sábado, 5 de novembro de 2005
quinta-feira, 3 de novembro de 2005
Colunista Convidado, por José Manuel Marques
Cajuda Contra Ninguém
As trocas de «mimos» entre os treinadores das equipas intervenientes num dos jogos da última jornada, deram muito que falar mas, como sempre, não tiveram puto de interesse. E não fora esta cena colocar tristemente em evidência um dos traços recorrentes do xico-espertismo lusofutebolês – a bazófia –, nem valeria a pena recordá-la.
Não importa a cor das equipas intervenientes, nem o nome dos protagonistas e
muito menos o resultado final do jogo que esteve na origem do arrufo. O que aqui releva é, infelizmente, o facto de um dos intervenientes ser português e o outro não. A burrice normalmente não tem sotaque. Mas aqui tem.
A história, como se sabe, começou com uma simples observação ao facto (real) da equipa contrária ter alterado o calendário da Taça para poder beneficiar de mais tempo de descanso e de preparação para o jogo em causa. A partir daí a cegueira na busca de protagonismo fácil e a avidez sensacionalista dos media (sempre prontos) ditaram o resto – uma espécie de disputa infantil feita jogo do quem-tem-mais-medo-de-quê.
Acho que tudo se permite a um técnico que quer subir na carreira, excepto ser infantil. Na ânsia pior que medíocre de demonstrar que é bom, o nosso conterrâneo não se apercebeu que se pôs a transformar a saudável rivalidade entre equipas adversárias numa banal discussão de putos.
Sabemos que este algarvio puro-sangue é useiro e vezeiro em certos tiques: fala optimamente de si próprio e do seu presidente, critica implícita ou explicitamente alguns colegas, acusa os clubes grandes de «nunca lhe terem dado a oportunidade de falhar», etc. etc. Só que neste caso, o nosso conterrâneo esmerou-se. A burrice perfeita não existe – mas ele esteve muito perto de a atingir.
Não lhe basta nem sequer lhe ocorre recordar que o seu trajecto ou o dos seus atletas, militando em equipas pequenas, é um trajecto de luta e insubmissão competitiva. Não lhe basta nem sequer lhe ocorre referir que é nestas pessoas – técnicos, atletas ou dirigentes – que no dia-a-dia ultrapassam as limitações de toda a ordem e não desistem de, em matéria de jogo jogado, bater o pé aos melhores – é nessas pessoas, digo, que encontramos o brilho do mais extraordinário que há no desporto: a superação de si. Ocorre-lhe apenas, e isso lhe basta, vir a terreiro em termos apimbalhados a gritar como os putos: «o meu pai é polícia não tenho medo de ninguém».
Tenho pena – afinal mostra que nem sabe conviver com as suas próprias virtudes. É-lhe mais fácil depreciar do que admirar. O inferno dele é o êxito dos outros.
Por isso é que o outro (o estrangeiro, claro) não fez senão bem em retirar as tropas de campo logo no primeiro ‘round’: «não vou discutir com uma pessoa que não conheço». E pimba: deixou-o a falar sozinho.
Na lógica desta escola lusa de pensamento infantilizado ganha aquele que desconversar ao mais alto nível ou, por outras palavras, aquele que mais fizer rir a malta. Admito que para um técnico dramaticamente dividido entre aquilo que quer ser e aquilo que pode ser convenha que as coisas acabem por se decidir dessa maneira. Mas isso não me parece bem.
Gostaria que o futebol, já agora, fosse também para adultos.
As trocas de «mimos» entre os treinadores das equipas intervenientes num dos jogos da última jornada, deram muito que falar mas, como sempre, não tiveram puto de interesse. E não fora esta cena colocar tristemente em evidência um dos traços recorrentes do xico-espertismo lusofutebolês – a bazófia –, nem valeria a pena recordá-la.
Não importa a cor das equipas intervenientes, nem o nome dos protagonistas e
muito menos o resultado final do jogo que esteve na origem do arrufo. O que aqui releva é, infelizmente, o facto de um dos intervenientes ser português e o outro não. A burrice normalmente não tem sotaque. Mas aqui tem.A história, como se sabe, começou com uma simples observação ao facto (real) da equipa contrária ter alterado o calendário da Taça para poder beneficiar de mais tempo de descanso e de preparação para o jogo em causa. A partir daí a cegueira na busca de protagonismo fácil e a avidez sensacionalista dos media (sempre prontos) ditaram o resto – uma espécie de disputa infantil feita jogo do quem-tem-mais-medo-de-quê.
Acho que tudo se permite a um técnico que quer subir na carreira, excepto ser infantil. Na ânsia pior que medíocre de demonstrar que é bom, o nosso conterrâneo não se apercebeu que se pôs a transformar a saudável rivalidade entre equipas adversárias numa banal discussão de putos.
Sabemos que este algarvio puro-sangue é useiro e vezeiro em certos tiques: fala optimamente de si próprio e do seu presidente, critica implícita ou explicitamente alguns colegas, acusa os clubes grandes de «nunca lhe terem dado a oportunidade de falhar», etc. etc. Só que neste caso, o nosso conterrâneo esmerou-se. A burrice perfeita não existe – mas ele esteve muito perto de a atingir.
Não lhe basta nem sequer lhe ocorre recordar que o seu trajecto ou o dos seus atletas, militando em equipas pequenas, é um trajecto de luta e insubmissão competitiva. Não lhe basta nem sequer lhe ocorre referir que é nestas pessoas – técnicos, atletas ou dirigentes – que no dia-a-dia ultrapassam as limitações de toda a ordem e não desistem de, em matéria de jogo jogado, bater o pé aos melhores – é nessas pessoas, digo, que encontramos o brilho do mais extraordinário que há no desporto: a superação de si. Ocorre-lhe apenas, e isso lhe basta, vir a terreiro em termos apimbalhados a gritar como os putos: «o meu pai é polícia não tenho medo de ninguém».
Tenho pena – afinal mostra que nem sabe conviver com as suas próprias virtudes. É-lhe mais fácil depreciar do que admirar. O inferno dele é o êxito dos outros.
Por isso é que o outro (o estrangeiro, claro) não fez senão bem em retirar as tropas de campo logo no primeiro ‘round’: «não vou discutir com uma pessoa que não conheço». E pimba: deixou-o a falar sozinho.
Na lógica desta escola lusa de pensamento infantilizado ganha aquele que desconversar ao mais alto nível ou, por outras palavras, aquele que mais fizer rir a malta. Admito que para um técnico dramaticamente dividido entre aquilo que quer ser e aquilo que pode ser convenha que as coisas acabem por se decidir dessa maneira. Mas isso não me parece bem.
Gostaria que o futebol, já agora, fosse também para adultos.
Benfica - 0 Villareal - 1
Por problemas técnicos aos quais sou alheio, não me foi possível fazer a análise atempada do jogo de ontem entre Benfica e o Villareal. Realmente, depois daquela derrota, só me faltava chegar a casa e não ter Netcabo. Conclusão, alguém tinha de padecer, e esse alguém foi o operador de call center da NETCABO. Não sei se fui justo ou injusto, mas o que é certo é que a internet nunca esteve tão rápida.Bom, depois deste prólogo, e embora não me apeteça falar muito deste jogo, tal a desilusão com que saí do estádio, queria dizer o seguinte:
A equipa não fez um grande jogo, em muito momentos até foi dominada e andou a correr atrás da bola; mas também não fez um jogo mau, desenhou aliás várias jogadas perigosas e respondeu sempre às investidas da equipa espanhola. A diferença entre as duas equipas foi determinada por um remate de muito longe, um remate que nunca deveria ter entrado, e que em condições “normais” não entraria, mas que entrou.
Não quero queimar o jovem Rui Nereu, mas qualquer GR tinha obrigação de defender aquele remate.
As contas estão mais complicadas. No minimo o Benfica tem de vencer um jogo e empatar outro.
terça-feira, 1 de novembro de 2005
ESPN
Não resisto à tentação de escrever umas linhas sobre este canal desportivo Brasileiro. Vi o jogo do Porto ao Vivo (como dizem os Brasileiros) e devo dizer que fiquei fascinado. Sabiam tudo sobre os jogadores do Porto (para resumir, só vou falar dos dados relativos ao Porto). Idade, clubes onde jogaram, golos marcados, classificação actual e dos anos passados, etc, etc (mas não da onda de Gabriel Alves).Fiquei muito satisfeito e orgulhoso pelo respeito que os Brasileiros tem pelo clube Portista. Disseram logo no inicio que o Porto era dos melhores clubes Europeus do momento, apoiando-se nos últimos títulos Europeus conquistados. Embora tivessem conhecimento do momento menos bom que a equipa atravessa, não deixaram de sublinhar o excelente plantel actual do FCP. Destaques individuais para Lucho, McCarthy, Diego (surpresos pela condição de suplente), Quaresma, Hugo Almeida (também achei curioso, mas sabiam todo o trajecto do avançado e classificaram-no como o avançado com maior potencial em Portugal) e claro, Vítor Baia. Relativamente a este último disseram que não ía à selecção nem que defendesse 10 Penaltis seguidos, pois o Filipão não conta com ele. É de enaltecer o reconhecimento do valor do Baia. Depois de falarem do percurso do atleta, referiram que tinha sido o guarda redes escolhido pela UEFA para assinalar o seu 50 aniversário. As luvas do Baia foram enterradas, juntamente com outros objectos de jogadores actuais (tal como as botas do Ronaldinho) para serem desenterradas aquando do 100 aniversário da UEFA.
Outras das equipas Portuguesas faladas foi o Braga. Referiram que era a defesa menos batida da Europa. E riram-se quando disseram que o patrão da defesa era o Nem. Segundo me apercebi o jogador não é muito popular no Brasil.
Em suma, bem que a SporTV podia fazer um Benchmarking para ver se melhorava a qualidade dos seus relatos.
Mancini: 2 - Adriaanse: 1
Assisti ao jogo através da ESPN (canal brasileiro por cabo). Devo dizer que a SportTV fica a milhas deste canal desportivo. É ímpressionante a pesquisa que os seus jornalistas fazem para poder relatar os jogos.Mas vamos ao jogo.
Tal como o título sugere, o principal responsável pela derrota do Porto foi o seu treinador. As mexidas que operou em campo cavaram a sepultura onde o Porto acabou por se deitar. A ganhar por 1-0 Adriaanse tinha obrigação de fazer melhor.
O FCP até entrou bem, trocando bem a bola e distribuindo os seus jogadores por todo o terreno de jogo. Esta boa entrada teve o seu culminar no golaço do Hugo Almeida. É um golo de fazer levantar um estádio, que no caso não foi possível uma vez que o San Siro estava vazio. E a partir daqui o FCP eclipsou-se. Não se viu mais Porto. Incrível. Mesmo assim, o Porto chegou ao final da primeira parte em vantagem.
No segundo tempo, Adriaanse resolver inventar. Tirou Alan, Paulo Assunção e Hugo Almeida para os lugares de Raul Meireles, Bruno Alves e McCarthy respectivamente. Se concordo com a primeira substituição, as outras nem em época de carnaval deixava de levar a mal. Tirar um extremo e meter um médio quando se está a ganhar, sim senhor. É uma tentativa clara de ganhar o controlo de meio campo. Quanto às outras substituições, não consigo entender. Eu não sou nem nunca fui treinador. No entanto, uma equipa nunca deve ser gerida no curto prazo, nem deve, acima de tudo, comprometer o futuro. Mas foi o que Adriaanse fez. Apostou tudo na defesa sem se lembrar que podia, numa fase mais adiantada do jogo, ter que apostar novamente no ataque. E meu dito meu feito. O Inter deu a reviravolta no resultado e o Porto ficou imutável a qualquer alteração estratégica.
Sabendo que as coisas não estão fáceis, ainda tenho uma réstia esperança na qualificação para a próxima fase da Liga dos Campeões.
segunda-feira, 31 de outubro de 2005
Comentário à 9ª Jornada

FC Porto: 0 - V. Setúbal: 0
Adriaanse inventou e o FCP empatou. Enviou Helder Postiga para a B, Diego e Ibson nem sequer foram convocados e McCarthy ficou no banco.
O FC Porto perdeu assim mais dois pontos por culpa própria, ao deixar-se empatar frente a um Setúbal que se limitou a defender a sua baliza.
O FCP bem tentou entrar com a bola pela baliza dentro, mas à medida que o tempo ia passando, mais confiantes no seu jogo (anti-jogo) defensivo os jogadores do Setúbal ficavam.
Momentos do jogo houve, que se o FCP tivesse tido mais descernimento, e menos desordem ofensiva teria tido mais sucesso.
Só mais uma nota: Lucho capitão de equipa?!?! Não sei se para melhor, se para pior, mas o Porto está diferente.

Naval: 1 - Benfica: 1
Sem Simão, Quim, Moreira, Geovanni e Micolli, foi um resultado ingrato para o Benfica e lisonjeador para o Naval. O Benfica foi melhor na primeira parte e muito melhor na segunda. O Benfica deixou assim dois pontos no dilúvio da Figueira da Foz. O domínio das águias chegou a ser intenso, mas faltou alguém no último terço.
Os adeptos podem estar optimistas, o Benfica está consistente e deu um resposta fisica assinalável.

Boavista: 2 - Sporting: 2
Bela jogatana no Bessa. O Boavista entrou melhor, com 1 ou 2 oportunidades claras de golo falhadas, mas o Sporting, sem ter feito muito para o merecer, em 5 minutos marcou dois golos (lance individual de Nani e na sequência de um canto inexistente).
Na 2ª parte, o Boavista voltou a entrar melhor, mas agora aproveitando as oportunidades.
O empate aceita-se, mas se tivesse de haver um vencedor, e face ao dominio patenteado, esse teria de ser o Boavista.
Sp. Braga: 2 - Belenenses: 0E quem é que pára o Braga. Já ninguém dúvida que temos aqui um sério candidato ao título. Marcou um golo pelo regressado João Tomás aos 17', e só por uma vez o Belenenses teve a veleidade de chegar com perigo à baliza bracarense. É realmente muito complicado marcar golos a este Braga.
Embora com uma exibição não muito agradável, foi uma vitória muito importante, já que se aproxima-se um ciclo terrível, com deslocações ao Marítimo e Nacional, intercaladas pela recepção ao Benfica.
domingo, 30 de outubro de 2005
sábado, 29 de outubro de 2005
Ausência
Aonde Pára a Imprensa?


Nos dois últimos jogos do Benfica (Estrela da Amadora e Leixões) assistimos a dois lances que merecem dúvidas. Não vou discutir se o árbitro teve ou não razão ou se houve ou não um erro que interferisse directamente o resultado final. Uma coisa é certa: Grande parte das pessoas que estão a ler este Post concordam comigo quando digo que esses lances foram duvidos. Antes de mais vamos aos lances:
- Benfica - Estrela da Amadora: Na primeira parte, o Estrela introduz a bola na baliza Benfiquista depois de um centro do lado esquerdo. A jogada foi anulada, pois o árbitro achou que a bola tinha saído das quatro linhas aquando do centro.
- Leixões - Benfica: O Simão faz, de uma forma espectacular, o segundo golo do Benfica já muito perto do minuto 90'. No entanto, na altura em que o Simão recupera a bola, poderá ter feito falta, sendo o golo, por isso, irregular.
Repito: Não estou a querer dizer que houveram erros dos árbitros. Julgo apenas que ambos os lances são duvidosos.
Ora se são duvidos, porque é que não se ouviu mais nada relativamente a eles?
No ano passado toda a gente se lembra da discussão que mereceu um lance idêntico aquele verificado no Benfica Estrela. Ou não se lembram dos meses a fio onde se discutiu se a bola tinha entrado ou não na baliza do Baia no jogo Benfica-Porto? No dia deste jogo, estava no Brasil. Pois bem, quando cá cheguei ainda tive a oportunidade de ver a jogada mais 100 vezes. Curiosamente o pretenso golo do Estrela caíu em saco roto. Televisões, rádios, jornais. Nada. Nunca mais ninguém piou. O mais engraçado é que quando fui consultar o relato do jogo ao minuto no Mais Futebol, não vi qualquer referência ao lance. Será que sonhei com este golo anulado?
Relativamente ao jogo do Bessa frente ao Leixões o mesmo sossego. Niguém viu, ninguém sabe de nada. Mesmo o jornal O Jogo, que muitos dizem ser faccioso, também não viu nada.
Eu pergunto: Como seria se estas duvidas fossem ao contrário? Quantos dias é que íamos levar com os ases da arbitragens, com os comentadores muito idóneos da TV ou com as primeiras páginas dos jornais a falar do mesmo?
sexta-feira, 28 de outubro de 2005
Antevisão à 9ª Jornada

FC Porto - V. Setúbal (Sáb, 19h15, Sporttv)
O FC Porto, com maior ou menor dificuldade deve vencer esta partida. O Facto dos jogadores da equipa sadina não receberem salários há 6 meses, poderá afecta-los em termos motivacionais.
No entanto as dificuldades podem unir ainda mais estes jogadores, aumentando assim a sua entreajuda dentro de campo.
Se Co Adriaanse não inventar aposto numa vitória fácil do FCP.

Naval - Benfica (Sáb, 21h15, TVI)
Espero bastantes dificuldades neste jogo. Jogado num campo pequeno, provavelmente a chover, depois de um jogo a meio da semana, pode tornar o Benfica numa equipa fisicamente vulnerável.
Curioso saber quem ganha a guerra das palavras. Perspectiva de jogo complicado para o Benfica, e muita atenção a Fugaça (craque).

Boavista - Sporting (Dom, 20h30, Sporttv)
Primeiro grande teste de Paulo Bento. Tradicionalmete o Bessa, sempre foi complicado para os chamados grandes. Aposto num jogo equilibrado, que se decidirá nos pormenores.
Bom jogo em perspectiva.
OUTSIDER GAMEBraga - Belenenses (Seg, 20h30, Sporttv)
Dois clubes clássicos do futebol português defrontam-se com estados de alma diferentes. Enquanto o Sp. Braga tenta manter o primeiro lugar, o Belenenses depois da saída de Carlos Carvalhal, irá estrear-se sob os comandos de José Couceiro.
Será que alguém consegue parar este Braga?
Naval - Benfica aquece nos bastidores
RONALD KOEMAN
“Analisámos e vimos um jogo do Leixões, em casa, com o Beira-Mar, mas não tivemos a possibilidade de os ver este fim-de-semana porque sucedeu uma coisa muito curiosa para mim: não jogaram para terem mais dias de preparação para a partida com o Benfica” (...) “É uma situação igual à da Naval que adiou o jogo de amanhã [hoje] para a Taça de modo a ter mais tempo de preparar o jogo com o Benfica. Estou contente porque isto quer dizer que têm medo de nós."
MANUEL CAJUDA
'Vamos ver sábado à noite se eu tenho medo, mas uma coisa garanto: não tenho tanto medo do Benfica como o sr. Koeman teve do Manchester United na noite em que jogou em Old Trafford.'
JOSÉ VEIGA
"O Manuel Cajuda é dos treinadores mais vaidosos e arrogantes da nossa praça. Ele sonha treinar um dia um clube grande mas duvido que lá chegue”, começou por afirmar o homem forte do futebol encarnado, concluindo: “O Manuel Cajuda anda há tantos anos no futebol português e nunca ganhou nada. Pergunto porque será... Não vou permitir que falem assim do nosso treinador! E o passado do Ronald Koeman como jogador e treinador falam por si.”
“Analisámos e vimos um jogo do Leixões, em casa, com o Beira-Mar, mas não tivemos a possibilidade de os ver este fim-de-semana porque sucedeu uma coisa muito curiosa para mim: não jogaram para terem mais dias de preparação para a partida com o Benfica” (...) “É uma situação igual à da Naval que adiou o jogo de amanhã [hoje] para a Taça de modo a ter mais tempo de preparar o jogo com o Benfica. Estou contente porque isto quer dizer que têm medo de nós."
MANUEL CAJUDA'Vamos ver sábado à noite se eu tenho medo, mas uma coisa garanto: não tenho tanto medo do Benfica como o sr. Koeman teve do Manchester United na noite em que jogou em Old Trafford.'
JOSÉ VEIGA
"O Manuel Cajuda é dos treinadores mais vaidosos e arrogantes da nossa praça. Ele sonha treinar um dia um clube grande mas duvido que lá chegue”, começou por afirmar o homem forte do futebol encarnado, concluindo: “O Manuel Cajuda anda há tantos anos no futebol português e nunca ganhou nada. Pergunto porque será... Não vou permitir que falem assim do nosso treinador! E o passado do Ronald Koeman como jogador e treinador falam por si.”
Carlos Carvalhal despedido do Belenenses

Depois de averbar a 5ª derrota consecutiva, Carlos Carvalhal não resistiu a chicotada psicológica.
Há muito que se percebia a incapacidade de Carvalhal para influenciar positivamente a equipa nas fases de maior adversidade.
Pessoalmente não sou simpatizante deste treinador. Acho que tem um discurso exageradamente cíentifico.
E já lá vão 4 treinadores (Marítimo, Leiria, Sporting e Belenenses): E pode não ficar por aqui. Consta-se que o treinador do Penafiel, também está por um fio.
quinta-feira, 27 de outubro de 2005
BEST DO BEST!

Os mais antigos recordam-se com toda a certeza deste jogador: George Best. Foi um dos melhores e mais irreverentes jogadores de todos os tempos. O Ex jogador do Manchester United depara-se neste momento com o maior desafio da sua vida: a sobrevivência. O seu estado de saúde é considerado muito grave e tudo por causa das bebidas alcoolicas, que a fotografia bem documenta.
Taça
Pois é, não houve surpresas entre os grandes. Ambos venceram, mas não convenceram. Jogaram o suficiente...O Benfica teve o jogo mais difícil. Aquilo parecia a final da Liga dos Campeões, tal a emotividade, energia e combatividade que os jogadores do Leixões, apoiados por uma massa adepta inexcedível, imprimiram ao jogo.
Relace para os tomba-gigantes: Desp. Aves, Lixa e Ribeirão que eliminaram respectivamente, Belenenses, Penafiel e Rio Ave.
Na taça da Liga Inglesa o Chelsea também foi ontem eliminado em casa (após marcação de grandes penalidades) pelo Charlton. Primeiro desaire de Mourinho esta época.
quarta-feira, 26 de outubro de 2005
Hoje há Taça
Vitória de Setúbal em crise
Segundo o site "Mais Futebol", o Presidente do Vitória de Setúbal, tem mantido conversações com o Benfica, que está disposto a ajudar os setubalenses.O Benfica avançaria desde já com uma verba que garantiria as opções de compra sobre os passes de Moretto, Dembelé e Sougou, sendo que a contratação do guarda-redes brasileiro iria colmatar no imediato as baixas de Quim e Moreira, caso UEFA e Liga o permitissem.
Luís Filipe Vieira não negou os contactos com o Vitória de Setúbal para possíveis negócios que envolvessem jogadores do clube sadino. O presidente do Benfica deixou entender, aliás, que alguma coisa poderá estar para acontecer.
terça-feira, 25 de outubro de 2005
Ai que saudades!
Mesmo jogando contra o Marco, Adriaanse volta a não convocar o Bicho! Mais que raio? Será que é o único a não gostar do nosso capitão? Hoje voltou a falar sobre o assunto, mas voltou a não dizer nada: "Não tenho nenhum problema com ele, é bom profissional. Na minha opinião é uma questão de qualidade, vejo todos os treinos e decido". Estas foram as palavras do Holandês referindo-se às escolhas que fazia relativamente aos centrais. Eu que me queixava da teimosia do Scolari ao não convocar o Baía e foi-me sair um igual na rifa!
segunda-feira, 24 de outubro de 2005
Comentário à 8ª Jornada
Benfica: 2 - Estrela da Amadora: 0O Benfica teve a 5ª vitória consecutiva neste campeonato. Num ápice a equipa da luz passou dos últimos lugares da tabela para o terceiro lugar atrás do Braga e do FC Porto. O Slb teve uma primeira parte muito morna, tendo o Estrela aproveitado para para gerir forças e criar mesmo algumas situações de apuro para a baliza benfiquista. A equipa da Amadora chegou a introduzir a bola na baliza de Nereu, mas o lance foi anulado, pois segundo o auxiliar a bola já tinha ultrapassado a linha de fundo.
Na segunda parte o Benfica entrou mais decidido e não foi de estranhar o golo aos 50'. Mais uma vez o defesa direito do Benfica Nelson centrou com conta peso e medida e Karyaka não teve mais do que encontar de cabeça a bola para o fundo das redes. Passados apenas 13' o Benfica chegou ao segundo pelo melhor marcador da Liga - Nuno Gomes. Mais um centro de Nelson!
Foi um jogo onde o Benfica jogou QB, tendo justificado a vitória.
Gil Vicente: 2 - Sporting: 2Paulo Bento estreou-se no comando da equipa leonina. E para mim foi uma estreia muito valorizada pela coragem que teve. Mexeu na equipa, quando seria muito mais fácil meter em campo os mesmo jogadores dos últimos jogos, podendo desta forma desculpar-se num eventual fracasso. Mas não. Lançou dois jovens que bem conhece da equipa Junior do Sporting: André Marques (defesa esquerdo e não é primo do Luis Marques!) e Nani (um playmaker).
O Sporting fez uma boa primeira parte, justificando o golo que obteve já perto do intervalo por Douala.
Na segunda parte, o treinador do Gil lançou em campo os seus trunfos. Nandinho e Carlitos entraram para dar mais velocidade ao ataque Gilista. Estes dois jogadores conseguiram mudar o rumo dos acontecimentos e o Sporting começou a sentir algumas dificuldades na sua zona mais recuada. Com estas substituições, o treinador da casa acertou no totoloto, uma vez que logo no minuto 4 da segunda parte chegou ao empate por Gregory na sequência de um pontapé livre. O Gil não tirou o pé de acelerador e conseguiu chegar ao segundo golo, também na sequência de uma bola parada. Decorria o minuto 69', quando Carlos Carneiro facturou, provocando um peão no resultado. Ou seja, o Gil tinha conseguido dar a volta ao resultado.
Nos minutos finais, o Sporting fez o último esforço e foi feliz. Liedson conseguiu a igualdade no sprint final do jogo.
Empate justo.
Nacional: 0 - Porto: 1Depois da gripe das águias, o Porto viajou à Madeira para defrontrar o segundo classificado da liga Portuguesa. Era um teste muito dificil para a equipa de Adriaanse. E se era um teste, diga-se que o passou com distinção. Não pelo jogo de ataque à "Adriaanse", mas por ter feito uma partida muito consistente. E para esta consistência muito contribuiu o ex Nacional Paulo Assunção. Este jogador dá outra segurança que nunca foi encontrada com Ibson.
Foi uma vitória totalmente merecida, pois a equipa portista foi aquela que mais procurou a fortuna. Ela apareceu já na segunda parte, depois de mais um centro brilhante de Quaresma a que Hugo Almeida correspondeu de uma forma não menos brilhante. Foi uma cópia do golo construido por estes jogadores no jogo da selecção sub-21.
OUTSIDER GAMEPois é. O Braga continua a ganhar. A equipa de Jesualdo começa a habituar-se ao topo da classificação. E está visto que quando marca primeiro do que o adversário, dificilmente perde. Mas diga-se que foi uma vitória justíssima. O Braga, ao contrário dos últimos jogos, conseguiu criar muitas oportunidades de golo e o resultado peca mesmo por escasso.
Moral da história: Vamos ter o Braga a lutar por um lugar de destaque!
Moral da história: Vamos ter o Braga a lutar por um lugar de destaque!
sexta-feira, 21 de outubro de 2005
Antevisão à 8ª Jornada
Benfica - Estrela Amadora (Sáb, 21h00, SportTV)Depois da vitória no Dragão, e do bom resultado para a Liga dos Campeões, este jogo pode tornar-se perigoso, se os jogadores inconscientemente descomprimirem das emoções fortes da semana que está a terminar.
Não nos esqueçamos do excelente jogo que o Estrela fez no Dragão. Na minha opinião, mais do que os confrontos directos entre candidatos ao título, são estes os jogos determinantes para se ganhar campeonatos. Espero que o Benfica não vacile.
Não nos esqueçamos do excelente jogo que o Estrela fez no Dragão. Na minha opinião, mais do que os confrontos directos entre candidatos ao título, são estes os jogos determinantes para se ganhar campeonatos. Espero que o Benfica não vacile.
Nacional - FC Porto (Dom, 21h15, TVI)Perspectiva de jogo difícil para o Porto. A equipa do Nacional está em segundo lugar, apresenta um futebol muito consistente, é uma equipa fortíssima em casa (veja-se o caso do Sporting), e tem um dos piores estádios da Liga.
Para além disso, o Nacional tem um treinador (Manuel Machado) que é perito em criar dificuldades ao grandes.
Mais um duro teste à equipa de Co Adriaanse.
Para além disso, o Nacional tem um treinador (Manuel Machado) que é perito em criar dificuldades ao grandes.
Mais um duro teste à equipa de Co Adriaanse.
Gil Vicente - Sporting (Dom, 19h15, SportTV)Que dizer deste jogo? O Sporting está a jogar sobre brasas. A pressão é enorme, e os jogadores não se conseguem libertar das contingências externas que os rodeiam. Se assim fôr, será difícil aos leões, sairem de Barcelos com um bom resultado.
Já vi o Gil jogar na Luz, e é uma equipa que defende muito bem, e faz bastante anti-jogo. Se o Sporting não marcar cedo, vai ser bastante complicado.
Será que se o Sporting não passar em Barcelos despedem o Paulo Bento?
Já vi o Gil jogar na Luz, e é uma equipa que defende muito bem, e faz bastante anti-jogo. Se o Sporting não marcar cedo, vai ser bastante complicado.
Será que se o Sporting não passar em Barcelos despedem o Paulo Bento?
A equipa do Braga já vem sendo cliente habitual do Outsider Game. Não só pelo futebol que pratica, mas pela posição predominante que ocupa na classificação.
Vai ser um jogo interessante de se seguir, em virtude de ambos os treinadores terem filosofias de ataque. Uma vitória do Braga, torna-o cada vez mais um cadidato SÉRIO ao título de campeão nacional.
Alguém consegue parar este Braga?
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