sexta-feira, 2 de julho de 2010

Toques de Cabeça

A CULPA PODE SER DO HINO
Por JMMA

“Explicações? Perguntem ao Queiroz”. Foi desta forma enigmática que Cristiano Ronaldo respondeu aos jornalistas no final da derrota com Espanha (1-0), instado a comentar a eliminação da selecção portuguesa nos oitavos-de-final do Mundial. Portanto, foi o que fizemos – perguntámos ao Queiroz.

Como Queiroz explicou ao Footbicancas, a culpa do desempenho “menos excelente” da nossa Selecção é do hino nacional. Pelo menos, assim concluem as investigações do consultor técnico da Selecção e reputado cientista português, António Simões, que há vários anos leva a efeito estudos no campo da neurolgia musico-desportiva.

A grande pecha parece estar em determinadas notas do hino nacional que atingem frequências tais que, conjugadas com a emoção patriótica, deixam os jogadores incapacitados. Ao que parece, o investigador-consultor do professor-seleccionador, no intervalo do Portugal-Espanha, submeteu vários futebolistas portugueses à audição do hino de Keil e registou a sua actividade neurológica.

Surpreendentemente, verificou que ao toque do hino é activado o mesencéfalo, uma zona primitiva do tronco cerebral associada às funções cognitivas. As conclusões indicam que a actividade neurológica do cerebelo, a estrutura responsável pela coordenação de movimentos, é completamente inibida pelos acordes da Portuguesa, deixando os jogadores sem discernimento para articular quaisquer movimentos de ataque, a ponto de nem sequer quererem ‘atacadores’ nas botas, mas antes ‘defensores’.

No entanto para este entorpecimento psicomotor ocorrer, é necessário que seja activada em simultâneo uma zona do telencéfalo responsável pelas emoções. Assim se explica que os jogadores das equipas adversárias, não obstante também ouvirem o hino português, como não se emocionam, mantêm intactas as suas capacidades.
A entoação da letra da Portuguesa, explica Queiroz, além de estimular as emoções no telencéfalo, também conduz os jogadores a um estado de confusão mental, especialmente por causa das palavras “egrégios”, que surge logo na primeira estrofe (“Dos teus egrégios avós”). O cientista Simões mostrou cartões com a palavra “egrégios” aos jogadores, tendo verificado que nos 15 minutos subsequentes estes eram incapazes de explicitar a relação de parenesco entre os filhos de dois irmãos. Mergulhavam num estado introspectivo balbuciando abstratamente sons como “e gajas a nós”.

Estes resultados estão de acordo com a literatura desportiva, na qual são referidos os excelentes desempenhos dos jogadores portugueses nos seus clubes de origem, por toda a Europa. Nem no Real Madrid nem no Chelsea é tocado o hino nacional. Está, pois, provado que o responsável não é o técnico, é o hino. Deixando uma mensagem de optimismo para o futuro, Queiroz sugeriu, portanto, que o hino nacional deixe de ser entoado nas partidas da Selecção. E lá vamos nós ter mais dois anos do mesmo!

Já que sai o hino, então voto pel ’Os Peitos da Cabritinha’.

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