quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Toques de Cabeça

SOBRE A ALQUIMIA DA ARBITRAGEM E OS DEDOS DA NEREIDA
Por JMMA



Domingo, depois de ter assistido pela TV ao jogo do Braga, pedi para só ser incomodado em casos de extrema urgência como, por exemplo, a hora da comida. Decidi retirar-me do mundo e só ressurgir na quarta-feira de cinzas. Durante dois dias e duas noites, enquanto o povo se entregava alegremente aos tradicionais folguedos de Momo – eu estive recolhido em mim mesmo, repensando as coisas. Foi uma longa, mas finalmente proveitosa viagem interior, da qual voltei como uma nova visão da vida e dos homens, especialmente os do apito. Não sei se a Humanidade está pronta para estas revelações, mas não quero pensar que todo o meu trabalho em não fazer nada tenha sido em vão.

Comecei com um ritual alentejano. Deitado de costas, de olhos fechados, exortei o meu corpo a abandonar as tensões acumuladas da 19.ª jornada do Campeonato. «Pés, esqueçam tudo. Dedos: tudo vai acabar bem. Eu sei, o dedo gordo está preocupado com a miopia de Jesualdo; já só consegue ver dois penaltis por marcar em cada deslize do Porto; mas não há razão para preocupações. Joelhos, o que é isso? A manipulação no futebol é uma possibilidade remotíssima. Vocês devem confiar no Braga e na seriedade dos seus dirigentes. Tu aí, músculo adutor direito, não tens que cismar mais no golo com bola fora. Etc., etc.» Quando até o meu último fio de cabelo estava, finalmente, relaxado, dormi durante 15 horas e acordei com a primeira grande Revelações do meu letargo.

Primeira Revelação: a maior prova de que a Criação é imperfeita (logo a seguir à arbitragem quando se perde) é a existência das unhas dos pés. Quase perdi o sono com a sensação desta descoberta. Não há justificação para as unhas dos pés em nenhum desígnio da Criação. As unhas dos pés são um erro de Árbitro. São a única coisa absolutamente inútil do corpo humano. Os dedos dos pés, sim, têm uma razão para existir. Ajudam – dão uma mão por assim dizer – no equilíbrio do corpo. E já que mais não seja servem para segurar as sandálias no Verão. Mas as unhas dos pés não têm qualquer aplicação prática. E o facto de persistirem através das gerações, denuncia uma grande incompetência de quem nos arbitra. A partir das unhas dos pés, a gente começa até a questionar outras intenções do universo. Se as unhas dos pés apenas existem porque sim, então tudo é de esperar do Árbitro. Até golo com bola fora!

Depois dormi mais 7 horas e acordei com a Segunda Revelação: as unhas dos pés têm uma função que ainda não nos foi revelada. É isso! As unhas dos pés são a chave de tudo. Um dia saberemos a serventia das unhas dos pés, o homem conhecer-se-á pela primeira vez e, finalmente, compreenderemos o Árbitro.

Um dia saberemos. Nem que seja só no próximo Carnaval. Ou, quem sabe, o corpo da Nereida possa revelar algum segredo. Por baixo dos sapatos, só pode.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

FCP: 2 - Arsenal: 1


O Porto ganhou, provavelmente, com um golo que ficará na história do Dragão como um dos golos mais fáceis de sempre. Se é um golo ético? Provavelmente não. Mas também é verdade que na história do futebol há vários casos semelhantes. Lembro-me de um golo há 1 ou 2 anos marcado pelo Man United em Roma (se não estou em erro do local), lembro-me de um golo marcado pelo Barcelona ao Sporting e lembro-me, caso o Wenger se tenha esquecido, que o mesmo Arsenal marcou um golo semelhante ao Chelsea no último minuto do jogo. Por isso, embora não considere o melhor exemplo de ética, são coisas do futebol, sendo que eu tinha feito precisamente o mesmo que o Rúben fez. Se fosse ao contrário, estávamos a ser chamados de anjinhos e o Wenger tinha rasgado o sorriso que rasgou, na última vez que o Porto foi a Londres jogar contra o mesmo Arsenal. Cá se fazem, cá se pagam!

Posto isto, há que dizer que o Porto fez pela vida, considerando este resultado como positivo, já que a segunda mão será totalmente diferente daquela que resultaria de um empate caseiro com golos. Neste caso, o Arsenal terá obrigação de marcar, ao passo que o Porto pode jogar como tanta gosta, ou seja, com transições rápidas (como o Jesualdo tanta gosta de dizer) e na expectativa.

Ainda abafado com a correria que fiz para chegar a horas ao jogo, eis que sou brindado com o golo do Varela que, sendo um frango do GR, vale pelo nó cego que este fez ao Clichy (já tentei contratar este fulano no PES, mas o gajo não aceitou a minha proposta – Bem Feito!). Passados 5 minutos, ainda o defesa esquerdo do Arsenal andava à procura dos seus rins. Na verdade, o FCP entrou cheio de vontade e nos 10 primeiros minutos criou algumas situações de aflição à defesa contrária, merecendo por isso o golo. Depois, bom, depois veio à tona a qualidade do meio campo Inglês (que de Inglês tem pouco, já que do 11 inicial só 1 era da terra de sua majestade) e o carrossel começou a funcionar. Nesta altura não restava muito mais do que tentar controlar as voltinhas do meio campo adversário e fazer pela vida. A propósito, há que dizer que o Fernando está muito baixinho, quando comparado com o ano passado e o Meireles não tem, neste momento, lugar no 11 inicial.

A segunda parte do Arsenal foi mais “controlável”, já que o carrossel Inglês sentia grandes dificuldades para imprimir velocidade e portanto as moedinhas começavam a dar cada vez menos voltas. Aproveitou o Porto para melhorar as marcações e se tivesse marcado mais um, não era totalmente descabido. Nota, uma vez mais, para o Álvaro Pereira. Depois de um início de época muito duvidoso, começo a gostar cada vez mais dele, pois deixa tudo em campo e faz Km como se não houvesse amanhã, sendo que só de o ver, fico cansado. Sim senhor – espero que não dê o estoiro um dia destes.

Em suma, foi uma vitória muito importante e se não for por mais nada, ao menos pelos Euros que rendeu. Bem feita ao Wenger, pois o seu sorriso não foi esquecido.


Reparem agora no relato do segundo golo, quando o jornalista diz "agora não vale", seguido, depois de perceber que árbitro validou o golo, do habitual festejo da rádio - Muito bom!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O que diz Arsène Wenger do FCP


Diz o técnico do Arsenal, no lançamento do jogo de amanhã:

"O F.C. Porto é um clube como o Arsenal, com uma boa academia e um grande scouting. Compram muitos bons jogadores em Portugal e não só. No Brasil, por exemplo. Vejam o caso do Anderson, que está na Premier League a jogar pelo Man. United e apareceu no F.C. Porto», lembrou Arsène Wenger."

Concordo, sendo que os próximos a sair do Porto a peso de oiro serão:

- Rubén Micael;
- Varela;
- Hulk.

Não tendo qualquer critério na ordem desta lista pessoal, creio que serão os próximos a irem de vela.

Espero que o Hulk esteja realmente furioso com a palhaçada que lhe estão a fazer, pois ter um jogador unicamente para jogar na Champions, sai muito caro. Estamos quase a cumprir 2 meses desde a suspensão do Brasileiro sem qualquer decisão, que sairá certamente quando as coisas estiverem resolvidas. Mais uma vez o Porto é a "lebre" para novas regras. Se depois estas regras são seguidas, não importa!

Leixões: 0 - FCP: 0


Mais vale tarde do que nunca. Isto é o que se pode dizer pelo atraso no comentário ao último jogo do Porto. Durante a semana o trabalho tem sido, felizmente, muito e durante o fim-de-semana até fico cansado só para ligar o PC.

Foi, na verdade, um empate muito comprometedor, sendo que o título começa a ficar mais longe. O próximo jogo contra o Braga assume contornos épicos e, em caso de empate ou derrota, atira quase definitivamente o Porto para canto.

Quanto ao jogo de Matosinhos, ele até á fácil de resumir: Falta de eficácia e o senhor Paixão. Vamos por partes.

O Porto pode e deve assumir a falta de eficácia, pois o desperdício foi muito e uma equipa que quer ser campeã sem jogar “noutras frentes” tem que ser, evidentemente (esta palavra que o Carvalhal tanto gosta de dizer), mais eficaz. E o jogo até podia ter sido tão fácil. Bastava para tal ter marcado um golito e o Leixões, digo eu, tinha encaixado 3 ou 4. Não marcou, os nervos foram crescendo, o discernimento diminuindo e o resultado foi de 0-0.

Depois, o senhor Paixão. Devo dizer, porém, que este árbitro está bem melhor. Há uns anos atrás, num famoso jogo em Campo Maior, não viu uma meia dúzia de Penaltis que o Jardel sofreu. No Sábado ficou por dois. Bem melhor! Sim, pois para mim há 2 grandes penalidades. Na primeira consegue transformar uma obstrução, seguida de atropelamento em falta contra o Porto – curiosamente logo a seguir assinala uma falta ao Varela num lance igual e onde se percebeu a falta de critério – Excelente. A segunda é incrível. O homem está a 5 metros de distância e não vê aquilo que toda, repito, toda a gente viu. Há realmente coisas incríveis.

E pronto, assim se perdem dois pontos!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Jesualdo Ferrerira: Areia para os olhos (dos adeptos do FCP)

 

A antipatia que nutro por Jesualdo é talvez comparável à antipatia que os portistas (de forma genérica) nutrem pelo Scolari. Embirro com o homem. Acho-o fingido, simulado. Ri para quem precisa.

O Juju até é bom treinador, mas as suas intervenções soam sempre a falso. Parece que está sempre a teatralizar. E quanto mais apertado se sente, maior a figura de tolo que personifica.

Foi assim quando foi transferido para o FCP, recorrendo insistentemente a críticas baixas ao Benfica e elogios fáceis ao seu recente clube, tentando de forma artificial “comprar” os adeptos portistas. Algo que por exemplo, Fernando Santos nunca precisou de fazer.

Nesse período só faltou dizer que era portista desde pequenino, mas até então não o tinha assumido porque o pai não deixava.

É assim sempre que ganha no último minuto, e vem para a conferência de imprensa com um argumentário científico tentando demonstrar que a vitória nunca esteve em causa.

Lembro-me por exemplo do célebre Porto-3 Benfica-2, onde chegou até a dizer que o golo marcado após um lançamento de linha lateral nos descontos tinha sido treinado na véspera.

Ou do Nacional-Porto da época passada, quando um jogador insular colocou a mão na bola dentro da área já no período de descontos, após um inofensivo remate de fora da área, e disse que a vitória nunca esteve em causa.


Este ano até tenho ignorado algumas intervenções de Jesualdo, muito por culpa do protagonismo assumido pelo seu Presidente, mas a conferência de imprensa após o jogo com o Leixões é difícil de deixar passar.

No final da partida com o Leixões, Jesualdo Ferreira destacou o jogo de grande qualidade da sua equipa, que fez tudo para ganhar. Tudo menos estranhamente, aquilo que atesta as vitórias, acho que se chama golo, mas que o árbitro não terá permitido. Ou terá sido o Varela?

Ou seja, da parte dele, fez tudo o que lhe competia, a equipa joga que é uma delícia, os estádios enchem-se para ver jogar esta maravilha que é a máquina de Jesualdo, a imprensa internacional desdobra-se em elogios, chovem propostas pelos melhores atletas do FCP, e não há jogador que não queira fazer parte daquele grupo de trabalho.

O problema é que parece que no futebol, isto não chega. Quando o árbitro mostra um cartão amarelo ao Rúben Micael – lance descrito como capital pelo treinador portista –, sabemos que «a linha do campeonato está traçada e que vai ser muito difícil para o FC Porto». Quando um guarda-redes é expulso por jogar a bola com a cara, a linha do campeonato não está traçada. Quando um defesa é expulso por jogar com o peito, a linha do campeonato não está traçada. Quando Falcão marca golo com a mão, a linha do campeonato não está traçada. Quando se inventa um penalty e se expulsa meia equipa do Nacional, a linha do campeonato não está traçada. Porém, quando há um amarelo a Rúben Micael, meus amigos, aí não há dúvidas.

E depois aquela história do anti-jogo. Queres ver que as equipas pequenas só fazem anti-jogo contra o FCP? O Benfica-Marítimo da primeira jornada, foi o jogo com menos tempo útil do campeonato, por exemplo. Mas parece que aí, a linha não está traçada na cabeça de Jesualdo.

E não é só o FCP que empata, porque há penaltis que não são assinalados. Na recente visita do Benfica a Setúbal ficaram mais dois penaltis por assinalar. Mas parece que aí, a linha não está traçada na cabeça de Jesualdo.

Ó Jesualdo, tu queres apostar em como, apesar da excelência do teu trabalho, que só pelos senhores do apito é sabotada, vais ser posto a andar no final desta época? Tu queres ver que, se calhar, o teu patrão não concorda nada que tu não tenhas responsabilidades nesta grande temporada que estás a fazer? Tu queres ver que já tens a linha traçada?

Irónica a declaração de Jesualdo a meio da semana quando diz que "este ano vai-me dar um gozo especial ganhar". A mim vai-me dar um gozo especial ver-te em terceiro e à procura de clube.

Apetece-me dizer: Ó Jesualdo vai-te encher de moscas mais o teu mau perder.

Frase da Época

"Esta época a arbitragem não nos tem beneficiado em nada", Bruno Alves, após o jogo do Leixões

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Benfica:1 Belenenses:0

Exibição "qb" do Benfica. Se o futebol fosse patinagem artística, esta porventura teria sido a exibição menos pontuada da época.

Mas como futebol são golos marcados e sofridos, o Benfica cumpriu os objectivos: vencer. E nesta altura é isso que importa, "bola para o mato que o jogo é de campeonato".

Quase 50.000 espectadores na Luz, demonstram que a onda vermelha continua no seu esplendor.

Faltam 10 jogos.

Entrevista de João Manuel Pinto ao Jornal "i"

Está bem expressa aqui a cultura do FCP.


Então e no FC Porto como era ver os jogos com o Benfica e assistir ao clássico Paulinho Santos-João Vieira Pinto?

Não era nada fácil. O Paulinho era um jogador muito violento, queria ganhar tudo. Eu ria-me com aquelas coisas. Não aceitava, mas pronto - os clássicos são uma guerra. O Paulinho detestava o João. Perdão. O Paulinho detestava o Benfica e detestava o João por este ser o melhor jogador do Benfica na altura. Ele ia para a guerra com o objectivo bem definido: dar no João Pinto. Transformava-se noutra pessoa. E ninguém lhe podia dizer nada para o tentar acalmar porque senão ele ainda ficava chateado connosco!


Mas o João Manuel também teve os seus momentos. Como aquele com o João Vieira Pinto, quando um estava no Benfica e outro no Sporting.

Assumi a culpa. São coisas que não se deve fazer. Cuspi-lhe na cara e não o devia ter feito. Mas acredite que fiquei muito chateado com o João no último dérbi em casa, no velho estádio da Luz (2-2, 15 de Dezembro de 2001), quando ele disse aos jornais que eu devia ter sido expulso por ter dado muita porrada. O que é mentira, é só ver o vídeo! E eu disse para mim: "Para a próxima, cá te espero!" No jogo de Alvalade [1-1, 7 de Maio de 2002] andei o tempo todo à procura dele e não consegui ter nenhum contacto físico com ele... O treinador [Bölöni] pô-lo nas linhas e eu nunca consegui apanhá-lo a jeito para lhe dar uma fruta e lhe dizer ao ouvido algumas que não ficaria bem dizer aqui. Depois cuspi-lhe na cara e não o devia ter feito. No final do jogo tentaram apanhar-me, mas nós ficámos a bater palmas ao público e tal. Nunca mais falei com o João, nem ele tem nada de que falar comigo.


Lembra-se do caso Weah?

Havia sempre alguns empurrões aqui e ali. Mas só estive realmente envolvido numa rixa horrível no célebre FC Porto-Milan [20 de Novembro de 1996, 1-1] nas Antas. Foi violento. Aquilo vinha de trás. O Jorge tinha pisado o Weah lá em Milão [3-2, para o FC Porto]. Todos vieram dizer que o Jorge tinha chamado "preto" ao Weah, mas conhecendo o Bicho não acredito nisso. O que aconteceu lá em Milão foi que o Jorge lhe pisou o dedo. E isso toda a gente sabe que foi de propósito. O Jorge era muito frio e físico, e o Weah teve o azar de ter marcado o golo e ter ficado no chão. O Jorge saltou e pisou-lhe o dedo, e o dedo ficou muito feio [risos]. No túnel das Antas foi tudo muito rápido e planeado pelos italianos. O treinador deles [Oscar Tabarez, uruguaio] fez um sinal ao Rossi para ir rapidamente para o túnel - e ele era grande, pá, nunca vi um guarda-redes tão grande como aquele homem! - e o Weah logo a seguir. O Jorge, inocente, não reparou. E quando olha para trás, o Weah manda-lhe uma cabeçada. Só vi o Jorge voar dois metros no túnel. E depois foi o que foi. Andámos todos ali à porrada.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sporting-1 Benfica-4

 


Qualquer equipa que queira ganhar moral joga com o Sporting. Foi assim com o Braga, FCP, Académica e agora Benfica.

Depois de Nacional, Guimarães, Rio Ave e Sporting, que venha o FCP, para ganharmos o mini-campeonato (Taça da Liga digo).

domingo, 7 de fevereiro de 2010

V. Setúbal:1 Benfica:1

 

Tenho sempre receio destes jogos, com equipas que estão mal classificadas e que teoricamente são mais fracas.

O Benfica tem uma atracção natural para perder pontos com equipas que no final do campeonato descerão de divisão. Foi assim o ano passado com o Trofense (casa/fora) e o Belenenses (fora), e este ano já perdemos pontos com o Olhanenses e agora com o V. Setúbal.

Depois de ver os primeiros 10m logo percebi que os encarnados estavam a pôr-se a jeito. Pouca intensidade, pouca agressividade, e à espera que o jogo se resolvesse por si. Deu-me ideia, que o Benfica estava a ver se não se cansava muito.

E quando assim é, depois não se pode queixar da arbitragem, da sorte ou do azar.

Sorte que acompanha os campeões, e que neste jogo também não quis nada com o Benfica. Depois de Cardozo ter falhado a grande penalidade no último minuto, lembrei-me do penalti que o Leiria falhou no Dragão também no último minuto. Se os marcadores destes lances tivessem feito a sua obrigação haveriam mais 4 pontos a separar FCP e SLB. Sorte para uns azar para outros. Espero que isto não queira dizer nada no final do campeonato.

Mas que este jogo deixou-me sobremaneira irritado, lá isso deixou. Azia, muita azia. Alguém tem para aí um Eno!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Grande elogio

«O Benfica é a melhor equipa do campeonato. Actualmente o Benfica pode enxovalhar qualquer equipa portuguesa».

Manuel Fernandes, treinador do SCP

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Toques de Cabeça

UMA LIÇÃO EM FORMA DE PONTAPÉ
Por JMMA

 

Há dias, numa crónica do DN, vi recordado de uma forma superiormente inteligente, o famoso pontapé que Cantona deu a um adepto que o insultou. «Faz hoje 15 anos que um grande jogador de futebol reconheceu em mim um igual», dizia o articulista (Fernandes Ferreira). Cantona acabava de ser expulso, num jogo do seu Manchester United contra o Crystal Palace. Descera a gola alta com que habitualmente jogava, símbolo da sua entrega ao jogo, e foi com gola de cidadão comum que regressava ao balneário. Foi então, a dois passos, que um rapazola o insultou, julgando-se protegido pela contenção que manieta as vedetas. "Volta para França, mais a puta da tua mãe."

Há pessoas assim: fãs, adeptos, gente oportunista, e até stewards, que se valem da sua inferioridade para dizer tudo aos famosos porque eles estão açaimados pelo dever profissional… Estou a lembrar-me de Nereida, que, numa espera premeditada a Cristiano Ronaldo à saída duma discoteca em Maiorca, no Verão passado, se fez fotografar, num gesto obsceno, a chamar maricas ao craque do Real Madrid. Ronaldo sai de cena de cabeça baixa como se não fosse nada com ele, mas se naquele instante tivesse enfiado uma patada na socialite despeitada, quem não o compreenderia?
Foi o que fez Cantona. Voou para o cobarde. «E – continua o articulista – com aquele pontapé soberbo ele disse que não me desprezava, tinha-me por responsável pelo que eu dizia.» Custou-lhe a condenação em tribunal com uma pena de duas semanas de prisão efectiva (note-se como estas coisas em Inglaterra não se ficam pela Comissão Disciplinar da Liga…), além de nove meses de suspensão pela federação inglesa. Pois custou… Mas, para a História, não ficou ninguém a passar culpas para a organizador do jogo, nem para a insídia das imagens, nem para ao clube adversário, e muito menos quem se esmifrasse em argumentos especiosos a amesquinhar as decisões da justiça, ou a subestimar a gravidade do acto.

Igual dignidade teve Zinedine Zidane ao enfiar uma cabeçada no peito de Marco Materazzi, ao que se diz, por este lhe ter difamado a irmã. Valeu-lhe a expulsão no jogo da final do Campeonato do Mundo de 2006, por azar dos azares o último jogo oficial duma brilhante carreira. Reprovável? Sem dúvida. Mas alguém deixou de o respeitar por isso? E no entanto, em circunstância alguma vimos Zidane a furtar-se ou alguém a tentar furtá-lo às suas responsabilidades.

Comparar estes exemplos com as tentativas despudoradas de desculpabilização dos prevaricadores no caso do túnel do Benfica – Porto, confesso que até me dá pena. O que faz a clubite! Uma pessoa é aparentemente normal, com um discurso fluente e articulado, sensato e justo, quando a conversa muda para a bola os estores do seu pensamento fecham-se completamente. Nos casos mais graves, como é o de MST a defender o indefensável mau perder dos portistas na Luz, essa pessoa aparentemente normal pode mesmo pingar baba pelos cantos da boca. Deita pela borda fora todas as aquisições da inteligência nos últimos três mil anos: a lógica, o bom-senso, a razão, a ética – e de certa forma é como se regressasse às cavernas. E depois há sempre quem aplauda. Não é estranho?

Cantona e Zidane erraram, assumiram a responsabilidade dos seus actos, pagaram por eles. Nada de subterfúgios, nada de chicanas, nem discursos passa-culpas. Por isso, amigos portistas: acho bem que defendam a dignidade dos vossos atletas. Que condenem os insultos, se os houve. Que procurem compreender a razão dos seus actos. Mas não os desculpabilizem. Assumam as responsabilidades inteiras. Até para, na próxima (infelizmente nestas coisas há sempre uma próxima), melhor as poderem exigir aos outros. É mais inteligente e digno.

Benfica:3 U.Leiria:0

 

Aumentem o preço dos bilhetes já!

Os dirigentes do Benfica, deviam aumentar o preço dos ingressos pelo menos em 50%.

Ir hoje ao Estádio da Luz, é ver um espétaculo de luxo. Ver Aimar, Saviola, Cardozo, Di Maria, Javi Garcia é um privilégio, que tem de ser pago. Hoje vi jogadas entre estes jogadores que mais pareciam copiadas do Bailado dos Cisnes, de Tchaicovsky. 

Aliada a esta classe, ainda temos a certeza que veremos a equipa marcar pelo menos 3 golos.

Foi um jogo com pouca história, e com sentido único. Deu até para ver o Benfica jogar de “pantufas”, emprestando pouca intensidade ao jogo, esperando que o talento natural resolvesse o jogo. Marcou cedo, cedo percebeu que iria ganhar o jogo, e cedo percebeu que a U. Leiria não tentaria fazer muito mais do que defender.

50 golos em 18 jogos é obra. Os adeptos continuam apaixonados por esta equipa.

Começou a contagem decrescente: Faltam 12 jogos!

Se podíamos ganhar sem massacrar? Podíamos, mas não era a mesma coisa!


Benfica 3 - U. Leiria 0 3 Fevereiro 2010

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Pois...

O «gladiador» não descarta um regresso ao futebol europeu, onde já representou o Dínamo de Kiev: «Se aparecesse um Milan ou um Real Madrid, é complicado não querer ir. Sabemos que o F.C. Porto foi campeão, mas não é uma equipa que lute tanto por títulos europeus.» 

Aqui

O FCP NO RIO DE JANEIRO


Foi o Kléber, mas ficou a fama do Porto no Brasil!

Foto curiosa enviada por um leitor do FootBicancas

FCP: 5 - SCP: 2


Grande exibição! E até que enfim. Festival!

1º comentário que gostava de fazer: É caso para fazer a pergunta que os jornalistas fizeram ao Jesualdo: “aonde andava este Porto?”

2º comentário: Oh Jesualdo, põe lá o Mariano com a braçadeira de capitão daqui para a frente! O gajo esteve maluco! Grande jogatana e Grande golo. Chiça!

3º comentário: pela primeira vez esta época, vi o Porto jogar com vontade do início ao fim. Agora, só espero que mantenha este registo, pois caso o consiga, dificilmente perderá mais pontos. Bem sei que não é fácil, mas deixem-me pensar assim neste momento.

Na verdade o Porto fez um grande jogo e mesmo quando sofreu o empate, com um golo do Sporting tipo totoloto, soube reagir e tomar novamente conta do jogo. Há muito que não via o Porto desta forma, tão decidido, confiante, contundente e com capacidade de concretização. O Sporting não teve grandes hipóteses, sendo que prefiro ver o copo meio cheio, ou seja, julgo que foi o Porto que fez um grande jogo e não o Sporting que fez um mau jogo. O Sporting jogou o que conseguiu.

Então o que mudou? Para mim, fundamentalmente a atitude. O Porto, mesmo quando se apanhou em situação de vantagem, não fez o habitual, isto é, continuou a carregar, não adormecendo e, principalmente, não deixando que a equipa adversária ganhasse confiança.

Como mudou? Os jogadores que ontem estiveram em campo foram muito competentes. Mais uma boa exibição do Rúben (à atenção do Queiroz), não deixando margens para dúvidas: é realmente um excelente reforço e vê-se que o Madeirense joga com critério. Joga para a frente quando tem que jogar, conseguindo criar rupturas na defesa contrária, joga para o lado quando tem que jogar, coloca a bola no espaço vazio quando vê que a sua zona de terreno se está a transformar numa cabine telefónica e remata sempre que pode. Sim senhor! O Belluschi voltou a ter um registo muito positivo com o Rúben a seu lado. Repito o que já disse no Sábado: Cuidado Meireles! Falcão fez o habitual, sendo que já não fico admirado por mais dois excelentes golos do Colombiano. Varela, excelente (à atenção do Queiroz)! Fez gato e sapato do Grimi, contando sempre com muito apoio do Fucile. Do outro lado, o Álvaro Pereira voltou a estar muito bem e finalmente um relevo para o Maicon. Jogo muito sério e deixo um aviso ao Bruno Alves, tal como deixei ao Meireles: Cuidado!

Em suma, ontem fiquei de barriga cheia vendo uma equipa sem 5 dos habituais titulares, mas nem por isso mais fraca. Venham de lá mais exibições e resultados como este.

Pinto de Sousa a Julgamento hoje

Dezasseis arguidos vão começar a ser julgados hoje no processo da alegada viciação da classificação de árbitros de futebol e observadores nas épocas de 2002/03 e 2003/04, resultante de certidão extraída do processo Apito Dourado.

Pinto de Sousa, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de 1983 a 1989 e de 1998 a 2004, e um dos que prestou reverência a Pinto da Costa nas escutas divulgadas no Youtube, é um dos arguidos neste processo, acusado da prática de 144 crimes de falsificação de documentos.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Miguel Sousa Tavares, in Abola


Mais uma crónica, mais uma opinião com a qual concordo por inteiro! Mais questões, muitas questões que soam a "Deus me livre". Note-se que o MST ainda não sabia dos castigos que os jogadores do Braga foram presenteados. É do tipo: Agora que arrumamos dois do Porto, vamos arrumar dois do Braga, uma vez que estes estão a trepar muito...

A juntar a tudo isto, soube-se que o CD convocou hoje, hoje, logo hoje que o Porto jogará com o SCP o jogo da Taça, o Rubén Micael para este este fosse ouvido no âmbito do processo do túnel da Luz - são tantos os túneis, mas este é do jogo Benfica - Nacional. Começa a ser muita coisa ao mesmo tempo...

Depois do relatório dos dois delegados da Liga ao Benfica-FC Porto de 20 de Dezembro, depois do relatório do próprio instrutor do processo, eis que surge o terceiro e decisivo elemento de prova do que realmente aconteceu naquele mal-afamado túnel, naquele final de tarde: o relatório da PSP (de Lisboa, senhores!), referido pelo Expresso de sábado passado. Nele se escreve que os incidentes «ocorreram APÓS provocações verbais dos stewards da Prossegur», ao serviço do Benfica. Assim, e de uma penada:

a) — a Prossegur vai ter de explicar como é que tem ao seu serviço seguranças que vão esperar jogadores à saída de um jogo, enfiando-se no túnel a provocá-los e como é que, ainda por cima, mentiu publicamente sobre esse facto;

b) — o Benfica deveria explicar como é que consente tais comportamentos de um pessoal por si contratado; e

c) — a Comissão Disciplinar da Liga vai ter de explicar como é que tem dois jogadores suspensos preventivamente há dois meses por terem reagido fisicamente a provocações (leia-se, insultos) verbais de quem, afinal de contas, tem por missão evitar problemas e não criá-los. Eu sei que cada um é como é, mas eu, se me chamarem «filho da p****», não retribuo com um sorriso.

«Mão amiga» disponibilizou anteontem, no site de A BOLA, as célebres imagens do túnel — tal como era de prever, a partir do momento em que se descobriu que as imagens não são meio de prova legítimo para procedimentos disciplinares. Aqui, no Rio de Janeiro, onde estou, devido a dificuldades com a net não consegui ver mais do que escassos segundos desse filme de série B. O suficiente para perceber que as imagens não são contínuas, mas sim montadas, e que, convenientemente também, não há som ambiente, para ouvirmos as tais provocaçõezinhas verbais dos senhores da Prossegur. Mas o pouco que consegui ver, também serviu para apurar duas coisas estranhas: uma, que eles não estavam à espera dos jogadores pacificamente encostados à parede ou à conversa entre si, mas sim alinhados a meio do túnel, virados para a sua entrada e em atitude de quem tem alguma coisa ensaiada; e outra, que um misterioso personagem civil, de fato escuro, percorre duas vezes a fila dos seguranças falando discretamente com eles. Adorava saber o que lhes terá dito… Mas uma coisa me basta, nesta altura do campeonato: quando aqui há umas semanas escrevi que isto me começava a cheirar a «emboscada no túnel», ainda só tinha a versão dos jornalistas benfiquistas — com os «factos» já apurados pelo testemunho benfiquista, e a sentença já dada, de acordo com as denunciadas intenções da CD. Pois, agora, já não tenho dúvida alguma: os factos foram deliberadamente deturpados, os réus estão trocados e o túnel da Luz tem de ser investigado a sério.

Rúben Micael e Cléber, ambos então jogadores do Nacional, já tinham dito que se passavam estranhas coisas no túnel da Luz, que mereciam ser investigadas. Na semana passada, eles confirmaram as declarações e o Benfica respondeu com um comunicado não muito elegante, acusando o Rúben de já estar a mostrar serviço ao FC Porto. Infelizmente para o Benfica, porém, as televisões repescaram e puseram no ar as declarações de Rúben Micael, feitas na altura, em Outubro passado, quando nem ele nem o FC Porto suspeitavam ainda que se iriam encontrar. E também ficámos a saber que já na época anterior, naquele mesmo local, também houve umas provocaçõezinhas aos jogadores ou «agentes desportivos» do FC Porto, mas que não acabaram em vias de facto, nem foram registadas pelas câmaras, porque estas, coincidentemente, tinham sido desligadas de véspera… Mais estranho ainda foi saber também que já então a PSP enviara um relatório desses factos à CD da Liga — a qual não viu motivo para agir, de forma alguma. Tanta coisa que afinal acontece naquele túnel e só agora é que os justiceiros se preocupam com ele!

Apurado assim o que, de facto, aconteceu no túnel do Benfica, desmentida por quem de direito a versão entusiasticamente acolhida desde logo pela imprensa ao serviço do Benfica, resta enquadrar juridicamente tais factos para chegar a uma decisão.

Pois bem. Como já se percebeu, é intenção da CD não penalizar nunca os jogadores do FC Porto em menos de três meses de suspensão — qualquer coisa como uns doze jogos. É o que se infere da tranquilidade com que logo os pôs em suspensão preventiva até final do processo — o qual nunca demorará menos de três meses. Então, virá sempre aplicar-lhes uma pena que cubra todo o período de suspensão preventiva. E assim dirão que fizeram «justiça» e até foram brandos. Sem vergonha alguma.

Antes de ter visto a «verdade provisória» desmascarada pelos delegados e instrutor da própria Liga e pela PSP, a CD actuou como se estivesse em face do mais grave incidente jamais protagonizado por futebolistas num estádio português. Basta pensar que o Cristiano Ronaldo partiu o nariz com uma cotovelada intencional a um adversário e levou dois jogos de suspensão — reclamados pelo Real Madrid, com o apoio da nossa imprensa desportiva. E o João Vieira Pinto, depois de expulso pelo árbitro, enfiou-lhe um murro no estômago, em jogo dos quartos-de-final de um Mundial de futebol, com meio planeta a ver — e levou seis meses de suspensão, com reclamação da FPF e da nossa imprensa desportiva. Mas, para os jogadores do FC Porto, que apenas perante escassas testemunhas responderam a murro e a pontapé a uma provocação organizada de elementos estranhos ao jogo, que estavam onde não deviam estar (e por isso é que o Benfica é multado), a esses, a CD queria aplicar-lhes nada menos do que seis meses a três anos de suspensão!

O mais extraordinário para mim é pensar em como a cegueira e ódio clubísticos chegaram a tal ponto que haja gente, aparentemente razoável e bem formada, que ache isto possível e natural. E, para o fazerem, agarram-se ao argumento de que a lei, de facto, é absurda, mas é assim e há que aplicá-la.

Já foi explicado uma e outra vez, mas volto a explicar: a lei pode ser absurda, mas não é assim. Assim é apenas a interpretação que da lei quer fazer o dr. Ricardo Costa e a CD da Liga. O que a lei diz é que tais penas serão aplicadas a quem agredir «agentes desportivos» — mas não diz quem são ou devam ser considerados «agentes desportivos». E, vai daí e sem hesitar, a CD resolve que, tendo as pretensas agressões sido cometidas por jogadores do FC Porto sobre seguranças privados ao serviço de um clube, tais seguranças são automaticamente elevados à categoria de «agentes desportivos». Não é preciso ser jurista nem muito perspicaz para perceber que isto é uma batota descarada. Um agente desportivo, não sendo um jogador (porque, para agressões cometidas sobre esses, conta outra cláusula do regulamento e punições infinitamente mais suaves), só pode ser alguém que intervenha no jogo, acreditado para tal pela própria Liga. E há-de ser alguém cujas funções sejam de tal forma importantes que possam gozar desta protecção extrema: os árbitros, técnicos e dirigentes e delegados da própria Liga. Não, com certeza, os apanha-bolas, os arrumadores e porteiros, os empregados dos bares concessionados ou os seguranças. Nem sequer os policias de serviço. Nenhum destes elementos, seguranças incluídos, está acreditado pela Liga — que, aliás, nem sabe quem eles são. Só mesmo um delírio persecutório e o tradicional assanhamento da CD contra o FC Porto permite imaginar que é possível promover os seguranças do Benfica a «agentes desportivos» — com o efeito útil, no caso, de tirar do jogo e do campeonato o mais temível avançado portista.

Aliás e como já notou o meu correligionário Rui Moreira, se a Liga agora considera os stewards como «agentes desportivos» estamos perante uma curiosa situação de direitos sem deveres correspondentes. Se os stewards são agredidos, ai Jesus, que agrediram um agente desportivo! Mas se são eles a agredir ou a insultar, é pena, mas nada se pode fazer, porque quem manda neles é o clube que os contrata e não a Liga, que não tem qualquer poder disciplinar sobre eles. Não é preciso ter sequer dois dedos de testa para entender que está aberta a porta para toda a espécie de batota organizada: basta contratar um bando de jagunços, chamar-lhes stewards e mandá-los para o túnel ou para a pista agredir e insultar os adversários. E, quando estes responderem, faz-se justiça: seis meses a três anos de suspensão para os jogadores; nada para os seguranças. Que ovo de Colombo!

E depois, vêm falar em verdade desportiva e moralização do futebol! Tenham vergonha e deixem jogar o Hulk, sem medo! Porque é disso e só disso que se trata.

Justiça feita!

Noventa e quatro dias depois, a comissão disciplinar da Liga puniu finalmente os três jogadores do Braga que comprovadamente agrediram jogadores e staff do Benfica. Valeu a pena a espera. Pena é que a Comissão não possa despenalizar Oscar Cardozo pelos dois jogos que injustamente teve que cumprir. Mais importante ainda, resta agora esperar da parte da Comissão de Arbitragem uma explicação relativamente ao comportamento do árbitro Jorge Sousa e seus auxiliares que para além de terem expulso Cardozo sem qualquer justificação, inequivocamente testemunharam estas agressões e nada fizeram.

Semana após semana, toda a areia que tem sido lançada para o ar acaba por assentar. E quando isso acontece, a imagem do Benfica acaba por sair incólume.

O que faz o Benfica ir à frente!

Suspensaõ de Hulk e Sapunaru.
Divulgação das escutas no Youtube.
Divulgação das imagens do túnel da Luz de 2008, com o plantel do FCP envolvido em agressões.
Falhanço de uma contratação sonante já a todos anunciada, incluindo à CMVM.
Divulgação das imagens do túnel da Luz de 2009, que confirma agressões de Hulk e Sapunaru, para além de Hekton, Fucile e Rodriguez.
Demissão do Administrador Financeiro.
Problemas no treino com o capitão e jogador mais emblemático.

O que faz o Benfica ir à frente!

As famosas imagens do Túnel da Luz

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

depois das escutas do FC Porto....eis a foto do dia!


AFINAL NÃO HÁ PETRÓLEO NO DRAGÃO!


É verdade,

Afinal não há petróleo no Dragão. Eu que até estava animado com a vinda do Brasileiro, acordei esta manhã com esta má nova. Segundo se fala, não houve entendimento entre as partes no que diz respeito ao vencimento do Gladiador. Alguém roeu a corda à última da hora. Já li duas versões – que foi o Porto a roer, depois de acordar para a realidade, e outra a dizer que quem roeu foi o Kléber.

Para mim, e independentemente do responsável pela quebra da corda, acho lamentável esta situação, sendo que não me lembro de tal coisa. Não me lembro de ver um clube a comunicar o negócio à CMVM, ver chegar o jogador à cidade acompanhado da sua mulher (cheia de saúde, diga-se) e o pior de tudo, ver partir um actual jogador do plantel que fora incluído no negócio como moeda de troca. Muito mau!

No meio de tudo isto, tenho pena é do Farias. Pela segunda vez, vê-se envolvido num negócio falhado e para cúmulo, desta vez, já estava de malas feitas (confesso que não sei se chegou a viajar ou não). O Argentino não merecia tal vexame público. Com que cara é que regressará a um plantel, percebendo que não é um elemento fundamental? Valha-me Deus – Regressa Farias, que está perdoado!

Enfim, coisas que não são nada normais no FCP, deixando-me por isso com uma dose muito relevante de preocupação.

Nacional: 0 - FCP: 4


Jogo tranquilo, depois do penalti (para mim bem marcado), da expulsão do jogador do Nacional e do golo do Varela. Antes, há um lance muito duvidoso entre o Edgar e o Fucile, que se o árbitro tivesse marcado, não seria nenhuma anormalidade. Não marcou, ainda bem! Mas gostei de ver a convicção do jornalista (será jornalista?) da Sportv no segundo caso e a incerteza no primeiro (parecida com a incerteza na agressão do Javi Garcia dentro da área Benfiquista). Palhaços!

Na verdade, o jogo acabou por ser fácil a partir desse momento, já que até então, o FCP continuava com as dificuldades habituais para criar situações perigosas junto da grande área adversária. Se isto é verdade, também é verdade, diga-se, que o Porto conseguiu tirar partido da vantagem numérica, ao contrário daquilo que tinha acontecido com o Leiria no jogo de há umas semanas atrás. E porquê? Qual a diferença? Para mim é fácil:

Esta diferença tem um nome: Rúben Micael. É que no jogo contra o Leiria o Rúben ainda não jogava no Porto e no jogo contra o Nacional, o Madeirense já estava com a camisola azul e branca vestida. O gajo é mesmo bom de bola e aquele passe para o 4º golo Portista diz tudo: Excelente visão de jogo e uma capacidade para executar como o Porto não tinha, desde que o Lucho foi embora. É certo que o Belluschi também poderá fazer isto, mas o que também é certo é que ainda não o fez. O Rúben esteve em três dos 4 golos do Porto e só não marcou por mera infelicidade. Sintomático! O Meireles tem que dar corda aos sapatos…

Relevo também para as exibições do Falcão (mais dois golos) e do Álvaro Pereira. Se o primeiro já é normal, sendo mais que certo que estamos perante um grande jogador, no segundo a exibição já merece destaque. Foi talvez a melhor exibição do lateral esquerdo Portista, confirmando assim o crescendo de forma das últimas partidas. Fez duas assistências para golo e ainda sacou o penalti que deu vantagem ao Porto. Sim senhor!

Estava com muito medo deste jogo, pois para além do Porto jogar sem muitos dos habituais titulares (juntou-se ainda a lesão do Rodriguez), o duelo tinha ainda um grau de dificuldade enorme e embora tenha gostado da atitude da equipa, ainda não me deixou totalmente tranquilo para a restante época. A ver vamos como corre o resto do campeonato com o Rúben Micael em campo.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Benfica:3 V.Guimarães:1

54.000 pessoas. Grande ambiente e grande jogo de futebol, com o Guimarães a estar ao nível do espetáculo. Aliás fico sempre com a sensação,que esta equipa se transcende contra o Benfica.

Pelo ambiente, pela dinâmica de vitória dos encarnados, pela boa réplica dada pelos minhotos, pelos dois excelentes golos de raiva de Martins, e pela excelente vitória, este foi talvez o melhor jogo que vi esta época na Luz.

Não o melhor jogo do Benfica, mas a partida mais empolgante, e com mais oportunidades de golo de parte a parte que pude assistir.

Uma nota para Éder Luís, que me parece ser reforço. É rápido, agressivo e vai para cima dos defesas sem medo. Uma excelente alternativa a Saviola.

Relato 1º Golo - Aimar
Relato 2º Golo - Carlos Martins
Relato 3º Golo - Carlos Martins


Ruptura na SAD do FCP, por gastos excessivos

Tenho aqui defendido, que se o FCP não vai à Liga dos Campeões dois anos seguidos, financeiramente o clube irá passar o Cabo das Tormentas. O primeiro sinal está dado.


Fernando Gomes equaciona demitir-se. Administrador defende contenção nos gastos e sente-se desautorizado. Ruptura à vista.

Será uma baixa de grande significado e efeitos imprevisíveis na equipa administrativa dos dragões. Responsável máximo pela área financeira da SAD do FC Porto desde 2001, foi conquistando espaço importante na restrita estrutura de topo da sociedade desportiva graças à gestão cuidada nas contas, o que lhe garantiu uma imagem de seriedade que o catapultou para o selectivo nicho de primeiras figuras do clube.

Uma carta enviada há alguns dias pelo número um da área financeira dos dragões já denunciava, entretanto, o seu incómodo e apreensão com a derrapagem das contas e gastos, supondo-se, e nada mais do que isso, que as aquisições de Rúben Micael e Kléber tenham sido as gotas de água que fizeram esgotar a sua paciência.

Defensor acérrimo de uma política económica de contenção para o FC Porto, Fernando Gomes nem por isso mostrou insensibilidade para investimentos necessários na principal equipa de futebol. Como ainda na época passada fez menção de dizer, numa das poucas entrevistas concedidas, desde que Pinto da Costa é presidente «a sociedade assumiu uma filosofia de estar neste negócio com alguma dose de risco».

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

HÁ PETRÓLEO NO DRAGÃO

KLEBER NO FCP - APROVADO!!


É oficial!

Está aprovado, mas não por mim, pois nunca o vi jogar. Está aprovado pelo meu amigo Luis Marques que é um expert no campeonato Brasileiro. Parece que o homem é jogador da bola e muito móvel na frente de ataque, muito ao estilo do Lisandro. Não é Zé?

Tenho pena do Farias, incluído no negócio e que deixará o Porto a título definitivo. Sempre defendi o Farias, pois sempre senti que o Argentino era rato da área. Deixa o Porto sem nunca ter sido verdadeiramente titular, mas com um registo de golos marcados Vs jogos muito positivo. Abraço Farias!

O Kleber é também conhecido como gladiador e foi também por isso que foi contratado, pois será importante não só nas quatro linhas como nos túneis!!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Depois do Apito Durado, a Mala Dourada



O Presidente do Leixões já confirmou.
O Benfica já foi ouvido no Ministério Público.
O Braga já disse que não foi.
Um dirigente encarnado já veio dizer que à indícios fortes noutros jogos que envolveram os encarnados.

Não percebo como é que o Braga à sexta jornada, já tinha interesse em puxar o Benfica para baixo. Até parece que este clube está habituado a lutar pelo primeiro lugar todos os anos.

Mais uma vez não precisamos de ser muito inteligentes para perceber quem teria este interesse, e já agora quem é famoso por usar métodos obscuros.

Alguém no seu perfeito juízo, não pensou nesta tese após o jogo Olhanense-Benfica?

Isto tudo é nojento. Só não vale tirar olhos.

Miguel Sousa Tavares, in ABola


Subscrevo na totalidade a opinião do MST. Em todas as discussões que tenho sobre a matéria apito dourado, o meu combate (já pareço os políticos a falar) vai no sentido de me interrogar o porquê da investigação ser só num sentido. Porquê?

Quanto ao túnel, repito o que disse neste blog: o único denominador comum de todas as confusões chama-se Benfica. Nesta sequência, vem mais uma vez: Porquê? Porque só existem resultados práticos, leiam-se castigos, em jogadores do Porto? Porque é que o Benfica teima em ter pessoas não habilitadas para tal nos túneis? Porque é que não existem inquéritos em situações reportadas, nomeadamente no jogo contra o Nacional e mesmo antes das declarações do Rubem no decorrer do dia de ontem?

Como diz o outro, são questões que ficam no ar, sendo que aplaudo o MST pela forma clara e contundente que mais uma vez expõe a temática.

Finalmente, transcrevo igualmente a escuta do LFV para se perceber quais as diferenças no tratamento. Será o CD Parcial? Mais uma pergunta que fica no ar.

2 Como sempre escrevi, o que fez o Apito Dourado nascer torto desde o princípio foi o carácter selectivo dos seus alvos. O Apito Dourado não visou apurar, de cima a baixo, as eternas suspeitas que pairam, e continuam e hão-de continuar sempre a pairar sobre o futebol português. Se esse fosse o objectivo, haveriam de ter sido escutados não apenas dois alvos — Pinto da Costa e Valentim Loureiro — mas, sim, dezenas deles. E houve um episódio sintomático que veio confirmar isto mesmo. A certa altura do entusiasmo jornalístico com o Apito, o «Público» publicou, inesperadamente, o teor de uma escuta entre Valentim Loureiro e Luís Filipe Vieira (apanhado por arrasto no telefone de Valentim). E o seu conteúdo não podia ser mais óbvio: Vieira telefonara a Valentim a pedir-lhe o afastamento de um árbitro escalado para apitar um Belenenses-Benfica e os dois juntos foram desfilando nomes de árbitros, até que, ao quarto nome, Vieira se deu, enfim, por satisfeito. Mas não sem que antes, e no meio da conversa, tivesse deixado escapar esta frase intrigante: «Como sabe, tenho outras maneiras de resolver o assunto». A divulgação desta escuta caiu como uma bomba no terreno de batalha errado. Nesse mesmo dia, Vieira convocou uma conferência de imprensa, onde se limitou a dizer que não respondia a perguntas nem falava dos factos, apenas avisava os benfiquistas que estivessem alerta contra essas «manobras»; porque mais haveriam de aparecer. E sucederam, então, três coisas curiosas: uma, é que não apareceu mais nada, ao contrário do que ele tinha previsto; outra, é que ninguém, no CD da Liga, achou que uma combinação de árbitros entre o presidente de um clube e o presidente da Liga (que lá tinha sido posto por aquele) violasse a «verdade desportiva»; e a terceira, é que nem o CD nem o Ministério Público acharam que houvesse qualquer interesse em chamar o presidente do Benfica para que este explicasse o que queria dizer com aquela frase de que tinha outras maneiras de resolver assuntos daqueles.

Pois é: há escutas e escutas. Ora, divirtam-se com estas!

3 Também parece que o célebre túnel da Luz tem incidentes gravíssimos e incidentes banais. Os do passado dia 20 de Dezembro foram gravíssimos, embora ainda não julgados. Já os do Benfica-Porto da época passada, parece que estão prescritos ou que não há prova ou que na altura não foram tidos como nada de mais — tal como outros que consta por lá terem acontecido. Sempre, sempre, nesse misterioso túnel da Luz, transformado em território decisivo para o desfecho do campeonato.

4 Na última página da edição de domingo de «A Bola» li um curiosíssimo artigo, que me deixou a meditar. Embora o mesmo seja anónimo (o que não é prática da casa), o seu teor aponta para alguém dentro do próprio CD da Liga (a menos que o autor seja um desses «fretistas» de que falava o texto de Rogério Azevedo na mesma edição). De facto, só alguém dentro do CD pode revelar um tão íntimo conhecimento do processo de averiguações aberto a Hulk e Sapunaru, ao ponto de falar na «abundante prova testemunhal» recolhida contra eles e acrescentar que, embora a lei não permita a incriminação com base nas célebres imagens nunca vistas mas já sobejamente conhecidas, o CD encontrará o expediente para se aproveitar delas. Mais curioso ainda é quando, para tentar justificar o injustificável escândalo de uma suspensão prévia que vai já em cinco jogos, se escreve que essa demora está «plenamente dentro de uma média que tem oscilado entre as quatro e as oito semanas, o que esmaga por completo a tese da extraordinária morosidade deste processo». Eu li e confesso que quem ficou esmagado fui eu. Primeiro, porque não é normal este jornal tomar uma posição de princípio, e tão veemente, sobre processos disciplinares em que nem sequer a acusação é ainda conhecida. Depois, porque bem gostaria que me dissessem quais foram os outros casos de suspensão prévia de jogadores por um período de quatro a oito semanas. E, enfim, porque em abono da tão invocada verdade desportiva e da verdade do futebol jogado em campo, eu acharia que «A Bola» mais depressa se bateria para que um jogador como Hulk não ficasse de fora do jogo dois meses, apenas à espera da sentença. E se, em vez do Hulk, fosse o Saviola?

Escuta LFV:

Luís Filipe Vieira (LFV) - Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito...

Valentim Loureiro (VL) - Eu penso que ou o Lucílio... o António Costa, esse Costa não lhe dá... não lhe dá nenhuma garantia?

LFV - A mim?! F.., o António Costa? F... Isso é tudo Porto!

VL - Exacto, pronto! (...) E o Lucílio?

LFV - Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!

VL - E o Duarte?

LFV - Nada, zero! Ninguém me dá!... Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado. (...)

VL - Talvez o Lucílio, pá!

LFV - Não, não quero Lucílio nenhum! (...)

VL - E o Proença?

LFV - O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f...!

VL - E o João Ferreira?

LFV - O João... Pode vir o João. Agora o que eu queria... (...) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (...) à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses.

Ruben Micael: Marioneta Falante



Bem, assim começo a não ter tempo para escrever. No post anterior tinha antecipado que iria haver mais jogadas de bastidores, mas longe de mim pensar que o ritmo iria ser tão frenético.

Mas hoje é um dia muito importante para o nosso País. Ficou provado que Alberto João Jardim é um ditador, não havendo liberdade de expressão na Madeira.

Foi preciso Rúben Micael aterrar no FCP, libertando-se do regime fascista reinante naquela ilha, para após três meses do jogo Benfica-Nacional, vir a terreiro dar a sua versão dos alegados incidentes ocorridos durante os 6-1.

Viva a democracia! Viva!

Democarcia? No FCP? Com Pinto da Costa? Há aqui qualquer coisa que não está a bater certo na minha tese. Vou ter de a rever.

Durante estes três meses ficou caladinho. Logo agora que é contratado pelo FCP, é que lhe deu para falar. Ele há coincidências, do caneco.

Parece que a semana passada ouvi para aí uma escuta, em que Pinto da Costa combinava com Deco e com um jornalista reconhecido da nossa praça uma notícia falsa sobre a Selecção Nacional, para pressionar o CD Liga. Terei sonhado?

Por isso, vamos todos acreditar naquilo que o agora reforço do FCP vem dizer. Aliás, temos todos umas asinhas atrás das costas.

E esta é para mim a grande revolução pós-escutas no futebol português. Já ninguém acredita! Já toda a gente conhece os meios e os métodos! Estas técnicas estão gastas! Até a minha avó consegue desmascarar estes golpes baixos, de tão óbvios que são. O país mudou, e o FCP parece que ainda não percebeu. O que antes eram rumores, agora são certezas.

Cheira tudo a dejá vu, a mofo, a velho, a mentira.

Hoje existe o Youtube, os Blogs (como o Footbicancas), o Twitter, o Facebook, a informação alastra-se a milhões em segundos. Estas técnicas já não funcionam. O FCP não se está a adaptar ao mundo moderno, e está a começar a ridicularizar-se ao insistir nestas jogadas tão óbvias para todos.

Mas confesso que hoje senti pena do Ruben Micael. Pareceu-me uma vítima da conspiração. Uma marioneta, qual objecto falante nas mãos de um encenador.

Agora sim, parece ser um jogador à Porto.

Que desespero, que há para as bandas do Dragão.

Rui Moreira em brasa

Acabei de ver o Trio de Ataque.

Pela primeira vez vi o Rui Moreira nervoso, pessoa pela qual prezo bastante a opinião. É um portista ponderado, tenta ver os problemas sempre pelos dois lados, e nunca se exalta.

O homem hoje tremia por todos os lados. Pareceu-me devido a um claro discurso encomendado e seguidista, o que terá perturbado o seu estado de ponderação e calma habitual. Parecia que estava a representar, e como não está habituado, lá se terá descontrolado.

É caso para dizer, está tudo em brasa! Nem o Rui Moreira escapa.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

PINTO DA COSTA EM ESCUTAS EUROPEIAS III

Data: 13 Janeiro de 1988
Hora: 20h30
Local: Porto, Estádio da Antas
Árbitro: Lucien Van Nuffel
AJAX: 0 – FCP: 1 e FCP: 1 – AJAX: 0

PC: Estou, é o Nuffel?

Nuffel: Sim, quem fala??

PC: Oh Nuffel, sou eu. O Jorge Nuno.

Nuffel: Oh presidente, peço desculpa. Pensei que fosse o gajo dos pneus!

PC: Não, carago. Está a confundir-me?

Nuffel: Não é isso, é que agora ando a transportar açúcar branco… Aquilo… Percebe?

PC: Sim, claro. Mas eu prefiro café, mas sem açúcar. Esse deixo para os gajos dos pneus.

Nuffel: Oh presidente, mas o que quer?

PC: Eh pá, vamos jogar a segunda mão com os holandeses e a malta está receosa.

Nuffel: Mas com o quê? Não ganharam a primeira mão na Holanda por 1-0? Medo de quê?

PC: Eh pá, não sei. Devo ter algum problema. Dá-me para isto… (pausa) quando temos as coisas controladas, gosto de me sentir confortável… Sei lá, cheira-me que daqui a uns anos, vou pedir a um árbitro para favorecer o Porto contra o Estrela da Amadora!

Nuffel: Ah, ah, ah, ah… O presidente é tramado.

PC: Não sou nada. É que um gajo não se pode fiar. Andam para aí uns filhos da p….. (falha de rede) que me deixam assim, caralh… (interferências)

Nuffel: Oh, oh, oh. Mas o que quer que eu faça? Quer que marque um livre fora da área?

PC: Olhe, boa ideia! Como temos o Sousa, ele até é capaz de ter sorte e apanhar a bola, depois de um alívio mal executado, e marcar.Assim resolvemos a coisa. Veja lá o que pode fazer.

É mentira!

Já aqui tinha estranhado a inocência do aparecimento das imagens do Benfica-Porto da época passada, realizado há quase dois anos.

E a primeira pergunta que fiz foi: “então o FCP, com os dirigentes que todos conhecemos, em dois anos nunca apresentou queixa de uma situação tão grave? Terão tipo pena do Benfica?”

Na altura pareceu-me uma pergunta evidente. A resposta oficial do FCP à mesma, segundo pude ler, foi que: não apresentaram queixa porque a CD Liga, segundo eles, é parcial.

Hoje posso dizer aqui, que esta tese é mentirosa.

Segundo notícia o JN, o FCP o ano passado terá feito cinco queixas contra o Benfica, e por coincidência uma delas foi relativa a este jogo, mas reclamando contra o adepto vestido de diabo que deu um cachaço no fiscal de linha.


Então estão mais preocupados em defender o fiscal-de-linha, que os seus próprios dirigentes, que segundo o próprio lesado foi "cobardemente agredido"?

Por isso, e uma vez mais o FCP e Pinto da Costa, põem as mãos pelos pés e os pés pelas mãos, em actos de desespero sucessivos.

Fico à espera da próxima. Sim, porque de certeza que vai haver próxima.

Pôncio e Guilherme Aguiar

Costuma-se dizer, que é nos momentos mais conturbados que se vê a integridade das pessoas. Ontem na TV, caiu a máscara em directo a dois antigos dirigentes da "imparcial" Liga de Clubes.

Quando Pôncio Monteiro na TVI24, fundador da Liga de Clubes, diz que aquilo que Hulk e Sapunaru fizeram aos stewards foi pouco.

E Guilherme Aguiar ao mesmo tempo na SIC N, ex-Director Executivo da Liga, interpelado sobre o conteúdo das escutas, não quer comentar (ele que comenta tudo) e apenas diz que já foram julgadas nos tribunais civis...

...está tudo dito…

O futebol esteve entregue aos “bichos”.

Ainda sobre Pôncio. Depois venham cá falar em pedradas em viadutos...

Passivo do Manchester United sobe para 828 milhões de euros




Há coisas que me fazem muita confusão. Segundo notícia o “Jornal i”, o Manchester United viu o seu passivo crescer este ano, para a módica quantia de 838 milhões de Euros.

Como é que um clube que é quase sempre campeão inglês, tem o record de presenças na Champions, vendeu o jogador mais caro de sempre e tem o estádio sempre cheio, consegue ter este passivo?

Ele há coisas...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

PINTO DA COSTA EM ESCUTAS EUROPEIAS II

Data: 13 Dezembro de 1987
Hora: 03h30
Local: Tóquio, Japão
Árbitro: Franz Wohrer
FCP: 2 – Peñarol: 1

PC: Estou, estou…

Wohrer: Está lá? Quem fala?

PC: Sou eu. O presidente dos presidentes.

Wohrer: Oh presidente. Há quanto tempo que não falava consigo!

PC: Olhe, preciso de um favor seu. Como sabe, vamos jogar na próxima semana (este telefonema foi feito com muito tempo de antecedência!) no Japão, contra o Peñarol

Wohrer: O Peñarol? Aqueles que deram 5 ao Benfica?

PC: Esse mesmo. Mas agora andam para aí a dizer que os gajos não jogam nada…

Wohrer: Sim, e depois. O que quer?

PC: Eh pá, cum carago. Dizem que vai nevar como se não houvesse amanhã e eu estou preocupado. Temos na equipa o Rui Barros e o gajo é tão pequeno que estou com medo que a neve o engula vivo!

Wohrer: Mas quer que mude o local do jogo?

PC: Ora bem, mas para onde?

Wohrer: Sei lá. Olhe, no Algarve está sempre bom tempo. Que lhe parece?

PC: Aí não carago!! Aí existem muitos adeptos dos outros cá de Portugal.

Wohrer: Dos outros… De quem? Do Benfica?

PC: Não!!!! Do Estoril. Têm lá o campo de treinos… Olhe, deixe estar o jogo no Japão!

Wohrer: O Presidente é que sabe. Bom, só se eu, já no prolongamento, ameaçar o GR do Peñarol e obriga-lo a sair da sua baliza que nem um louco. A malta assim não vai desconfiar.

PC: Sei lá! Ainda dizem que o Porto vai contrata-lo quando deixar de nevar. Mas está bem. Digo ao Madjer para lhe fazer uma chapelada e assim ganhamos o jogo! Olhe, um Abraço e Obrigado. Assim, fico mais descansado.

Wohrer: Adeus Presidente e boa sorte!!


Quando o Humor é Uma Arma

Parece que José Diogo Quintela, depois de ser processado por MST vai também ser processado por Pinto da Costa.

Longe vão os tempos, em que a grande preocupação do FCP era o centralismo. Agora a grande preocupação são os Gatos Fedorentos.


Soube pela imprensa que Pinto da Costa tenciona processar-me. Anunciou-o numa cerimónia do FCP em que também agraciou Bruno Alves com um prémio. Portanto, queixa-se por eu lhe pisar os calos, ao mesmo tempo que louva um jogador que tem por hábito pisar rótulas. Deve ser a isto que chamam a ironia de Pinto da Costa. Segundo os jornais, tem que ver com a minha crónica de há quinze dias, onde ficcionei uma escuta no futuro, entre PC e um árbitro.


Confesso que acho estranho: Pinto da Costa esforçou-se tanto para que as escutas verdadeiras não fossem admitidas em tribunal, mas agora quer que o mesmo tribunal aprecie uma escuta inventada por mim. Realmente, tinha graça que as escutas verdadeiras fossem nulas em tribunal mas as inventadas fossem aceites. Querem ver que a única pessoa condenada por causa de uma escuta relativa ao Apito Dourado ainda vou ser eu?


Diz Pinto da Costa que faltei ao respeito a um clube centenário. O que nem é muito rigoroso: o FCP é um clube bicentenário, já que festejou um centenário em 1993 e outro em 2006. Parece que o mal é eu ter falado na versão da Carolina Salgado. Portanto, se eu me inspirasse antes na versão oficial de Pinto da Costa e de Augusto Duarte, estaria tudo bem.

Para quem não se lembra, essa versão é a seguinte: dois dias antes de um jogo importante para as aspirações do Porto, Pinto da Costa recebe em casa o árbitro que o vai apitar, Augusto Duarte. Diz que a visita é inesperada. As escutas desmentem-no. Diz que a visita não se cruzou com Carolina Salgado.

A visita desmente-o. Árbitro pede a Pinto da Costa favor relativo a seu pai, uma vez que Pinto da Costa tem influência sobre o presidente do Conselho de Arbitragem, superior hierárquico do pai (membro do Conselho de Arbitragem, entretanto condenado noutro processo de corrupção desportiva).

Dois dias depois, o árbitro erra a favor do Porto, não expulsando um jogador aos 15 minutos de jogo. O Porto acaba por se sagrar campeão na jornada seguinte, podendo descansar jogadores para a meia-final da Champions. A justiça desportiva condena o Porto. O Porto não recorre. De facto, esta versão é insuspeita. Só não se sabe é se Pinto da Costa chegou a fazer o tal favor ao árbitro.

Se o processo avançar, fico então à espera que alguém me avise com antecedência, para eu me pisgar para a Galiza. Parece que é assim que se faz nestes casos. No fim, enviarei a conta dos advogados para o FCP. Pode ser que paguem por engano, como pagaram a viagem ao Brasil de José Amorim e família. Aliás, árbitro Carlos Calheiros e família.

Até agora, só por ter trocado alguns mails com os meus advogados, já gastei serviços jurídicos no valor de 2 árbitros e meio. Em preços actuais, não os da tabela antiga, do Juiz Mortágua. Sobre o que disse nestas crónicas, cá estarei para dar a cara. Como o guarda-redes da União de Leiria.

Lindo!

UNICEF: Porque o Benfica vai para além do futebol

Uma chuva de estrelas vai pisar o Estádio da Luz esta noite, para realização do Jogo Contra a Pobreza, cujos lucros serão canalizados para a ajuda humanitária ao Haiti, assim como para a necessidade de reconstrução de um país que vive momentos dramáticos.

Sinto um enorme orgulho, em ver o meu clube a associar-se a uma causa tão nobre. E sinto um enorme orgulho pela UNICEF ter escolhido o Benfica, para se associar pela primeira vez a um clube de futebol, num jogo destas características.

O evento desta noite traz à Luz quatro Bolas de Ouro: Zidane (1998), Figo (2000), Nedved (2003) e Kaká (2007), aos quais se juntam Henry, Laudrup, Davids, Hagi, Miccoli, Nené, Rui Costa, Poborsky, Mozer, Katsouranis, Abel Xavier, Humberto Coelho, e… Obikwelu.

Tudo com arbitragem de Pierluigi Collina.

Deixo aqui a música que os U2 criaram, em conjunto com Rihana e Jay-Z, por forma a angariarem fundos para os Haitianos:


frase do dia: "Jorge Jesus: «Sabemos que os jogos se ganham dentro de campo»"

Que saboroso ouvir estas palavras!

Taça da Liga ou Mini-Campeonato?

Chiça, já não sei o que será mais exigente, se ganhar o Campeonato ou Taça da Liga. É que esta competição esta época, tem-se revelado um mini-Campeonato Nacional para os encarnados.

Depois de jogar com o Nacional em casa, e jogar fora com Guimarães e Rio Ave, enquanto Sporting e Porto testam as suas equipas B’s com Trofenses, Estoris e Leixões, agora o Benfica vai ter de ir ao Dragão ou a Alvalade, e depois apanhar um dos dois grandes na final.

Se desportivamente preferia evitar o Sporting, porque me parece uma equipa em clara subida de forma, ir ao Dragão com Pinto da Costa a incitar constantemente à violência com guerrinhas Norte-Sul, e a criar um clima de guerrilha entre adeptos, sinto que os encarnados correm “risco de vida”.

Aliás, o resultado destas provocações, já estão bem à vista de todos na visita que o FCP fez ao Estoril.

Mas como confio nos seguranças e nos túneis do estádio Dragão (se fosse nas Antas já não tinha esta opinião), prefiro ainda assim jogar com o FCP do que com o SCP.

Venha de lá esse sorteio.

Rio Ave-1 Benfica-2



O jogo foi tacticamente muito parecido com a partida do campeonato. Primeira parte com poucas oportunidades, e com as equipas mais preocupadas em anular-se. No segundo tempo, o Benfica começa a carregar e marca um excelente golo por Carlos Martins.

Na altura pensei que o jogo estava resolvido, mas o árbitro enganou-se ao marcar uma grade penalidade provocada por David Luís. E aqui não culpo o Cosme Machado (o tal de Famalicão). Depois da campanha que tem sido orquestrada contra o David Luís, qualquer árbitro a partir de agora e em caso de dúvida, vai marcar sempre em desfavor do defesa brasileiro.

O Benfica teve de voltar a acelerar, e o segundo golo acabou por surgir com alguma naturalidade. Novamente um excelente golo, desta feita por Di Maria.

Gostei do Benfica, porque mesmo com dois erros grosseiros do árbitro (um penalti de Gaspar por mão na bola na primeira parte, também ficou por marcar), e ao contrário de outros anos e porque não dizê-lo de outras equipas, conseguiu vencer uma partida difícil de forma justa, conseguindo ultrapassar dois erros de arbitragem que poderiam no final ter clara influência no resultado. Aliás, o Benfica continua a ser a única equipa que venceu esta época no Estádio dos Arcos.

As escutas e Mais escutas


Ok, há escutas que indiciam uns alegados “jogos de sedução”. Sim, é verdade. Mas também é verdade que a histeria de muitas virgens ofendidas me deixam estupefacto. Isto porque o seu conteúdo já era conhecido há muito e porque o FCP e seu presidente já padeceu por isso. Relembro que quer o Pinto da Costa quer o FCP, foram castigados por tais escutas. Ao contrário de muitas outras coisas…

Mas tudo isto me deixa algo desiludido com o Pinto da Costa. Quando pensava que o homem dominava tudo (depois de ler e ouvir todas as virgens ofendidas), eis que chego à conclusão que afinal o Pinto da Costa representou muito mal o Porto. Afinal, de tudo aquilo que se investigou, inclusivamente a cor da roupa interior, a forma como cortava os pelos das orelhas, que quando se “descuidava” alguém tinha que acender um cigarro, etc e etc, concluiu-se que afinal os seus “jogos de sedução” só serviram para pedir um sumaríssimo que não se concretizou e para “seduzir” árbitros em jogos que nada decidiam e em jogos da treta. Muito mau presidente. Andei anos e anos a ouvir que o Porto é o que é (não era, note-se) por causa de influências, compras de árbitros, de gajos na liga e o diabo a quatro, para agora concluir que afinal tudo isso não passa de um conto. Nem o Shrek seria tão displicente, senhor Pinto da Costa! Há quem diga que isto é apenas a ponta do Iceberg, mas aos anos que ouço falar neste iceberg, ele já deve estar mais do que derretido e esmiuçado.

Concluo ainda que o Pinto da Costa, ao pé daqueles que, por exemplo, conseguiram dar acções não cotadas em bolsa como garantia de dívidas fiscais, é um menino. Que ao pé daqueles que pagaram salários aos adversários e compraram Moreto’s para garantir vitórias é um menino (até o Felgas dava pulos de alegria com a contratação de jogadores do Setúbal). É realmente um menino ao pé daqueles que constroem centros de estágio em troca de “jogos de influências” junto da câmara local e que ainda por cima não cumprem o prometido. Isso é que é saber Presidente. Agora o senhor, oferece o café da manhã e depois não recebe nada em troca, valha-me Deus!

Disse em tempos que não falava mais do apito, mas perante tamanho histerismo, não resisti. E não resisti porque o FootBicancas apanhou mais escutas. Pedimos desculpa por não ter som (apenas o texto), mas não somos perfeitos. Durante a corrente semana, o FootBicancas publicará Post’s sob o Tema – Pinto da Costa em Escutas Europeias! O primeiro segue já dentro de momentos.

Na próxima semana, o FootBicancas, como Blog plural que é, publicará os principais conteúdos do dossier do Apito Encarnado. Ao contrário de toda a comunicação social, o FootBicancas vai colocar a nu tudo aquilo que está na gaveta à espera de investigação.

domingo, 24 de janeiro de 2010

PINTO DA COSTA EM ESCUTAS EUROPEIAS I

Data: 27 Maio de 1987
Hora: 19h15
Local: Viena de Áustria
Árbitro: Alexis Ponnet
FCP: 2 - BAYERN MUNIQUE: 1

Eis a escuta apanhada pelo FootBicancas no dia 26 de Maio de 1987:

PC: Estou, Ponnet…

Ponnet: Sim, presidente. A que devo a honra?

PC: Oh Ponnet, amanhã vamos jogar contra o gigante Europeu Bayer. Os gajos têm jogadores que até chateiam, como o Jean-Marie Pfaff, o Brehme, o Flick, o Rummenigge, o Matthaus e outros…

Ponnet: E então, o que é que quer que eu faça? Que telefone ao Eusébios? O Gajo está todo roto! Agora só gosta de Champagne (se é que me faço entender)

PC: Não é isso, porra. Quero que dê um jeitinho. Sabe como é, nós não conseguimos ganhar sozinhos….

Ponnet: Ahhh, quer um Penaltizinho?

PC: Não é preciso tanto… Basta disfarçar um pouco. Não vá a malta dizer que você é Portista… Pode começar por inventar um lançamento lateral para o Bayern e assim os gajos passam para a frente.

Ponnet: Mas não é perigoso dar-lhes vantagem?

PC: Qual quê!! Na segunda parte, dizemos ao Futre para jogar à bola, lançamos o Juary e ao Madjer, dizemos ao gajo para inventar um toque qualquer. Olhe, pode ser de calcanhar. Você só tem que não marcar fora de jogo – sabe em Portugal, gostam muito disso.

Ponnet: Oh presidente, se você o diz… Está bem, eu não assinalo fora de jogo em nenhum lance, e deixo para o Futre, para o Juary e para o Madjer o resto.

PC: Combinado! Até amanhã!

Autocarro do FCP Apedrejado


O Autocarro do FCP foi hoje apedrejado aquando da deslocação ao Estoril. Na viagem a caminho do estádio da filial do Benfica, o tal que se deu ao luxo de jogar num campo neutro quando precisava de pontos como de pão para a boca, quer o autocarro, quer o carro do Pinto da Costa foram alvo de umas quantas pedras atiradas de uma ponte da A5.

Mais uma jogada de elementos do Porto que apedrejaram o seu próprio Autocarro para incriminar o Benfica. É sempre a mesma coisa. Provavelmente até foi o Pidá.