezinhos e que sabe passar a bola com critério. Como é claro, não contava com um jogo do outro mundo, uma vez que o Argentino não jogava há uns tempos valentes, mas fiquei esperançado que pode ser um reforço importante para a segunda volta do campeonato.

O Atlético nunca conseguiu verdadeiramente importunar o Porto de uma forma muito evidente e nem mesmo um penalti que ficou por marcar por falta do Maicon sobre o Aguero (quando o Porto já ganhava por 0-2) os ajuda a sair do jogo com cabeça levantada, como tanta gente gosta de dizer. A equipa Portista foi, desde o primeiro minuto, muito mais competente (como o Jesualdo também gosta de dizer) e sente-se que agora os jogadores estão com vontade de ganhar desde o primeiro minuto e não apenas a partir da segunda parte. Arrisco mesmo a dizer que a principal diferença deste novo Porto (espero que continue assim e não me obrigue a retirar isto que acabo de escrever) é a sede da vitória desde o início do jogo. Hoje esta sede culminou com um excelente golo do Bruno Alves (mais um) logo no segundo minuto de jogo, sendo que este golo foi um murro demasiado forte no estômago da equipa Espanhola, que pareceu surpresa perante um arranque de jogo muito forte da equipa Tetra-campeã Portuguesa.

Foi na verdade um fecho muito bom desta fase de grupos, que para além do dinheirinho, que é sempre importante, pode ajudar a alavancar os níveis motivacionais. Para além da equipa, espero que o Hulk também o tenha conseguido, depois da bomba com que fechou o score da partida.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Benfica-4 Académica-0


Quando alguns agoiravam que o ataque do Benfica estava a secar, e outros tantos esperavam ansiosamente que Villas Boas - elevado sumariamente a mestre da táctica, depois da 1ª parte que a Académica fez no Dragão -  fizesse emperrar a equipa do Benfica, eis que os encarnados voltam a golear, e a ganhar incontestavelmente.

É muito engraçado ver hoje em dia, os "paineleiros" da nossa praça (Guilherme Aguiar, Eduardo Barroso, Dias Ferrerira, Poncio Monteiro), cada vez que o Benfica não marca pelo menos 2, começarem a dizer: "estão a ver, eu bem disse que isto durava pouco, o Benfica tem tido muita sorte, e quando chegar o Inverno o SLB vai ser um flop".

Que gozo me dá, ver o Benfica continuar a ganhar, e neste caso sob um dilúvio como há muito não se via em Lisboa, contrariando umas das teses que por aí circulam entre os adeptos de outros clubes.

Não resisto a colocar aqui o golo de Saviola, que Eduardo Barroso insistia em afirmar que vinha a Lisboa passar umas férias (deveria estar a pensar no Angulo). Peçam lá ao Caicedo para fazer isto:




Queria deixar uma palavra a Ruben Amorim. Alguém se lembrou de Javi Garcia? Destacar Saviola, pelo golo e pelas duas assistências, e obviamente Cardozo com mais um hattrick.

A Académica acabou por não sofrer mais golos, porque o último quarto de hora, devido às condições climatéricas e consequentemente ao estado do relvado (parecia o de Alvalade), não houve possibilidade de jogar futebol.

Próximo...

Festa do FLAMENGO ao vivo...loucura em Vitória de ES

Imagens aquando do golo de empate.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Flamengo Hexacampeão



O clube do mundo mais parecido com o Benfica - pela tradição, história, massa de adeptos, estádio e até pela  mascote (urubu) - sagrou-se hoje hexacampeão brasileiro.

A festa estava montada no Maracanã completamente abarrotado, e os rubro-negros apenas dependiam de si próprios para reconquistar o título, que lhe escapava desde 1992, detendo dois pontos de vantagem sobre Internacional, Palmeiras e São Paulo.

Mas o Grémio ainda assustou ao marcar o primeiro golo. A incerteza no resultado era tanta, que fui obrigado a abdicar de assistir à primeira parte do Benfica-Académica uma vez que a segunda parte do Flamengo coincidia com o primeiro tempo do jogo da Luz.

E só a 20 minutos do fim, o Mengo deu a volta ao resultado, destroçando as esperanças do Internacional que ganhava o seu jogo por 4-0.

O Rio de Janeiro deve estar a ferver. Há já quem diga que o Carnaval foi antecipado.

Guimarães: 1 - FCP: 4


Até que enfim! Até que enfim que vejo o Porto ganhar sem espinhas e de uma forma convincente. Foram 4, mas podiam ter sido 7 ou 8. Se eu fosse o Jesus, diria que o Porto massacrou um adversário que ganhava há 4 jogos consecutivos. Já ouvi e li para aí uma bocas reclamando a atitude do Vitória. Pois eu respondo que a filial do Benfica não fez mais porque realmente o Porto, no jogo de Sexta, não deu hipótese. Essa é que é essa. Desde há um par de anos que me dá um gosto especial ganhar ao vitória e por isso, a vitória, para além de clara, foi muito bem feita para os Vitorianos.


Já na semana passada tinha elogiado o Varela. Nesta semana, para além de ter deixado o Hulk no banco, Varela fez mais um jogo de encher o olho. Como disse ao Luis Marques por SMS durante o jogo (gostamos muito de comentar os jogos on-line), cada vez gosto mais do Varela. Já escrevi aqui quais as características que me faz gostar dele, mas elas estão, a cada jogo que passa, mais visíveis. No fim do jogo a TSF elegeu o Meireles como o melhor do jogo. Para mim, nem pouco mais ou menos. O Meireles, embora melhor nos últimos jogos, ainda está a milhas do que pode fazer. Vou mais longe ao dizer que uns joguitos no banco não lhe fazia mal nenhum.

Bom, esta vitória traz uma esperança extra para o que resta do campeonato e deixou, provavelmente, muitos bastante preocupados. Força Porto!

Hoje às 19h, vamos todos vestir a camisola do Flamengo



Mengo!!!! Mengo!!!! Mengo!!!