Não Gostei!
Por JCR
Confesso que não gostei de ver o meu FCP jogar ontem frente ao SCP.
A sobranceria com que enfrentou o jogo e o adversário, similar àquela que colocou em campo frente ao Portimonense e Moreirense, não me agradaram e fazem-me crer que a mensagem de rigor colectivo passada após o jogo com o SLB, não foi bem interiorizada.
Um FCP na linha do que nos foi dado a observar até à 10ª jornada, chegava e sobrava (a meu ver) para vencer o jogo de ontem, ou, não vencendo, para convencer e dominar claramente o jogo e o adversário.
Não me parece lógico, que este FCP se veja hoje na necessidade de fazer “apelos à revolta” e “incremento dos índices de agressividade e motivação” ao intervalo dos jogos, independentemente das circunstâncias.
Creio, como antes referi, que um FCP atento, concentrado e focalizado como o que vimos até à 10ª jornada, não carece de tais intentos, para dominar e (quiçá) vencer os jogos que disputa (pelo menos a nível interno).
Dizendo-o de outro modo: o FCP que este ano nos tem sido dado a conhecer (e isto dos bons ou maus hábitos …), jogaria desde o primeiro minuto como jogou na segunda parte da partida, enquanto pôde …
Daqui parto noutra direcção …
Não gostei mesmo nada da arbitragem daquele que é por muitos identificado como (!!!) “Super-Dragão de Paredes”.
Estou certo de que, relativamente a este ponto, encontro concordância na generalidade dos que vêem o futebol pelo futebol.
A falta de critérios uniformes foi gritante, aqui e ali em eventual prejuízo do SCP, mas na grande maioria do jogo (e nos seus principais lances) em manifesto prejuízo do FCP.
Creio até que uma arbitragem destas, com erros que falseiam a “verdade desportiva”, porque com directa influência no resultado final, merecia da parte do FCP uma acção similar à assumida pelo SLB após o jogo em Guimarães.
E, como então sucedeu ao SLB, que não se iluda ou menorize os graves e claros erros da arbitragem, com a eventual exibição menos colorida (má, como já aqui assumi) do FCP.
O homem decidiu logo aos 2’ de jogo, contemporizar com o jogo violento ao não admoestar com ‘amarelo’ o ‘André Santos’, naquilo que (contra os que determinam as regras do jogo… repito, as regras do jogo) muitos consideram ser uma forma de procurar segurar a partida.
Escusado será dizer que o que assim se consegue é, normalmente, um jogo que descamba para lances polémicos com (habitualmente) alguma ”violência” à mistura.
Escusado será dizer, igualmente, que o visado da primeira entrada (de muitas!!!) foi o ‘João Moutinho’, mau grado também ele tenha tido aos 13’ uma entrada passível de ‘amarelo’, que o dito homem também contemporizou.
De notar, todavia, a habitual ‘choraminguice’ dos jogadores do SCP nos lances divididos em que sofriam faltas, estratégia que tão bem sabem dominar, quase em exclusivo no nosso futebol.
Que o ‘João Moutinho’ não é hoje bem quisto no reino do leão, já todos sabíamos.
Que se dispunham a criar condições para que o seu regresso fosse inesquecível pelos piores motivos, não surpreende.
O que já não se entende, é que tal venha a ter o foco principal dentro de campo, entre ex companheiros de equipa, alguns dos quais hoje companheiros de selecção, e até da parte do sempre “ponderado” treinador do SCP.
Temos sido bombardeados ao longo da semana com o exemplo ‘Figo-Barcelona’, onde, aí sim, o assunto morreu nas bancadas. Recordo ainda hoje o cuidado com que, por exemplo, ‘Xavi Hernandez’ em mais do que um momento confortou ‘Figo’ ao longo da partida, face ao que chegava das bancadas.
OK! Estamos em Portugal, sempre um pouco mais à frente.
Dizer que foi normal a atitude de alguns jogadores do SCP para com o ‘Moutinho’, é constatação que me dá pena, pela enormidade da sua desfaçatez.
E por aqui me fico.
Nada direi pois relativamente ao golo irregular do SCP, à impressionante entrada do ‘Maniche’, e à bem cavada expulsão do ‘Maicon’ quando o FCP acabava de empatar e estava (finalmente) claramente por cima, sufocando o SCP e em busca da vitória.
Apenas acrescento uma nota:
Quanto tinta correria na imprensa escrita portuguesa, quantos especiais-desporto se fariam ontem, hoje, amanhã, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª feira (e por aí adiante), quantos vestiriam luto se a circunstância fosse a inversa ou, se o contendor do SCP fosse outro.
Não custa pensar nisto, e ocorre-me ter o direito de o fazer.
Oxalá (digo eu), não venha isto a ser o início de algo bem mais complicado, ou pelo menos algo que pesará na contagem final.
(…)
A partir deste momento e até amanhã à noite, estou absolutamente concentrado na minha segunda paixão futebolística.
Que me perdoem os laivos de nacionalismo que a tantos agora ocorrem, mas sou desde pequeno um indefectível adepto do ‘Barcelona’, e não há ‘Mourinho’ (a quem para sempre serei reconhecido e de quem sou fan), ‘Ronaldo’ (o nosso melhor, que não - ao momento e a meu ver - do mundo), ‘R. Carvalho’ e ‘Pepe’, que me façam violar os meus votos de amor eterno ao grande ‘F.C. Barcelona’.
‘Més que un club’, simplesmente.
De resto, e não me levem a mal, tenho o ‘Real Madrid’ na mesma conta que tenho, em Portugal, o ‘Sporting’; digamos, usando de algum eufemismo, que não vou muito à bola com ambos.
Que seja um grande jogo, como estou certo será.