sexta-feira, 26 de março de 2010

Ansiedade vai crescendo

Toques de Cabeça

BICA E CIMBALINO
Por JMMA



O Conselho de Justiça (CJ) da Federação não descansa. Quando pode fazer triste figura, faz. Quando pode evitar um escândalo, não evita. Quando não há nada a fazer, inventa um ‘conto do vigário’. Depois das cenas indecorosas do ‘Apito’, que por sua vez já haviam sido antecedidas pelas cenas mirabolantes do “Caso Mateus/ Gil Vicente” (e adiante que se faz tarde), tivemos agora o escândalo do túnel com um enredo tão rasca, tão rasca que, se ainda fosse vivo, Mario Puzo, autor de O Padrinho, seria capaz de escrever um romance sobre a condição humana recorrendo apenas às palavras “compadrice”, “interesses”, “pressões”, “desfaçatez”, “fantochada”, “veniaga” , “Madail” e “corja”.

Que em 2010 se faça um ‘remake’ da obra-prima surrealista a que assistimos no Verão de 2008 à volta da bizarra reunião do CJ de 4 de Julho, tem pelo menos o mérito de nos recordar de que, apesar de todos os ‘Apitos’ frustrados, o folhetim continua com um enredo cheio de carambolas e de vilões que reduzem o Tony Soprano de celulóide a um menino de coro.

Claramente, este CJ – que, recorde-se, Madail tirou da cartola quando foi preciso correr com o anterior presidente, o inefável Gonçalves Perreira, por iniquidades e abuso de poder – este CJ, dizia, prossegue na senda do vale-tudo. Podia pecar disfarçadamente ou forçando levemente a nota, já não seria mau. Mas não: favorece sem vergonha, delibera sem pudor, desvirtua sem pejo. O CJ é hoje o elo mais fraco do sistema que enforma a gestão do futebol em Portugal. É o mais desprestigiado de todos os órgãos sociais da Federação e da Liga, incluindo os árbitros em quem já ninguém confia.

Poderão encontrar-se razões formidáveis para negar este estado de coisas. É sempre possível imaginar que os adeptos em geral (tirando os do clube-patrão) são uns maldizentes. Que são uns mal-formados. Que lhes falta fair play. Que a comunicação social amplifica tudo. Que os fracos odeiam os melhores e, por isso, caluniam. Que este clube, agora na berlinda, não é pior do que os outros quando lá estiveram também. O que se quiser. Mas, para os desvarios do CJ, não vale a pena procurar razões sociológicas nem alegações oportunísticas.

A responsabilidade é toda dos clubes e seus dirigentes. Uns por acção, outros por omissão, mas todos. Ajudados por um sistema de regulamentos medonho, que eles próprios arquitectaram e aprovaram, competem desenfreada e desavergonhadamente uns com os outros na apropriação do poder, cientes das vantagens e privilégios a que podem aceder (ou perder) por via das práticas mais manhosas, de todos conhecidas, a que o sistema foi deixado deliberadamente ao sabor.

Dentro de poucas semanas, vão eleger democraticamente os novos órgãos sociais da Liga. Conjugar o que se começa a desenhar acerca da escolha do presidente com os últimos episódios do folhetim ” túnel” será talvez permaturo, mas ajustado a esta tertúlia de café. Sai um cimbalino! Eleger democraticamente... Que ninguém os leve a sério. Sobretudo em Abril.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Quem é o burro afinal

Em 1995, Eric Cantona pontapeou um espectador e foi suspenso por nove meses. Em 1998, Fernando Mendes agrediu um bombeiro e foi suspenso por três meses. Em 2008, Emmanuel Duah pontapeou a perna de um maqueiro e foi suspenso por dois meses. Note-se que, até agora, as vítimas eram todas elas pessoas que estavam a intervir fortemente no jogo. Em 2009, Hulk agride um steward, é suspenso por três jogos, o Presidente da Liga demite-se, e os adeptos portistas reclamam INJUSTIÇA.

O nosso País, o nosso futebol é realmente extraordinário.

Logo por sorte, o assistente de recinto desportivo em termos jurídicos não é considerado um "interveniente no jogo". É certo que mencionei o fator sorte. Mas não coloco de parte a hipótese de Hulk, segundos antes de aplicar um pontapé na queixada do steward, ter pedido um parecer jurídico ao prof. Gomes Canotilho. Ainda que bem que existe o Direito: se não, quem é que fazia a distinção entre mandíbulas fraturadas?

Nenhum dos jogadores acima referidos, nomeadamente Mendes e Duah, foi suspenso preventivamente, é certo. Mas isso deve-se ao facto de, nessa fase, o FC Porto ainda não se ter lembrado de propor aos outros clubes que os jogadores expulsos ficassem automaticamente suspensos sem limite temporal - só o fizeram em Junho de 2009. A maior parte do período que Hulk ficou sem jogar (de 20 de Dezembro até à decisão da Comissão Disciplinar da Liga, a 19 de Fevereiro) deve-se, portanto, ao próprio departamento jurídico das Antas, com quem se diz que o dr. Ricardo Costa aprendeu tudo o que sabe sobre decisões que prejudicam o FC Porto.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Vozes de Burro...


Oh, e não é que o Ricardo Costa, o Supra-sumo foi desautorizado?


E agora, quem pagará a estupidez da decisão e a interpretação da lei que o senhor fez à sua maneira? Quem pagará o facto do Hulk (já não falo do Sapunaru, pois já não está cá) ter estado 18 jogos na bancada e ter perdido, provavelmente, a hipótese de estar presente no Mundial? Quem pagará ao Porto o facto de ter perdido duas opções do seu plantel, ainda por cima numa época com tantas lesões?


O primeiro a pagar foi o Hermínio. Acho muito bem - mostra que tem dois dedos de testa. Espero que o gajo que fez a borrada também tome o mesmo caminho. É o mínimo, depois de tal palhaçada!


Já estou a ver todas as virgens ofendidas virem a terreno dizer que esta decisão (3 jogos contra 4 meses - incrível) é comprada, é o efeito Pinto da Costa e o diabo a quatro. É engraçado que todas as decisões anti-Porto são justas, transparentes, anti-regime e coisa e tal, e quando as decisões são favoráveis ao Bi-Tetra-Campeão, são decisões duvidosas.


Pois bem, duvidosa foi a decisão (como agora ficou provada) do Pavão. Duvidosa foi a forma como todo o processo foi conduzido. Duvidoso foi o timing da decisão de hoje. E duvidoso foi a forma como o Ricardo Costa lá foi metido - "porque eu estou a fazer isto por outro lado". Esta frase diz-vos alguma coisa?


Em suma, não vou ao ponto de dizer que a palhaçada foi totalmente decisiva no afastamento do Porto ao título deste ano, mas que este campeonato ficará marcado por uma decisão e por um roubo que ficará na história, lá isso vai!


Taça de Portugal: Rio Ave: 1 - FCP: 3


Pouco a dizer do jogo, até porque neste pouco tempo que tenho, prefiro direccionar o mesmo para o assunto do dia.


A equipa do Porto deu um ar da sua graça e até teve jogadores que estiveram uns furos acima do que tem sido habitual. Meireles fez o seu melhor jogo dos últimos tempos, o Ruben Micael voltou ao registo que mostrou quando chegou ao Porto e esteve nos 3 golos, a assistência do Falcão para o primeiro golo é, para mim, deliciosa e até o guarin conseguiu estar razoável.


A final está à porta e agora só falta saber o adversário, depois desta vitória sem espinhas.

Triste futebol o nosso


O Conselho de Justiça inseriu os stewards na categoria de "público" para julgar as agressões de Hulk e Sapunaru no túnel da Luz. Excelente decisão! Ou seja para o CJ da FPF, eu tenho mesmo estauto jurídico que os colaboradores da empresa de segurança, contratada para assegurar a segurança do próprio espetáculo.

Herminio Loureiro demitiu-se na sequência desta decisão, por achar que a mesma extravasa a Justiça Desportiva.

É com profundo pesar e até desilusão, que vejo o futebol português a dar um "pontapé no cú" de Hermínio Loureiro. É excelente continuarmos com os Valentins e prescindirmos dos Hermínios

Quando foi eleito Presidente da Liga, Hermínio não teve o meu apoio, principalmente devido às pessoas que o apoiavam, admito que com o tempo mudei de opinião. Posso ter discordado de algumas da suas decisões, mas Hermínio Loureiro pareceu-me sempre uma pessoa bem intencionada e acima de tudo séria. Adjectivo que tem faltado a muitos que têm passado pelo cargo.

Sendo ele uma pessoa séria, a sua demissão neste momento era inevitável, só pessoas mal formadas como Valentim Loureiro podiam ficar agarradas ao poder, como aliás ainda o estão a fazer.

O assalto ao poder da Liga já estava lançado, esta situação não altera muito o calendário. Mas é engraçado que neste momento, a pessoa que vai à frente da corrida é o vice-presidente do FCP Fernando Gomes.

Triste fado o nosso.

Toques de Cabeça

45 POR CENTO
Por JMMA



Sobre o discurso dos comentadores de futebol, habituámo-nos a cultivar uma série de mitos. Convencemo-nos de que são todos igualmente estúpidos e, depois, não estamos preparados para detectar nuances entre eles nem mesmo quando o génio nos aparece à frente. Por exemplo: ainda hoje quando recapitulamos as frases do futebolês sobre a Final da Taça da Liga não sabemos se havemos de colocá-las na secção de gaffes ou na de citações. Diz uma: «O jogo teve duas partes distintas». Vamos por partes (como diria Jack, O Estripador): é óbvio que um jogo de futebol tem duas partes. “Distintas”... Pois com certeza, mas poderia ser de outra forma! Diz outra: «O resultado é enganador». Enganador?... Será que o árbitro errou a contagem dos golos? Ou será que trocou as balizas onde eles entraram? Outra ainda, neste caso, a propósito do tal golo: «O futebol é isto mesmo». La Palice, o general que «momentos antes da sua morte, podem crer, ainda vivia», não diria melhor. «O basquetebol é isto mesmo», «Os matraquilhos são isto mesmo», «A caça às rolas é isto mesmo»... Tudo é isto mesmo.

Ouve-se tanta parvoíce que às vezes a gente até se confunde quanto à origem. Por exemplo: historicamente, quem é que primeiro falou em «chutar com o pé mais à mão» - foi o Gabriel Alves, como dizem metade dos inventários consagrados à contabilização dos lapsus linguae, ou foi João Pinto, o capitão de Viena, como diz a outra metade? E quem terá sido o autor desta verdade surpreendente: «A bola é redonda»? E deste lamento: «A bola não quis entrar»? E desta evidência: «Em alta competição os erros pagam-se caros»? Óbvio. E em baixa também... E em média também. Todos os erros têm um preço. Alto ou baixo, é subjectivo.

Uma coisa, porém, são os clichés ou os deslizes – que qualquer um comete – outra coisa são os bitaites científicos, só ao alcance dos grandes génios. Há dias, a comentar numa estação de rádio os resultados do sorteio para os quartos-de-final da Taça Europa, que emparceirou o Benfica com o Liverpool, eis que um afamado futebólogo (Joaquim Rita) teve este «remate certeiro» (cito de cor): «o Benfica tem 45% de hipóteses». Fiquei a pensar, por que não 42%, ou 37,5%!

Com certeza, o doutor do losango lá terá feito as suas contas. Só que, diz o cliché, «futebol não é 2+2». Entre a simplicidade da aritmética e a complexidade da física quântica há conceitos fugidios, mais do campo das sensações do que das ideias. Por vezes são tão necessários para perceber o que acontece em campo como as noções tácticas ou o palmarés dos jogadores. Se o futebol fosse tão simples como dois mais dois, nunca o Porto, uma semana depois de ter dado 5 ao Braga, levaria 3 do Sporting; o Cardozo e o Falcao não falhavam pénaltis decisivos; e o Braga seria uma impossibilidade aritmética.

O futebólogo é assim: pega num acontecimento, esvazia-o de qualquer ideia e disserta ‘ex-cathedra’ sobre ele. Escrevem tratados infindos sobre a táctica do losango. Discorrem até à exaustão sobre a relação entre o índice relativo de humidade atmosférica e a velocidade do «esférico» à flor da relva. Sabem de cor o número de assistências do Rui Costa, feitas com o pé esquerdo, no Euro 2004. Tudo isso para quê? Para bajular os vencedores ou denegrir os vencidos; nas mesmas pessoas, consoante as circunstâncias. Censuro, não porque veja grande mal nisso, apenas porque estes cientistas da bola se levam a sério e pretendem que nós assim os consideremos também.

Sinceramente, preferia a euforia histriónica do saudoso Jorge Perestrelo – preferia mil vezes aquele animador louco, aquele não-ser jornalista – a estes intelectuais da treta que sobem ao púlpito e, como pesassem batatas ou se vissem aos comandos duma playstation, têm o desplante de decidir duma penada a sorte duma eliminatória: são 45%! Ao menos Jorge Perestrelo divertia-nos.

segunda-feira, 22 de março de 2010

O debate da final da Taça da Liga (1ª Parte)

Final da Taça da Liga: Benfica-3 FCP-0, por LM

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Não me apetece falar muito sobre o jogo. É unânime que o Benfica ganhou bem, e quando as vitórias acontecem sem contestação, a própria história do jogo também perde algum interesse.

Apenas dizer que Benfica está bem, tem o melhor plantel, tem o melhor treinador, e está numa forma física e motivacional excepcional. O FCP está doente, sem fulgor, com alguns jogadores de qualidade duvidosa, extremamente ansioso e nervoso, a que se juntam algumas lesões lamentáveis que ainda colocam mais a nu, as dificuldades do Porto nesta época.

Vou antes dedicar algum tempo a Bruno Alves, que ontem fez prova do nervosismo e descontrolo emocional que assola alguns jogadores azuis e brancos. Bruno Alves, que é titular da nossa Selecção Nacional, o que é sinónimo de dizer que é um dos melhores dois defesas centrais portugueses.

A actuação dele ontem no Algarve ficará indelevelmente marcada na sua carreira. Confundiu força com violência, emoção com descontrolo, incentivo motivacional com má educação, não gostar de perder com não saber perder. E o pior, é que não é a primeira vez que isto acontece.

Há falta de cultura desportiva no FCP. Uns dirão que é a própria cultura do FCP, eu diria antes que é apenas falta dela. O facto de não estarem habituados a perder não legitima que não se saiba perder.

Fazia falta a Bruno Alves, a Raul Meireles e porque não a Hulk um estágio na Selecção Nacional de Rugby. Não para aprender placagens ou derrubar adversários, mas sim para perceber como é importante a valorização do adversário. Os jogadores de rugby depois de 80 minutos de luta física, a primeira coisa que fazem depois do jogo terminar, são duas filas com o propósito de aplaudir os jogadores da equipa adversária.

O campo de futebol não é um campo de batalha. Os adversários não são inimigos. Saber perder, é tão importante como saber ganhar. O Benfica não poderia existir sem o FCP, e o FCP não podia existir sem o Benfica.

Alguém que explique isso a Bruno Alves. A começar pelos próprios adeptos da equipa do FCP.

Final Taça da Liga: SLB: 3 - FCP: 0, por VP


Confesso que não estava à espera de um grande resultado, pois, por muito que me custe, o Benfica está melhor do que o Porto e principalmente porque o Porto está pior do que o Porto.

É isso, leram bem. Já não bastava o Benfica estar melhor, para ainda por cima o Porto estar bem pior do que o Porto a que estou habituado a ver. É de facto triste assistir às exibições do Porto dos últimos tempos. Para além das exibições ou falta delas, o Porto entrava para este jogo com uma frente de ataque completamente aos retalhos (para não falar na ausência do Helton). Hulk, Mariano, Farias e Varela estavam de fora. Quem sobra? O Pobre do Falcão, o sósia do Rodriguez e o super-craque Orlando Sá. Está tudo dito, sendo que não preciso de dizer muito mais para justificar a minha falta de confiança.

Não vi o jogo em directo, mas apenas em diferido. O meu Pai chegava de viagem, o que inviabilizou a visualização do jogo ao vivo. Tentei não saber do resultado antes de me sentar no sofá, mas foi impossível. Assim, quando comecei a ver o jogo já sabia que tinha levado 3 secos. Mau, muito mau. A primeira parte ainda a consegui ver do princípio ao fim, mas a segunda já não tinha costas para levar com mais chicotadas!

Sabendo do resultado, comecei a ver o jogo pensando que o Porto tinha levado um banho de bola, mas depois de a ver, cheguei à conclusão que afinal nem houve grande supremacia do Benfica a não ser na finalização (o que não é pouco). Julgo que a primeira parte foi uma fotografia do Porto dos últimos tempos: Por um lado, falta de confiança, falta da estrelinha, falta poder de fogo no ataque e descompensação psicológica dos jogadores. Por outro lado, a estrelinha e a concretização estiveram mais uma vez do lado do adversário. Os primeiros minutos foram equilibrados e a primeira oportunidade pertenceu mesmo ao FCP. A primeira vez que o Benfica remata à baliza, foi golo. E que golo, ou melhor, e que frango ou ainda se preferirem, que peru! Este peru dava para alimentar uma família de 50 pessoas, cujo peso médio das mesmas ronda os 120Kg. Acho que esta imagem dá para ter uma imagem do tamanho do Peru. Depois deste golo, o jogo continuou equilibrado, tendo o Benfica marcado novamente num livre bem marcado. Foi bem marcado, é certo, mas digo o que sempre disse em golos a esta distância: O guarda-redes tem sempre, na minha opinião, culpas no cartório. É de muito longe e ainda por cima a bola entrou no lado que supostamente devia ser do GR.

O Terceiro golo foi já um bónus para o bom momento do Benfica e um castigo para o mau do Porto. O moral da história é que o Porto mostrou mais uma vez que não tem poder de fogo no ataque, não consegue desenhar uma jogada com princípio, meio e fim e é um crime ver o Falcão perdido lá na frente. Se o plantel do Porto já é curto (em soluções de qualidade), com as lesões a coisa torna-se gritante. E é fácil perceber isto. Senão vejamos:

O Benfica, no decorrer do jogo, colocou em campo o Saviola, o Ramires e o Cardozo. O Porto colocou em campo o Fucile (aqui nem há muito a dizer, pois a sua entrada teve a ver com o amarelo do Miguel Lopes), o Valeri e o super-craque Orlando Sá. Notam as diferenças?

Como dizia o Pedroto, não se fazem omeletas sem ovos!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Adeptos do Liverpool já receam Benfica

Gosto sempre de dar uma vista de olhos no que os adeptos dos clubes estrangeiros dizem do Benfica. Aqui ficam algumas opiniões que tirei do Fórum oficial do Liverpool:

Would have preferred the Germans, this Benfica side ain't no easy task, they have a bulldozer of a forward in Cardozo and brilliant winger in Di Maria as well as quality all across the park. Their Portuguese league form is an easy gauge of how good they are in comparison to Sporting, who also spunked Everton.

In my opinion the worst possible draw. Benfica's attacking football is insane!! They're fantastic but i do think we will eliminate them.

I think they have the best budget attacking line up in Europe! They took a small risk with Saviola and Aimar and they are getting there rewards. Angel di Maria is the type of player we need in our ranks, and cardozo has been scoring for fun! They even sent young Kerrison packing because he couldn't get a game!

Not only do they have a great away-record, they're undefeated at home as well. Should be a cracking cup tie this.

Estratégia suícida dá nisto

Reflexo da vitória de ontem em Marselha, os títulos da Benfica, SAD atingiram, esta sexta-feira, o valor mais alto do ano, nos 3,25 euros.

As acções valorizaram quase 9 por cento, tendo sido negociados, esta manhã, mais de 16 mil títulos, num valor de 50,49 mil de euros.

A média diária de negociações em 2010 é de cerca de 3 mil títulos.

Liverpool no caminho do Benfica


Aproxima-se um calendário hiper-exigente:


21/Mar – FC Porto – Benfica (Final da Taça da Liga)
27/Mar – Benfica – Braga (Liga)
01/Abr – Benfica – Liverpool (Liga Europa)
04/Abr – Naval – Benfica (Liga)
08/Abr – Liverpool – Benfica  (Liga Europa)
11/Abr – Benfica – Sporting (Liga)

As duas últimas vezes foram assim:







Marselha-1 Benfica-2: Comme il y a vingt ans...


Relato 1º Golo
Relato 2º Golo

Há poucos adjectivos disponíveis para qualificar a memorável exibição do Benfica ontem em Marselha.

Depois desta vitória épica, onde os encarnados marcaram o seu centésimo!!! golo em jogos oficiais esta época, facilmente se cai em exageros, mas arrisco dizer que esta equipa do Benfica está ao nível do melhor Benfica que vi jogar com os meus olhos, o que quer dizer, o Benfica de Ericksson.

David Luiz, Di Maria, Cardozo, Saviola, Aimar são jogadores de outra galáxia. No momento em que precisava de chegar à perfeição, a equipa esteve simplesmente sublime. Quando se impunha concentração máxima, foi glaciar. Quando era necessário atrevimento, houve autoridade. O resultado de tudo isto, foi uma exibição colectiva de rara qualidade, frente a um adversário poderoso, da primeira linha europeia.

Impressionou a vontade de vencer de todos os jogadores, e a perfeição táctica de Jesus (elogiada até por Deschamps), que aniquilou por completo o meio-campo do Marselha, que tantas dores de cabeça tinha provocado uma semana antes na Luz. Alguém viu Lucho no Velodrome?

Um jornal francês, fazia ontem capa dizendo sarcasticamente “Jesus acredita em milagres!”, pois bem, para quem viu o jogo, não foi preciso um milagre, antes o corolário lógico de uma superioridade desportiva desde o primeiro minuto.

Vitória memorável e emocionante, que ficará para sempre marcada na memória dos benfiquistas.

Queremos a final!

Imprensa gaulesa rendida ao poder do Benfica

«O pesadelo do Marselha». É com este título que o LÉquipe, único diário desportivo nacional francês, resume a derrota do clube gaulês na Liga Europa, frente ao Benfica. Sublinhando de caminho a superioridade dos «encarnados».

Nas páginas interiores o título é «Catástrofe». «Aventura na Liga Europa acabou no último minuto do tempo regulamentar, após um pontapé monstruoso de Kardec», resume o jornal, que recorre a alguma ironia para descrever uma exibição pobre do Marselha. «Houve jogadores que falharam, como o capitão Niang e também Lucho. Oportunidades do Marselha? O árbitro não assinalou um penalty sobre Di María e Cardozo atirou ao poste.»

«Se o golo de Niang roçou o milagre, o que se seguiu demonstrou o poder do Benfica. O OM tinha a vantagem, mas não tinha o mesmo nível do líder do campeonato português. É tão simples como isto», conclui o artigo, estendendo depois o tema para o campeonato francês, quando o Marselha se prepara para um jogo decisivo com o Lyon. «Terá o mesmo nível dos dois quartos-finalistas da Liga dos Campeões?», questiona o jornalista, referindo-se a Lyon e Bordéus.

Toques de Cabeça

AS MELHORES NOTÍCIAS FALSAS ESTÃO NO FOOTBICANCAS
Por JMMA


Quique Flores tirou Simão porque mais cedo ou mais tarde iria marcar um golo

Quique Flores parece estar cada vez mais medricas nas tácticas e nas substituições. Lembrando-nos do tempo em que tirava Cardozo com o resultado a zero, quisemos saber a razão de, em Alvalade, ter substituído Simão por Valera, aos 67 minutos, com o jogo empatado. “Hombre, o Simão estava a ser um dos melhores no ataque e mais minuto menos minuto marcaria um golo! E logo agora que o Sporting tem um treinador provisório, quem sabe se não quererão contratar-me para a próxima época. Pensei rápido e substitui-o pelo, Valera. Não tinha o Mantorras no banco, senão metia-o logo de início, em vez do Aguero. Tenho a certeza que faria um ‘hat-trick’.


Liedson pede tripla nacionalidade

Com a nacionalidade portuguesa já garantida, e não cabendo em si de contente com a sua exibição frente aos colchoneros, nomeadamente com o golo a De Gea, Liedson, no final do jogo meteu a papelada para ser espanhol. É seu propósito levar o mais possível a sua participação no Mundial, caso Portugal fique pelo caminho na fase de grupos. Liedson será o segundo jogador do Sporting com tripla nacionalidade, a seguir a Derlei que, como se sabe, era brasileiro, português e ninja.


Jesualdo esteve no Marselha x Benfica disfarçado de Abel Xavier

Segundo apurámos de fonte fidedigna, o quase ex-treinador do FC Porto foi ontem à noite ao Vélodrome ‘espiar’ a equipa do Benfica com vista à preparação da final da Taça da Liga, no próximo domingo. Ao mesmo tempo, aproveitou para distribuir o currículo vitae por eventuais interessados. Para não levantar suspeitas, Jesualdo apresentou-se disfarçado de Abel Xavier e José Gomes, que o acompanhava, foi de Maria José Morgado.


Final da Liga: Vieira quer lances duvidosos decididos com recurso às imagens do canal Benfica

Logo que aqui no Footbicancas foi divulgado, em primeira mão, o nome do árbitro nomeado para dirigir a final da Taça da Liga entre Benfica e FC Porto, no próximo domingo, imediatamente o presidente do Benfica apresentou uma proposta à Federação Portuguesa de Futebol e à Liga de Clubes: decidir os lances duvidosos a partir das imagens transmitidas pelo canal Benfica. Nos casos em que o canal só tem imagens das bancadas e dos espaços fora das quatro linhas, a decisão é feita com base no bigode de Tony. Se estiver descaído para a direita é falta, se estiver descaído para a esquerda também é falta desde que seja a favor do Benfica. Para explicar as vantagens da sua proposta, Luis Filipe Vieira exemplificou: “Quando estou em casa a ver um jogo e me apercebo de um erro, paro logo a emissão e só a retomo depois de várias repetições, consultar o regulamento da Liga, telefonar ao Rui Costa, verificar o brilho e o contraste no meu LCD e petiscar qualquer coisa no frigorífico. Porque é que os árbitros não hão-de fazer o mesmo? Lucílio Baptista, por exemplo, ainda está a visionar as imagens da final da Taça da Liga do ano passado para tentar perceber se o encontrão que o Pedro Silva lhe deu – e ele não viu – foi com a mão ou com o peito. E como se vê, ainda não veio daí nenhum problema”.

Nuite Magique em Fotos

quinta-feira, 18 de março de 2010

Deschamps disse, está dito



"Há muita decepção, mas também devemos ser realistas: tivemos pela frente uma grande equipa, que fez um grande jogo (…) Os meus jogadores fizeram o que puderam e deram muito. Mas à nossa frente estava uma equipa realmente muito boa que pode muito bem ir à final da competição ”.

Jorge Sousa na final da Taça da Liga

Nem sei bem como qualificar a nomeação do árbitro da Associação de Futebol do Porto, Jorge Sousa, para a final da Taça da Liga.

Imprudência, coincidência, falta de senso, incompetência, estupidez ou provocação?

O ano passado marcou um penalti no Dragão quando o Benfica ganhava 1-0, depois de simulação grosseira de Lisandro. Vitória que a acontecer permitira aos encarnados passar para a frente do campeonato.

Esta época apitou o polémico Braga-Benfica, onde anulou um golo limpo a Luisão, e expulsou Cardozo sem que ninguém vislumbrasse as razões. E mais recentemente, não marcou dois penaltis em Setúbal, actuacção que foi classificada pelo observador da Liga, com a nota mais baixa da corrente época: 2,2!!!

Ou seja, nos três últimos jogos em que Jorge Sousa apitou os encarnados, duas derrotas e um empate, com erros de arbitragem escandalosos.

E sendo este árbitro, aquele que nos últimos tempos o Benfica tem mais razões de queixa , é este mesmo árbitro que vai apitar a final da Taça da Liga, e logo contra o FCP, clube da mesma cidade a que pertence a sua Associação.

Só vejo um motivo: compensar o erro de Lucílio Baptista na final do ano passado. mas se assim for avisem, porque o Benfica bem que precisava deste fim de semana para descansar as perninhas.

terça-feira, 16 de março de 2010

Vieira ameaça retirar jogos do Benfica à Sport TV

É a galinha dos ovos do ouro do Benfica. Mais nenhum clube em Portugal atinge os shares que o clube encarnado proporciona, logo terá de ser compensado proporcionalmente, o que não acontece neste momento.

Segundo o Jornal Económico de hoje, o Benfica está já a posicionar-se relativamente à renegociação do contrato dos direitos televisivos dos seus jogos com a Sport TV.

O Benfica sabe que se aproxima um enormíssimo encaixe financeiro, gerindo antecipadamente a sua posição negocial, que até pode passar pela transmissão exclusica dos seus jogos na Benfica TV, já a partir de 2012.

Segundo a notícia, a atitude do canal desportivo será alvo de atenção redobrada e, será tida em conta quando chegar o momento de renegociar os contratos dos direitos televisivos.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Nacional:0 Benfica:1


Golo - Antena 1

E como eu sofri durante este jogo.

Depois do Braga ter ganho no sábado ao Rio Ave colocando maior pressão ao Benfica, o jogo com o Nacional era decisivo para as aspirações dos encarnados.

E a própria equipa sentiu isso, e principalmente na segunda parte entrou cheia de raça, querer e convicção. E quando se tem talento e se joga futebol com estes predicados, dificilmente o azar (penalti falhado Cardozo) consegue derrotar uma equipa.

E estava muito preocupado com este jogo. O Benfica tinha corrido kms na quinta-feira, e se o jogo começasse a correr mal, os encarnados não teriam a frescura física habitual para mudar o rumo dos acontecimentos.

A acrescer a este factor interno, o adversário era por natureza aguerrido, num terreno tradicionalmente complicado, e liderado por um treinador que fruto de ódios pessoais antigos, só não ganha ao Benfica se não puder.

Por isso o jogo tinha todos os condimentos para ser muito complicado. E foi mesmo.

Cedo percebi que quem marcasse, não perdia. E quando Cardozo falhou o grande penalidade, pensei que a estrelinha de campeão definitivamente não estaria com o Benfica. E foi a seguir a este momento difícil, que os jogadores demonstraram ter estofo de campeão. Não se deixaram ir a baixo, e mais do que nunca uniram-se em torno da importantíssima vitória, que alcançaram com todo o mérito.

Este jogo era mesmo muito importante. E esta importância ficou bem patente no desalento de Jesus no momento em que Cardozo falhou o penalti, e na forma eufórica com que o treinador do Benfica festejou o golo solitário que derrotou o Nacional.

Lembro-me bem da forma indiferente com que Jorge Jesus encarou o falhanço do penalti do mesmo Cardozo em Setúbal já em tempo de descontos, dizendo até na conferência de imprensa que o Benfica iria perder mais pontos até ao final do campenato.

Naquele momento de euforia, Jesus sentiu que o Campeonato dificilmente lhe fugiria.

O Benfica conseguiu vencer o Nacional e manter os três pontos de vantagem para o segundo classificado e proporcionar um jogo decisivo na próxima jornada num Estádio da Luz a abarrotar, e que irá pôr frente a frente as duas melhores equipas do campeonato nacional.

E tenho plena confiança que o Braga não aguentará a pressão do… INFERNO DA LUZ!


sexta-feira, 12 de março de 2010

Toques de Cabeça

A SEMANA DOS ‘PEC’
Por JMMA



Para os portugueses, esta foi a semana dos PEC. Tivemos não um, mas dois PEC. Não foi com certeza uma semana muito excitante. O primeiro PEC – Porto Encalha na Champions – é uma história de facas longas sobre a qual já muito foi dito; e chorado. O outro PEC foi o famigerado Programa de Estabilidade e Crescimento que o nosso Primeiro anunciou ao País, pronto para cortar dez mil milhões de euros ao défice, daqui até 2013. (Previsões da taróloga Maya, arredondadas ao milhão).

Tarefa difícil, pois toda a gente sabe que défice do Estado é como as aquisições falhadas do Sporting: assim que se vêem livre dum Caicedo, logo dois Pongolle lhe ocupam o lugar. Este PEC não augura nada de bom para o País, que por sua vez não espera nada de bom do PEC. Mas o Governo está optimista.

Desde que o Sporting venceu o Porto, já vê “sinais claros” de retoma, e desde que se desenha a perspectiva do Benfica ganhar o Campeonato, a nível da imprensa internacional Portugal é unanimente reconhecido como um País onde o futuro pós-PEC faz amor com a prosperidade. Como lhes passou pela cabeça que isso poderá acontecer (por simples obra e graça do PEC) é um mistério.

A economia é coisa demasiado séria para ficar só entregue a especialistas. Por isso, na minha absoluta ignorância dos meandros da política económica, julgo que é bom lembrar outras medidas que por certo tornariam o PEC mais interessante e eficaz. Alguns exemplos:

Os preços poderiam ser indexados às goleadas ao Porto.

Nesse sentido, o princípio do consumidor–pagador inspirado no modelo aplicado nos túneis dos estádios de futebol e nos canais eróticos da TV Cabo, passaria a reger os aumentos dos bens de primeira necessidade. Desta forma o preço do pão de trigo, da regueifa e da broa de Avintes passaria a variar de acordo com as goleadas ao Porto ou de acordo com o número de vezes que Jesualdo Ferreira repete a palavra processos em cada flash-interview. Se já estivesse em vigor, este mês o preço do pão já teria aumentado em cerca de 10%. Mas os economistas concordam em que, no próximo ano, os aumentos poderão chegar aos 20%, caso o Porto não mude de treinador e Bellusch continue a fazer parte da equipa.
Outra medida eficaz seria celebrar o Natal duas vezes por ano, para dar um empurrão à economia.

Aproveitar-se-ia, assim, ao máximo, a época do ano mais favorável aos negócios. Bastava para isso que o presidente Cavaco assinasse uma lei determinando a repetição do Natal (por exemplo, em 22 de Julho, que é a data do aniversário de Luis Filipe Vieira) e o País teria uma receita extraordinária de 16,2 milhões de euros. No início pusemos a hipótese de as pessoas gastarem o mesmo dinheiro, mas depois chegámos à conclusão de que, com o crédito tão fácil, os comerciantes sempre arranjariam uma forma de lucrar com a situação. “Nós somos Porto”. Quer dizer, nós somos Portugal! Se o FCP pode decidir quando é que stward é ou não agente desportivo, também Cavaco pode decidir quantas vezes se celebra o Natal. Penso eu de que...

Por fim, e mais importante: O Benfica sempre à frente da Liga.

É claro para todos que o Benfica em líder anima o PIB. Sempre que tal acontece os jornais e as televisões respiram optimismo. Para os benfiquistas, o mesmo é dizer para 18 milhões de portugueses, Cardozo é o novo Eusébio, o Jesus dá ares de Obama e o Rui Costa é o Belmiro da gestão desportiva. Mesmo que o défice, o desemprego e o PIB descambem, com o Benfica campeão até uma lata de sangacho de atum sabe a caviar. Maravilha. Senhores da Liga, vejam lá se mandam o Braga acalmar um bocado.
Com franqueza, se isto não é uma boa receita, indiquem-me o caixote do lixo das vossas iluminadas soluções.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Benfica - Marselha: Perspectivas


Para o jogo de logo a noite, qualquer resultado é bom desde que o Benfica não sofra golos. Até o 0-0 pode ser considerado um bom resultado, na perspectiva do Benfica poder marcar em França. Aliás prefiro um 0-0, a uma vitória por 2-1.

Ficaria muito satisfeito com uma vitória por 1-0. Marcando em França, o Benfica obrigaria o Marselha a marcar três golos, o que não sendo impossível é muito complicado. Veja-se por exemplo a recente eliminatória do Lyon com o Real Madrid.

Portanto, prioridade número um: não sofrer golos.

Arsenal: 5 - FCP: 0


E pronto a Champions terminou para o Porto da pior maneira possível, ou seja, com uma pesada derrota por 5 secos. O pior é que o Porto despediu-se da Champions por um período mais longo do que aquele a que está habituado, pois para o ano, provavelmente, também não estará presente. A equipa com maior número de participações na prova (a par do Man United), ficará assim afastada da principal prova europeia.

E o que dizer do jogo? Nem sei. Vi o jogo em terras do inimigo, acompanhado por dois Benfiquistas, nada mais, nada menos do que os colegas do Blog. A sua alegria contrastava com a minha frustração e, no fundo, foi isso que aconteceu em Londres. Isto é, a alegria dos jogadores do Arsenal, o futebol corrido ao primeiro toque e os golos, contrastaram com a tristeza do jogo Portista, com os tristes dos seus jogadores e com a falta de alento que demonstraram.

Embora o primeiro golo tenha surgido na sequência de um fora de jogo não assinalado, a exibição não pode ser justificada por isto. O Porto, equipa campeã europeia há meia dúzia de anos, não pode ter prestações como esta. Não estamos habituados e não está certamente no código genético dos últimos anos. Recordo que a última derrota com estes números aconteceu há 22 anos!!

Mais uma vez tivemos uma invenção de última hora do Jesualdo, com a introdução na equipa do Nuno André Coelho. O Pobre do rapaz foi lançado às feras, sujeito a ficar “queimado” para o resto da sua carreira sem qualquer necessidade. Mas a derrota não passou só por aqui. Fucile fez, talvez, a pior exibição com a camisola Portista. Esteve em 4 dos 5 golos!! Meireles e Bruno Alves estiveram apáticos mais uma vez – se não querem jogar, não joguem! Micael, Álvaro Pereira e Varela, uns furos bem abaixo do normal e Hulk perdido na sua banda desenhada onde o futebol é jogado de forma muito peculiar. Safaram-se desta mediocridade o Helton e o Falcão. O primeiro não merecia os 5 que encaixou, ao passo que o segundo era o único a remar contra a maré. Até tive pena do homem. Não quero com isto dizer que o Porto só tem nabos. Foram, na verdade, nabos na Terça! Foi como um vírus que atacou a equipa, onde os únicos que tomaram o antídoto foram o Helton e Falcão.

Nestas situações, diz-se que para o ano há mais, mas o Porto provavelmente não poderá dizer isso com toda a certeza. É pena!

quarta-feira, 10 de março de 2010

PRESSÃO ALTA

"ERROS NOSSOS, TALENTO DELES",

Por JCR



Eis que nos defrontamos com o impensável, e ainda assim inevitável.

No meio de tantas peripécias a que vimos sendo habituados ao longo da corrente época, apenas faltava calhar-nos em sorte (ou azar) uma goleada, tão humilhante quanto merecida.

Este ‘F.C. Porto’ está a anos-luz do ‘Arsenal’, como a anos-luz está de si mesmo.

A resignação, o desacerto geral (com honrosa excepção do debutante ‘Falcão’), e a descarada falta de vergonha nas declarações que se seguiram ao jogo, não são porque não podem ser e nunca foram a marca do ‘F.C.Porto’.

Aquilo que até há bem pouco tempo, se pensava ser incapacidade esporádica, revelou-se afinal a mais absoluta incompetência, essencialmente ao nível da gestão técnica.



«O Arsenal jogou sempre no nosso erro.» - Jesualdo Ferreira


Não há história e passado que aqui valham a quem quer que seja, tão-somente porque a história é acto contínuo que se não compadece com atrasos ou intervalos.

O que se exigiria a alguém com o brio, humildade, honestidade intelectual e um mínimo de noção do ridículo, seria que - consciente das suas óbvias limitações e claras incapacidades - se demitisse.

Não creio, todavia, que venha a ser esse o sentido a tomar pelo Sr. Professor, na exacta medida em que estou certo de que não tem a noção da responsabilidade que sobre si recai, como não tem percepção do alcance da incompetência que vem espelhando.

«Estamos todos desiludidos e tristes.» - Raul Meireles

… e já agora, tenham VERGONHA, se não pelo grupo, pelo menos por nós, que SOMOS PORTO!

terça-feira, 9 de março de 2010

O que diz Lucho Gonzalez?

Violador de Telheiras é do Benfica

Fartei-me de rir quando vi a capa do "Jornal i".


Não conseguia dormir há algum tempo, sem saber de que clube era o Violador de Telheiras. Obrigado "Jornal i", por fazeres com que a minha vida volte ao normal.

segunda-feira, 8 de março de 2010

FCP: 2 - Olhanense: 2


E pronto. Se ainda havia alguém crente a acreditar em algum milagre, o resultado de Sábado atirou por terra todas e quaisquer esperanças.

Aos 20 minutos de jogo perguntei ao meu pai e ao amigo que nos acompanha no T0 do Dragão se o ecrã do estádio estava com algum problema. É que ao olhar para lá via o seguinte resultado: Porto: 0 – Olhanense: 2. Disseram-me que não e eu não tive outro remédio que não acender um cigarro, olhar para as muitas crianças que estavam no Dragão e pensar: “desgraçadas, sem culpa nenhuma a ver uma desgraça desta”.

O jogo começou com um ambiente muito frio. Não, não estou a falar do tempo climatérico. Refiro-me ao silêncio do estádio. Não fossem as tais crianças e aquilo parecia um funeral. Ouviam-se os berros dos jogadores a dizer “estou!” ou “abre na direita” ou ainda os gemidos, sempre que levavam uma porrada. Era, por isso, um silêncio ensurdecedor.

É claro que sofrer dois golos em casa com o Olhanense é mau. Muito mau. Mas pior foi a reacção, pois simplesmente não houve. Os jogadores pareciam estar a jogar uma peladinha, como se nada fosse. Porra lá os gajos. Desgraçado (para além das crianças) do Falcão. Corria, passava e até defendia. É caso para dizer: “estás cá dentro”. Tirando o Micael, tudo o resto…

Mesmo tendo várias oportunidades, na segunda parte, para dar a volta ao resultado (mais duas bolas aos ferros, sendo o Belluschi o top nesta matéria), o que é certo é que não mereceu, atendendo à péssima primeira parte. Aliás, confesso, que até acabei por ficar com pena deste empate. Como o empate e a derrota servia do mesmo (nada!) a partir de certa altura (talvez do 10º cigarro), comecei a torcer pelo Milan. Mesmo sem o Dida, Ronaldinho, Pato, Huntelaar e outros que tais, o facto do Milan ter no banco o Jorge Costa, filho da casa, levou-me a puxar pela equipa vermelha e negra. É isso, pensei eu. O Jorge Costa nem festejou os golos nem nada e por isso merece este meu apoio. Para além disso, o Milan tinha na frente um gajo jeitoso que nem conhecia: Djalmir. Não é que este ex-Famalicão atirou com o Huntelaar e com o Inzaghi para o banco??

Quase no fim, comecei a gritar: Milan, Milan, Milan!!! O pessoal à minha volta olhava para mim com um olhar penoso e até as crianças se riam. Não percebia…

Só já dentro do carro é que ouvi na TSF: “empate caseiro do FCP contra o Olhanense”. Olhanense? Que é isto? Então não empatamos em casa com o Milan? Chiça, estamos mesmo mal!!

Benfica:3 Paços Ferreira:1


Alguém chamou o rolo compressor?

O Universo Futebolístico começa a interiorizar que o Benfica será o Campeão 2009/10. Ainda restam alguns jogos difíceis (Nacional, Braga, Sporting, Porto), mas poucos são aqueles que acreditam que os encarnados deixarão fugir o título.

Isto porque o Benfica se tem exibido a um nível altíssimo. E ontem foi mais uma exibição de luxo, com os encarnados a desperdiçarem uma mão cheia de oportunidades, dominando o jogo em toda a linha.

Com FCP em dificuldades exibicionais e o Braga, embora com um calendário mais acessível, a dar a sensação de começar a vacilar, parece-me que o Benfica só tem um adversário: ele próprio.

Eu diria que o Benfica está a dois jogos do título. Os encarnados vão ao Nacional e recebem o Braga. Se conseguir ganhar estes dois jogos, deixará o Braga definitivamente fora da corrida.

Por isso, eu diria que faltam duas finais.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Toca e Foge

A Comissão Disciplinar da Liga arquivou o processo de inquérito instaurado ao presidente do FC Porto, aquando das declarações deste a pedir a abertura de um processo «Apito Encarnado». Pinto da Costa foi chamado para ser ouvido, mas não concretizou as acusações.

Num discurso inflamado no 10.º aniversário da Casa do FC Porto de Espinho, a 11 de Janeiro passado, o líder do clube portista disse: «Quero pedir ao secretário de Estado que faça realmente um apito encarnado, um apito da cor que quiser, mas que vá apurar o que se está a passar nos campos do futebol português.»

O instrutor do processo determinou então a inquirição de Pinto da Costa, que, apesar de ter comparecido em local e data própria para o efeito, «não concretizou as afirmações publicamente proferidas, pelo que não puderam ser realizadas quaisquer outras diligências probatórias, por manifesta falta de indícios», pode ler-se no acórdão divulgado esta quinta-feira pela Comissão Disciplinar


Oooops.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Imperdível - Manuel José arrasa com SLB e JJ em directo

Manuel José arrasa com a equipa do Benfica e com Jorge Jesus, em directo na SIC Notícias.



Guilherme Aguiar até ficou engasgado.

A Coerência do FCP

Realmente a coerência dos dirigentes do FCP é extraordinária.

O FCP defende não aquilo que é justo, mas sim aquilo que é melhor para si, o que quase sempre é diferente. Nem que para isso tenha de mudar de opinião de ano para ano, em função dos seus "superiores" interesses.


1º A Suspensão Automática era boa, mas agora já não é:

Era boa porque quando Katsouranis lesionou Andersson, o grego ficaria de fora até o processo disciplinar ser concluído. Já não é boa, porque Hulk teve de ficar à espera que o processo disciplinar fosse concluído.

«O FC Porto pede ao Conselho de Justiça (CJ) da FPF que declare a inconstitucionalidade da norma do Regulamento Disciplinar que implicou a suspensão preventiva de Hulk e Sapunaru até à decisão do processo. Só que, curiosamente, essa alteração regulamentar resultou de uma proposta avançada pelos portistas.

A argumentação dos dragões surge na página 42 do recurso das decisões da CD da Liga já interposto no CJ. "Na medida em que esta determina a suspensão preventiva dos arguidos/jogadores por tempo indeterminado devido a violação do direito ao trabalho, como direito de natureza análoga a um direito fundamental", lê-se no documento.

Ora, a suspensão automática aplicada a jogadores expulsos com processo disciplinar sem limite temporal resultou de uma alteração regulamentar proposta pelo próprio FC Porto na AG de 29 de junho de 2009 e que entrou em vigor na presente temporada desportiva.» (notícia completa)


2º As receitas da Champions são justas quando estamos presentes (13 anos). São injustas apenas quando não conseguimos estar presentes:

«Uma fatia maior do dinheiro gerado pela Liga dos Campeões deverá ser atribuído a clubes que não participam na competição. É esta a perspectiva de Fernando Gomes, dirigente do FC Porto presente no encontro da Soccerex, que decorreu hoje em Manchester. "Creio que a forma como as verbas da Champions League são distribuídas tem de ser analisada e alterada, por forma a dar mais dinheiro aos clubes e a equilibrar as competições domésticas", alertou.

"Se os clubes que não estão presentes na Liga dos Campeões receberem mais dinheiro, podem comprar melhores jogadores e aumentar a qualidade da competição. Se não conseguirem fazer isso, a qualidade decresce e o fooso interno aumenta", continua o vice-presidente dos "dragões".» (notícia completa)

Vá-se lá entender...

À Lei da Bola - Pedro Ribeiro

Toques de Cabeça

A VERDADE SOBRE OS NO NAME BOYS
Por JMMA



Ainda os sportinguistas aguardavam com expectativa que o episódio semanal da série “Conta-me Como Foi” lhes explicasse finalmente como conseguiram a vitória com bailinho sobre o Porto; ainda a ‘nação’ portista sofria consternada devido à morte de um adepto de 55 anos, natural de Avintes, ao ver o golão de Miguel Veloso 50 vezes seguidas no YouTube, para verificar se era verdade; eis que, terça-feira, surge a notícia de que os elementos da claque não legalizada do Benfica ‘No Name Boys’ iam começar a ser julgados.

Perante os testemunhos contraditórios sobre a culpabilidade dos arguidos, decidi eu próprio ir ao Campus da Justiça e apurar o que se passou na 5.ª Vara Criminal de Lisboa. Os leitores merecem informação fidedigna, e eu faço tudo pelos meus leitores. Além disso, uma das melhores formas de apreciar a deslumbrante vista do Parque das Nações e do rio Tejo é através do teleférico, e eu queria ir dar uma voltinha turística.

Mas que este prmenor não distraia a atenção do leitor do facto essencial que é este: eu fui à 5ª Vara Criminal de Lisboa para, abnegadamente, relatar a verdade sobre os desacatos imputados aos ‘No Name Boys’. Coisa pouca: associação criminosa, tráfico de droga, posse de armas e ofensa à integridade física, entre outros crimes, "motivados por ódio e intuitos de destruição, sem motivação relevante, contra elementos das claques" do Sporting e do FC Porto. Ao todo apenas um reduzido número de 38 arguidos, segundo o despacho de acusação do DIAP.

E a verdade, pelo que a minha investigação permite concluir, é esta: não houve desacatos nenhuns. As práticas de agressão que a polícia refere, na realidade, não passaram de mero simulacro entre amigos que apenas se divertiam em ambiente de sã camaradagem. Aquilo que à polícia pareceu ser um ‘gang’, na verdade não passava de um grupo de Moscãoteiros bem comportadinhos a brincar ao D’Artacão. E, mesmo tratando-se de uma simulação, nem sequer nunca foi sua intenção molestar o Conde de Rocãoforte nem, de nenhum modo, desrespeitar as leis do Cardeal Recheleão. Andavam apenas, simpaticamente à caça de Pom, o rato da Julieta.

Mas, mesmo a braços com tanta acusação falsa, estes arguidos têm gestos de ternura que nos fazem acreditar na sua inocência. Conto um episódio: no intervalo da sessão, tentei aproximar-me de um ‘No Name’ para lhe por umas questões de moral. Indiferente, o bárbaro fez gala em ignorar-me. Era compreensível, dado o estado de cansaço em que, provavelmente, se encontrava. Tendemos a esquecer-nos de que, dentro de qualquer arguido, estão pessoas como nós. Mas eu tinha isso presente, portanto não constituíu surpresa para mim que, quando eu pontapeei uma das canelas do vândalo, a pessoa que estava lá dentro tivesse sofrido como nós. «Porque é que o D’Artacão está a chorar?», perguntou-me uma velha ali presente. «Deve estar emocionado por a ver. Não se chama Julieta?». E chamava, o raio da velha.

Só espero é que Widimer, o capitão da Guarda do Cardeal, tome bem conta da ocorrência.

terça-feira, 2 de março de 2010

E esta hein?

Hoje, enquanto tomava o pequeno almoço perto do local onde trabalho, li no editorial de um jornal desportivo, um artigo muito curioso.

Este artigo, lembrava a cena de 1997, num célebre jogo Estrela da Amadora–FCP, onde Fernando Mendes agrediu um bombeiro no acesso aos balneários. Segundo se provou, o jogador do FCP mordeu a orelha do soldado da paz, qual Mike Tyson. Confesso que já não me recordava deste caso, mas quando comecei a ler fez-se luz na minha memória.

A Liga na altura, abriu um processo disciplinar ao jogador do FCP. Até agora, nada de novo.

A decisão surgiu 13 meses (!!!!!!) depois, condenando Fernando Mendes a 3 meses de suspensão, tendo por base na decisão, que o Bombeiro era efectivamente um agente desportivo. Até o artigo aplicado, foi o mesmo aplicado a Hulk.

E agora, a grande surpresa. O director executivo da Liga na altura, era Guilherme Aguiar. Aquele que todas as segundas-feiras, reclama num programa desportivo na SIC N a morosidade do processo a Hulk, e que  afirma que a definição de agente desportivo atribuído ao Steward é uma perseguição infame ao FCP.

Como dizia o saudoso Fernando Pessa, “e esta hein?”

A justiça, só é justiça quando decide a nosso favor.

El chico que dejó el Madrid brilla en Lisboa

Excelente artigo no El País, sobre Javi Garcia.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Cartoon Footbicancas

Além de marcar muitos golos, Benfica é a melhor defesa da Europa



Muito se tem falado nas goleadas do Glorioso (12.ª da época). Mas ao invés, não se fala do excelente quarteto defensivo que o Benfica este ano apresenta.



É um facto, o Benfica é actualmente a melhor defesa da Europa, um lugar ocupado até há algumas jornadas pelo Sporting de Braga.


Os encarnados sofreram apenas 11 golos em 21 jogos, o que dá uma média de pouco mais de meio golo por partida. Os minhotos mantêm-se entre os dez melhores, no sétimo lugar.


Destaque ainda para a 175ª posição entre 182 clubes, ocupada pelo V. Setúbal. Os sadinos encaixaram 41 golos em 21 jogos, uma média de 1,95 por encontro.


Lista das melhores defesas entre os dez países mais bem classificados no ranking da UEFA:


1. BENFICA (Portugal), 11 golos sofridos/21 jogos, 0,52 média
2. Dínamo Kiev (Ucrânia), 9/17, 0,53
3. CFR Cluj (Roménia), 11/19, 0,58
4. Barcelona (Espanha), 14/24, 0,58
5. PSV Eindhoven (Holanda), 16/25, 0,64
6. Metalist Kharkiv (Ucrânia, 11/17, 0,65
7. SP. BRAGA (Portugal), 14/21, 0,67
8. Ajax (Holanda), 17/25, 0,68
9. Timisoara (Roménia), 13/19, 0,68
10. * Rubin Kazan (Rússia), 21/30, 0,7
(...)
15. SPORTING (PORTUGAL), 16/21, 0,76
26. F.C. PORTO (PORTUGAL), 18/21, 0,86
29. RIO AVE (PORTUGAL), 19/21, 0,90

O melhor ataque é ter uma grande defesa...onde é que eu já ouvi isto?!?

Saudações Gloriosas!

Novo Colunista e Nova Rubrica

Em semana difícil para o FCP, eis que tenho o gosto de apresentar um novo colunista e uma nova rubrica do FootBicancas para animar o clima. Estou certo que o JCR vai contribuir ainda mais para a discussão do Desporto Nacional, sempre na mesma linha do blog, ou seja, sem fanatismos exacerbados e com um forte sentido de respeito pelos outros!

Seja bem vindo JCR e Obrigado!

Pressão Alta

Des...NORTE,
Por JCR

Quão vã e efémera é a memória…

Padeço hoje de uma vontade, que penso comum à generalidade dos adeptos portistas espalhados pelo mundo: invente-se um quarto escuro, onde reine o silêncio, e onde possa dar largas à minha absoluta desilusão, onde possa destilar os “ódios” que sempre me movem pelo ‘Sr. Professor’ e alguns dos seus pupilos, e onde possa também e finalmente, resignado, estender o mais sentido voto de respeito e saudade ao Sr. José Maria Pedroto, por de uma forma tão descuidada ser o seu nome usado, por e para nada.

Não acredito que a grossa fatia dos que hoje servem o MEU clube, dos que hoje vestem a camisola do MEU clube, dos que ao peito ostentam o símbolo do MEU clube, o sintam como eu e a maioria dos portistas.

Não sei nem quero saber, se ainda assim cumprem todos com as suas obrigações profissionais, se o mal está no todo ou na parte.

Sei, isso sim, que quem quer que seja que sirva o MEU clube, independentemente das funções que desempenhe, tem de actuar sempre no mais estrito sentido de respeito pela memória e história do clube, e pelos seus muitos associados, adeptos e simpatizantes.

Quando toda uma estrutura do futebol profissional, se dirige ao mundo que a quiser ouvir em nome do F. C. Porto, não são apenas jogadores, técnicos, dirigentes, médicos, roupeiros e demais, que falam.

Quando alguns se auguram dizer “somos Porto”, aconselha o mais elementar bom senso que se lhes diga o que é ser PORTO, o quão grandes foram e são aqueles que fizeram grande o PORTO, o quanto o PORTO se não resume às quatro paredes e rostos sorumbáticos que ali se expunham, e o quanto tais palavras os comprometem.

Mas será que se lhes pode exigir tanto, se o tanto que lhes vai sendo pedido é tão pouco…

Assim se vai fazendo vã e efémera a memória.

Inventem-se pois novos dias para o MEU clube.