sábado, 26 de dezembro de 2009

O Benfica é muito, muito maior que o FCP

O Benfica é muito, muito maior do que o FC Porto. O FC Porto é grande, mas o Benfica é inigualável. Em todo o lado onde joga, movimenta sempre imensos adeptos. Foi fantástico, por exemplo, em Leiria, ver centenas de pessoas à nossa espera. É uma sensação muito boa. Até no Canadá tivemos centenas de benfiquistas a apoiar-nos. Hoje já tenho conhecimento de causa e posso dizer que o Benfica é o maior clube de Portugal. 


Entrevista de César Peixoto ao jornal "O Jogo"


Nestas coisas costuma dizer-se que, se ele dissesse o contrário é que seria de admirar, mas que é verdade é... e ninguém o pode negar.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Toques de Cabeça

UM LIVRO NO SAPATINHO
Por JMMA



Resolvi «ser romano em Roma». Seguindo as pisadas dos donos da casa (isto é, do blogue), desta vez também eu vou aqui fazer uma ampla transcrição de um texto que, a propósito do futebol, revela «uma espécie de pureza inicial» bem a calhar com a quadra do Natal. Por isso, com a devida vénia:


“Vou levar o meu filho às Antas”

O meu filho mais novo fez agora seis anos: está a entrar na idade em que deve começar a ser introduzido a alguns dos horríveis rituais machistas lusitanos. O futebol, por exemplo.

Um dia destes, pego nele pela calada e aí vamos nós para Santa Apolónia, apanhar o Inter-Cidades para o Porto, a caminho do Santuário das Antas, do ronco do Dragão e do perfume do Jardel – nome que ele, aliás, já conhece de cor.

Visto que agora já começou a aprender a ler, o primeiro gesto há-de ser o de comprarmos leitura de viagem para os dois. Jornais para mim, BD’s para ele (embora eu também seja um grande leitor de BD, algumas das quais o deixam extasiado quando, por inadvertência, me esqueço delas ao alcance dele, como a BD erótica do Milo Manara). Comprada a leitura, iremos instalar-nos num compartimento e partilhar aquela excitação mágica dos minutos antes da partida do comboio. Aliás, tenho 300 kms pela frente para lhe ensinar toda a magia do comboio. […]

No tempo da minha avó, a velha travessia da periclitante ponte de D. Luís, à chegada ao Porto, era sempre antecedida de um acto de contrição, rezado em voz alta no silêncio da carruagem – e eu aterrorizado, de mão dada com ela, olhando as águas escuras do rio, lá em baixo, que esperavam para me engolir.

Disso, está agora poupado o meu filho. Infelizmente, já não chegaremos também a S. Bento […] Sairemos antes em Campanha e apanharemos um táxi para eu lhe mostrar a minha terra: a Boavista, a Foz, o Campo Alegre, a Ribeira. A meio do passeio lancharemos na «Arcádia», e deixaremos as malas no pequeno Hotel da Boavista, na Foz, onde na minha infância se passava as tardes a jogar poker. Às 8 partiremos para as Antas, o último quilómetro feito a pé, por entre um delírio de azul-e-branco que é um verdadeiro deboche para os olhos de um portista exilado em Lisboa. Jantaremos, numa barraquinha, uma sandes de «entremeada» e uma cola para ele, uma sandes de «coirato» e um copo de vinho verde, para mim. Um pacote de queijadas para o jogo, cachecóis e bandeiras e aí vamos nós, o coração descompassado ao ritmo do ruído surdo dos passos da multidão no cimento do Estádio. Das entranhas escuras desse monstro de betão emergiremos para a luz ofuscante dos holofotes junto aos quais a chuva forma fios de prata brilhando na noite. Lá em baixo, o relvado, lindo, perfeito, parece esperar para ser pisado só por deuses, não por simples mortais. De repente, ele estremecerá, a sua mão apertará a minha, excitado e assustado, os olhos fixos na «boca do túnel» pela qual saem correndo, um a um, os onze deuses de azul e branco, saudados por um grito de cinquenta mil gargantas: «Po-oo-orto! Po-oo-orto!» Então aí, o meu filho perguntar-me-á, como costuma fazer: «é o petra-campeão, pai, não é?» Este é o instante mágico, o instante iniciático, que sela para sempre o amor irracional entre um homem e um clube de futebol, um amor para a vida, que ninguém, jamais, poderá alterar. […]


Acho que esta meditação sobre a ingenuidade e a fé, sobre a transversalidade e o poder mágico do futebol, vale sobretudo pelo que nos faz recordar. Na verdade, também eu um dia levei o meu filho à Luz.

(Lembras-te? Até escrevemos o resultado na bandeira: Benfica-1, Braga 0. E também tu perguntaste «é o Maior, pai, não é?» Depois, mudámos de presidentes, trocámos de treinadores, tivemos mais de 400 jogadores, fomos os ‘losers’ do costume – mas fomo-lo juntos. E isso é o que mais importa.)

Voltando ao autor, custa-me perceber como é que alguém dotado de tamanha sensibilidade pôde tornar-se numa espécie de «Macaco Madureira» em prosa. Tanta pureza perdida! E lembrar-me eu que o Nobel Albert Camus dizia: «O estádio de futebol é o único lugar onde ainda me sinto inocente». Mas, enfim, em vésperas de Natal isso são contas de outro rsário.

Acho a sugestão um tanto portista. Mas faço-a na mesma. Se a história que transcrevi lhe despertou interesse, pode completá-la lendo Não Te Deixarei Morrer, David Crockett – Miguel Sousa Tavares, Oficina do Livro, 2001, 173 págs.

Festas Felizes!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

À Lei da Bola: O Derby SLB-FCP

Ó Fama, parecemos os dois a falar de futebol Qualquer dia temos de fazer um vídeo destes. Alinhas?

1ª Parte


2ª Parte

A História do Túnel: Toda a Verdade

Aos poucos as coisas começam a tornar-se públicas.

Os incidentes que ocorreram na Luz, após o apito final do árbitro Lucílio Baptista, e que resultaram nas expulsões de Hulk e Sapunaru, terão começado com... Fernando.

Segundo Record apurou junto de fontes que assistiram ao ocorrido, tudo começou quando o médio dos dragões, de 22 anos, pontapeou a manga do túnel, que ficou torta. Na altura, Sandro, um segurança da Prosegur, chamou o delegado da Liga presente no local e pediu que tomasse conta do ocorrido.

Acto contínuo: Fernando ter-se-á dirigido à cabina, de onde, momentos depois, saíram alguns jogadores dos azuis e brancos, um lote onde constavam Helton, Hulk e Sapunaru. Na altura, os portistas rodearam o segurança em causa, ouvindo-se palavras como "estás a pressionar desde o início" ou "estás em cima de nós e não nos largas". Sapunaru, ao que tudo indica, deu-lhe um murro na cara, que resultou numa ferida que teve de ser suturada com 8 pontos, estando Hulk também envolvido na confusão.

O ocorrido foi, segundo fonte do Benfica citada pela Lusa, "uma agressão violenta a um ‘steward' que se limitava a dividir as zonas do FC Porto e do Benfica" e que só foi sanado após intervenção da polícia. O segurança em causa, disse o mesmo interlocutor, pondera apresentar queixa às autoridades por agressão.

Mais cedo, antes do encontro se iniciar, Reinaldo Teles foi interpelado pelo mesmo segurança para se identificar (no túnel só podiam permanecer pessoas credenciadas) e o responsável portista respondeu que o seu nome estava na ficha de jogo e que não abandonava o local. O incidente foi sanado com o aparecimento de Rui Costa.

O administrador da Benfica, SAD pediu que as regras fossem ultrapassadas em alguns casos, dizendo que se responsabilizava pela permanência de Reinaldo Teles no túnel até que a ficha de jogo fosse pública. Foi este incidente que provocou as palavras dos portistas, no final, quando disseram "estás em cima de nós desde que chegámos".



A ser verdade o que conta o Record, estas agressões de profissionais que ganham milhares de euros por mês são graves e cobardes.

Depois da expulsão de Cardozo ao intervalo, que o impediu de alinhar na segunda parte do jogo com o Braga (jogo que o Benfica viria a perder), levando 2 jogos de suspensão e das imagens do túnel do estádio nos terem mostrado... nada, aguardo serenamente pelas penas aos jogadores do FCP, e já agora pela divulgação das imagens, que deverão ser no mínimo "embaraçosas" para quem do FCP, tanto tem criticado as "histórias dos túneis" de Braga e Nacional. Afinal, no melhor pano cai a nódoa.

SLB-FCP na imprensa estrangeira




(clicar em cima da imagem)

A Vitória do Benfica Revela os Primeiros Efeitos

É oficial. A União Europeia anunciou ontem ao final do dia:



segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

SLB: 1 - FCP: 0


Nunca uma viagem Lisboa – Porto me custou tanto a passar. E nem foi pela derrota, mas sim pelo jogo menos (menos tudo aquilo que quiserem) que o Porto fez. A derrota em si é má, claro, mas a falta de atitude e agressividade deixaram-me pior do que o Deus me livre.

E o Porto até entrou bem no jogo, pois nos primeiros 5 a 10 minutos senti algum nervosismo por parte do Benfica e por outro lado, o Porto parecia com vontade de marcar. No entanto, este sinal durou pouco, uma vez que os azuis e brancos começaram a recuar como se não houvesse amanhã e claro está que o Benfica foi aproveitando para ganhar metros e moral. Julgo que o golo do Benfica reflecte todo o jogo do Porto: Falta de concentração, falta de empenho e uma passividade brutal.

Não concordo com aqueles que dizem que o Jesualdo escolheu mal a equipa. O Jesualdo só fez uma alteração relativamente ao 11 habitual, tendo tirado o Belluschi para dar lugar ao Guarin. E a intenção foi clara. Numa relva ao nível da Oliveirense (a do SCP ao pé desta é um mimo – o Jesus deve andar a engolir aquilo que disse sobre a relva de Alvalade), o treinador Portista quis dar musculo ao meio campo. Se me disserem que o Guarin é limitado, até concordo, mas quando não há mais, não se pode inventar. Depois havia a dúvida entre o Varela e o Hulk. Pessoalmente gosto mais do Varela, mas percebo a opção. Aquilo que critico no Jesualdo foi o facto de não ter mexido na equipa mais cedo. A partir do momento que viu (como todos viram) que as suas opções não resultaram, devia ter mexido de imediato na equipa.

Moral da história, o Benfica ganhou bem, principalmente porque teve mais vontade para ganhar e nem os potenciais erros do árbitro (para os dois lados, mas continuo com dúvidas no golo) desculpam a equipa de responsabilidades.

PS: Repito, o FCP perdeu e foi bem-feita, mas não consigo terminar este comentário sem repudiar as TV’s. Hoje vi dois resumos e nos dois o critério dos lances é lamentável. Há um penalti contra o Porto, sim. Mas não consegui ver os lances onde tinha dúvidas a não ser nos meios alternativos. E não me venham com coisas, pois merecem dúvidas. Falo concretamente no golo (houve um fora de jogo na jogada imediatamente anterior, que se tivesse sido marcado, o golo não acontecia) e em dois potenciais penaltis (um sobre o Hulk e outro por uma eventual mão do Cardozo). Em suma, nem quero discutir se foi ou não (estou-me nas tintas, tendo em conta o jogo do Porto), mas que as TV´s deviam dar esses lances como deram a mão do Rodriguez, deviam. Por isso, para elas, é ver o vídeo do Maradona que o Luis colocou um pouco mais em baixo!

A Minha Visão do Clássico




Relato Golo Antena 1



Relato do Golo RR (carregar aqui)

Vitória justa e incontestável. O Benfica teve a maior parte do tempo por cima no jogo, esteve sempre mais próximo do segundo golo que o FCP do empate, adaptou-se melhor ao estado do terreno, foi globalmente mais forte, e tacticamente fiquei com a sensação que Jesus surpreendeu Jesualdo.

Não com a entrada de Urreta (para um menino de 19 anos, que soube que ía jogar durante a manhã, esteve muito bem até ter pernas), que apenas foi troca de jogador por jogador (Di Maria), mas sim com o posicionamento de Carlos Martins e Saviola.

Carlos Martins jogou junto a Javi Garcia, ajudando a impedir a primeira construção de jogo do FCP, e foi Saviola quem acabou por fazer o papel mais próximo ao que Aimar constuma fazer. Fernando, e os centrais do FCP ficaram nitidamente baralhados com este desposicionamento táctico. Fernando não tinha Carlos Martins (Aimar) para marcar, o mesmo acontecendo com Bruno Alves/Rolando que não sabiam onde andava Saviola, que aparecia muitas vezes nas zonas de Fernando.

E penso que terá sido assim, que o Benfica se superiorizou tacticamente ao FCP. Há claramente uma vitória de JJ sobre Jesualdo.

O FCP não conseguia construir, não conseguiu ligar o seu jogo, apresentando três trincos (Guarin, Fernando, Meireles) e penso que mais do que nunca os portistas sentiram a falta de Lucho. Ao Porto ontem, faltou alguém que ligasse o meio-campo com o ataque. Mas essa análise deixo para o meu colega de Blog.

O Benfica acabou o jogo com: Weldon, Luís Filipe e Filipe Menezes. Jogadores de segunda linha (Luís Filipe é de terceira), que só reforça a minha tese de que Jesus ganhou não por ter melhores jogadores, mas por ter conseguido manietar na maior parte do tempo, o esquema táctico do FCP.

É uma vitória moralizadora, mas apenas isso. Pontualmente vale tanto, como valia a vitória em Olhão. Há ainda muito campeonato pela frente, e é a regularidade que faz ganhar campeonatos, não as vitórias nos clássicos/derbys, que apenas ajudam.

Mas que foi uma vitória saborosa, lá isso foi.



No Final do Jogo Pensei em Maradona

Nos últimos dias houve um par de intervenções públicas que me irritaram profundamente. Por isso, hoje vou cair na tentação de ferir algumas susceptibilidades, que quem me conhece sabe que é raro. Peço desde já desculpas antecipadas por este post menos correcto, e dizer que ele é apenas dirigido às pessoas por mim enunciadas objectivamente em baixo.

As declarações foram estas:

“O Benfica é um flop jornalístico. O melhor que podia ter acontecido ao FCP foi o David Luiz não ter levado o 5º amarelo, e jogar o clássico.. É um defesa central medíocre. O Saviola é um dispensado de outro clube, que não joga há 5 anos. Vem passar umas férias a Lisboa. Tenho um feeling que o Benfica será goleado pelo Porto no Domingo”
Eduardo Barroso, in “Prolongamento” TVI24


"O Benfica é uma equipa assustada. Nos outros anos, o FC Porto quando teve de ganhar, ganhou e tudo indica que vai passar-se o mesmo desta vez. O Benfica passou a ter medo do FC Porto."
Manuel José, in Record


"Este fim-de-semana será muito difícil para o Benfica com duas derrotas [futebol, basquetebol]"
Nuno Marçal, capitão da equipa de basquetebol

“Benfica quê?”, “Benfica na Televisão? Não vejo”, “Não sei, não vejo e não me interessa”
Resposta de Fucile, Àlvaro Pereira e Fernando, na antevisão do clássico


Pois para eles (e só para eles), dedico-lhes um vídeo, daquele que para mim foi o maior jogador de futebol de todos os tempos, e que se adequa aquilo que me apeteceu dizer após a exibição do Benfica (sim, por vezes também me apetece dizer estas coisas menos próprias).

Quero deixar bem claro, que este vídeo se dirige apenas, só, unicamente, exclusivamente e objectivamente, aqueles que enumerei em cima.



Gloriosa...




... vitória

Jornais Desportivos


O Clássico em Fotos



domingo, 20 de dezembro de 2009

Barcelona - Campeão... de tudo



Em dia de clássico sou  obrigado a colocar um post sobre o Barcelona, que ontem se sagrou Campeão do Mundo, ganhando todas as competições em que participou em 2008/09:

  • Liga Espanhola
  • Taça do Rei
  • Supertaça Espanhola
  • Liga dos Campeões
  • Supertaça Europeia
  • Campeonato do Mundo de Clubes

Esta equipa será recordada eternamente. Há quem já a aponte, como a melhor de sempre, porque nunca um clube ganhou tanto numa época só.

Embora sempre tenha torcido pelo Real Madrid (ainda o faço), não deixo de reverenciar o Barcelona, que a jogar é um regalo para todos os adeptos de futebol. Messi, Xavi, Iniesta, Ibrahimovic e Henry são realmente de outra galáxia.

Fica na retina, aquela imagem de Pepe Guardiola, que após os primeiros festejos depois do apito final do àrbitro, e enquanto se fazia um compasso de espera para que os troféus fossem entregues a vencidos e vencedores, isolado a chorar como se fosse um criança.

Naquele momento, talvez estivessem a passar na sua cabeça todos os fotogramas da sua vida. Poucos minutos depois, já na conferência de impressa dizia: "só daqui a uns anos, teremos noção da dimensão do êxito que foi esta época".

Pep Guardiola, de estilo simpático, humilde, avesso a polémicas e com fair-play (o inverso de Mourinho).

Sõ fã do estilo de Pep Guardiola


No Basquetebol já está

«Este fim-de-semana será muito difícil para o Benfica com duas derrotas», brincou Nuno Marçal, capitão da equipa de basquetebol do FCP, a antever o jogo de sábado na Luz a contar para a Liga de Basquetebol, antes do encontro de domingo desta vez em futebol.

Depois de algumas bocas pré-jogo na festa de Natal do FCP, de que este fim-de-semana seriam duas vitórias, parece que a primeira já se foi.

O Benfica venceu ontem o FCP, por 78-72, continuando assim invicto no topo da classificação.
 

sábado, 19 de dezembro de 2009

Antevisão Benfica - FC Porto


Logo após o sorteio da Liga para esta época, coloquei no meu calendário do Outlook, o jogo Benfica-Porto. 20 de Dezembro!

Há muito que este jogo me gerava uma grande expectativa. O que é certo, e em face do actual cenário da equipa encarnada, paulatinamente este entusiasmo tem vindo a desvanecer, passando actualmente para um estado de semi-revolta.

Por uma simples razão, amanhã não vai ser um Benfica–Porto, mas sim um Benfica B–Porto. Vai ser uma equipa de recurso, contra um FCP na sua máxima força (nem um atleta indisponível para a "amostra").

Como adepto do Benfica, não vai ser uma “luta” igual, e por isso injusta. Em virtude do campeonato que os encarnados estão a fazer (globalmente com boas exibições), o Benfica não merecia estar nesta situação, antes deste jogo.

Nunca esta época, o Benfica teve tantos titulares impossibilitados de participar num jogo, e logo tinha de ser contra o Porto. Ele há coisas que realmente só se podem explicar esotericamente:

- Fábio Coentrão (castigado)
- Di Maria (castigado)
- Ramires (lesionado)
- Aimar (lesionado)
- Sidnei (lesionado)
- Ruben Amorim (lesionado)
- Luisão (gripe) – ontem não treinou
- David Luís (gripe) – ontem não treinou

É claramente um Benfica enfraquecido.

Só espero que o azar que nos bateu à porta antes do jogo, nos seja devolvido em sorte durante o mesmo. Sim, porque sempre ouvi dizer que não há campeões em sorte.

Força Benfica B!!!

Excertos Cronísticos da Semana (Antevisão SLB-FCP)














As lesões e os castigos que incomodam Jorge Jesus também preocupam Jesualdo Ferreira e por duas razões fundamentais: o treinador do Porto desconhece, por um lado, que soluções alternativas vai apresentar o rival e sabe, por outro, que as ausências do Benfica responsabilizam mais o Porto. Ou seja, noutro contexto - do Benfica na máxima força - a derrota do Porto seria mais facilmente aceitável do que neste. Em Alvalade exigia-se a vitória ao Benfica e o empate pareceu um bem menor para os encarnados. Agora na Luz, não se pode exigir a vitória ao Porto mas já se olhará com outros olhos para o empate.

Por Carlos Daniel in Record




Pese embora a normal agitação que um Benfica – FC Porto sempre acarreta, a verdade é que não passa de um jogo de três pontos, que nem apaga o óptimo campeonato que o Benfica vem fazendo, nem nos devolve os dois pontos que perdemos em Olhão e que espero não venham a fazer falta nas contas finais.

O Benfica deste ano quando cai costuma levantar-se com igual força e garra reforçadas, ora isso é característica de equipa campeã.

Espero um bom resultado contra o Porto, mas espero acima de tudo manter a consistência de jogo, a regularidade que leva à conquista de títulos.

Lembro-me bem, que quando treinados por Ronald Koeman, ganhámos os dois jogos ao FC Porto (em casa e fora) e não fomos campeões.

E lembro também que no ano passado não perdemos nenhum dos jogos com o rival nortenho - aliás foram necessários dois penalties para empatarem connosco quer em Lisboa quer no Porto - e também não fomos campeões. Por outro lado, quando fomos campeões pela última vez não ganhámos ao FC Porto.

Quero ganhar domingo apenas porque são três pontos.

Por Sílvio Cervan in A Bola

Ricardo Araújo Pereira e Miguel Góis


Creio que anotei correctamente a sequência dos acontecimentos: primeiro, Michel Platini disse, referindo-se ao FC Porto, que não queria batoteiros a jogar na Liga dos Campeões. Depois, o país de Michel Platini apurou-se para o Mundial de futebol na África do Sul, em 2010, jogando a bola com a mão. A seguir, o mesmo Michel Platini disse que o FC Porto afinal não era batoteiro. Não há nada como beneficiar de uma ilegalidade para o nosso conceito de batota sofrer uma interessante transformação. Quem antes era batoteiro passa a ser cá dos nossos.

Na última jornada antes do Benfica-Porto, o árbitro do Olhanense-Benfica mostrou 13 cartões. Para o Porto-Setúbal foi nomeado Pedro Henriques, o árbitro que só mostra vermelho se houver um homicídio em campo. Por essa e outras razões, o Porto chega ao clássico a 100%, enquanto o Benfica se apresenta bastante desfalcado. Posto isto, que resultado esperar? Depende: se o pai de Lucílio Baptista não necessitar de aconselhamento matrimonial, um Benfica desfalcado ganha facilmente a um Porto em pleno. Vamos esperar que os problemas que afectavam o pai de Augusto Duarte não se estendam a outras famílias.


O leitor já contribuiu para a campanha do David Luiz? É a grande campanha deste Natal, não sei se sabe. Todos os comentadores afectos ao Sporting e ao Porto estão a participar. Parece que há, na Liga Sagres, um central que pode fazer todas as faltas que quiser e praticar jogo violento à sua vontade sem nunca ser expulso. Isto, já sabíamos todos. O que não sabíamos é que não se trata de Bruno Alves. Eles estão a falar do David Luiz. Bruno Alves já deu cotoveladas em queixos, cabeçadas em testas, pisou costelas, esmagou testículos e pontapeou cabeças. Mas o David Luiz, no outro dia, puxou uma camisola e o árbitro não viu. Quem não se indignaria?

O leitor, sempre ingénuo, perguntará: mas o facto de David Luiz não ser um jogador violento não deveria ser suficiente para que não fosse sensato dizer que ele é um jogador violento? Não necessariamente. Recordo que o Cardozo levou dois jogos de castigo por, no túnel de Braga, ter cometido actos que as imagens provam claramente não terem sido cometidos. Do mesmo modo, no entender dos apreciadores de Bruno Alves, David Luiz é bruto. Na opinião dos admiradores de Adrien, que anda há semanas a tentar fracturar o perónio aos adversários, David Luiz é caceteiro. Mal comparado, é como ser apreciador da Cicciolina e dizer que a Madonna é um bocadinho galdéria.

Por Ricardo Araújo Pereira in A Bola



Devo dizer que não podia estar mais em desacordo com os analistas que anteveem um forte clima de tensão e frequentes picardias no Benfica-FC Porto do próximo domingo. Arrisco uma previsão contrária: depois do ambiente nos estádios do Sp. Braga e do Olhanense, o confronto com o FC Porto vai ser um amigável. É a idiossincrasia deste campeonato - este ano, o Benfica deve olhar mais para os papistas do que para o Papa. Até porque, desde o início da época, o Porto deixou de ser a capital nacional da intimidação. Tal como as mais bem geridas multinacionais, o FC Porto deslocalizou - passou-se a fabricar climas intimidatórios em Braga e Olhão. Em contrapartida, o FC Porto é, hoje em dia, um clube de cavalheiros.

Por Miguel Góis in Record

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

E O DESGRAÇADO DA CHAMPIONS É....


O Arsenal!

Coitado do Arsenal, até têm um equipamento giro, mas será visto, na Champions, pela última vez em Janeiro do próximo ano. Os adeptos do Real Madrid é que ficaram satisfeitos com o sorteio, pois sempre disseram que não queriam o Porto.

Mesmo em último da lista, o Arsenal tinha sido uma das minhas preferências ao sorteio. Resta agora confirmar a “sorte” do sorteio. Digo “sorte”, pois nesta fase não há equipas fáceis. Há é equipas menos fortes.

Aimar eleito o melhor Argentino da década


Se o Benfica podia jogar sem Aimar no clássico? Poder podia, mas não era a mesma coisa.

Pablo Aimar foi eleito o melhor jogador argentino da década na sondagem de um jornal argentino. O médio do Benfica pulverizou a concorrência, amealhando mais de metade dos votos. Ficou à frente de Batistuta, Riquelme, Messi e Verón.

Resultado final de votação:
1. Pablo Aimar 52,23%
2. Gabriel Batistuta 13,80%
3. Juan Román Riquelme 7,49%
4. Lionel Messi 6,77%
5. Juan Sebastián Verón 4,57%