domingo, 24 de janeiro de 2010

Onde está a vergonha afinal?

A palavra que mais tenho ouvido da boca dos portistas, relativamente ao caso Hulk/Sapunaru, é que é uma vergonha o tempo que a CD Liga está a demorar.

Não tenho conhecimento sobre qualquer matéria legal, aliás até a evito porque na maioria das vezes me faz confusão, provavelmente pelo facto da minha formação ser em ciências exactas.

Mas desde o início desta rábula, vários orgãos de comunicação social, fazendo fé em outros casos semelhantes, foram unânimes em avançar que o processo tinha matéria para demorar até ao início de Fevereiro.

Hoje, segundo os mesmos jornais/rádios, tudo leva a crer que a sentença a Hulk e Sapunaru possa chegar durante a próxima semana.

A suceder, representa cinco semanas e meia após os incidentes, plenamente dentro de uma média que tem oscilado entre as quatro e as oito semanas para estes processos disciplinares, o que esmaga por completo a tese da extraordinária morosidade deste processo.

Cai assim, mais uma alegada perseguição do FCP ao CD da Liga.

Mais preocupado fico, quando se fala em pena mínima (6 meses) para os jogadores do FCP, quando o intervalo da mesma podia oscilar entre os 6 meses e os 2 anos. Principalmente no caso de Hulk, que é reincidente.

A confirmarem-se estes cenários, é caso para perguntar, onde está a vergonha afinal?

A legislação defende quem?

Depois das escutas do Apito Dourado terem sido declaradas inconstitucionais, hoje é notícia nos jornais que as imagens do túnel da Luz não poderão servir de prova ao CD Liga (Artigo 18.º, n.º 6, do regime Jurídico do Combate à Violência). A acusação será baseada apenas no relatório do árbitro.

Clubismos à parte, qual é o jurista que me explica a lógica desta legislação? As leis em Portugal defende quem? Os agredidos ou os agressores?

sábado, 23 de janeiro de 2010

Eu já sabia que o presidente era um génio, mas esta… foda-se!

(Transcrição das escutas do processo Apito Dourado)
Antero: Vou-lhe dizer uma coisa pá! Eu já sabia que o presidente era um génio, mas esta… foda-se!
Pinto da Costa: Como é que vem?
Antero: Vem espetacular, pá!
Pinto da Costa: Como é que está?
Antero: Acho que é uma chantagem fantástica!
Antero: «lê notícia falseada a Pinto da Costa»
Pinto da Costa: Ahahahaaha
Antero: Espetáculo pá!
Antero: Espetacular Presidente! Espetacular pá!

A história das imagens que ontem vieram inocentemente à baila através de um subserviente jornalista da Lusa (sócio do FCP), deverá ter contornos muito semelhantes a esta escuta.

Só que desta vez, para além de Pinto da Costa já se encontrar desacreditado, todos conhecendo os meios e métodos que utiliza, aquilo que deveria ser uma jogada de mestre (leia-se de Papa), pariu um rato tais as suas contradições e o seu curto alcance.

No meu entender, é o feiticeiro que sofre com o próprio feitiço.

A notícia da Lusa que acompanha o vídeo de um jogo que aconteceu há dois anos (!!!), fala num alegado pontapé de um segurança num dirigente do Porto que me esforço bastante para ver, mas que ainda não consegui descortinar (mas prometo que me vou continuar a esforçar).

A primeira pergunta inocente que faço é: então o FCP, com os dirigentes que todos conhecemos, em dois anos nunca apresentou queixa de uma situação tão grave? Queres ver que tiveram pena do Benfica, e lhe perdoaram este incidente? Alguém acredita nesta tese?

Depois, o que é evidente nas imagens é uma vez mais os jogadores do Porto em completo estado de descontrolo emocional, e desta vez não é só o Hulk e o Sapunaru, é o plantel inteiro! Aliás se vejo alguém ao murro e ao soco, é o Hulk (outra vez este gajo) e o Helton.

E o argumento da suposta provocação não colhe. Desde quando, as provocações legitimam a violência. Principalmente em jogadores que ganham centenas de milhares de euros/ano?

Aliás toda a gente sabe que os agressores são, em geral, gente ponderada e cordata, que só opta pela violência física caso seja vítima da afronta mais grave, mais perversa e mais criminosa que pode ser perpetrada: a provocação.

Não será por acaso que a lei portuguesa prevê molduras penais extremamente pesadas para homicidas, violadores e autores de provocações.

E o mais irónico nisto tudo, é que não se vê ninguém do Benfica (jogadores/dirigentes) no meio desta "salganhada". O tiro saiu ao lado.

Não é só a equipa do FCP que vai jogando mal, Pinto da Costa vai também ele,  perdendo qualidades no meio em que mais se sentia à vontade: o obscuro.





sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Pedido de desculpas? Vem por escrito ou verbalmente?




Depois de 30 anos sem provas, mas com evidências que entravam pelos olhos dentro, hoje já ninguém com integridade moral tem coragem de negar a corrupção de que Pinto da Costa foi protagonista activo neste período. É um ponto ultrapassado.

Percebo que seja difícil para os portistas assumirem esta situação isoladamente, sem que tentem arranjar esquemas persecutórios, ou até generalizarem este "modus operandi" a outros clubes. Percebo que seja difícil aceitar, que o clube do nosso coração, tenha ganho alguma vez sem ter o mérito desportivo. Percebo mesmo que seja difícil. É algo irracional.

Não espero por isso, que os meus amigos "portistas" venham aqui dar a mão à palmatória. Hão-de arranjar sempre um último argumento, que sirva para defender a sua "dama" (leia-se Papa).

Mas hoje é impossível negá-lo. Apenas fica por saber o que está por baixo da ponta do iceberg. Ninguém sabe, mas toda a gente desconfia.

Não quero obviamente retirar todo o mérito desportivo que o FCP teve na última década, seria pretensão a mais da minha parte. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Mas sinceramente hoje mais do que nunca não sei onde começa e termina esse mérito. E duvido que alguém possa saber, a não ser o próprio Pinto da Costa.

Este mérito confunde-se, com jogos de bastidores, pagamento de prostitutas a árbitros, adulteração de notas a árbitros, promiscuidade entre poder político e futebol, and so on, and so on.

E não vale a tese, da perseguição do Ministério Público, nem que o futebol fuciona assim para todos. Para mim, esse é um argumento escapatório. É um argumento de tábua de salvação, sem evidências e sem provas, que tantas vezes foram reclamadas pelos portistas.

Hoje, mais do que nunca está instalado um sentimento de revolta de todos os gostam de futebol, no qual eu me incluo há muito, muito tempo. Por isso, estou como o JMMA, o pedido de desculpas vem por escrito, ou apenas verbalmente?

Bruno Pidá: companheiro de jornada

Lembram-se de Bruno Pidá?

Sim, aquele que serviu de guarda-costas a Pinto da Costa, quando este vindo da Galiza - porque avisado por alguém da PJ do Porto que iriam a sua casa para o deter - se apresentou no Tribunal de Gondomar.

Ao que li ontem, foi condenado a 23 anos de prisão, pelo homicídio consumado do segurança Ilídio Correia e por outros cinco crimes de homicídio qualificado na forma tentada, no célebre caso "Noite Branca".

Acho que o rapaz estava lá, porque terá apanhado o mesmo autocarro que apanhou Pinto da Costa para se deslocar até ao tribunal, e a última paragem da carreira era no próprio tribunal. Coincidências do caneco.

Há quem lhe chame Bobi ou Tareco ou Abel. Eu acho uma brincadeira de mau gosto. Coitado do rapaz.


Já chega!!!

Desculpem lá a minha insistência, mas a minha tolerância a este senhor é zero. Não consigo deixar passar em claro, nada que venha da boca deste corrupto.

Depois do país ver e ouvir o Presidente do FCP a escolher árbitros, a pedir prostitutas, a  combinar encontros atrás da igreja, a inventar notícias, a chantagiar a FPF, a trocar favores, ontem vem com: «Podem inventar o que quiserem, fazer o que fizerem, inventar da forma mais sórdida que quiserem, não me preocupam, são muito baixos, muito reles»

Quem é que inventou as escutas, não negadas em tribunal? Quem é que teve conspirações sórdidas? Quem é que demonstrou ser baixo?

Mas quando é que lhe cai a "máscara"? Já chega!

Toques de Cabeça

UM ABRAÇO PARA O PORTO

Por JMMA

Estava a pensar no tema para esta crónica e lembrei-me de uma rubrica que costumava ouvir num programa da rádio. Chamava-se, salvo erro, Notícias do Mundo Bom, e o título traduzia o seu exacto conteúdo: notícias que, por serem boas, não eram notícia. Nem o cão mordia o homem, nem o homem mordia o cão, como se costuma dizer. Ali entravam apenas notícias boas, de coisas boas que acontecem, factos que deixavam optimismo no ar, ou apenas a fina ironia da normalidade. Se fosse hoje, talvez tivéssemos uma notícia do género: Águia Vitória faz ninho no penteado de David Luis. Talvez uma notícia sobre os efeitos terapêuticos das escutas (refiro-me às sonatas de Vivaldi), segundo a Teoria de Alfredo Tomatis. Talvez também uma notícia sobre Luis Filipe Vieira a oferecer uma caldeirada no restaurante O Barbas a Pinto da Costa, integrada na cerimónia da consagração «honoris causa» do papa como o melhor dirigente português de todos os tempos, a seguir ao de Alcácer Quibir. Talvez também uma notícia sobre o show de cavalheirismo que Belenenses e FC Porto deram, na quarta-feira, durante três horas, à porta dos quartos-de-final com salamaleques do género, «faça favor de passar Sua Excelência o Pastel de Belém!», «Nem pensar! Ora essa, Vossa Excelência tem primazia. Faça favor de passar o Senhor Duque da Ribeira», «Não, não, faço questão... Talvez ainda uma notícia sobre a vitória (quase) pacífica do Sporting em Alvalade, frente ao Real Madrid Club Futebol de Mafra. E, havendo tempo, por fim, talvez uma notícia, neste caso sobre os títulos da imprensa há dois meses: «Sá Pinto, o primeiro reforço do Sporting».

E enquanto recordava distraidamente esse tal programa das notícias boas, decidi – está decidido – hoje não vou dizer mal. Do Porto, não digo mal porque não quero. Do Benfica, não digo, porque não vem a propósito. E do Sporting também não, simplesmente porque não vale a pena. Em Alvalade, tudo se resume como sempre à velha máxima de Beckett, «Tentar outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor.»

Não é fácil dizer bem, eu sei. E para mais do Porto. Mas não é que, a pensar, a pensar, vejo flores no meio do pântano! E não vejo que venha daí mal ao mundo se as partilhar. Porque no meio do turbilhão, é bom celebrar de vez em quando esse mundo bom onde existem sonhos como este.





Domingo a domingo, a ‘Revista J’ do jornal O Jogo brinda os leitores: «Parabéns, acaba de ser contemplado com este magnífico… corpinho danone». Acima, têm os leitores o brinde da próxima edição.

Isto é muito jogo! Cada capa é uma janela com vista para o fim do mundo. E muito mais haveria para dizer, mas como não sou especialista (coisa que a maioria das pessoas também diz, mas vê), limito-me a expressar as sensações com uma citação (poética, como convém) que me parece sugestiva:

«O tempo aqueceu. O ar cheira a pinheiros, a eucaliptos, madressilva, as rolas cantam pelos pinhais. Há qualquer coisa de levantado nestes dias grandes de Sol, qualquer coisa que nos ergue, nos expande, nos faz respirar o universo a haustos fundos.» [Vergílio Ferreira, Conta-Corente 3]

Um abraço para o Porto!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Há dúvidas?

Pinto da Costa pede a Valentim um sumaríssimo a Liedson, chama atrasado mental a Paulinho (roupeiro do Sporting) e ofende Bettencourt (actual Presidente do SCP):




A famosa escuta da fruta e do café com leite:



Pinto da Costa combina com Pinto de Sousa (Presidente do Conselho de Arbitragem) a nomeação de Jacinto Paixão:



António Araújo leva Augusto Duarte (árbitro que apitaria o FCP no dia seguinte) à casa de Pinto da Costa:



Dois dias antes do jogo Pinto da Costa, Duarte Gomes e António Araújo combinam encontro em casa de Pinto da Costa:




Pinto da Costa combina com jornalista (Tavares Teles) notícia falsa, como forma de pressionar e chantagear o Conselho de Disciplina:




João Loureiro, presidente do Boavista, pede ao Observador Pinto Correia, para falar com Jacinto Paixão, para que este ajude o Boavista:




João Loureiro combina com Vogal da Comissão de Arbitragem da Liga, a nomeação dos fiscais de linha:



NOTA: Nos tribunais civis não se conseguiu provar o crime de corrupção, pelo facto das escutas não terem podido servir de prova.

Sá Pinto Ataca Parte II - Num cinema perto de si



 

Alguém conseguiu ficar surpreendido com esta notícia de Sá Pinto? Penso que não. Este filme não é novo.

Já fico mais surpreendido é com o envolvimento de Liedson nesta novela.

Depois das declarações de apoio (pessoal) incondicional a Paulo Bento, após sua saída. Depois de criticar a posição em que Carvalhal o colocava a jogar, agora entrar em  cenas de pancadaria com o Director Desportivo para o Futebol, faz-me crer que há mais qualquer coisa para além deste mero facto, com o melhor jogador do Sporting.

Ou se está a armar em "vedeta", ou não o estarão a tratar como deve ser.

Na minha opinião o que mais fragiliza sobremaneira o Sporting, é o facto de uma ou duas horas depois destes incidentes, já toda a gente saber os pormenores.

PS: Ao que consta Ricardo Sá Pinto terá sido desclassificado do combate, uma vez que Liedson fazia parte da categoria Peso-Pluma, a qual Sá Pinto já não pertence desde os 16 anos.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O Lance de Falcão

Coloco este post, não para causar qualquer polémica, mas em resposta às declarações de Pinto da Costa sobre o alegado "Apito Encarnado".




Afinal há erros de arbitragem em todos os campos.

Pinto da Costa processa José Diogo Quintela

Depois de MST, parece que é oficial que o Pinto da Costa vai processar o José Diogo Quintela (gato fedorento e adepto do Sporting).

Este é o comentário de Ricardo Araújo Pereira.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A PRIMEIRA VOLTA E MAIS UMA JORNADA


Chegou a hora de fazer um pequeno balanço à primeira volta, mais uma jornada, do nosso campeonato. Para o Porto, o caminho não tem sido fácil, sendo que em alguns momentos a coisa foi mesmo penosa. Curiosamente esta dificuldade nem tem tanto a ver com o Porto, se olharmos para os pontos desta época e compararmos com os da última – o Porto tinha, no final da primeira volta, mais um ponto do que no ano passado.

O dado novo esta época é que, na verdade, há dois concorrentes mais fortes. O Braga e o Benfica. O Braga tem feito um campeonato verdadeiramente extraordinário, atendendo à sua dimensão e aqui há que dar os parabéns ao seu treinador. Tem feito um trabalho muito bom e é sem sombra de dúvidas a revelação deste ano. Depois há o Benfica. O clube da luz reforçou-se muito bem e está de facto a jogar bom futebol. Merece, por isso e até ao momento, o lugar que ocupa.

Para além dos factos supra (melhoria da concorrência), o Porto ainda não conseguiu, ao contrário dos anos anteriores, colmatar as saídas. Sei que o Porto tem feito autênticos milagres no que toca às substituições dos vários jogadores que saíram nos últimos anos, mas este ano a coisa ainda não encaixou. O Jesualdo tem tido o mérito de fazer esquecer jogadores chave, como foram os casos de Bosingwa’s, Quaresma’s, Anderson’s, Pepe’s, Lisandro’s, Cissokho’s, Assunções, etc, mas não está a conseguir fazer esquecer, principalmente, o Lucho. E porquê o Lucho?

O Lucho porque, para mim, o sector onde o FCP sente mais dificuldade é no meio campo. É no coração do jogo que mais se está a ressentir as saídas que falei. É notório que o Porto precisa urgentemente de um pacemaker. Não sei se será o Ruben Micael a dar o tal estímulo necessário para que o número de batimentos aumente, mas que é necessária uma intervenção, não tenho dúvidas. Não sei ainda se bastará uma única intervenção ou se, no limite, terá que haver algo mais radical…

A ver vamos. O Porto está a 6 pontos da liderança, mas ainda muita água correrá debaixo da ponte. Que não é normal, não. Que custa como o caneco, custa. Mas sei também que não podemos ganhar sempre, sendo que ainda estou confiante no Penta.

Venha de lá uma segunda volta limpa, sem casos e espero que rapidamente se decida aquilo que há para resolver referente ao túnel da Luz, para que aquele que ganhar, o faça com justiça.

Marítimo-0 Benfica-5


Mais uma goleada. Já tinha saudades. E mais um “estado de alma” acertado (vide post de sexta-feira).

No que diz respeito ao jogo propriamente dito, confesso que não esperava um Benfica tão expectante, aliás muito à semelhança da estratégia de Vila de Conde. Por muito que neste período o Marítimo não tenha criado verdadeiras situações de perigo (à excepção do lance casual de Pitbull), confesso que fico sempre apreensivo quando vejo muitas bolas paradas a cair na defesa encarnada. Há sempre ali um misto de competência/azar que pode dar golo a qualquer momento.

Jesus transpareceu no final que estava tudo controlado, mas confesso que por esta altura estava a ver o jogo com um nervoso miudinho.

Depois o Benfica marca o primeiro golo pelo dispensado do Real Madrid que veio cá passar umas férias (não me canso de dizer isto, ouviu Eduardo Barroso!), há a expulsão de Oberdam e o jogo termina ao minuto 30.

O resto do jogo, não vale a pena comentar porque não teve história. Não fora o facto de o Benfica ter tirado pé do acelerador na segunda parte, e o resultado poderia ter atingido números obscenos.

O FCP ficou a seis pontos, mas há muito campeonato para disputar. Aliás, o Benfica não pode chegar ao Dragão (penúltima jornada) a menos de 4 pontos, sob pena de poder vir a perder aí o campeonato. Por isso, e nas minhas contas, o Benfica tem apenas 2 pontos de vantagem.



Arbitragem e Peçanha
Decididamente é moda falar das arbitragens do Benfica. Ouviram as declarações completamente abstrusas do guarda-redes do Marítimo no final do jogo? Só encontro um lance que porventura poderá ser reclamado pelos insulares, que é a reentrada em campo de Di Maria após lesão, mas se repararem bem no lance, o árbitro dá ordem de entrada ao argentino antes de a bola ser passada para o jogador do Marítimo que viria a perder a bola. Como iria o árbitro adivinhar que a bola iria para a zona de entrada de Di Maria?

Aliás no meio daquele descontrolo emocional maritimista, a coisa poderia ter ficado mais negra. Há um defesa insular (confesso que não me lembro o nome) que podia ter levado cartão vermelho directo depois de uma entrada a "matar" às pernas a Éder Luís, e já agora porque não falar no penalti sobre Aimar que ficou por assinalar.

A única explicação que tenho para a intervenção de Peçanha (que raio de nome), é o próprio descontrolo emocional do jogador e porque foi lançada a moda por alguém (parafraseando Octávio Machado: vocês sabem de quem estou a falar), de criticar as arbitragens do Benfica.

Tenho pena do jornalista não lhe ter perguntado especificamente de que lances é que ele se queixava. À luz das figuras que fez nesse lance, provavelmente teria respondido o golo de Luisão que é completamente legal, e um erro clamoroso do próprio Peçanha. Enfim…

domingo, 17 de janeiro de 2010

RUBEN MICAEL NO FCP !


Ainda não é oficial, mas parece que está quase. Recebo, obviamente, com agrado esta notícia, pois há muito que suspirava por este jogador. Já o tinha dito a muita gente e já o tinha escrito aqui. Embora o jogador Madeirense não venha resolver todos os problemas do Porto, o que é certo é que vem dar uma ajuda muito preciosa.

Fico também muito satisfeito por o nosso presidente não ser "um cabeça dura" e ter chegado à conclusão que estava errado, quando dizia que o Porto não precisava de reforços. Precisava sim senhor e o empate deste fim-de-semana veio dar razão a esta teoria. Talvez o empate o tenha obrigado a "abrir os olhos", pois é notório a falta de um jogador com as características do Ruben Micael. É um jogador inteligente, marca livres (há anos que o Porto não tem ninguém) e consegue romper defesas com os seus passes.

Por isso, seja bem vindo!

FCP: 1 - Paço Ferreira: 1


Pois é, uma equipa que perde no campeonato 4 pontos com o Paços de Ferreira arrisca-se a perder essa mesma competição. Este empate deixa o Porto numa situação muito delicada, sendo que agora tem que esperar por erros alheios como se não houvesse amanhã. Pelo menos este empate trouxe uma boa nova (contratação de um jogador - escreverei um post a seguir).

Ao contrário de muitos comentários que ouvi (muitos deles à saída do Dragão), não acho que o Porto tenha jogado assim tão mal. Julgo mesmo que, principalmente na primeira parte, o Porto até fez um jogo agradável, conseguindo criar várias oportunidades de golo. Então como foi possível este empate? Para mim, três factores:

1-Aselhice: Notou-se mais uma vez a falta de um gajo a meio campo que consiga "pegar" no jogo. Belluschi, parece-me um pastel de nata, mas sem o açucar e a canela. Ou seja, o pastel de nata é sempre bom, mas fica ainda melhor com estes dois condimentos e o Belluschi até é bom jogador, mas falta-lhe algo. Não sei se o açucar, se a canela. Aselhice tiveram também alguns jogadores na altura da matança, sendo que esta matança traduz-se no último passe ou mesmo na finalização. Falcão teve um bola na segunda parte que valha-me deus.

2 - Azar: Este ponto confunde-se, por vezes com o primeiro. Às vezes não sabemos se foi azar ou aselhice. Mas o Porto também teve azar, como aquele cabeceamento da primeira parte, que não entrou não sei muito bem como. Classifico-o como azarado, pois o gesto é correcto. Falcão teve o azar de tocar na bola 1 mm ao lado, mas o suficiente para falhar. Todos sabemos que o azar é quase sempre proporcional à instabilidade que uma equipa vive e o Porto não viva na verdade os melhores momentos.

3 - Árbitro: Na verdade, muito deste empate passou pelo árbitro. Aquele golo anulado ao Falcão (o homem está nos três pontos que aqui coloquei) é do demónio. É que este fora de jogo não é daqueles duvidosos (tipo os da semana passada), pois o Falcão está atrás de dois, repito, dois jogadores do Paços. Enviei uma msg ao amigo Luis que dizia "anular este golo devia ser crime". E de facto merecia, já que se anulou mais um excelente golo do Colombiano. E este golo podia fazer toda a diferença. Podia ajudar a tranquilizar, não obrigaria ao Porto jogar com apenas 3 defesas, não tinha, provavelmente, desequilibrado o lado direito da defesa (por coincidência o flanco por onde entrou o golo do Paços) "and soi ione and soi ione". Não quero justificar tudo com o árbitro (a razão de ser o 3º ponto não é por acaso), mas que ajudou, lá isso ajudou.

Bom, a coisa não está fácil, mas ainda não atiramos a toalha ao tapeta. Bute lá.

sábado, 16 de janeiro de 2010

LFV: desta vez esteve bem


Todos sabemos que o forte de LFV não são as suas intervenções públicas. Mas desta vez, dou-lhe os parabéns.

Primeiro não caiu na tentação de responder às provocações do seu homólogo portista, e depois, de forma educada e elegante, evidenciou a grande clivagem que existe hoje entre Benfica e FCP, muito por culpa do próprio discurso dos dirigentes Portistas.

Foi hoje na Casa do Benfica da Madeira.

“O Benfica não tem fronteiras físicas, não é do Sul ou do Norte, é Nacional. É uma das poucas referências portuguesas conhecidas em todo o mundo e que o tornam universal. Nunca fomos, nem seremos um factor de divisão do País, porque verdadeiramente somos o País, nós somos Portugal”

Ricardo Araújo Pereira


Ainda ninguém sabe o que mostram as imagens do túnel da Luz, mas os portistas já decretaram que as provocações são «indiscutíveis». Pronto, está decidido. A Liga que tome nota e as imagens que se arranjem lá como quiserem: é bom que mostrem provocações, caso contrário estarão a alinhar no centralismo. Todos sabemos que as imagens de vídeo, quando querem, conseguem ser muito centralistas. Enfim, só quem não se lembra das escutas, das nunca desmentidas escutas, pode estranhar esta insistência portista nas provocações. Como o leitor decerto saberá, esta não é a primeira vez que a equipa do Porto causa tumulto num túnel de Lisboa. Em Junho de 2004, por exemplo, a Comissão Disciplinar da Liga de Clubes deu como provado que, no final de certo Sporting-Porto, que acabou empatado, o treinador do Porto rasgou uma camisola do Sporting e desejou que Rui Jorge tivesse morrido em campo. A história é conhecida: no fim do jogo, Paulinho, roupeiro do Sporting, foi ao balneário do Porto tentar trocar uma camisola do Rui Jorge pela do Vítor Baía. O treinador portista, sem ser provocado por qualquer steward, esfarrapou a camisola e formulou o ternurento desejo. Foi justamente no dia seguinte que a PJ captou esta conversa telefónica entre Pinto da Costa e um administrador da SAD:

Antero Luís (A) - F******! Não dormi um c******! Estou com uma enxaqueca, pá.

Pinto da Costa (PC) - F***** da p****.... [...] Tínhamos morto esta m**** ontem [...]

A - Embora eu ache que o Mourinho, no final, também se exaltou muito!

PC - É, um bocado.

A - É! Aquela história de dizer que o Rui Jorge morreu em campo e...

PC - Ele disse aonde?

A - Ele diz que disse cá em baixo, disse cá em baixo, junto a... quando estava a malta toda ali! Mas eu liguei para a Bola e para o Jogo a desmentir! A dizer que ele estava a dizer que era mentira!

PC - Não, não! Não... não é desmentir! A gente tem é de processar o gajo que diz! [...]

A - É... e em relação à camisola, também tem de se arranjar ali uma tanga, presidente!

PC - Arranjar que ele foi provocar para a porta do balneário!

A - É. E que o Mourinho disse que: 'Esta camisola é indigna de ser trocada. Porque se a tivesse rasgado não a mandava outra vez para o balneário do Sporting.' [...] É! Temos de arranjar aí uma tanga, senão saímos por baixo desta m**** toda.

Como penso ser óbvio, a escuta tem tanto valor literário como substrato informativo. Lá está a estratégia de desmentir factos reais, a intenção de processar quem diz a verdade e a ideia de «arranjar uma tanga» — tanga essa que, pouco surpreendentemente, consiste em alegar a existência de uma provocação. Seis anos depois, mudam os túneis mas a tanga é a mesma. É interessante constatar que o Porto produz mais tangas do que a Triumph. É bem verdade: tocou a reunir no Porto. E a reunião faz-se, uma vez mais, ao redor da tanga.

Segundo a opinião insuspeita e prestigiada de Cruz dos Santos, no Porto-Leiria o guarda-redes dos visitantes foi expulso injustamente, uma vez que, como toda a gente viu, a bola lhe bateu na cabeça, e não na mão. Além disso, segundo o mesmo insuspeito e prestigiado especialista, o penalty falhado por Ronny deveria ter sido repetido, uma vez que Helton se adiantou antes de a bola partir. Helton cometeu, portanto, uma ilegalidade. Como é evidente, foi o herói na noite no Dragão. Tendo em conta que, ao que me dizem, está tudo feito para que o Benfica seja campeão, calculo que as equipas que vão jogar ao Dragão tenham o topete de, à cautela, passar a apresentar-se com guarda-redes desprovidos de cabeça, para ver se aguentam mais tempo em campo. Vale tudo para beneficiar o Glorioso.

No início da época, Domingos Paciência disse que, no ano anterior, o Braga tinha obrigação de ter feito melhor no campeonato, Taça e Taça da Liga. Na UEFA, competição em que o Braga tinha vencido a Taça Intertoto, Domingos não conseguiu passar da pré-eliminatória, frente ao poderoso Elfsborg. Na Taça da Liga, acaba de ser eliminado exactamente na mesma fase em que havia sido eliminado na época anterior. Falta o campeonato e a Taça. Mas, reduzido a duas competições, de facto tem mesmo obrigação de fazer melhor.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Antevisão Marítimo-Benfica

E o meu estado de alma para o jogo com o Marítimo é... "estou com fezada".

Esta época tenho dado muita importância aos meus prognósticos antes dos jogos do Benfica, porque quase sempre tenho acertado (vide Braga e Olhão).

Bem sei que este campo é tradicionalmente difícil para os encarnados, houve também um jogo extremamente desgastante a meio da semana, mas parece-me que o Marítimo sem Bruno, Marcinho e Djalma, é uma equipa muito diferente para pior. Isto apesar de vir a poder estrear os três reforços de Inverno que serão sempre uma incógnita.

Tenho também o feeling que Cardozo vai voltar a fazer balançar a rede.

Jesualdo voltou a não falar

Who cares?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Vitória Guimarães-1 Benfica-1


Acho que Jesus resumiu o que foi este jogo: "pontapé para a frente e fé em Deus".

A equipa do Benfica a jogar naquela piscina, parecia um Ferrari a andar na 2ª circular em hora de ponta. Quem tivesse mais força nas "canetas" e mais sorte arriscava-se a ganhar.

Já não bastava termos o grupo mais forte, ainda tivemos de jogar no campo mais alagado desta jornada.

Gostei da resposta de Jesus à provocação do jornalista sobre as recentes declarações de Pinto da Costa: "Não comento, estou preocupado é com o Benfica". Sim senhor...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Dia sim, dia não



Eu bem queria deixar de falar de Pinto da Costa, mas o próprio não me deixa. Desde que perdeu na Luz (coincidência), dia sim, dia não vem a terreiro com afirmações iguais às que proferiu nos últimos 20 anos.

O toque a reunir e o apelo aos Santos para que o FCP seja campeão é agora quase diário.

O que é curioso nesta história é que o personagem principal  é um Sr. acima de qualquer suspeita, jamais envolvido em escutas, "compras" de árbitros, frutas e legumes, café com leite, entre outros espécimes....

Está colocado em marcha o plano B, já que, dentro do campo, as coisas não correm de feição.

Objectivo sempre igual: arranjar um inimigo externo, geograficamente em Lisboa, e criar uma entifada (guerra santa) dos adeptos do FCP, contra esse inimigo externo. A maioria dos adeptos do FCP caem na estratégia.

Mas, não vou gastar o meu latim com mais esta intervenção deplorável (ao seu estilo diga-se), porque a minha opinião já é sobejamente conhecida.

Vou apenas citar Oscar Wild. "Não há outro pecado para além da estupidez"

Joguem à bola!





MST estava a pedi-las

Confesso que tenho feito um esforço em não transcrever crónicas de outros autores que não os do blog, anuindo a uma ou outra crítica que já me foi aqui feita.

Mas desta vez não resisto. E não resisto porquê? Porque até agora é a crónica com que mais me identifico desde há alguns anos para cá. Tem lá tudo: a resposta merecida a um faccioso portista (MST), o aproveitamento que se está a fazer do julgamento do Apito Dourado, onde há claramente uma diferença entre a não existência de provas, e o facto de se estar inocente. O facto de não estar provado, é muito diferente de estar provado que não aconteceu.
 

O autor é Zé Diogo Quintela (Gato Fedorento), depois de ter recebido uma ameça de Miguel Sousa Tavares, de o processar em tribunal. Anda tudo nervoso com o terceiro lugar. Processar um "Gato Fedorento" é do mais triste que existe, mas enfim... convicções.


Aqui vai a transcrição (é extenso, mas vale a pena).


NA terça-feira, Miguel Sousa Tavares escreveu: «Desde que esta época se iniciou, eu tinha feito a mim mesmo uma promessa: aguentar-me até ao limite para não dar alento nestas crónicas ao clima habitual de facciosismo cego que alimenta ódios e suspeições sem fim e impede de ver e reconhecer o mérito alheio onde ele existe. Já lá vai decorrido meio campeonato e nunca, uma só vez que fosse, me pronunciei sobre arbitragens: quer as do meu clube, quer as dos outros; elogiei, mais do que uma vez, os progressos evidentes do futebol do Benfica, escrevendo que era a equipa que mais e melhor estava a jogar, e não tive uma dúvida em reconhecer como mais do que justa a sua vitória recente sobre o FC Porto. Fiz o que pude para a sanidade do ambiente. E aguentei-me até onde consegui. Mas, às tantas, as coisas começam a ficar difíceis de encaixar sem reagir. Anteontem, por exemplo, ao ler o texto, pretensamente engraçadinho, do Diogo Quintela, achei que a direcção do FC Porto deveria abandonar a sua tradicional passividade litigante e colocar-lhe um processo-crime por difamação, como o seu texto amplamente merece. Talvez ele prefira a justiça popular à justiça democrática, talvez prefira a verdade popular à verdade apurada como tal; talvez as sentenças da justiça comum (e não a da populaça futebolística) lhe não mereçam respeito algum, talvez mesmo nem sequer se dê ao trabalho de as conhecer. Mas certamente sabe que insistir em mentiras desmascaradas pela justiça é uma calúnia e sabe que ofende, não apenas o presidente do FC Porto, mas todos os portistas, quando se diverte a escrever pretensos diálogos em que Pinto da Costa compra um árbitro por 2.500 euros. Goebells [sic] dizia que uma mentira repetidamente dita transforma-se em verdade. Mas Goebells [sic] perdeu e as democracias triunfaram. Talvez Diogo Quintela não goste, mas é assim: há regras no jogo.»

O leitor deve estar a perguntar-se qual a diferença entre a verdade popular e a verdade apurada como tal. Eu sei que estou. Existirão várias verdades para o mesmo facto? Por exemplo, MST diz: «Já lá vai decorrido meio campeonato e nunca, uma só vez que fosse, me pronunciei sobre arbitragens». Mas na sua crónica de 15/12/09, já tinha escrito «o que valeu ao Benfica em Olhão foi, como é habitual também, os últimos minutos do jogo, um fiscal de linha desatento à posição de Nuno Gomes no golo do empate e um árbitro atento ao facto de domingo haver um Benfica-Porto, quando se encaminhou para Cardozo, depois de expulsar Djalmir, e pelo caminho mudou o vermelho a Cardozo para amarelo». (Entretanto, peço ao leitor que memorize o facto de MST achar que, ao não expulsar Cardozo, o árbitro beneficiou o Benfica. Vai-nos ser útil mais à frente).

Esta afirmação em que MST se vangloria de «nunca, uma vez que fosse» ter falado de arbitragens, nem repetida muitas vezes passava a verdadeira. Mesmo pelo tal Goebells. Ou pelo próprio Goebbels. A não ser que eu e MST tenhamos um entendimento diferente do que é: nunca, uma vez que fosse. Ou, se calhar, temos um conceito diferente de verdade. MST acha que é verdade que esta época não se tinha ainda pronunciado sobre arbitragens. Já eu acho que é mentira. Os factos, curiosamente, também acham que é mentira. E o que dizem os factos da noite que deu origem ao Caso do Envelope, no qual me baseei para imaginar o tal diálogo pelo qual MST quer que eu responda em tribunal?

Dias antes do Beira-Mar – Porto, Pinto da Costa recebeu em casa Augusto Duarte, o árbitro desse jogo. Este é verdade. Pinto da Costa disse ter sido surpreendido, mas há escutas em que combina a visita com António Araújo, o intermediário do encontro, e outras em que lhe dá indicações sobre o caminho para sua casa. A mesma casa onde não esperava receber a visita que tinha acabado de lhe dizer que estava a chegar. Este também é verdade. Pinto da Costa disse que Carolina Salgado estava doente e não se cruzou com as visitas. As visitas e a própria Carolina dizem que é falso. Até agora, uma das pessoas que habitava naquela casa da Madalena está a mentir. Uma pista: não é a Carolina Salgado. Bom, isto está provado.

O que não está provado é outra coisa. Digo: não está provado, que é muito diferente de: está provado que não aconteceu. E a coisa são duas versões contraditórias. MST prefere acreditar na de Pinto da Costa, quando este diz que serviu de conselheiro matrimonial ao pai de um árbitro, do que acreditar na de Carolina Salgado. Entre essas duas pessoas, eu prefiro acreditar na que não é presidente de um clube que, por exemplo, pagou uma viagem ao Brasil a um árbitro.

O que também está provado é que, aos 15 minutos desse jogo, Augusto Duarte perdoou a expulsão a um jogador do Porto. A juíza achou que uma expulsão perdoada não é suficiente para uma equipa ser beneficiada? Eu não concordo. E, pelos vistos, MST também não. (Agora é a altura em que peço ao leitor que se recorde que MST considera que o Benfica foi beneficiado por o árbitro não ter expulso Cardozo. Valeu ou não valeu a pena guardar a informação?)

Na mesma crónica de 15-12-09, MST tinha-se referido ao tal Beira-Mar – Porto como «um jogo que já não contava para nada». Uma peta que MST e outros portistas gostam de repetir e que, lamento, não se vai tornar verdade.

Antes desse jogo, o Sporting estava em 2.º lugar, a 5 pontos do Porto. Havia 12 pontos em disputa. O Porto alinhou em Aveiro sem muitos titulares, pois 3 dias depois ia jogar a 1.ª mão da meia-final da Liga dos Campeões. Na mesma jornada o Sporting foi prejudicado no Bessa, quando Bruno Paixão expulsou Rui Jorge e assinalou fora-de-jogo antes do meio-campo a um Liedson isolado. O Sporting (que estava a ganhar) ficou injustamente reduzido a dez e perdeu. O Porto permaneceu injustamente com 11 e não perdeu.

Se o Sporting tivesse ganho e o Porto tivesse perdido, o Sporting ficava a 2 pontos e o Mourinho já não podia descansar outra vez a equipa, na 33.ª jornada, antes da 2.ª mão da Champions, na Corunha. Como fez, já campeão, perdendo com o Rio Ave. Alinhou nesse jogo com Pedro Ribeiro, Pedro Emanuel, Mário Silva e Ricardo Costa na defesa, em vez dos habituais titulares Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Jorge Costa e Paulo Ferreira.

Eu cuido que este Beira-Mar – Porto ainda contava para alguma coisa. Por mais que o MST, pensando no Goebbels, repita que não.

Recapitulemos, então. O presidente do FC do Porto recebe em casa o árbitro que vai apitar o próximo jogo do seu clube. Mente sobre estar à espera dele e sobre a presença de Carolina Salgado. Carolina Salgado diz que foi passado um envelope com 2500 euros, Pinto da Costa e o árbitro dizem que não foi. No entanto, contra o Beira-Mar, o Porto é beneficiado ao não ser expulso um seu jogador logo aos 15 minutos, num jogo que era importante para o campeonato e para a Liga dos Campeões. A justiça desportiva castiga o Porto por corrupção, o Porto não recorre. A justiça comum não desmascarou nada disto.

É isto que Miguel Sousa Tavares quer que eu vá dizer a tribunal? Por mim, tudo bem.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Toques de Cabeça

SÃO ROSAS, MEU SENHOR!
CRÓNICA DE UM MILAGRE ANUNCIADO
Por JMMA





Segundo noticiava há dias o jornal Público na página de Economia, todas as dívidas abrangidas pelo “Plano Mateus” cujo prazo de prescrição terminou antes de 1999 podem estar perdidas para o Estado.

É preciso recuar para aí uns dez anos para perceber a história. Aliás, o milagre.

O “Plano Mateus” surgiu como fruto da reclamação nos anos 90 de muitas empresas que apresentavam avultadas dívidas ao Fisco e à Segurança Social. Exigir o seu pagamento poderia – dizia-se então – pôr em causa a viabilidade dessas entidades.

Os clubes de futebol estavam nesse grupo. Os tempos finais do cavaquismo foram inclusivamente palco de um levantamento dos apoiantes do FC Porto, quando o Fisco penhorou partes do estádio (incluindo sanitários) para cobrar uma dívida.

A adesão dos clubes ao “Plano Mateus” foi autorizada em 1998 e rodeou-se de uma polémica que ainda mexe. Liga e Federação debatem-se nos tribunais para não pagar as dívidas exigidas pelo Estado, mas têm perdido sucessivamente essas acções.

De qualquer modo, ao aderir ao “Plano Mateus” os clubes prometeram duas coisas. Primeiro, pagar as dívidas em atraso de acordo com o calendário de amortizações estabelecido nesse plano. Segundo, não criar mais dívidas após a adesão ao Plano.

Nada disso se verificou. Segundo o Público (página Economia), desde 1996, os clubes geraram mais de 15 milhões de euros de novas dívidas sem que nada acontecesse. E em Agosto de 2003, os clubes só tinham pago 8 dos 58 milhões de euros em dívida. Argumento: porque foram interpostas acções em tribunal. E estamos nisto.

Aliás, estávamos nisto. Porque agora vem o melhor.

Acórdãos do Supremo Tribunal Administrativo (STA) consideram inconstitucional uma norma do “Plano Mateus”. O que está em causa neste imbróglio é se a adesão dos contribuintes àquele plano excepcional de regularização de dívidas em prestações suspendeu ou não os prazos legais de prescrição. Segundo a tese defendida nesses acórdãos não, a adesão ao plano não suspendeu a prescrição. Portanto, ninguém deve nada a ninguém.

(Um parênteses para ver se a gente se entende. Eu devo 1000 euros ao Vítor, e já devia tê-los pago em 2008. Em Junho de 2009 vou ter com o Vítor e peço-lhe com jeitinho para ele me deixar pagar até fim de 2010. Hoje, sem ainda ter pago nada, estou a escrever uma carta ao Vítor a comunicar-lhe que não lhe devo nada. Porquê? Prescreveu!). Fantástico, não acham?

Mas ainda não é tudo. Aliás, talvez fosse prudente sentarem-se antes de lerem o resto.

Um dos relatores desses brilhantes acórdãos é o actual presidente do Supremo Tribunal Administrativo. E sabem quem é o actual presidente do STA? Chama-se Lúcio Barbosa, foi até há poucos anos vice-presidente do FC Porto e chegou a liderar o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF)!

Sem comentários. Palavras para quê?

FCP: 3 - Leiria: 2


Mais uma vitória tipo "ai Jesus". Não que o treinador do Benfica tenha alguma coisa a ver com isto, mas sim porque o Porto ganhou mais uma vez com o credo na boca. Mesmo tendo sido um final do jogo sofrido (estive ligado às máquinas uns bons minutos), o que também é verdade é que o Porto não merecia aquilo, pois, embora não tendo feito um jogo de encher o olho, jogou o suficiente para ganhar de uma forma tranquila.

E o problema é quase sempre o mesmo: em situação de vantagem no marcador, a equipa adormece e relaxa como se as coisas estivessem feitas. O motivo para isto acontecer é que ainda me escapa. Não sei se é por os jogadores estarem cansados de ganhar ou se é mesmo por aselhice. Eu vou mais pela segunda. E esta minha conclusão leva-me a outra que me faz discordar do Pinto da Costa: O Porto precisa de, pelo menos, um reforço para o meio campo. Não pode é ser mais um Argentino ou outro gajo qualquer sul americano. Tem que ser verdadeiramente um reforço. Dou dois nomes: Ruben Micael e Van Der Vaart. Bem sei que o segundo é, provavelmente utópico, mas ainda posso sonhar. O primeiro é, atendendo a contratações recentes, mais realista. O presidente do Nacional fala em 5 Milhões. Se o Porto dá 4 M pelo Sapunaru, Prediguer ou o diabo a quatro, não poderá dar 5 Milhões por um jogador Português, jovem (logo que se enquadra no perfil que o Porto procura), que pode ser rentabilizado e ainda por cima com qualidade comprovada? Julgo que sim. Espero, sinceramente, que o frio que se fez sentir no Dragão não tenha impedido o PC de ver o que todos os portistas viram, ou seja, o meio campo do Porto precisa de um cérebro para o seu meio campo. Ah, não se pode sofrer dois golos em casa contra equipas do meio da tabela, falo concretamente deste jogo e do jogo com a Académica.

Bom, depois dos pontos negativos do jogo, eis os positivos. E também foram alguns. Desde logo a relva do Dragão. Nos últimos tempos chuvei que se fartou, mas nem por isso a relva piorou. É um gosto ver aquele tapete, quando ao ver os resumos chega-se à conclusão que 95% dos estádios têm uma relva tipo "Deus me livre". Depois, o Falcão. O homem é jogador da bola e só é pena que não tenha, neste momento, uma equipa que o apoie, embora tenha gostado da reacção da equipa nos momentos seguintes aos golos do Leiria. Finalmente, mais um grande golo do Bruno Alves.

Como disse alguém na semana que passou, os campeões também ganham assim.

Roubo do Vaticano


Depois de Elmano Santos se ter equivocado, ao expulsar o Guarda-Redes do Leiria estava à espera de ouvir outra vez Pinto da Costa a falar de roubos de Igreja..., ou de Catedral..., ou dos Clérigos..., ou até tendo ele cognome de "Papa", quem sabe roubo do Vaticano.

Mas como o FCP está em Blackout, não vai ser possível. É pena.

Por falar em Blackout, ainda não percebi o Blackout dos jogadores do FCP, a que Jesualdo se associa, mas que é só ao jornal A Bola, mas que não falam com todos os outros orgãos de informação, e que nada tem a ver com o clube, nem com a SAD.

Elucidem-me por favor.

Foi impressão minha, ou ontem Jesualdo falou depois do jogo em conferência de impressa?

domingo, 10 de janeiro de 2010

Rio Ave-0 Benfica-1

Antes dos jogos do Benfica tenho sempre "estados de alma", e esta época curiosamente não tenho errado muito. Para este jogo, ao contrário do de Olhão, tinha plena confiança na vitória.

Primeiro porque percebi que a equipa estava avisada para as dificuldades que iria encontrar. César Peixoto falou a meio da semana que seria preciso raça para ganhar em Vila do Conde, e Jorge Jesus falou no jogo mais difícil fora até ao final do campeonato. E segundo, porque vi o Rio Ave-Braga e o Rio Ave-Sporting, e embora os vila-condenses sejam uma boa equipa, sinceramente acho que vale  menos do que traduz a sua actual classificação.

Parece-me uma equipa organizada defensivamente, mas que ofensivamente vive muito da inspiração do João Tomás.

Relativamente ao jogo propriamente dito, pareceu-me muito táctico. O Benfica não entrou com uma grande intensidade atacante de forma propositada, tentando antes controlar os movimentos do Rio Ave, e jogando no erro do adversário. Esta postura mais expectante dos encarnados, acabou por ser premiada com o golo de Saviola (cada vez que marca um golo, lembro-me sempre Eduardo Barroso. Sexto jogo consecutivo a marcar), e é depois deste golo que se torna evidente a grande diferença entre o Benfica desta época, e da época passada.

O ano passado, um resultado de 1-0 era uma aflição até ao fim. Como ficou demonstrado na segunda parte deste jogo, o Benfica controlou completamente o jogo até ao fim, nunca deixando que o Rio Ave chegasse sequer a assustar.

Mais uma vitória merecida, no culminar de uma semana cheia de mindgames (esperados) vindos de Pinto da Costa, e que até agora e bem, não tiveram resposta por parte dos dirigente encarnados. Quem tem de dar a resposta é a equipa. E esta noite, a resposta foi dada.

sábado, 9 de janeiro de 2010

SLB devia fazer Backout ao jornal "O Jogo", e dedicar o título a um tipo qualquer

Se fosse responsável pelo Benfica, fazia blackout ao jornal "O Jogo", e já agora prometia o título a... (deixa cá ver), pode ser a Bella Gutman (saiu-me este).

Para além de jornal oficial do FCP, "O Jogo" está claramente em regime de contra-informação, na tentaiva óbvia de descredibilização do processo disciplinar instaurado aos jogadores do FCP.

O grande problema de hoje (notícia de primeira página), é que o instrutor necessitaria do processo para diligências que então estavam em curso, e que por isso o FCP ainda não teve acesso ao mesmo. Problema do caneco, hein!

O mais irónico disto tudo, é que foi o próprio FCP a propor à Liga o enquadramento jurídico dos casos como os de Hulk e Sapunaru. Parece que o feitiço se virou contra o feiticeiro.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Blackout: Sinal de força ou fraqueza?




Pois é. Como já tenho alguns anos disto, desde terça-feira que alertei aqui, para as já "Conhecidas Tácticas de Pinto da Costa". Era tão previsível...

Quando o FCP se sente ameaçado ou enfraquecido, arranja um inimigo exterior para que os adeptos se concentrem e distraiam com esse inimigo, e fecha-se em si próprio. É a táctica do costume. Isto é novidade para quem?

Obviamente o FCP tem o direito de fazer o que quiser, mas nós (neste caso eu) também tenho o direito de interpretar como quero. E para mim, este blackout é um sinal de fraqueza, e nunca uma prova de força ou sinónimo de que a razão lhes (jogadores do FCP) assista.

Atentem bem, no que diz Vítor Serpa (director do jornal A Bola), e depois façam o juízo de valor que entenderem.


“Sinto um pouco de confusão por, em pleno século XXI, se continuar com a tendência de querer matar o mensageiro. Sublinho a veracidade da notícia de que os jogadores portistas Fucile, Helton e Cristian Rodriguez também estiveram envolvidos, juntamente com Sapunaru e Hulk, nos desacatos com os "stewards".

Estamos 100 por cento certos daquilo que escrevemos e dissemos. A notícia corresponde a uma realidade que nós afirmamos e de que estamos absolutamente seguros.

Não fizemos qualquer tipo de juízo de valor. Sabemos que a CD da Liga vai ver as imagens e existe também uma queixa feita na Polícia, que decorrerá no âmbito da justiça que não será a desportiva. Não dissemos se as pessoas são culpadas, se foram agressoras ou não. Apenas damos conta de que essa situação é real.

Gostaríamos de ter mais abertura para falar com os jogadores e nem sequer entendemos muito bem este tipo de comunicado porque o plantel do FC Porto sabe que não está autorizado a falar para A Bola há muito tempo, por razões várias que se prolongaram no tempo e que lamentamos, como essas guerras Norte/Sul virtuais.

O jornal não pode ser vilipendiado por dar uma notícia com todo o sentido de verdade. Eu jamais cometeria o sacrilégio de publicar, com o destaque que teve, uma notícia que não estivesse devidamente confirmada.


É uma notícia desagradável para alguns jogadores do FC Porto? Bom, a nossa ideia é que não podemos pensar que as notícias são agradáveis ou desagradáveis. Qualquer notícia é desagradável para alguém. Se quisessemos esconder notícias que seriam eventualmente desagradáveis a terceiros, os jornais morreriam, acabavam-se as notícias".


Não tenho mais nada a dizer. Façam as vossas interpretações.

Discurso antigo, ultrapassado, previsível e... senil



Discurso à moda antiga, ultrapassado. O Benfica é o demo, há que travar a guerra santa. Chica, já cança! Não há outro disco para aqueles lados. É sempre a mesma conversa da treta. Só que agora, pareceu-me com aparente senilidade.

Primeiro diz que “Petição à Verdade Desportiva”, que defende a aplicação de tecnologias no apoio às decisões de arbitragem, é uma palhaçada, e depois promete o título.

É facíl encontrar aqui a relação causa, efeito não é? Sem tecnologia, é mais fácil prometer títulos. Se fosse o LFV a dizer isto, ai, ai. Tínhamos conversa para a época inteira.

Eu vou aplicar aqui a famosa frase do presidente do Benfica: “pelo peixe morre a boca”, é que estou com um feeling (I Got a Feeling) que esta época Pinto da Costa, irá oferecer o título a Pedroto… mas o do Benfica.

Pinto da Costa, parece aqueles cães de fila velhotes, que já quase não ladram, tal a rouquidão que apresentam. Já não assustam ninguém (mas eles pensam que assustam).

Ontem na TV, ouvi um comentador a dizer uma coisa que me fez pensar. Dizia ele que Pedroto estava avançado no tempo, que foi o primeiro a ter este discurso de constante provocação com o Benfica, criando uma guerra virtual norte-sul que favoreceu então o FCP. Mas muito provavelmente se hoje fosse vivo, talvez este discurso já não existisse no FCP. O FCP, em termos de comunicação com o exterior parou no tempo. Por isso é um clube com base expressiva de uma região, e não nacional. E eu concordo plenamente. Pinto da Costa, ainda não percebeu isso, e com a idade que tem já não vai a tempo de perceber.

Depois, falou em erros de catedral este fim-de-semana. Irónico que este fim-de-semana, vi o FCP à ganhar 1-0 com um golo em fora-de-jogo, e vi o Sporting a ganhar com um golo de um jogador que há mais de 30m devia estar na rua.

Aliás já tardavam, os jogos baixos e a tentativa de intoxicação pública, numa concertação clara de denegrir aquilo que para todos é evidente: o Benfica foi até agora a melhor equipa no campeonato. Ponto final, parágrafo. Quem disser o contrário não está a ser sério, e não merece ser levado a sério.

Dada esta previsibilidade, espero sinceramente que o Benfica não responda a estas provocações. Não merecem resposta. Os cães (roucos) ladram, e a caravana passa.

Joguem à bola!


PS: Sintomático também, que o único jornal que deu destaque de primeira página a este discurso gasto, foi o "JOGO". Parece que as razões de queixa que os portistas têm do jornal a Bola, são idênticas às que os benfiquistas têm do jornal o Jogo, que é indubitalvelmente o veículo de informação oficial do FCP. Só é pena (para os portistas) ter tiragens tão baixitas. Vá-se lá saber porquê.



Estatísticas do Roubo de Igreja

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A brincar, a brincar...

Engraçada a brincadeira de Zé Diogo Quintela (Gato Fedorento adepto do SCP). Mas é a brincar que muitas vezes se dizem as verdades.




(transcrição do texto)

PREVISÕES PARA 2010

Não há nada melhor para começar o ano do que uma crónica com previsões sobre 2010. Principalmente para mim, que ainda estou um bocadinho ressacado e preciso de escrever algo que não puxe muito pela cabeça. Daí estas previsões: é impossível haver alguma coisa mais fácil de adivinhar do que o previsível futebol português. O leitor não acredita? Então veja.

9 DE JANEIRO
O Correio da Manhã publica uma escuta entre Pinto da Costa e um árbitro. A transcrição contém, entre outras coisas, o seguinte excerto:

Pinto da Costa - Combinamos então que o sr. árbitro vai beneficiar o meu FC do Porto, a troco de 2500 euros.
Árbitro - Portanto, o sr. Pinto da Costa dá-me 2500 euros...
Pinto da Costa - Certo.
Árbitro - ... e eu ajudo o FC do Porto a ganhar o jogo da semana que vem...
Pinto da Costa - É isso.
Árbitro - Recapitulando: vai corromper-me por 2500 euros?
Pinto da Costa - Correcto.
Árbitro - É mesmo corrupção?
Pinto da Costa - Daquela mesmo corrupta.
Árbitro - Fica então combinado, sr. corruptor.
Pinto da Costa - Obrigado, sr. corrompido.

10 DE JANEIRO
O Público e o DN publicam as escutas incriminatórias.

13 DE JANEIRO
Os jornais desportivos referem brevemente as alegadas escutas entre o alegado Pinto da Costa e um alegado árbitro.

23 DE JANEIRO
Comentadores afectos ao FC do Porto dizem que só por maldade é que se pode afirmar que a escuta em que Pinto da Costa oferece dinheiro a um árbitro para ajudar o Porto é uma prova de que Pinto da Costa ofereceu dinheiro a um árbitro para ajudar o Porto. Avançam a hipótese de «2500 euros» ser código para «cumprimentos para a família» e «beneficiar o Porto» código para «não fazer absolutamente nada a favor do Porto».

4 DE FEVEREIRO
O tribunal de Gondomar manda arquivar a escuta entre Pinto da Costa e o árbitro, com o argumento técnico-jurídico de que «não dá jeito nenhum ao Futebol Clube do Porto».



É este o sentimento reinante dos adeptos de futebol que não são do Porto. 

Valentim descaiu-se. Oooopsss

Terei lido bem?

Recentemente Valentim Loureiro, trouxe à baila (dizem durante um jantar de Natal de Liga) um nome que eu desconhecia: um tal juiz-conselheiro Lúcio Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Administrativo desde 2 de Dezembro do ano passado, afirmando - com o Apito Final como pano de fundo - que estava «confiante na vitória da Justiça, agora que Lúcio Barbosa preside ao Supremo Tribunal Administrativo.»

Mas quem é este senhor perguntam vocês? E porquê tanta confiança?

1) Lúcio Barbosa recebeu o Dragão de Ouro 1997 para dirigente do clube.
2) Lúcio Barbosa foi Vice-Presidente do FC Porto, eleito em 2004.
3) Lúcio Barbosa foi umas das testemunhas abonatórias chamadas por Pinto da Costa no caso em que ele tentou processar o Estado por (segundo ele) ter sido detido ilegalmente.
4) Lúcio Barbosa foi presidente do CD da FPF durante muitos anos. Longe de mim pensar que este senhor não terá beneficiado o FCP em muitas e muitas decisões.

Portanto, para que todos fiquem a saber é este personagem que segundo Valentim Loureiro, vai trazer justiça ao Apito Dourado.

A isto chama-se tráfico de influências, meus senhores. E foi isto que se passou nos últimos 20 anos!

Hoje sou eu a transcrever MST

Sobre o que realmente aconteceu no túnel da Luz, estamos todos à espera de conhecer as já tão célebres imagens da longa metragem produzida pela Benfica- TV. Todos, não: meio mundo já as conhece. Eu já as ouvi relatadas por vários benfiquistas e ainda anteontem, aqui na BOLA, podia ler-se um pormenorizado relato dos pretensos acontecimentos no túnel, baseado, ou nas imagens, ou na versão que delas foi contada ao jornalista. «A BOLA sabe...», escrevia-se aqui. A BOLA sabe? E como sabe — viu as imagens, que é suposto terem sido entregues pelo Benfica ao CD da Liga e a mais ninguém? E, se viu, quem lhas mostrou — o Benfica ou o CD? E, se não as viu, como sabe — se não por relato de uma das partes, assumido como verdade indesmentível?


Pena que A BOLA não saiba outras coisas, a começar pelo que significa divulgar peças de acusação, antes mesmo de haver acusação, e de as divulgar em tais termos, que a defesa — (que nem sequer teve ainda acesso a nada, nem sabe qual é a acusação em concreto) — já tem a condenação escrita nas páginas dos jornais. E é pena que a BOLA não saiba também responder a outras questões essenciais: os seguranças têm o direito de estar ali? É habitual nos outros campos, estarem no túnel à saída dos jogos, misturados com os jogadores? Os seguranças do Benfica ficaram então no túnel, caladinhos e quietos, e foram inesperadamente agredidos por uma troupe de jogadores portistas que, já depois de fechados na sua cabina, resolveram sair cá para fora para os agredir? E A BOLA não sabe que, para além das cenas de pugilato do túnel, o essencial desta história é perceber o que faziam ali os seguranças do Benfica e qual foi o seu papel nos acontecimentos?




É engraçado que MST não ficou tão indignado com a localização dos Stewards no túnel de Braga, quando estes agrediram (atenção, não foram agredidos) os jogadores do Benfica. Há uma queixa do Benfica na PSP, que inclusive terá identificado no momento um dos seguranças. Afinal eu na altura também tinha razões mais que suficientes, para estar indignado.

Como é engraçado o facto de MST, não ter ficado preocupado quando a SIC nas mesmíssimas condições que o jornal A Bola, divulgou as imagens do túnel de Braga, onde por acaso não se vê nada. Recordo que Cardozo foi expulso em condições muito estranhas, ficando de fora dois jogos, num jogo onde o Benfica perdeu, e foi prejudicado pela arbitragem.

A mim não me atiram areia para os olhos. Será Ricardo Costa a perseguir o FCP, ou o FCP a perseguir Ricardo Costa?



terça-feira, 5 de janeiro de 2010

As já conhecidas tácticas de Pinto da Costa

Quem me conhece sabe que a única coisa que tenho em comum com Pinto da Costa é a data de aniversário, quanto ao resto acho que ele encarna o espírito do verdadeiro Al Capone português. Posso estar errado, mas é a minha opinião. Por isso estamos apresentados.

Não podia pois deixar passar duas tiradas recentes do "Papa", que depois de muito tempo ausente dos escaparates, começou há um mês para cá, a atirar as suas já conhecidas e para mim gastas larachas, dando alguns sinais exteriores de nervosismo.


"Não sei se em Lisboa há, mas no Porto não há petróleo"

Para além da deselegância habitual, o que é que se estranha mais? A abundância de petróleo em Lisboa ou a falta de petróleo no Porto? Recordista de vendas a nível internacional, o FC Porto descobriu, nos últimos anos, mais petróleo do que os seus rivais em duas ou três décadas. Com vencimentos e prémios faraónicos, inclusive para a sua estrutura directiva, não será legítimo falar-se em petróleo derramado?


"Para o futebol português, ele [Pedroto] significou um ponto de viragem muito importante contra um sistema que estava instalado. Ficaram célebres algumas declarações dele como os "roubos de igreja" quando íamos à Luz. Infelizmente, hoje ainda são actuais. O homem deu um grito para que todo o país notasse que havia um centralismo em Portugal - que continua a ser cada vez maior - e marcou profundamente todos os que lidaram com ele"

A mesma táctica da guerra Norte-Sul que já utiliza há 20 anos, referindo-se a um suposto centralismo, como se para uma equipa de futebol a política tenha um carácter importante, e a insinuação grave de que os roubos de igreja continuam de forma concertada na Luz.

Ou seja, as mesmas tácticas de sempre, que surgem no momento exacto, em que o FCP está em terceiro lugar e a braços com uma situação disciplinar na Liga que pode influenciar o resto da época do seu clube.

Mourinho disse ao Expresso, que Pinto da Costa sabia sempre como e quando falar. E eu concordo inteiramente com ele, mas esqueceu-se de dizer que já todos lhe conhecemos as tácticas, as manhas e os objectivos.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Agora percebi o nervosismo de Jesualdo




Na véspera do Benfica-Porto, Ricardo Costa, antigo defesa do Porto, deu uma interessante entrevista ao Correio da Manhã. Serei talvez suspeito, porque me divirto sempre que as conversas de alguém ligado ao Porto são relatadas pelo Correio da Manhã, mas a entrevista era, de facto, curiosa. Entre outras revelações, o actual jogador do Wolfsburgo afirmou que, para o Porto, o clássico da Luz é mais do que um jogo de futebol. É uma luta do Norte contra o Sul, luta essa que o Porto quer ganhar porque — e cito Ricardo Costa — o Porto detesta o Benfica. Ricardo Costa passou sete anos no Porto, e portanto deve saber do que fala. Foi tendo tudo isto em consideração que me pus a pensar nos incidentes do túnel da Luz, no fim do clássico de 20 de Dezembro. A equipa do Porto tinha sido derrotada por uma equipa que detesta. Tinha perdido três pontos contra um adversário muito desfalcado. E, além disso, tinha perdido mais do que um jogo. Tinha acabado de perder uma guerra entre o Norte e o Sul. É uma guerra que só eles sabem que existe, mas ainda assim é uma guerra. Deve ser desagradável perder guerras, mesmo que sejam imaginárias. Seria possível, por isso, que os jogadores portistas tivessem saído do campo irritados e, perto do balneário, agredissem alguém? A resposta é: obviamente, não. Os jogadores portistas, não sendo santos, estão muito perto da santidade. Não passa pela cabeça de ninguém que, mesmo num momento daqueles, possam ser capazes de uma agressão. A não ser, claro, que tenham sido infamemente provocados. Esta é, curiosamente, a única certeza que temos sobre o que se passou no túnel. As imagens ainda não são conhecidas, os testemunhos são escassos, mas uma coisa é certa: os portistas foram provocados. E as provocações terão começado, aliás, antes do jogo: o balneário do Porto não tresandava a enxofre, o que fez com que os visitantes não tivessem de se equipar no acesso ao relvado. Foi, talvez, a primeira provocação. Os portistas sabem que isto não é maneira de receber adversários. A segunda provocação foi o facto de o Benfica não ter dado hipóteses ao tetra-campeão, mesmo fazendo alinhar elementos que ainda não tinham jogado um minuto neste campeonato. Não admira que os jogadores portistas tenham, ao que parece, respondido a estas ignóbeis provocações espancando um ou dois seguranças. Ninguém é de ferro, que diabo. Quando os jogadores do Benfica respondem a provocações em Braga ou em Olhão, são imaturos e pouco profissionais; quando os portistas respondem a hipotéticas provocações na Luz, são gente boa que perdeu justa e humanamente a cabeça.

Em Braga, não sei se o leitor está recordado, também houve problemas no túnel. A comissão disciplinar da Liga analisou o vídeo e, tendo as imagens demonstrado que Cardozo não fez rigorosamente nada, aplicou ao melhor marcador do campeonato a correspondente suspensão de dois jogos. Desta vez, não havia um único jogador, técnico ou dirigente do Benfica no túnel (facto que, inevitavelmente, terá de ser contabilizado como mais uma provocação). Temo, portanto, que toda a equipa do Benfica seja suspensa por dois jogos. Quanto ao Porto, segundo consta, as imagens mostram que jogadores como um Sapunaru ou um Givanildo agrediram um segurança. Ambos estão, aliás, preventivamente suspensos, para obedecer a uma nova lei proposta pelo próprio Porto, que foi aprovada sem o voto favorável do Benfica. Os juristas da Liga, já se sabe, aprovam legislação proposta pelo Porto com a intenção clara de prejudicar o Porto. Bandidos.


Mas o que sucederá, então, se se confirmar a existência de imagens em que jogadores do Porto agridem uma ou mais pessoas? Em princípio, nada. É importante não esquecer que estamos a falar do futebol português. O arquivo que contém as escutas dos rebuçadinhos, da fruta, dos quinhentinhos e a factura da viagem de Calheiros ao Brasil terá de arranjar espaço para mais uma cassete. Para a história ficará apenas o balanço do ano desportivo do Porto, em 2009: um fotógrafo atropelado, um futebolista agredido e um segurança espancado. Que orgulho.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Keirrisson de saída?


Há algum tempo que tinha vontade de escrever sobre Keirrisson. Hoje quando acendi a TV, a Globo estava a transmitir uma reportagem de cerca de uma hora, com entrevista feita ao K9 no Centro de Estágio do Seixal.

No início da época, fiquei radiante quando soube que K9 jogaria no Benfica. Já o conhecia do Palmeiras e Coritiba, e não tinha dúvidas que era um jogador ao nível de Robinho, Diego, Andersson, mas com uma característica rara: matador. Ao ponto, de na altura os brasileiros falarem nele para a Copa do Mundo (a reportagem da Globo fala nisso), e de o Barcelona ter desembolsado 14 milhões de euros por um puto, para ser emprestado. Foi a maior revelação do futebol Brasileiro dos últimos anos.

Keirrisson, veio para a Europa e desapareceu. Caso nítido de falta de adaptação. Está triste, amorfo, a bola queima. Quem o conhece (o meu caso) sabe que o potencial está lá. Cardozo, Saviola e Nuno Gomes, também não ajudam a que ele tenha oportunidades, a critica feroz que tem recebido dos adeptos (já foi assobiado) fazem o resto.

A confiança com que fala na reportagem que vi, demonstra que ele próprio tem noção do seu potencial , e que sabe mais cedo ao mais tarde irá explodir. Se não for no Benfica, será noutro clube. Eu também não tenho dúvidas.

Tenho muita pena do desfecho quase certo (saída do SLB já em Janeiro), porque para mim o Barcelona fez a contratação da década.

Estou a exagerar?!?!? Talvez, mas daqui a uns aninhos falamos.
Lembram-se de Fabiano no FCP? Pois é, vai ser o atacante titular da Canarinha, na Copa do Mundo 2010...

Os reforços de Janeiro do FCP

Foi impressão minha, ou Jesualdo contrariou o que o Papa tinha dito.

PAPA
- O treinador não me pediu reforços para Janeiro. Não precisamos de reforços.

JESUALDO
- O mercado está aberto em Janeiro. Ainda não pedi, o que não quer dizer que não o venha a fazer.

Opps