sábado, 16 de outubro de 2010
INQUÉRITO
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Toques de Cabeça
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
O Circo está de volta !

1 – Cheira-me que com esta tua ameaça o pessoal ficou cheio de medo e desta vez só te vai amolgar os guarda-lamas (sempre gostei deste nome). Mais, afirmo desde já que ouvi dizer que o Macaco já afirmou que desta vez vai ser mais meigo para não ter que ouvir mais afirmações de choradinhos.
2 – Afirmas (ou afirmaram por ti, não sei) que não vens ao Dragão. E daí? Julgas que a malta se importa? Não venhas! Poupas-me o dinheiro de uns tremoços e de uns finos!
3 – O presidente do Benfica teve uma reunião com o Rui Pereira, ministro da administração interna porque, diz, sempre que vem ao Norte é mal tratado. Ele há cada uma! O País não terá, certamente, mais nada do que se preocupar. O Ministro, trengo, lá o recebeu e lá contribuiu para o habitual circo. Tenho a certeza que falaram também de autocarros incendiados (por coincidência em Lisboa), de agressões a jogadores do Porto que quase os deixam cegos (por coincidência em Lisboa), de apedrejamento ao autocarro do Porto (por coincidência em Lisboa), de um apedrejamento ao carro particular do presidente do Porto (por coincidência em Lisboa), de apedrejamento aos autocarros da claque Portista (por coincidência em Lisboa), de apedrejamento a carros particulares de adeptos Portistas (por coincidência em Lisboa), de esfaqueamentos a adeptos Portistas (por coincidência em Lisboa) e outros mais (por coincidência em Lisboa).
Moral da história: as virgens ofendidas voltaram ao activo…
PORTUGAL: 3 - DINAMARCA: 1

Por falar do Dragão, tenho que falar na relva, ou melhor, do tapete que é aquele relvado. Na sexta-feira choveu a cântaros no Porto e quando toda a gente pensava que o relvado ia estar ensopado, eis que a bola rolava como se nada fosse. Excelente! Via ali jogadores habituados a jogar nos maiores palcos Europeus, nomeadamente nas relvas de Madrid, Manchester, Londres, etc, mas de uma coisa tenho certeza: não encontram melhor relva do que aquela. Pode ser tão boa, mas melhor não é certamente.
O Moutinho é que não estranhou a ver pela exibição que fez. Muito bem. Arrisco mesmo a dizer que foi, talvez, a melhor exibição do Algarvio este ano, mesmo considerando as boas exibições que já fez no Porto. Mas não foi só o Moutinho a assinar uma bela exibição. Outros jogadores também o fizeram. Vi, como há muito não via, os jogadores a jogarem com vontade. Esta vontade, aliada à qualidade de todos, só podia dar nisto, ou seja, uma vitória clara que só peca por escassa. Bem-vindo Paulo e só espero que mantenhas os “gandulos” motivados e na mão. Caso consigas ultrapassar esta tarefa, estou convencido que marcaremos novamente presença numa fase final do Europeu.
Nota final para o público. Cai que nem uma luva o ditado: “poucos, mas bons”. Para além de terem puxado pela equipa, aquilo que mais gostei foi de ouvir (nesta fase já estava no carro a caminho da futebolada) os aplausos que deram ao Carlos Martins, aquando da substituição. Mostrou que o pessoal sabe bem distinguir um jogador da selecção de um jogador de um clube!
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Inquérito
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Toques de Cabeça
Ora bem – é terça-feira -, celebra-se hoje o centenário da República. Há muito, muito tempo, ainda o Madaíl andava de bicicleta com quatro rodas, e quando quem mandava era o tetravô da Bruna Real (a professora playmate da escola de Mirandela), a esta hora estavam os republicanos no Marquês de Pombal a juntar lenha para queimar o rei vivo. E não havia divisões. Não havia nem Benfica nem Sporting, nem Diabos nem Superdragões, as pessoas juntavam-se no Marquês, e era tudo do mesmo clube, um clube que gostava de queimar reis. Eram outros tempos. Hoje se o Eusébio fosse queimado vivo no Marquês, tenho a certeza de que as opiniões se dividiam.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Guimarães: 1 - FCP: 1

De facto, passei (e ainda não sei se passou totalmente) por uma fase de nojo que me afastou do blog. Em certos momentos o tempo disponível não era muito. Noutros, simplesmente porque não me apetecia. Vamos lá ver se as teias de aranha saem de vez das minhas falangetas!
Bom, como disse, estava à espera que o Porto perdesse pontos para voltar ao activo. As sucessivas vitórias deste ano não traziam nada de novo e portanto seria falar mais do mesmo. Para além disso, descobriram-se nova escutas num timing verdadeiramente fabuloso, ou seja, quando o Porto ganhava como se não houvesse amanhã e quando a concorrência estava prestes a perder de vista o monolugar do FCP (por falar nisso, o Porto ganhou este fim de semana a prova da Superleague Formula na China – sempre a facturar).
O circuito de Guimarães trouxe ao FCP o primeiro furo à máquina tripulada pelo jovem piloto André Vilas Boas. Depois dos treinos livres de pré-época terem mostrado um Porto com muitos motivos para afinamento (adivinhando-se mais um campeonato sem história a favor do Benfica), eis que o bólide arranca com toda a pujança, deixando os concorrentes a léguas de distância, onde a única coisa que conseguiam ver à sua frente era o fumo deixado pelo rasto vitorioso do carro do Vilas Boas. Mesmo antes do campeonato, e numa Super-especial, já o Benfica andava “às aranhas” e com a cabeça à roda com tamanha potência. O actual campeão nacional saiu desse jogo completamente esmagado, queixando-se para o facto de o seu veículo estar a padecer de falta de peças. Segundo fonte próxima do clube encarnado, a reconstrução do chaço foi feita aos soluços, tendo o seu mecânico, de longa cabeleira branca, lamentado o atraso de algumas peças oriundas da África do Sul. Mesmo tendo o mesmo problema, o recente piloto do FCP não se importunou com tais desculpas e fez-se à estrada com todo o fulgor que até a mim me surpreendeu!
Porém, em Guimarães, uma falha na caixa de câmbio fez enguiçar a máquina. André Vilas Boas ainda tentou culpar o juiz desta corrida, mas como espectador digo o seguinte: Oh André, a culpa foi tua, pois ninguém tem culpa que tenhas adormecido ao volante durante a segunda parte. Mais, nunca uma corrida esteve tão fácil! Bastava um pequeno toque no acelerador para deixar a equipa da casa totalmente out. Por isso, abre a pestana, não adormeças ao volante e não julgues que o campeonato vai ser um passeio, até porque mais escutas aparecerão até final!!
domingo, 3 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Toques de Cabeça
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Toques de Cabeça
terça-feira, 31 de agosto de 2010
PRESSÃO ALTA
Por JCR
Eis que à terceira jornada, se instalou já um nervoso miudinho nos diversos quadrantes de opinião futebolística do nosso Portugal.
Desde já uma prévia declaração de interesses, que não constituindo surpresa para alguns, convém ainda assim ressalvar: sou convicta e orgulhosamente portista.
Daí resulta desde logo, para alguns leitores, que avalio as matérias à sombra da cultura desportiva que norteia o meu clube do coração, de onde pleno de incoerências, faltas de rigor, clubite crónica, etc, etc.
Queiram pois entender as minhas opiniões que se seguem, como muito bem quiserem e/ou puderem.
Da minha parte assumo desde já, que procurarei abstrair-me de quaisquer juízos ou condicionamentos prévios, que a minha ou outra qualquer cor me quisessem e/ou pudessem impor.
Vem tudo isto a propósito das muitas e doutas opiniões que vêm sendo formuladas, sobre dois lances ditos polémicos do ‘Rio Ave - FCP’ de ontem.
Para facilitar a compreensão da opinião que formulo, acompanharei cada um dos referidos lances, com imagens/vídeos que penso consubstanciam o meu juízo, e que – pasme-se – são exactamente as mesmas(os) que têm servido às demais e contrárias opiniões.
Comecemos então pelo mais debatido dos dois lances, que tanta espuma tem feito escorrer dos lábios de alguns:
Alegada falta de ‘Alvaro Pereira’ sobre ‘Tarantini’, merecedora de marcação de grande penalidade contra o FCP.
Compreendendo os sorrisos que o termo ‘alegada’ vai já e por certo suscitando, passo a concretizar:
- ‘Alvaro Pereira’ comete de facto falta sobre ‘Tarantini’, de onde resulta que a equipa de arbitragem errou
ao não assinalar a grande penalidade (e ao admoestar com cartão amarelo o jogador vila-condense), como
errou no início do mesmo lance ao não assinalar o fora-de-jogo de ‘João Tomás’.
Bem sei… dir-se-á que o facto de ter cometido um erro não justifica que logo de seguida cometa outro.
Não justifica, de facto, como nada justifica que o primeiro erro (claro, refira-se, mas - vá-se lá saber porquê - não abordado) seja cometido.
Aos mais cépticos, aconselho o visionamento das imagens/vídeo (no final deste post).

Divergimos na opinião, OK!
Uma coisa é certa: não sendo cometido pela equipa de arbitragem o primeiro erro (fora-de-jogo por assinalar), o segundo não sucederia.
Já a inversa… na melhor das hipóteses, remeter-nos-ia sempre e invariavelmente para o campo dos “suponhamos”…
Digamos que é o mesmo que recordarmos o ‘SLB-FCP’ da última época, e o golo então obtido por ‘Saviola’ (num lance que se inicia com um fora-de-jogo claro de ‘Urreta’), que viria a ditar a vitória do SLB ou, se preferirem, a derrota do FCP.
Mau grado outras memórias desse célebre jogo, convém não esquecer esta também.
Continuando:
- Alegada falta de ‘Falcao’ sobre o GR do ‘Rio Ave’ , aquando da marcação por ‘Hulk’ do primeiro golo do FCP.
Note-se que até o referido GR alega ter havido falta, “clara” diz ele!
Alegada, uma vez mais, porque o não é de facto, como não existe igualmente um eventual (e aqui ou ali referido) fora-de-jogo.
Se notarem, a bola já passou pelo GR e encaminha-se para a baliza, quando o choque entre ‘Falcao’ e o mesmo se dá.
Agradeço, uma vez mais, o visionamento das imagens/vídeo (no final do Post):
Dúvidas!?
Ora miopias (oftalmológicas, intelectuais ou de princípio) à parte, tanto ruído só pode querer significar que algo não está – para alguns, ao momento e ainda – a correr como previsto.
Poderia dizer-se ou pensar-se que, com tal ruído, estariam alguns a contribuir para que poucos notassem que - uma vez mais - um avançado de um dos grandes escapou nesta jornada e em três momentos à expulsão, ou que um defesa central de um dos grandes escapou nesta jornada – uma vez mais – à acção disciplinar do árbitro, ou que um avançado de um outro grande beneficiou hoje e no mesmo lance de dois erros de análise da equipa de arbitragem para marcar o primeiro golo da sua equipa.
Não!
De todo !
As pessoas cultas, sérias e de bem não são assim.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Toques de Cabeça
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
A Jesualização do discurso de Vilas Boas
Até aqui tudo normal. Embora seja antiga a obsessão de Pinto da Costa em atrapalhar as aquisições dos encarnados, questões éticas à parte, está no seu direito.
PRESSÃO ALTA
Por JCR
Domingo à noite, pouco menos de uma hora após o desaire do ‘Benfica’ em casa perante a ‘Académica’, defrontei-me com o exercício sempre “entusiasmante” de ouvir a voz da razão, imbuído no mais sincero espírito de empenho e respeito pela verdade desportiva.
Depois de discorrer alguns pensamentos (de pesar) pelo trágico acontecimento do dia, ocupou-se o iluminado “opinador”, com os casos polémicos do fim-de-semana, aqui contando com a preciosa e insubstituível contribuição do habitual “bibelô “ de serviço.
Uma vez que o jogo do ‘Sporting’ nenhum lance digno de registo tinha a assinalar, nada melhor que iniciar a apreciação pela observação dos ditos casos no jogo entre o ‘Porto’ e a ‘Naval’.
Para além de verificar existente e inegável uma alegada grande penalidade contra o ‘Porto’, ainda na primeira parte, por alegado derrube de ‘A. Pereira’ ao avançado da ‘Naval’ (note-se o facto de não ser de todo uma apreciação/conclusão unânime), encontrou-se então na necessidade de comentar um lance cujas imagens iam passando no ecrã, a saber, a alegada agressão do jogador da ‘Naval’ a ‘João Moutinho’, concretizada através de alegado pontapear/pisar da cabeça deste último.
Eis que nos é dada a ouvir a expressão… “isto está a começar mal!!!”.
Confesso que por momentos, pensei que o douto senhor iria consagrar algum do seu tempo e raciocínio, ao acumular de lances a raiar (permitam-me o eufemismo) a violência que, apenas em duas semanas, nos foram dados a observar.
Puro engano.
O tempo - extra - que se seguiu, ocupou-o a dita ‘iluminária’ a questionar os quês e porquês de um árbitro (Paulo Batista, no caso) ter tido a coragem de assinalar uma clara grande penalidade a favor do ‘Porto’ a 7 minutos do final do jogo, e outro (‘Cosme Machado’, no caso) não ter tido a mesma eficácia de análise em lance(s) do mesmo tipo que favoreceriam o ‘Benfica’ no seu jogo frente à ‘Académica’.
Ouviram-se coisas do tipo:
“Até aqui, estávamos habituados a ver os árbitros favorecerem os clubes grandes relativamente aos ditos mais pequenos; agora, e mais grave, os árbitros já não se escusam a favorecer um clube grande, em prejuízo de outro clube grande. Se é isto que pretendem, meus amigos… mantenham o silêncio e nada mudará”.
Confesso uma vez mais que, por momentos, pensei estar a ouvir o mesmo programa, mas uma semana antes.
Puro engano, uma vez mais.
Registo e reitero, o tantas vezes repetido argumento de que um árbitro que assinala uma clara grande penalidade a favor do ‘Porto’ aos 83 minutos, é corajoso.
Bem vistas as coisas, é-o de facto.
Adiante…
Respeito mas não me revejo na postura e nas opiniões que assume o comentador portista residente no programa ‘Dia Seguinte’ da SIC, como respeito e me não revejo na grande maioria das opiniões que apelam à seriedade, do comentador portista residente no programa ‘Prolongamento’ da TVI.
O mesmo já não sucede, relativamente ao portista de serviço no programa ‘Trio d’Ataque’ da RTP, cuja postura me parece irrepreensível e as opiniões sensatas e sérias, o que de resto vai sendo reconhecido até pelos adeptos de clubes opositores (não todos, obviamente, porque nestas coisas de valorar o adversário, sempre se impõe um olhar de índole cultural, e a matriz é aquela que cada um quiser que seja).
Mas o que eu gostava de facto, aquilo com que venho sonhando ao longo de toda uma vida de amor ao meu ‘Porto’, era de poder contar nas fileiras de opinião do meu clube e em sua defesa, com alguém como o novo comentador benfiquista residente no programa ‘Dia Seguinte’ da SIC, cuja postura, rigor de análise, seriedade e cultura desportiva, estão, em absoluto, à margem de qualquer reparo.
Direi mesmo que, de ora em diante e, perante o que se vem ouvindo de tão nobre pensador do fenómeno desportivo/ baluarte da dita cultura desportiva, o tão lido e bem-amado ‘Miguel de Sousa Tavares’ merece já a mais profunda compreensão de todos os adeptos benfiquistas, no que à análise do fenómeno do ‘adepto doente’ concerne.
Sou, todavia, da opinião de que o MST consegue ainda vencer aos pontos, pois a referida doença arrastou-o já para o inabitual limiar da crítica - quando tal se impõe - ao clube do coração, à sua gestão, ao futebol praticado e aos jogadores.
Coitado! - dirão algumas pobres almas, mas cultas por certo…
Mais adiante ainda…
O ‘Benfica’ de ‘Jesus’, não pára de atingir recordes…
Três derrotas consecutivas, não é para todos e não sucede todos os dias.
Mais ainda se releva o ‘score’ de golos: 1-5.
É obra…
Para muitos, poderia ser este um momento de cuidados, de ter a ‘Académica’ infringido ao ‘Benfica’ um golpe de misericórdia, para o primeiro terço da época, e tal …
Desenganem-se !!!
Nunca esqueçam que - nas palavras do seu ‘Papa’ (eles também o têm) - “a boca morre pelo peixe”…
Eles andam aí… estão vivos… doridos e corados, é certo, mas vivos…
E mexem-se bem!
Como eles se mexem bem, meus amigos…
E ainda nos (e vos) vão dar muito que pensar.
A começar já no próximo sábado, frente ao ‘Nacional’ na Madeira.
Sejamos pois solidários, e entreguemos as nossas preces a S.Pedro (o de ‘Proença’), rogando por um dia limpo, e que permita que este clube grande não seja mais e tão vilmente prejudicado.
OK !?
P.S.1 – O ‘Bruno Alves’ não deixou saudades, mas antes seguidores… dos bons, e – face à idade - com grande margem de progressão.
Não tarda, temos os seus ‘fans’ e amigos benfiquistas, a perpetuarem a sua descendência na internet, com vídeos do seu sucessor… aquele que, nas suas próprias palavras, privilegia sempre o jogo limpo.
P.S.2 – Bonito ver o ‘’Aimar’ a desculpar-se perante o árbitro após ter simulado uma falta para grande penalidade. Como ouvi dizer a muitos alucinados e alienados, foi um gesto de grande dignidade e demonstrativo do carácter do homem e jogador. Estou certo até que tal dignidade e carácter o levariam a insurgir-se contra o árbitro, caso este não tivesse notado a sua façanha e assinalasse a falta. Imagino-o então, do alto da sua palavra de honra (qual ‘Di Maria’ na longínqua final da Taça da Liga 2009), a rogar ao árbitro que corrigisse o erro e o ‘amarelasse’…
C’um caneco!
Isto a vida prega-nos com cada uma…
Quando a gente pensa que não é nada c’a gente, que no final quem s’amanha (educação ponderada) é o mexilhão, sempre o mesmo mexilhão, vai-se a ver e… também sobra p’á gente!
Isto está, de facto, a começar mal… muito mal…
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Toques de Cabeça
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Toques de Cabeça
Benfica:0 FC Porto:2
domingo, 8 de agosto de 2010
PRESSÃO ALTA
Por JCR

Porque a história, mau grado única e irrepetível, acaba sempre - bem ou mal - por encontrar espelho no futuro (mais ou menos longínquo), e porque “recordar é viver”, começo por reviver as palavras que aqui soaram algures no mês de Março do corrente ano, após uma final ‘’SLB – FCP”, então da Taça da Liga:
(...) Há falta de cultura desportiva no FCP. Uns dirão que é a própria cultura do FCP, eu diria antes que é apenas falta dela. O facto de não estarem habituados a perder não legitima que não se saiba perder.
Fazia falta a Bruno Alves, a Raul Meireles e porque não a Hulk um estágio na Selecção Nacional de Rugby. Não para aprender placagens ou derrubar adversários, mas sim para perceber como é importante a valorização do adversário. Os jogadores de rugby depois de 80 minutos de luta física, a primeira coisa que fazem depois do jogo terminar, são duas filas com o propósito de aplaudir os jogadores da equipa adversária.
O campo de futebol não é um campo de batalha. Os adversários não são inimigos. Saber perder, é tão importante como saber ganhar. O Benfica não poderia existir sem o FCP, e o FCP não podia existir sem o Benfica.
Alguém que explique isso a Bruno Alves. A começar pelos próprios adeptos da equipa do FCP. (...)
Quem ontem tiver, como eu, assistido ao jogo, facilmente constatará que o ‘Bruno Alves’ já cá não mora e o ‘Meireles’ apenas jogou os minutos suficientes a acrescentar um troféu ao seu “curriculum”.
Foi também notório, que isto da “cultura desportiva”, do saber ou não perder, do reconhecer em campo mérito ao adversário tem muito que se lhe diga… tem dias…
Confesso que o jogo me surpreendeu.Vi um FCP jogar como não pensava - ao momento - possível, frente a um SLB que não espelhou o que - ao momento - dele se vai dizendo.
Mas sobre o jogo, não me deterei muito porque (citando…) é unânime que o FCP ganhou bem, e quando as vitórias acontecem sem contestação, a própria história do jogo (que não as suas incidências) também perde algum interesse.

Foi bonito e bom de ver que o Sr. João Ferreira continua (como tão bem se refere em ‘futebolês’’) igual a si mesmo, amigo do seu amigo e… indecifrável nos seus critérios.
Porque todos temos memória, sabemos que é muito bom de ouvido (especialmente à distância). Já o mesmo se não pode dizer das suas ‘’vistas”. Pobre coitado…
Retenho e relevo a postura dos jogadores do meu FCP (quiça matéria que aponta à cultura).
O jogo ontem facilmente apelaria a muitos nervos, discussões, reclamações, resultado das muitas dores nas pernas/joelhos/pés/calcanhares/cabeça, e da incompreensível abstracção do senhor que por ali se arrastava trajando de negro, que a momentos vários roçou o ridículo, num primoroso exercício de cegueira.
Valham-nos os dotes (à ‘B. Alves’, dirão) do ‘Tacuara’, do ‘D.Luiz’, do ‘C. Peixoto’, do ‘C.Martins’ e até do ‘P. Aimar’.
De um modo ou de outro, acabam sempre por marcar o jogo. Não?!
Foi pois, para mim, um jogo de boa memória. Pelo que me fez recordar do passado (em parte, recente), mas também pelo que me faz antever do futuro, que alguns dirão risonho, e eu apenas previsível e preocupante… muito preocupante mesmo…
Para a história fica uma portentosa exibição e uma vitória (mais uma), de um clube desportivamente ‘inculto’ e ‘regional’ que, não cuidando, se arrisca a perder tal estatuto.
Pelo menos o repto e o intento foram lançados.
A ver vamos…
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Toques de Cabeça
Do Outro Lado do Atlântico
Muito se diz que, no Brasil, podemos montar 3 ou 4 seleções fortes, com excelentes jogadores em (quase) todas as posições. É mesmo a realidade. Entretanto, convenhamos que isso pouco adianta: na hora da verdade, serão 11 jogadores escalados. O que facilita bastante a montagem de um time de futebol. E para isso, Portugal hoje tem Mourinho.










