
POR CAUSA DO KLÉBER, MADEIRENSES PASSARAM A DIZER “CARLINDO” QUANDO INSULTAM ALGUÉM
Da Redacção FB / Porto Santo – O Campeonato, o acontecimento mais importante para a viabilidade do país logo a seguir à Taça Europa, acabou há mais de um mês e os portugueses puderam finalmente virar a sua atenção para a grave crise interna: a guerra entre o Marítimo e a justiça da Liga. O presidente do Marítimo acusou a Comissão Disciplinar de “branqueamento”, com a decisão de arquivar o processo no qual os insulares acusavam o FC Porto de aliciamento do avançado brasileiro Kléber. “Houve branqueamento. A Comissão Disciplinar agiu como o sabão numa máquina de lavar. Como diz o anúncio publicitário de uma marca de sabão, ‘branco mais branco não há’ e foi isso mesmo que eles fizeram”, acusou o dirigente.
Sabemos bem que o conceito de “silly season” tarda em chegar à Madeira, uma terra onde as declarações públicas dos dirigentes, a começar pelo Alberto João, são sempre na mesma linha, quer estejamos no Natal, Carnaval, Verão ou bancarrota. Mas em universo tão peculiar como é o da justiça desportiva quando toca ao FC Porto, tudo é possível.
Indignado, Carlos Pereira considerou inadmissível “pactuar com toda esta falta de seriedade das pessoas” e, em conversa com o Footbicancas, acrescentou que “na Madeira, Carlindo (Herculano Carlindo Moreira Lima, o presidente da Comissão Disciplinar) já é sinónimo de insulto. Eu, quando quero insultar alguém, chamo-lhe Carlindo”.
Ao que apurámos, nos Barreiros, diz-se “Carlindo” em vez de “chiça” ou ”fónix” ou coisas bem mais cabeludas. Também já se tornou hábito dizer “não me carlindes” em vez de “não me lixes” (ou pior), ou “já me carlindaste” em vez de “já me tramaste” (ou bem pior) e “vai-te carlindar” no lugar de “vai-te catar” (idem idem).
Por Zé Bento, repórter e poeta satânico
Sabemos bem que o conceito de “silly season” tarda em chegar à Madeira, uma terra onde as declarações públicas dos dirigentes, a começar pelo Alberto João, são sempre na mesma linha, quer estejamos no Natal, Carnaval, Verão ou bancarrota. Mas em universo tão peculiar como é o da justiça desportiva quando toca ao FC Porto, tudo é possível.
Indignado, Carlos Pereira considerou inadmissível “pactuar com toda esta falta de seriedade das pessoas” e, em conversa com o Footbicancas, acrescentou que “na Madeira, Carlindo (Herculano Carlindo Moreira Lima, o presidente da Comissão Disciplinar) já é sinónimo de insulto. Eu, quando quero insultar alguém, chamo-lhe Carlindo”.
Ao que apurámos, nos Barreiros, diz-se “Carlindo” em vez de “chiça” ou ”fónix” ou coisas bem mais cabeludas. Também já se tornou hábito dizer “não me carlindes” em vez de “não me lixes” (ou pior), ou “já me carlindaste” em vez de “já me tramaste” (ou bem pior) e “vai-te carlindar” no lugar de “vai-te catar” (idem idem).
Por Zé Bento, repórter e poeta satânico



















