segunda-feira, 23 de outubro de 2006

7ª Jornada - Erros de Arbitragem


Sporting:1 FC Porto:1


38’ Paulo Assunção devia ter sido sancionado com o cartão amarelo - seria o segundo - por falta sobre Yannick Djaló

49' Nani interrompe um contra-ataque, justificando-se por isso um cartão amarelo que seria o segundo.

Sporting - 1 erro grosseiro a favor + 1 erro grosseiro contra
FC Porto - 1 erro grosseiro a favor + 1 erro grosseiro contra


Benfica:3 Estrela Amadora:1

68m – Fora de jogo mal assinalado a Miccoli, que por isolar 3 jogadores do Benfica (só com o GR do Estrela pela frente), é considerado erro grosseiro.

73m – Fonte agarra Miccoli dentro da grande área. Penalty que ficou por assinalar.

82m – Expulsão de Miccoli. Se o segundo amarelo poderá ser compreensível, no primeiro (após um fora de jogo mal tirado que isolaria 3 jogadores encarnados) ninguém percebe o critério disciplinar do árbitro. Este lance acabou por ser o expoente máximo do critério descabido de um árbitro sem noção do que é disciplina e bom senso no futebol.

3 erros grosseiros contra


(vêr pontuação acumulada ao lado)


SCP: 1 - FCP: 1

Resultado jeitoso, exibição morna. Esta é a minha interpretação do jogo grande deste fim de semana. O resultado acabou por ser melhor do que a exibição, uma vez que o Porto apenas conseguiu jogar bem a espaços.

O Sporting entrou bem, conseguindo exercer uma grande pressão, obrigando por isso, o Porto a recuar. Nesta primeira parte a equipa da invicta só conseguiu ter algum domínio durante 10 a 15 minutos. O restante pertenceu ao Sporting, que acabaria por marcar já muito perto do intervalo por Djaló e depois de uma falha de marcação do Paulo Assunção.

Ao intervalo Jesualdo trocou Paulo Assunção por Jorginho, dando um sinal à equipa que as coisas tinham que mudar. E Quaresma fez-lhe a vontade depois da meia oferta do Ricardo. Depois, o Sporting foi sempre a equipa que mais tentou chegar ao golo, cabendo ao Porto espreitar por uma falha da equipa leonina. O jogo acabaria por terminar com um empate, embora reconheça que para os adeptos Sportinguistas, este empate saiba a pouco.

Nos primeiros 5 minutos disse para a família que estava a ver o jogo em minha casa: O Porto não perde. Foi uma afirmação arriscada, mas estava seguro que dificilmente o Porto perderia este jogo. Embora o Sporting jogue muito bem à bola, o Porto acaba por ter uma equipa mais pesada, ou seja, uma equipa mais madura. Consegue perceber quando é que deve defender com unhas e dentes e quando é que deve atacar. E é curioso como é que uma equipa mais nova consegue ser mais madura. Sim, porque embora muita gente não se aperceba, a média de idades do FCP foi inferior aos dos putos maravilha do Sporting. E não tivemos o Anderson, pois se isso tivesse acontecido, a diferença ainda era mais notória. Para os curiosos, eis as médias de idades:

- 11 do FCP: 23,9 anos;
- 11 do SCP: 25,3 anos;

- 14 do FCP: 24 anos;
- 14 do SCP: 25 anos.

Na minha modesta opinião, a equipa portista consegue ser mais madura, pois os seus jogadores tem mais jogos nas pernas, quer nacionais, quer internacionais. O Porto tem tido uma presença habitual na Champions, o que confere aos seus jovens jogadores uma maturidade superior. Mas isto é a minha opinião.

Bom, em suma o resultado foi melhor do que a exibição, sendo que o empate foi muito importante para o próximo jogo dos Dragões. Por isso, venha de lá o Benfica!

Benfica:3 Estrela Amadora:1

Meus amigos, hoje nem me apetece comentar o jogo, tal o sentimento de revolta que me assola.

Já não tenho idade para ser inocente e acreditar em coincidências ou no mero acaso probabílistico para justificar certos acontecimentos no futebol.

Já vou tendo alguns anos disto, e infelizmente para mim já passei esta fase há algum tempo.

Por isso vou dizê-lo com todas as letras e de forma clara: o árbitro que apitou o jogo entre o Benfica e o Estrela da Amadora tinha o objectivo claro e intencional de prejudicar o Benfica. E esse desiderato passava por expulsar o maior número de jogadores encarnados para não jogarem no próximo Sábado no Dragão.

É a primeira vez que faço uma acusação tão grave aqui no Blog. Mas é que foi tão evidente e ridículo, que nos últimos momentos do jogo já me dava vontade rir. Que merda de futebol o nosso.

Quanto ao resto... se interessava deixou de interessar.

domingo, 22 de outubro de 2006

Presidente do FCP auto inclui-se nos implicados do Apito Dourado

Tinha feito um compromisso comigo mesmo, de não trazer a este espaço, mais opiniões relativas a declarações estéreis e meramente pessoais de alguns dirigentes desportivos.

Mas confesso que é difícil. Quem pode ficar indiferente à deselegância (para não chamar má educação) do Sr. Presidente do FC Porto, e que em abono da verdade já não surpreende ninguém.

Instado a comentar as declarações de Luís Filipe Vieira, em que este reafirmava que o processo "Apito Dourado" tem de avançar (mas quem é que não concorda?), Pinto da Costa reagiu em Setúbal com duras críticas ao presidente do Benfica. "Ouça lá, ele vai falar de quê? Da equipa maravilha? Do Benfica europeu que vai ao Celtic e leva 3-0, que empata em Copenhaga, perde em casa e faz um ponto em três jogos?".

Obviamente o adepto comum do FC Porto rejubila com este tipo de ataque. A rivalidade entre clubes assim o obriga (basta vêr os comentários dos adeptos do FCP que se seguirão a este post). O Zé Povinho gosta disto. Mas deixando rivalidades à parte, e atentando única e exclusivamente nas declarações pergunto.

- LFV atacou o FCP/Sr. Presidente do FCP?
- Alguém não estará de acordo, que o processo apito dourado tem de avançar?
- O que tem o Sr. Presidente do FCP a vêr com o êxito/fracasso do Benfica na Europa? Será que o FCP está a ter um desempenho ora assim tão diferente?

Recordo que o FCP empatou com o campeão da Rússia em casa, perdeu com o Arsenal e ganhou ao penúltimo classificado alemão que ainda não conseguiu ganhar esta época.

O Presidente do FCP, "enfiou a carapuça" e sentiu-se implicado na exigência dos corruptos serem julgados. Se dúvidas houvessem, Pinto da Costa auto incluiu-se neste grupo.

Em semana de clássico Porto-Sporting, o Presidente do FC Porto aponta baterias ao..... Benfica. Será que está com a mira desalinhada, ou o Benfica mete-lhe assim tanto medo?

Já era tempo do FCP ter um presidente à altura da sua grandeza como clube.

Espero que a resposta de LFV, seja não responder.

sábado, 21 de outubro de 2006

As primeiras do SCP-FCP

Joga-se amanhã o primeiro grande clássico da época. Será com toda a certeza um jogo repleto de emoções, já que as duas equipas dividem neste momento a liderança do campeonato.

Na minha opinião, o Sporting parte como favorito porque joga em casa e porque é neste momento uma equipa mais estável do que a do Porto. A juntar a isto, temos as lesões. O Porto tem provavelmente 2 jogadores que eram títulares indiscutíveis (Pedro Emanuel e Anderson), enquanto que o Sporting tem o plantel a 100%.

Mas felizmente que uma coisa é ser favorita, outra é o jogo jogado. Temos como exemplo ainda bem fresquinho, o jogo do ano passado. Não havia ninguém que esperasse uma vitória do FCP no clássico do ano passado. Mas o que é certo é que ela aconteceu e sem espinhas. Obviamente que nesta altura os portistas tentam arranjar pontos de intercepção com a partida transacta, uma vez que o resultado foi favorável. E uma delas é o Jorginho. Se é uma pena a ausência do Anderson, Jorginho abrirá uma janela de oportunidade para que a estrelinha que ele tem nos jogos com o Sporting se repita. Como diz o outro, eu não acredito em bruxas. Mas que as há, há.

Por isso, espero que a alegria da foto se repita!

Porque Hoje é Sábado !

Masters Madrid 2006

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Quaresma na mira do Atlético de Madrid

Segundo o jornal Espanhol AS, Quaresma estará na mira do Atlético de Madrid. As lesões de Maxi Rodrígues e de Petrov precipitaram a necessidade da equipa de Maniche e de Costinha em contratar um novo jogador. A mesma fonte enaltece o facto do Quaresma poder jogar tanto na esquerda como na direita, fazendo deste jogador um elemento prometedor. O eventual negócio ficará mais facilitado se o Porto não seguir em frente na Champions, podendo a contratação ser feita já em Dezembro. Logo, o Porto terá mais uns quantos milhões a torcer pela sua eliminação.

O que dizer disto? Embora saiba que o Porto tenha apresentado um resultado negativo de 30 milhões de Euros, julgo que será uma má decisão desportiva, pois para além da Champions o Porto ficará ainda com o resto da temporada interna. Para além disso, não podemos esquecer a UEFA, uma vez que esta competição também pode ser bastante rentável, como o foi em 2003.

Partindo do principio que sendo eliminado da Champions, o Porto ficará no mínimo com apuramento garantido para a UEFA, a equipa Portista passará a ser a partir dessa altura uma das principais candidatas à vitória final. Sendo assim, a venda do Quaresma seria como dar um tiro no pé no que se refere ao segundo objectivo europeu.

Apenas poderei concordar com a venda, caso o FCP fique em 4º lugar na Champions. Veremos se os interesses financeiros se sobreporão aos interesses desportivos.

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Colunista convidado, por JMMA

ODEIO QUANDO ISSO ACONTECE

Um dia destes, ainda eu sonhava com um Benfica capaz de altos voos na Europa, fui multado pela brigada de trânsito. Motivo: circular com as luzes apagadas.

(Sim, e depois?)

E depois o caraças! Eram 11 horas da manhã num daqueles dias de sol «125 azul»!

Parvo fui eu. Uma molhada de carros com pisca-pisca parados na berma e respectivos condutores a contas com os eficientes zeladores da nossa segurança… O que é que se havia de esperar? Uma descarada e traiçoeira caça à multa, pois claro! Odeio quando isso acontece.

Aliás, ajuntamentos à beira da estrada são tudo o que há de mais odiento. Se não é alguém que se espetou, das duas uma: ou andam ninfas pelo bosque ou bófias emboscados. Volta e meia, os guardas, maçados de não fazer nada e ansiando distracção, juntam-se em trupe à beira da estrada e vá de espremer o pessoal com dedicação e método. Odeio quando isso acontece.

De maneira que: «Bom dia senhor condutor», bla-bla-bla, «vou ter que o autuar», diz-me o agente matreiro, numa expressão que ainda agora me faz lembrar o Rei Leão (da Disney) e a irmã Lúcia misturados na mesma farda.

Traduzindo para palavras caras a minha fundamental indignação acerca de que merda, ao certo, vinha a ser aquela, sai-se-me Sua Jumência o bota grossa com a justificação do costume: «Sabe, são ordens…» . Odeio quando isto acontece.

Enfim, indecentemente espoliado, resolvi prestar mais atenção ao trânsito durante o resto da viagem. Não falo aqui de excessos de velocidade porque isso nem é problema dos condutores. Problema é, sim, mas da sinalização que está incompleta. É bem evidente que em todas as placas de limitação de velocidade não está lá mas a gente lê «x 2».

De resto, pude até constatar que os portugueses não são maus condutores. Pelo contrário, são bastante bons. Não é qualquer idiota que consegue atravessar incautamente três faixas de rodagem antes de mudar de direcção. E falar ao telefone! Embalar na auto-estrada com o telemóvel ao ouvido na mão das mudanças, não é façanha para artolas. Sim, acho bem que se proíba o telefone, mas não é por causa do risco: é porque o ruído do motor, especialmente em alta velocidade, prejudica a conversa. Só isso.

Há, é certo, o tal senhor da «fragnete», o gajo de bigodes e nariz borracho que guina à má-fila para cima de nós na auto-estrada, fiado na carroçaria e na providência divina. Há, é certo, as senhoras, as ditas ‘incontornáveis’. Tiraram a carta, sim… (mas não se sabe a quem), procedem como se o espelho retrovisor só servisse para ajeitar a maquilhagem e conduzem alegremente em regime de ‘apartheid’ rodoviário, isto é, como se a estrada fosse só delas. Mas isto, para os zelosos agentes da nossa segurança, não trás risco – é prudência!

Portanto, só tenho é que aplaudir esses nossos eficientes zeladores e agradecer, reconhecido, o seu empenho em autuar os prevaricadores da condução, sem luzes, às 11 da manhã. Há lá coisa mais atentatória da boa segurança na estrada! E mesmo que não fosse perigoso. Quando não há dinheiro há que ir buscá-lo de qualquer modo, nem que seja a caçar gambuzinos em pleno dia. A bem da Nação, naturalmente!

Pior que tudo isso, autêntica desgraça sem conformação possível, foi – essa sim – a desilusão que haveria de seguir-se: O Benfica a afundar-se em Glasgow. Se fosse um filme de terror chamava-se «O Regresso da Chapa 3».

A autoridade espolia-nos na estrada indecentemente? Deixá-la, a gente conforma-se. Ver a Águia perdida em campo, feita galinha tonta, a amarfanhar a nossa esperança ante um adversário mediano, isso é que não. Odeio quando isso acontece.

terça-feira, 17 de outubro de 2006

FCP: 4 - Hamburgo: 1

Nos dias que correm, ganhar por 4-1 na chambions é um feito extraordinário. Por isso, estou curioso para ver o que algumas vozes criticas dirão relativamente ao trabalho de Jesualdo. É que ultimamente estavam-se a erguer algumas opiniões de pessoas que se julgam muito espertas como colunistas nos jornais desportivos.

Quanto ao jogo jogado, que é o que realmente importa, o FCP fez uma exibição tanto segura como inequívoca. O início do jogo foi muito difícil, pois o S. Pedro fez o obséquio de dar uma descarga de água, fazendo com que pela primeira vez visse o relvado do dragão ensopado em água. Mas se por um lado a dificuldade era muita, por outro a inteligência dos jogadores foi superior, pois com um relvado pesado, a opção foi jogar simples e de forma directa.

Por isso, não foi de estranhar o golo de Lisandro aos 14' depois de uma assistência primorosa de Anderson. Feito o golo, o Porto não caiu na tentação de defender o resultado e foi à procura do segundo golo que viria a acontecer muito perto do intervalo pelo outro Argentino, Lucho.

Na segunda parte, o FCP deu a iniciativa do jogo aos Alemães, mas nunca descorou o ataque. E é aqui que mora a grande diferença entre Jesualdo e Adriaanse. O primeiro prefere um jogo mais contido e pensado, enquanto que o segundo preferia a loucura do ataque sem medir o perigo de sofrer golos. É que um resultado de 2-0 não é nada seguro, pois caso a equipa contrária marque um golo, o resultado directo é uma injecção de adrenalina e motivação que pode ser fatal. E foi o que aconteceu no ano passado frente ao Artmédia: O Porto ao intervalo ganhava por 2-0 e terminou o jogo com uma derrota por 2-3. Mas ainda bem que o professor não vai nessa cantiga. Isto é, primeiro defender aquilo que foi conquistado com muito suor e só depois pensar em ampliar a vantagem.

Até ao final, dizer que Postiga voltou a molhar a sopa e que Lisandro bisou numa exibição muito agradável. Relativamente ao Postiga, é engraçado ver as mudanças que existem no mundo da bola. Há uns tempos atrás, o jogador era assobiado. Hoje quando foi substituído, era ver o público a bater palmas de pé.

Nota final para a estreia de Fucile. Gostei do puto. Impressionou-me a descontracção do Uruguaio, tendo em conta que era a sua estreia, ainda por cima numa competição como esta. Parece-me ser um defesa muito concentrado a defender, que sobe bem, tendo como característica a enaltecer o facto de centrar muito bem. Sim senhor. É caso para dizer: Aguenta-te Bosingwa.

Celtic:3 Benfica:0 - Champions por um canudo

Bom...que dizer deste jogo do Benfica?

O Celtic, tal como se esperava entrou muito forte no jogo, empurrando literalmente o Benfica para a sua grande área. Mas com o passar dos minutos a equipa encarnada foi conseguindo controlar o adversário e poderia até ter conseguido marcar até ao final dos primeiros 45m.

No intervalo pensei que o Benfica tinha o jogo na mão, podendo até num lance de inspiração de um dos jogadores da frente marcar e sair de Glasgow com uma vitória. Puro engano.

Em vez de tentar controlar a posse de bola, a estratégia do clube encarnado passava por oferecer essa posse de bola ao adversário e tentar criar lances de contra-aqtaque através de Simão, Nuno Assis, Micoli e Nuno Gomes.

Ora, a partir do primeiro golo do Celtic esta estratégia desmoronou-se e o Benfica viu-se forçado a pôr em prática um plano B, o qual pura e simplesmente não existia.

O Benfica começou a provar do próprio veneno, uma vez que os escoceses começaram a contra-atacar de forma extremamente eficaz, conseguindo concretizar mais dois golos.

Embora nada esteja perdido, as contas começam a ficar complicadas para os lados da Luz. É obrigatório ganhar ao Celtic e ao Copenhaga em casa, e esperar uma ajudinha dos homens de Manchester que quando jogarem em Celtic na última jornada já estarão apurados.

Em jeito de conclusão, parece-me que a "felicidade" que o Benfica teve na época passada nesta Liga dos Campeões (vide jogos com Man Utd e Liverpool), não a está a ter esta época.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

8ª Jornada - Erros de Arbitragem

Estr. Amadora:0 Sporting:1
74' Vasco Matos, sem possibilidade de jogar a bola, projectando-se de alguma distância, atingiu Tonel com a sola da bota. Merecedora de cartão vermelho.

1 erro grosseiro a favor do Sporting

FC Porto:3 Benfica:2
Jogo sem erros grosseiros

(vêr pontuação acumulada ao lado)

domingo, 15 de outubro de 2006

Bosingwa de fora

No jogo de Sábado achei muito estranho a saída do José Bosingwa ao intervalo. Na altura disseram que estava lesionado, mas com franqueza não descortinei nenhum sinal de lesão nem de cansaço até ao minuto 45. Depois outra das coisas que me fez desconfiar foi a conversa entre Baía e Jesulado quando estes chegaram das cabines. Os dois estiveram um bom bocado a falar e aquela conversa parecia ser consequência de alguma coisa que acontecera ao intervalo.

A antena 1 avança hoje com a notícia de que Bosingwa será alvo de um processo disciplinar, depois de ter discutido com Jesualdo no intervalo do jogo.

E se de facto esta notícia se confirmar, é muito bem feito. Se fosse treinador não permitiria, com toda a certeza, atitudes frequentes em alguns jogadores e que ainda por cima são públicas. Os jogadores ganham muito dinheiro e tem um trabalho de muita responsabilidade. Há muito dinheiro em jogo e os clubes não podem ser prejudicados por perrices de uns meninos que se julgam os donos do mundo. Por isso, sempre que alguém pisasse o risco e as regras definidas anteriormente, FORA!

A ser verdade, será mais um factor que me fará apreciar ainda mais o Jesualdo. É assim mesmo. Quem se armar em parvo, é correr com ele!

FCP: 3 - Marítimo: 0

Bom treino antes de uma jornada decisiva para o Porto na liga dos campeões. O desembrulho do primeiro golo foi difícil de conseguir e para isso foi necessário ao Pepe correr o campo todo para assistir o novo goleador Portista: Hélder Postiga. É curioso que depois dispensado por Adriaanse, Postiga revela-se o tal goleador que o treinador Holandês tanto reclamava.

Embora o resultado possa revelar alguma facilidade e uma boa exibição, o que é certo é que não foi bem assim. Em primeiro lugar, foi muito difícil ao Porto criar boas situações de golo, logo não podemos falar em facilidades. E elas não existiram porque o Marítimo, até ao primeiro golo, foi sempre uma equipa muito fechada, tentando anular as unidades portistas que mais podiam desequilibrar. Depois, a exibição teve muitos altos e baixos, não conseguindo o Porto uma actuação constante. Vê-se que a máquina ainda está muito emperrada e por isso, ainda há muito a fazer pelo Jesualdo.

Mas o mais importante é que o Porto lá conseguiu mais três pontos, mesmo não tendo feito uma exibição de encher o olho. Venha de lá o Hamburgo para ver se a coisa na Champions fica mais desanuviada.

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Colunista Convidado, por JMMA


É a transparência, estúpido!

Ao cabo de dois meses “no banco” (dos réus), finalmente, entrou em campo há dias a nova Direcção da Liga de Clubes. Hermínio Loureiro, o novo presidente, prometeu não descansar enquanto o futebol “não estiver limpo de uma suspeição generalizada” e (quase acrescentou) obviamente injustificada!

Agitar a bandeira da limpeza do futebol assumindo à partida explícita ou implicitamente que a culpa é dos outros, não se pode dizer que seja um bom começo. Nem sequer um começo original. Dos que dizem “para que fáçamos” e “penso eu de que” até aos que se encontram indiciados em processos de corrupção, todos no futebol já proferiram tiradas idênticas sobre o tema, como se a lama não fosse nada com eles.

Apontar o dedo (como fez o Dr. Hermínio), à “vergonha” que é a actuação da justiça não desportiva no “Apito Dourado”, à demora de “alguém” em decidir o “Caso Mateus” ou a dedução de que “os problemas da justiça civil foram transportados para a justiça desportiva e que foi isso que gerou ‘um caso’”, tudo isso é apenas mais do mesmo, ou seja, tapar o sol com a peneira.

Mas pior vai o futebol se formos mais atrás e se por começo da regeneração entendermos a própria eleição do Dr. Hermínio. Muito transparentemente, as coisas passam-se assim. Há alguém (major) que escolhe o candidato. O candidato diz que sim, que está disposto a fazer aquilo para que foi escolhido. Tem a seguir umas conversas de circunstância com representantes de clubes, subjugados por laços de vassalagem ou, sabe-se lá, por que cumplicidades. Os clubes reúnem em sessão de legalidade duvidosa, votam em condições passíveis de providência cautelar e… Pronto, aí está Messias, o salvador. Aleluia, aleluia, começou a dignificação do futebol.

Que diagnóstico faz o novo presidente da Liga dos problemas do futebol? Que ideias tem para a justiça desportiva? Que soluções antevê para credibilizar a arbitragem? Como pensa obviar à dependência do cargo face àqueles que lá o puseram? Que se propõe fazer para obviar à multiplicação de escândalos em se que se atolou o futebol? Para todas estas perguntas, e muitas outras que se poderiam colocar, não existem respostas. De Hermínio não saiu a sombra de uma ideia, o mais leve indício de uma vontade.

São anunciadas algumas intenções como “profissionalização dos árbitros” (rotundo disparate), “novas tecnologias ao serviço da verdade desportiva” (estou para ver), ou “captação de novos públicos” (não sei como). Mas tudo o que sobre estes assuntos se pode dizer num discurso de tomada posse não vai além de estados de alma em forma de ‘slogan’. Daí ao compromisso e do compromisso ao programa vão léguas de distância. E não me parece que a conversa pró-voto com os clubes avassalados possa ter revestido carácter mais esclarecedor ou mais vinculativo.

Como se vê, transparência mais transparente não há. Para quem se apresenta como o cavaleiro branco do futebol-sério, a coisa promete!

Não obstante, a eleição obedeceu com certeza aos preceitos estatutários. Nada a dizer, pois, da óbvia legitimidade do novo presidente. O que falta saber (coisa mínima?) é o que ele vai fazer e como pensa concretizá-lo. Pelos vistos, isso é o que menos interessa aos dirigentes dos clubes. Portanto, abreviando, é assim:

Pergunta: Os clubes sentem que o futebol é bem dirigido pelo Dr. Hermínio?
Resposta: Exceptuando casos isolados, hesitantes e inconsequentes, não consta que lhe tenham negado o apoio.

Conclusão: Têm o que merecem. Ou o que lhes convém…

Quanto aos adeptos, abençoados os que têm fé. Aqueles que acreditam que um super-Hermínio saneará o futebol. Quanto a mim, é como São Tomé, só acredito se “ver”.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Selecção Nacional

Começo com uma frase mais antiga do que a Sé de Braga: Normalmente, quem joga para empatar, perde!

O nosso treinador disse que a malta não sabe fazer contas, mas pelos vistos é ele que vai ter que pegar na calculadora, depois da derrota por 2-1 que acabou por ser lisonjeira, face às oportunidades de golo de uma e de outra equipa. Com esta derrota, Scolari bate mais um record para juntar ao seu famoso Curriculum, pois Portugal volta a perder ao fim de oito anos de jogos de apuramento para fases finais. Curiosamente este record foi quebrado por uma Polónia que tinha perdido com Portugal por 4-0 no fraquíssimo Mundial da Coreia/Japão.

Havia tanto para dizer sobre este jogo, mas já são quase horas de dormir e ainda tenho que trabalhar um pouco. Por isso, vou tentar ser o mais sucinto possível e identificar os pontos que me parecem mais relevantes.

Estes foram uns 90 minutos que, a meu ver, mostraram bem a falta de leitura de jogo do Scolari. Não percebo como é que depois de estar a perder por 2-0 desde os 18 minutos, o Nani só entra passados 50! Como diz a publicidade, expliquem-me como se fosse muito burro. Ainda relativamente a substituições, também não percebi as mudanças no meio campo. Isto é, Scolari queimou duas substituições no meio campo (saídas de Costinha e Petit), quando foram estas as suas opções iniciais. Eu pergunto o porquê de os ter escolhido para a equipa inicial. Fará lógica mudar os dois centro campistas no mesmo jogo?

Quanto a opções, julgo que Costinha não tem lugar nesta selecção. Eu pergunto, por exemplo, pelo Raul Meireles que sempre jogou nas selecções mais jovens e que de repente foi esquecido. Já não refiro o Moutinho porque concordo que tivesse jogado pela selecção sub-21 num jogo decisivo como foi o de Terça Feira. Mais, o Nuno Valente é actualmente um jogador que já não sobe no terreno e pior, é um jogador que é batido com alguma facilidade quando encontra pela frente um jogador rápido. Miguelito não será melhor opção? Quanto a centrais, aonde anda o Tonel que tem feito jogos muito bons pelo Sporting? Finalmente, os avançados. Sinceramente começo a acreditar que o defeito de falta de golos não terá sido do Pauleta e agora do Nuno Gomes. Acredito mais que o defeito é de quem monta a equipa. Nuno Gomes marcou 3 golos em 5 jogos. Quantas oportunidades teve? Se calhar não muitas mais do que 3. Estava a ouvir os comentadores da RTP a dizerem que Nuno Gomes estava a passar ao lado do jogo. Mas depois de pensar nesta frase ("avançado XPTO está a passar ao lado do jogo") eu pergunto: a equipa estava a alimentar o seu jogo? No passado, a equipa alimentava o jogo do Pauleta? A resposta é fácil: Com a excepção dos jogos contra as selecções de esquina, NÃO!

Deco hoje passou ao lado do jogo, mas mais uma vez penso que a culpa não é dele. É da pessoa que não o coloca no sítio certo.

Bom, não me alongo mais, mas termino com mais uma questão:

Quais seriam as reacções da comunicação social se em vez de um Brasileiro a ganhar 30 mil contos (ou mais, pois é tanto que já me perdi), estivesse um Português a dizer que queria empatar e depois nem isso?

Nota curiosa para o facto do Telejornal da RTP emitido logo após (ou se preferirem, "logo depois") ao jogo, não ter dado uma única palavra sobre a derrota de Portugal. Porque será?

Selecção Nacional Sub-21

Há jogos que dá gosto ver e este foi um deles. Quando ninguém acreditava no apuramento, depois de uma derrota por 4-1 (confesso que não acreditava), eis que Portugal deu a volta e ganhou por 3-0.

Portugal fez um jogo muito bom e Couceiro limpou a imagem que cada vez mais estava a criar, isto é, a imagem de um derrotado. Os últimos trabalhos de Couceiro não mereceram nota positiva e um eventual afastamento de Portugal da fase final do Europeu colocavam-no numa posição ainda mais frágil. A Selecção mostrou que tem um grupo muito forte com jogadores a mereceram um destaque:

- Moutinho: Sem dúvida e de longe o melhor de todos aqueles que pisaram o relvado.
- Yannick: Pelo grande golo e pelos desequilíbrios que criou com a sua velocidade.
- Miguel Veloso: Pela sua polivalência.
- Diogo Valente: Pela ajuda que deu ao Moutinho na organização de jogo e na criação de perigo para as redes contrárias.
- Hélder Barbosa: Pela criatividade que veio dar ao ataque e pela sua participação activa no terceiro golo que acabaria por apurar Portugal.

Muito bom!!

domingo, 8 de outubro de 2006

Selecção Nacional

Portugal ganhou o jogo de ontem por 3-0 e cumpriu aquilo que era exigido. Embora o nosso treinador ande com um discurso muito defensivo, julgo que Portugal tem a obrigação de ganhar o grupo. Acredito que o grupo não é tão fácil como muitos pensam, mas para uma equipa que foi segunda no europeu e quarta no mundial, só tem é que conseguir o apuramento de uma forma peremptória.

O jogo em si valeu pelos golos e pelas exibições de Deco e Ronaldo (que me perdoem outros que também jogaram bem, mas estes distinguiram-se). Estes dois jogadores estão realmente num patamar bem superior à média mundial. O Deco pelo que joga, mas sobretudo por aquilo que faz jogar. O Ronaldo, é uma maravilha para os olhos de todos aqueles que assistem aos seus jogos. É de facto um fenómeno, inventando fintas que mais ninguém as imaginaria. Ainda por cima é um jogador completo, não conseguindo vislumbrar elos mais fracos. Ele tem uma força física impressionante, tem uma técnica como poucos, cabeceia bem e está cada vez melhor a jogar para a equipa.

Depois desta vitória teremos um teste bem mais difícil com a Polónia. O treinador diz que o empate já é bom. Eu digo que uma vitória traduzirá melhor a diferença que existe entre as duas selecções.

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Bom descanso BICHO

Jorge Costa anunciou o fim da sua carreira de futebolista. É o fim de um dos jogadores mais marcantes história do FCP. Quer se goste ou não, Jorge Costa foi sempre o retrato da raça, vontade, espírito de sacrifício e do amor à camisola.

Nem sempre foi bem tratado no FCP, com episódios que eram evitáveis, nomeadamente os que aconteceram com o agricultor Octávio e com o lunático Adriaanse. Foram capítulos tristes na carreira do jogador que tudo deu em prol do seu Futebol Clube do Porto.

Pessoalmente sempre vi o Jorge Costa com um símbolo do Porto, como foram o Gomes, o João Pinto e o ainda Baía. Jorge Costa foi o capitão que recebeu o número 2 do João Pinto, mas para além do número da camisola, recebeu igualmente a mística do clube e a responsabilidade de a passar aos mais jovens jogadores do clube.

Há muito poucos jogaores com tamanho palmarés na sua carreira. Por isso, termino o meu tributo com os títulos do Bicho:

- 1 Champions League;
- 1 Taça UEFA;
- 1 Taça Intercontinental;
- 1 Campeonato do mundo de sub-20;
- 8 Campeonatos Nacionais;
- 5 Taças de Portugal;
- 8 Supertaças.

É obra!

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Colunista Convidado, por JMMA

NEOVALENTISMO

Um dia, Hermínio perdeu-se no seu novo Palácio. Temendo mover-se a ponto de perder-se ainda mais, temeu o que podia acontecer se não se movesse. Pelo que se moveu. Tanto que entrou numa sala. Tão estranha que só podia ser a Sala Perdida. Aquela que se perdera da Moral que se suponha habitar o Palácio. Ao fundo, um colossal guarda-fatos axadrezado. Pensando ter achado alguma coisa que não devia ter achado, temeu o que podia acontecer se se soubesse o que achara. Hesitou assim aproximar-se. Mas, temendo o que podia acontecer se não se aproximasse, aproximou-se. As portas do guarda-fatos, temeu muito abri-las. Mas, temendo o que podia acontecer caso não as abrisse, abriu-as. Tão lentamente quanto possível, ora abrindo-as, ora fechando-as, embora abrindo-as porventura um pouco mais do que as fechava. Foi então que entreviu, ao fundo do guarda-fatos, um farda resplandecente. Fechou imediatamente as portas do guarda-fatos. Mas temendo o que podia acontecer se as mantivesse fechadas, abriu-as. Abismou-se, era uma farda de Major. Temendo o que podia acontecer se não a vestisse, vestiu-a. Mas, logo temendo o que podia acontecer se não se visse com ela vestido antes de outros o verem, viu-se ao espelho. Ficava temivelmente bem. Percebeu que tinha coisas nos bolsos. Temendo o que podia acontecer, se não soubesse o que é que os bolsos tinham lá dentro, meteu as mãos nos bolsos. No bolso direito encontrou muitas folhas de papel rasgadas, com nomes e classificações de certos árbitros. No bolso esquerdo, encontrou um apito de ouro. Percebeu que era a farda do célebre Major, que anteriormente habitara no mesmo Palácio. Percebeu porque é que a Sala se perdera das outras salas do Palácio. Freneticamente escancarando gavetas sobre gavetas, acabou por achar o frasco da cola. Foi então que ouviu vozes. Procuravam-no. E iam, não tardaria nada, encontrá-lo. Temeu o que diriam se o encontrassem vestido de Major, com um apito dourado numa das mãos e um punhado de folhas, com nomes e classificações de certos árbitros, na outra. Quando abriram as portas, estava ele a meio da Sala, esplendidamente fardado. Sorria, de alívio. Ninguém, vendo-o ao centro da Sala Perdida do Palácio, poderia dizer que ele era a reencarnação do Major. Porque se era verdade que ostentava a farda resplandecente do Major, as folhas que exibia numa das mãos estavam rasgadas. A outra mão, atrás das costas, escondia o apito e o frasco da cola.



(O truque do vira-o-disco-e-toca-o-mesmo é mais velho que o pirata da perna de pau. O que não falta por esses ‘ismos’ fora é duplos de serviço - «young people, old voices» - a dobrar chefes fora do prazo de validade. Que bem os topa Artur Portela em «Os Peixes Voadores», tão presente nesta história. Mas se é assim tão velho o truque, por que razão ainda resulta?... Vá lá saber-se porquê. «Mistérios da fé»!)

terça-feira, 3 de outubro de 2006

5ª Jornada - Erros de Arbitragem

Sporting:2 União Leiria:0
Jogo sem erros grosseiros

Benfica:4 Desp. Aves:1
Jogo sem erros grosseiros

Braga:2 FC Porto:1

Jogo sem erros grosseiros

(vêr pontuação acumulada ao lado)

Braga: 2 - FCP: 1

Primeira derrota do FCP no campeonato 2006/2007. Não vou comentar o jogo. Não pensem que não o farei porque estou com azia em excesso. Não comentarei, apenas porque não vi o jogo.

Já que não posso comentar a derrota do Porto, falarei de um assunto que queria ter falado depois da derrota contra o Arsenal: Jesualdo Ferreira. Na altura não tive tempo, pachorra, nem vontade de falar nas opções de Jesualdo. Antes de mais, gostava de dizer que continuo a gostar do professor e que continua a ter a minha total confiança (se é que isso servisse para alguma coisa).

No jogo com o Arsenal, pareceu-me que Jesualdo foi algo medroso. Não percebi muito bem as alterações do treinador portista num jogo com tamanha responsabilidade. Não percebi o porquê de colocar uma equipa totalmente inédita. Se queria jogar com o Ricardo Costa porque é que não o entrosou no jogo com o Beira Mar? Percebo que as soluções para aquela posição não sejam muitas e percebo que na ausência do Meireles, o Jesualdo tivesse feito subir o Cech no terreno de jogo. Colocar o Ricardo Costa a defesa esquerdo é que já não percebi muito bem.

Mesmo o tipo de jogo do Porto foi encolhido, nunca conseguiu estender as linhas de modo a criar maior volume de jogo junto da baliza contrária. E isto é fruto das directrizes do técnico. Uma equipa não se acanha se tiver um treinador a dizer "temos que ir para cima deles".

Como disse em cima, Jesualdo continua a ter a minha confiança porque normalmente não crucifico ninguém sem antes dar uma oportunidade. E Jesualdo ainda se está a adaptar aos jogadores que tem. Convém não esquecer que o professor tem menos dois meses de trabalho relativamente a todos os outros treinadores do nosso campeonato (excepção para o treinador do Boavista).

Voltando ao Braga, eu bem disse que era preciso ter muito cuidado com esta equipa. Mas para mostrar que sou um bom desportista, gostava de desejar boa sorte ao Braga na UEFA, agora que ficou a conhecer os seus adversários. Bem, desejo boa sorte mas pode perder contra o Sevilha. Afinal a equipa Espanhola tem um ex-jogador portista. Pensando bem, se perder com o AZ também não é mal pensado, pois o ex-treinador portista treinou o clube Holandês. Como sou nacionalista e como dou muito valor aos nossos emigrantes, também pode perder com o Grasshoppers. Finalmente, como o Slovan Liberec deve ser uma equipa desgraçadinha e como tenho bom coração, o Braga também pode fazer o jeito e perder.

Como podem confirmar, não guardo ressentimentos!

Nota: Este último parágrafo foi só para aliviar o stress. Não é o meu verdadeiro sentimento. Vou mesmo torcer pelo Braga!!

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Colunista Convidado, por JMMA

CONVERSAS DE PARTIR A CAROLA


- Custa-me ouvir pessoas com responsabilidades, que deviam dar o exemplo, falar português a martelo. Como é que a língua não há-de estar em decadência…
- Não me culpes a mim. Por mais que fáçamos, a gente temos os dirigentes que a gente merecemos… e prontos.


- Houve confrontos graves na Hungria porque o Primeiro-Ministro mentiu para ganhar as eleições.
- Não percebo (diz o major).


- O Madaíl lá conseguiu normalizar o funcionamento da primeira liga. Um herói. Evitou a revolta popular, não achas?
- Sei lá, com os resultados que o Benfica tem tido…


- Segundo a nova lei penal, os clubes poderão ser extintos como punição dos actos dos dirigentes.
- Olha, olha: Gondomar, Oeiras, Felgueiras… que se cuidem. Arriscam-se a ser despromovidas a aldeias.


- Após as últimas demissões, a Comissão de Disciplina da Liga está reduzida a um único vogal. Nem sequer tem quórum para julgar os castigos relativos à 4.ª jornada.
- Major: Não se arranja ninguém que dê um jeitinho…?


- Ver no passado fim-de-semana o Luís Filipe Vieira a cortar a meta ao lado do Sócrates na Meia Maratona de Portugal, foi um momento glorioso, não achas?
- Hum… Creio bem que, nesta altura, o que muita gente gostaria de ver era o Sócrates correr com alguns ministros e o Vieira a correr com o treinador…


- O Presidente da Associação de Municípios diz que por causa da lei das finanças, as Câmaras vão ter de cortar em alguns serviços e apoios às populações. Centros de saúde, hospitais, escolas…
- E Clubes de futebol, não?…
- Tas maluco, ó quê!


- Centenas de voluntários, no passado fim-de-semana, foram incapazes de erguer o menir do Barrocal, no Alentejo.
- Pudera! Deitado há sete mil anos! Nem o Obelix…
- Poderiam ter chamado o Fernando Santos. Mais difícil do que içar o Benfica na tabela classificativa não seria com certeza.


- O Conselho Superior de Magistratura veio recentemente a público dizer que está a estudar a hipótese de impedir que os juízes participem nos órgãos jurisdicionais do futebol.
- Só pergunto: quem é que irá zelar pela aplicação dos regulamentos e das leis? Os majores?...
- Como sempre!

Contra Factos....

Meu amigo, contra factos não há argumentos. O Arsenal foi melhor do que o Porto e mostrou ter mais atributos do que a equipa azul e branca. O Porto perdeu por duas bolas sem resposta e não podemos ter nenhum tipo de argumento que não aquele que evidenciei em cima.

O Arsenal entrou poderosíssimo e os primeiro minutos foram muito difíceis. Depois, o Porto controlou o jogo até ao golo marcado por Henry. A única coisa que me deixa satisfeito é o facto do Porto ter conseguido parar a fúria Inglesa do primeiros minutos. Mas depois veio a tal diferença de valores que fabricou o primeiro golo.

Com o segundo golo logo a começar a segunda parte, qualquer esperança que a equipa tivesse, ruiu nesse preciso momento. Com o 2-0, o Porto não conseguiu dar a volta ao contexto desfavorável, sendo por isso justo o resultado.

Embora nada esteja perdido, isto começa a ficar complicado.

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Benfica perde com Man United

Embora uma derrota seja uma derrota (ponto final parágrafo), penso que a sorte não teve do lado do Benfica. Não que a equipa encarnada tenha tido muitas oportunidades de golo, mas à semelhança do que já tinha acontecido com a maior parte do jogo com o Paços, gostei de vêr o Benfica na 1ª parte.

Já se conseguiu vêr uma equipa com fio de jogo, a jogar em pressing alto de forma coordenada, e a criar alguns desíquilibros posicionais na defesa adversária.

Na segunda parte, penso que o Benfica pagou caro o esforço dispendido na 1ª parte, conseguindo Manchester United controlar a posse de bola, e consequentemente a partida.

Partida que terminou aos 60m com o disparo (que bateu em Andersson) de Saha. O Benfica desorientou-se, e veio ao de cima a intranquilidade dos maus resultados do inicio da época.

Nada está perdido, e se antes do primeiro jogo desta fase de grupos da liga dos campeões já tinha essa convicção, depois dos dois primeiros jogos tenho a certeza que as próximos duas partidas (Celtic fora e em casa) serão decisivos para futuro do Benfica nesta competição.

domingo, 24 de setembro de 2006

4ª Jornada - Erros de Arbitragem


FC Porto:3 Beira Mar:0

Jogo sem erros grosseiros

Paços Ferreira:1 Benfica:1
52' Mangualde já tinha um amarelo. Devia ter visto o segundo, depois de falta cometida sobre Paulo Jorge.
77' Justificava-se o segundo amarelo a Paulo Sousa, na sequência de uma entrada sobre Katsouranis.
(2 erros grosseiros contra)

Desp. Aves:0 Sporting:2
90' A entrada de Sérgio Nunes foi violenta, deliberada e reincidente, justificando cartão vermelho e não o simples amarelo que foi exibido.
(1 erro grosseiro contra)


(vêr pontuação acumulada ao lado)

sábado, 23 de setembro de 2006

Porque hoje é Sábado !

Torcida do Atlético Paranaense

FCP: 3 - Beira Mar: 0

Ah, como é bom sair de barriguinha cheia do Dragão. A subida da alameda até parece uma descida.

Uma primeira parte morna fez com que o Porto jogasse apenas a espaços e só alguns rasgos individuais fizeram as bancadas do Dragão aquecer. Com o final do primeiro tempo em branco, comecei a pensar que as coisas poderiam ficar difíceis porque para além de uma exibição menos conseguida, o Beira Mar começava a gostar do jogo.

Mas na segunda parte tudo se alterou. É impressionante como a troca de apenas um jogador pode fazer tanta diferença. Ao intervalo sai Jorginho e entra Anderson. Bastou isto. Foi como tirar o interruptor do off e coloca-lo no on. O puto veio transfigurar o futebol do ataque portista e partir desse momento tive a certeza que seria só uma questão de tempo. Foi o tempo de Postiga voltar aos golos. Feito o primeiro e com as coisas mais aliviadas, os jogadores do Porto decidiram brindar os presentes com jogadas que mais pareciam de bilhar.

Vitória sem qualquer margem de discussão num dia em que Jardel voltou ao palco portista. A sua saída fez-me arrepiar, pois imaginava o que se passaria na cabeça de oiro. Um jogador que depois de tudo o que passou, ver o público portista a aplaudir de pé, deve sentir-se muito perto do céu. Depois de se sentar no banco, foi ver e ouvir os Super Dragões a entoar o cântico do Jardigol dos tempos em que marcou perto de 200 golos com a camisola portista. Espero que em Dezembro o Jardigol volte a vestir de azul e branco.

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

Colunista convidado por JMMA

MAL DA BOLA

Hoje fui ao médico. Ele disse que eu não tinha nada e eu enervei-me logo por me sentir enganado. O que eu tenho ninguém dá por isso. Mas a situação é grave. Basta olhar. Se aguento os noticiários e os debates desportivos porque é que não suporto ver a minha tromba no espelho? Porque é que desde que o Benfica se estendeu ao comprido no Bessa não tolero os chocos com tinta?

É um sufoco. Para mim é evidente que estou mal da bola. Vejo chuva de baixo para cima, vejo gelo em chamas, vejo copos tapados dos dois lados, vejo garfos de sopa, vejo furos por fazer. Se adormeço, os pesadelos são em catadupa. Vejo Dragões com uma ‘ganda’ garganta, a comer Estrelas em pleno estádio da Luz. Vejo Leões travestidos de vaca leiteira, armados em rei da selva. Vejo panteras negras, um tabuleiro de xadrez, e uma tarja enorme que diz «as pretas jogam e ganham».

É horrível! Vejo galos anões que falam que nem papagaios. Vejo o Cristo Rei protector, virado para Belém, piscar o olho cúmplice ao menino (como ao borracho) que pôs deus a mão por baixo. Vejo jornalistas a destapar uma caverna dando à luz os vultos medonhos de Ali Babá e os 40 árbitros.

É tenebroso! Já consultei os bruxos de Vilar de Perdizes. Dizem-me que para suportar o insuportável é preciso é delirar.

Delirar. Ir para fora cá dentro. Lavar as mãos sem as molhar. Partir para Gaia ficando no Porto. Sonhar com a gasolina barata. Passear aos domingos no shopping de fato de treino e ténis e julgar-me o Obikwelo. Sacar as barbas ao irmão do Pinto da Costa e oferecê-las ao major para as pôr de molho. Acreditar que a lama que conspurca a Liga e o seu Presidente não passa senão duma conspiração idiota (como é que o idiota teve cabeça para inventar aquilo tudo é que fica por explicar, mas enfim é preciso é delirar).

Delirar é também fingir que se percebe. Por exemplo, contra o Gil, a Federação arroga-se o exclusivo da justiça desportiva. Mas na salganhada do «apito dourado» limita-se a assobiar para o lado, dizendo que é com os tribunais. Faz sentido. Em Itália não foi assim, mas faz sentido. Outra das mesmas: Temos políticos que na 2ª-Feira rejeitam as «intromissões» da FIFA, na 3ª reconhecem que o roubo no futebol é constitucional, e na 4ª prometem «amanhãs que cantam»: porque, agora sim, com a nova lei é que vai ser. Faz sentido. Claro que faz sentido. Que bom é delirar!

Delirar é preciso. Pensar não é. Entretenhamo-nos, pois, a ver os debates televisivos. Para quem está de trombas como eu, é um bálsamo ver aquela gente falar. O futebol é como o sexo. O bom de falar dele é que uma pessoa nunca se cansa. Pode cansar-se de fazer, mas de falar não. Dá muito menos trabalho, não é preciso saber e não requer preparação física.

(Nota íntima: Vamos ver no próximo fim-de-semana como é que o meu Benfica se vai safar em Paços de Ferreira (a capital do móvel «feito à mão», como dizem os lagartos). Creio que isso vai ser decisivo para a minha cura. Ou então, para a minha ruína. Por sim por não já procurei saber onde fica exactamente o buraco do ozono. Para quê? Para me enfiar lá dentro se o Benfica encostar. Lagarto, lagarto, lagarto!)

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Estádio Municipal de Braga


Na última Quinta Feira tive a oportunidade de visitar o estádio do Braga pela terceira vez. Já lá tinha estado na época 2003/2004 para ver o Braga – 2, Sporting – 3 e na época seguinte fui ver o empate a um golo entre o mesmo Braga e o FC Porto. Na semana passada, através de um convite do meu cunhado confirmei a opinião que tinha relativamente ao estádio municipal de Braga.

O estádio pode ter tido quinhentos prémios de arquitectura, pode ser considerado um monumento arquitectónico, mas não é certamente um estádio feito para se ir à bola.
O arquitecto Eduardo Souto Moura pode ser um excelente arquitecto, mas não é claramente um adepto assíduo dos estádios de futebol. Não pode ser. Ou então só está habituado aos camarotes VIP.

Embora seja um bom estádio para se ver futebol, pois só existem bancadas centrais, o que é verdade é que a missão para lá se chegar e para de lá se sair é um verdadeiro tormento, ou se quiserem uma verdadeira tortura chinesa.

Nas três visitas que fiz (todas para lugares diferentes) tive que subir e descer uns dez lanços de escadas. Para que possam imaginar melhor a tortura, imaginem-se a subir um prédio de dez andares. A sensação é quase a mesma, mas aqui torna-se ainda pior uma vez que a altura das escadas é um pouco maior do que num ordinário prédio. Se nas duas primeiras visitas, a tortura passou apenas por fazer essa viagem duas vezes (uma subida antes do jogo e uma descida no final do jogo), no jogo de Quinta a coisa foi ainda mais tenebrosa. Como se tratava de um convite, tive a oportunidade de deixar o carro no parque do estádio. Depois, para chegar ao meu lugar, tivemos que descer os tais dez andares pelas escadas interiores até chegar à flor da relva. Aí, tivemos que subir mais dois andares para finalmente chegar à cadeira e poder recuperar o fôlego.

No final do jogo, é dada a machadada final aos adeptos. Tudo aquilo que relatei em cima terá que ser feito em sentido contrário. Cansados? Então vamos lá: Temos que descer dois andares para depois subir novamente DEZ ANDARES!

Acredito que os camarotes tenham uns acessos mais cómodos. Mas tenho pena. Tenho pena que o arquitecto Souto Moura não experimente a beldade que projectou. Tenho igualmente pena que Souto Moura não queira ir ao estádio (para um lugar comum) daqui a uns 20 anos. Só assim chegava à conclusão que este estádio é interdito a pessoas com dificuldade de locomoção. Só assim chegava à conclusão que o estádio é interdito a pessoas com problemas cardíacos. Eu próprio quase que fiquei com um problema na artéria coronária esquerda depois da subida que tive que fazer no final do jogo. Agora percebo o que passam os ciclistas quanto sobem a Senhora da Graça (o monte, entenda-se).

Até onde vai o Fair Play?

Filipe Soares Franco veio hoje a público comentar o golo batoteiro com que o Paços venceu em Alvalade. Segundo ele, um jogo do Arsenal foi repetido porque um jogador da equipa adversária marcou um golo quando havia um jogador lesionado em campo.

Que me perdoem todos os Sportinguistas, até porque o golo foi apontado de uma forma ilegal. Ponto. Que me perdoem todos os Sportinguistas, até porque sei o quanto custa perder e se essa derrota resulta de um golo como o de Sábado ainda pior. Ponto.

Embora o meu pedido de desculpas seja verdadeiro, não posso concordar com a onda de indignação que se está a criar com o lance. Mais, não posso concordar com a onda de moralismos que de repente se apoderou dos responsáveis leoninos. O Paços de Ferreira não terá tido jogos onde foi altamente prejudicado? Alguém viu este mar de indignação?

O presidente do Sporting fala de repetição do jogo como consequência do fair play que supostamente deveria existir no futebol Português. Mas olhando para trás, não vi nenhuma alusão ao fair play, quando no ano passado, o Sporting ganhou ao Leiria com um golo anulado aos Leirienses onde só o árbitro não viu que a bola estava bem dentro da baliza. Na altura também havia quatro homens para avaliar a jogada. Na altura o Sporting foi beneficiado com um acto de incompetência do árbitro. Algum responsável do Sporting pediu a repetição do jogo?

Provavelmente, os meus amigos do Sporting conseguem-me arranjar "n" exemplos de situações ou de indiganções que também já aconteceram pelos meus lados. É verdade. Julgo que com este caso ninguém pode atirar a primeira pedra, pois todos temos telhados de vidro. Quer isto dizer que todos já fomos beneficiados e todos já fomos prejudicados.

Para um clube que se diz altamente moralista, pergunto até onde vai o seu Fair Play?

Nova atracção na luz

Esta época há uma novidade para quem se desloca ao Estádio da Luz: o Benfica tem uma equipa de cheerleaders que promete dar a volta à cabeça dos adeptos encarnados... e aos próprios jogadores.

As atraentes 16 jovens, com idades entre os 19 e os 26 anos, equipam de laranja, mas vão fazer-se notar por outros atributos.

Durante o aquecimento das equipas, e enquanto as sincronizadas cheerleaders actuavam, foi vêr o jogadores do Nacional e do Benfica sempre a olhar de esguelha, e com um sorriso maroto nos lábios.


segunda-feira, 18 de setembro de 2006

3ª Jornada - Erros de Arbitragem

Sporting:0 Paços Ferreira:1
45' Ronny, na sequência de um pontapé de canto, introduz a bola dentro da baliza do Sporting com a mão
(Erro grosseiro contra)
(2 pontos indevidos contra)


Benfica:1 Nacional:0
Jogo sem erros grosseiros

Naval 1º Maio:0 FC Porto:2

Jogo sem erros grosseiros

(vêr pontuação acumulada ao lado)

domingo, 17 de setembro de 2006

O Major no seu melhor

SCP: 0 - Paços de Ferreira: 1

Pois é, o Paulo deixou-me ficar mal. Tanto disse bem dele que à terceira jornada perdeu. Mas não foi por culpa dele, pois fez o que tinha a fazer. Aquilo que escrevi no SCP-Inter sobre a diferença entre os jogadores e sobre a surpresa que foi o resultado, também serve para o encontro de hoje.

O resultado tem dois culpados: os atacantes do Sporting e o jogador que se vê na imagem que marcou um golo com a mão. Terá sido a mão de deus, mas o que é certo é que os deuses não tiveram em alvalade, ou pelo menos os deuses não vestiram de verde e branco.

Os jogadores do Sporting podiam estar a noite toda a tentar, que não marcavam. Ou por total ineficácia dos seus atacantes ou porque na baliza morava um guarda redes que estava definitivamente em noite sim.

Pela primeira vez, tive a oportunidade de apreciar o Alecsandro e sinceramente não gostei. O homem pode ser cunhado do Deco, mas nem para as solas dele. Muito atabalhoado e quase sempre inconsequente. Acredito que pode ter tido um dia não, mas na maioria das vezes basta ver dois toques para perceber se um jogador é craque ou não. E este não me parece.

Do lado do Paços, gostei do Cristiano. Atenção a este jogador. Eu pelo menos vou acompanha-lo para ver se o posso aconselhar ao Jesualdo.

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Braga: 2 - Chievo: 0

Como bom Português, ontem fui a Braga apoiar o clube local contra os Italianos do Chievo. Neste jogo tirei alguns apontamentos para enviar ao Jesualdo (fui convidado para olheiro do Porto, mas ainda estou a pensar).

Vi um Braga muito arrumado, com uma defesa muito coesa e com bons executantes no meio campo. Na primeira parte, a equipa da casa teve a sorte do jogo, pois marcou muito cedo sem ter feito, antes disso, qualquer remate à baliza. Por esta altura pensava que os Italianos estavam a provar do seu próprio veneno. Ou seja, normalmente quando jogamos contra equipas do país da bota, jogamos muito mas quem marca são eles (excepção no SCP-Inter). Ontem, eles jogaram e o Braga marcou.

Na segunda parte o Braga entrou bem melhor e controlou todo o jogo, tendo como prémio o segundo golo mesmo a acabar o jogo. Por isso, foi um jogo perfeito para os Bracarenses, onde nem mesmo o mais optimista dos adeptos projectava um jogo tão perfeito como este.

Por isso, aquilo que vou dizer ao Jesualdo é para ter muito, mas mesmo muito cuidado quando for visitar a equipa do Carvalhal.

Nota final para o carinho que os adeptos do Braga nutrem pelo Marcel (ex-Benfica). A coisa que mais se ouvia sempre que ele tocava na bola era: "Vai para onde vieste!". Não percebi muito bem, mas calculo que fosse algum incentivo. Ou então não.

Que Caneco!

O título descreve bem o estado de espírito quando deixei o Dragão na noite de Quarta Feira. Que caneco, pois o Porto jogou bem, mas não marcou e quando assim é, por mais satisfeitos que estejamos com a exibição, ficamos sempre com um amargo de boca com o resultado. É por isso que na maior parte das vezes prefiro que o FCP jogue mal, mas que ganhe. Há porém aqueles que dizem preferir ver um bom espectáculo a um bom resultado. Mas estes não nutrem a devida paixão pelo seu clube. Mas isso são outras histórias. No final das contas, o que conta é que o Porto perdeu dois pontos na difícil luta por um lugar na fase seguinte da Champions.

Quanto ao jogo, como disse atrás, o FCP teve uma boa prestação e já se nota, de que maneira, as diferenças entre o Porto de Jesualdo e o ex-Porto de Adriaanse. Aliás, o Porto da primeira parte foi um Porto muito parecido com o Porto de Mourinho. As pedras foram colocadas no terreno de uma forma muito parecida com o campeão europeu de 2004. Defesa de quatro homens, depois Paulo Assunção a fazer de Costinha, Lucho a fazer de Maniche e Anderson a fazer de Deco. Na frente, Quaresma fazia de Capucho, o Tarik (nos primeiros 15 minutos da segunda parte foi o Postiga) de Derlei e Adriano de McCarthy.

É óbvio que os jogadores são diferentes, mas a filosofia parece-me a mesma. Por falar em jogadores, é notório que o Tarik (que me perdoe o Derlei pela comparação que fiz em cima) não é jogador para o Porto. O homem anda completamente perdido em campo. Arrisco mesmo a dizer que vão ser raras as veses que o veremos novamente a jogar daqui para a frente.

A verdadeira antítese do Marroquino, é o Anderson. Se saí frustado do jogo com o empate, existiu o Anderson para me dar um alento adicional. O puto é mesmo bom. Ele passa, ele corre, ele corta jogadas de ataque ao adversário e depois é "menino" para decidir de um momento para o outro, como foi aquela bola que enviou ao poste. Se desta vez não entrou, tenho a certeza que no futuro muitas entrarão.

Em suma, apesar do empate, não tenho grandes motivos de preocupação.

AH Leão

Ah Leão, é isto que se pode dizer do jogo da champions que opôs o Sporting ao todo poderoso Inter. O jogo de Terça Feira é a prova mais que evidente que o dinheiro não é tudo. Por vezes há valores e motivações que estão bem acima dos Euros. E o Sporting personificou as duas cararacterísticas de um forma exemplar. A motivação dos jogadores e do seu treinador foram bem superiores aos salários galáticos dos jogadores do Inter.

Sim senhor, gostei do Sporting e mais uma vez gostei do Paulo. A equipa leonina fez-me lembrar o Porto de Mourinho: garra, empenho, querer, acreditar e uma pressão que deixou a equipa do Inter totalmente inoperante.

Embora a vitória seja um feito extraordinário, continuo a pensar que o apuramento será muito difícil de alcançar, pois o Sporting está num grupo cujo grau de dificuldade é enorme.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Ambição Zero

Cada vez estou mais preocupado com o Benfica. Bem sei que o que interessa é como acaba, e não como começa, mas este Benfica começa a dar alguns sinais de grande debilidade psicológica, que a poderá marcar para o resto da época.

Hoje, contra (arrisco dizer) a equipa menos competitiva desta edição da Liga dos Campeões, a atitude da equipa foi incrivelmente medrosa. Um zero redondo em ambição, em atitude competitiva, em fio de jogo, em vontade de vencer….

Não é aceitável que o Benfica na 1ª parte não tenha feito um único remate. Os últimos 15 minutos foram mesmo confrangedores para o Benfica e para o seu treinador. A equipa limitava-sea queimar tempo e a segurar o nulo, atitude que valeu fortes assobios do público escandinavo.

O Benfica hoje PERDEU dois pontos e não ganhou um, como tentou transparecer o treinador do Benfica. Não acredito que Celtic e Man Unitd percam pontos na Dinamarca.

Colunista Convidado, por JMMA

Escândalo sobre escândalo

Ainda o folhetim gilista estava ao rubro, já os jornais levantavam a tampa da sanita sobre outro caso que, não surpreendendo, tresanda a podre. Através das conversas apanhadas nas escutas telefónicas do «apito dourado», aí temos de novo, preto no branco como nos filmes de cowboys, o vil manobrismo das arbitragens.

As traquinices e velhacarias que fazem a espuma do jogo da bola não são portuguesas de origem e são a evidência de que sempre há-de haver alguém cujo propósito é ganhar a todo o custo.

Até aí, nada de novo.

Não estranho que os dirigentes dos clubes, os empresários dos jogadores, quem quer que seja, tenham preferências por árbitros e as manifestem. O que estranho e muito – aliás mais que estranhar, acho horrível – é que haja um Presidente da Liga de Clubes (e não só) que se preste a atender e a gerir essas preferências. O futebol é um jogo, mas não é uma brincadeira. Logo (verdade axiomática): as entidades que o organizam não podem ser, nem sequer parecer, uma loja de favores.
E depois é assim: quem favorece terceiros, o que não fará aos seus e a si próprio?

Neste ambiente insano e caótico de trafulhas em autogestão, o que me impressiona, para além da inoperância e do descrédito da justiça, é também a insensibilidade geral em relação à ideia de mal e de bem. Aparentemente o cambalacho de árbitros e outros favores tornou-se a coisa mais normal deste mundo. Toda a gente parece aceitá-lo com a naturalidade que advém da muita porcaria banalizada e da impunidade reinante. Tomam-no até alguns como bom, se acaso o clube prejudicado for o rival.

É sem dúvida um mero aspecto formal que pouco ou nada acrescenta ao problema. Mas, repare-se na linguagem dos diálogos: ora rasca (“Ouça, é tudo para nos f…”), ora ameaçadora (“O homem tem que ser chamado a atenção”), envolvendo conversas em código (fala-se em visitar o “fiscal” para marcar a “vistoria”, fala-se em “fruta” ou “café com leite” com referência a prostitutas). O que sobretudo aqui vemos é uma situação de manipulação de caracteres e de jogo caciquista de dependências. Um discurso chantagista e cifrado que, salvo seja, mais parece as legendas dum filme sobre a Máfia.

Só a linguagem. Porque quanto ao resto, há muitos aspectos em que a comparação não cola, fica aquém. Primeiro, porque ao contrário dos filmes da Máfia em que há sempre alguns anjinhos, neste caso - sejamos realistas - não há meninos de coro. Por outro lado, enquanto os filmes da Máfia são thrillers policiais, este caso não o é de todo pela simples razão de que a polícia não se mete. Sucede ainda que enquanto Bernardo Provenzano, o padrinho de Corleone, está preso, os «patrões» do nosso futebol continuam no seu posto, com assumido orgulho, a perpetrar as tramóias de sempre.

E não se vislumbra quem lhes possa dar o abanão.

Portanto, ou se inventam para aí de repente «injecções de moralina» ou temo bem que, com dirigentes destes, o futebol português será sempre um escândalo pegado.

(Garanto que estas opiniões nada têm a ver com a partida em falso do Benfica no arranque do campeonato. JMMA, Assinatura reconhecida pelo notário).

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Escutas voltam a atacar

O Público volta a publicar mais umas escutas, que desta vez atinge o Administrador do Benfica. Veiga do alto da sua peanha, também é atingido no processo das escutas (já nem sei se isto está incluído no processo do apito). Com toda a sinceridade, disse a mim mesmo que não colocaria um post sobre este tema, pois acho que não merece o meu tempo. Só o estou a colocar por dois motivos:

Primeiro, porque li a dica do meu irmão num dos comentários (confesso que nem tinha lido o público hoje) e segundo porque esta é talvez uma resposta aos post's que o meu amigo Luis tanto gosta de publicar sobre este tema.

Ora, isto (o presente post) é alvo de duas análises:

1 - À luz da teoria do Rick, este post é só uma forma de atacar os outros para esconder o que se passa na minha casa;

2 - À luz da teoria do Vieira, este post é apenas uma resposta aqueles que passam a vida a atacar a minha instituição (reconhecem este termo?), sentindo-me por isso, revoltado!

Esperemos pelo próximo apito!

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

2ª Jornada - Erros de Arbitragem

Nacional:0 Sporting:1
12' Há falta de Nani sobre Ávalos no lance que antecede o golo do Sporting.
(Erro grosseiro a favor)
17'
Cardozo merecia ter sido admoestado com o cartão vermelho, por afronta física ao árbitro e/ou falta perigosa.
(Erro grosseiro contra)
(2 pontos indevidos a favor)


Boavista:3 Benfica:0
59’ Ricardo Silva cometeu uma falta sobre Nuno Gomes, ficando este impedido de prosseguir uma jogada de perigo para a baliza. Ajustava-se que o árbitro exibisse o segundo cartão amarelo, expulsando o jogador do Boavista da partida.
(Erro grosseiro contra)
92’
Cartão vermelho directo a Manu mal mostrado. Manu faz um carrinho a pés juntos, mas na repetição vê-se claramente que não toca no jogador do Boavista Tiago, que faz teatro. Quanto muito poderia ter sido mostrado o cartão amarelo.
(Erro grosseiro contra)

Estrela Amadora:0 FC Porto:3
25’ Num centro para a grande área do Estrela da Amadora, Adriano é puxado dentro da pequena área. Embora 95% destes lances não sejam sancionados pelos árbitros, ficou por assinalar uma grande penalidade a favor do FCP.
(Erro grosseiro contra)


(vêr pontuação acumulada ao lado)

domingo, 10 de setembro de 2006

Descontrolo Encarnado


Caros Amigos (as), - sim, porque este blog tem um publico feminino muito especial...
Começo por vos dizer que não vi o jogo e, curiosamente, acabei de ver o resumo na TVI. Um resultado de 3-0, é sempre algo pesado, aqui, no País do "Mateus", bem como em qualquer parte do mundo.
Poderão os mais fiéis seguidores do Foot Bicancas pensar que o Felgas está com azia (pelo resultado pesado) e, então nada melhor do que a colocação de um post, para descomprimir e descarregar em tudo e em todos.
Como dizem os nossos representantes lá para os lados de S.Bento - "olhe que não Dr, leia os diplomas...". Isto significa que não estou "ressabiado" pelo tremendo trambolhão no Bessa. E porquê? Porque, mudam-se os tempos, mas não se mudam as vontades... os apitos dourados continuam...basta ver o golo do Sporting que é precedido de uma falta clara provocada pelo jogador que.....marca o golo!!!
Vamos à análise do jogo (reitero o facto de ter visto apenas o resumo da TVI).
- Perdão de expulsão do defesa Ricardo Siva (falta clara sobre Nuno G, o arbitro marca a falta, mas "esquece-se" do cartão amarelo).
- 2.º amarelo do Nuno G. - peço desculpa, mas nao vi, pois tinha ido ao WC...(o 1.º amarelo é bem mostrado, apesar da génese, ter sido uma prática anti-futebol elaborada pelo BFC...
- explusão do Manu. o ex-E.Amadora nem lhe toca, pois o jogador do bessa ao perceber que ia ser "cilindrado", salta fazendo com que Manu deslizasse sem tocar no adversário.
- explusão de Petit - é justa. de certeza que o "homem mais bonito" da B-Win, não convidou o árbitro para jantar (não servindo de desculpa, mas o Petit ao se deparar com tanta tendência negativa, terá accionado as suas "Armonas" ao mais alto nível).
O Resto foi ver (resumo), o SLB a tentar fazer alguma coisa com 10 elementos e o Boavista a concretizar (3 belos golos em abono da verdade se diga).
Bom, vou tentar ser pragmático (1.º porque estou quase sem bateria e depois pelo adiantar da hora):
- A semana que antecedeu este jogo foi um autêntico circo, com benfica, boavista e este árbtiro à mistura (não me vou alongar pelo motivos supracitados e também porque nem sequer tive tempo e paciência para acompanhar a "novela").
A verificar pela amostra da 2.ª jornada (SCP e SLB), quase que me atrevo a dizer que a "mafia" continua.
Quem são os Al Capone & C.ª? já não sei, sinceramente... o que me aborrece é esta podridão existente no futebol português que toda a gente fala (incluindo eu) e nada acontece!!!
O Ricardo Pereira é que tem razão: "falam, falam e não os vejo a fazer nada"...
Para terminar e de modo a estar em sintonia com o titulo, pelo que vi no resumo o SLB descontrolou-se totalemente, pela arbitragem meticulosa e pragmática do árbitro.
Conclusão: a equipa principal do Benfica necessita de um apoio ao nível da inteligência emocional. :) :) :)
Só dá vontade de concluir desta forma metaforica, pois o que se vai dizer amanha nos media, é isto mesmo e não a podridão do futebol português!
Já vai longa a minha conclusão, mas tive daquelas ideias fantásticas. De futuro, vou tentar arranjar formas de justificar os "podres" do nosso futebol - BODE EXPIATÓRIO. Desta forma, os culpados saem sempre ilesos e tudo vai andando como sempre...na ilusão que cada uma das nossa equipas ganham os jogos porque tem melhor equipa, bla, bla, bla....
Saudações descontroladas!

sábado, 9 de setembro de 2006

Porque Hoje é Sábado !

Pinto da Costa indicou árbitro para a final da Taça de 2002/2003

A escuta, que aconteceu a 26 de Maio de 2003 e que antecedeu a final FC Porto-União de Leiria, Pinto da Costa conversou com Pinto de Sousa sobre a possível nomeação de Isidoro Rodrigues. O presidente do Conselho de Arbitragem deu-lhe conta de que a nomeação não agradava ao presidente dos leirienses, João Bartolomeu, e que este ameaçara fazer um escândalo quando soube que aquele árbitro seria o designado. "O gajo sabe que está para ser o Isidoro... e disse que a equipa não comparece, (...) que é um escândalo. (...) Se o gajo vai para lá todo f... da cabeça, estraga a festa", alertava Pinto de Sousa, sugerindo a Pinto da Costa que pensasse noutra opção.

Na mesma escuta telefónica, transcrita no processo principal do Apito Dourado, o líder dos azuis e brancos apresenta outras hipóteses para o mesmo jogo. Primeiro sugere o árbitro António Costa, depois Pedro Henriques. A escolha acaba por recair no segundo, depois de Pinto da Costa entender ser aquele o árbitro ideal, por ser o primeiro classificado pelo Conselho de Arbitragem. Mas Pinto da Costa diz também a Pinto de Sousa que pode mudar o nome, se assim o entender. "Por mim, estás à vontade. Se vires que te defende mais outro, põe outro", afirmou.

Tinoco de Faria entrega dossier na Procuradoria-Geral


Tinoco de Faria, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica, acompanhado de João Salgado, chefe do gabinete do presidente, estão na Procuradoria-Geral da República para entregar um dossier que foi anonimamente entregue a Luís Filipe Vieira e que alegadamente terá dados importantes sobre o processo "Apito Dourado".

Reacção de LFV à notícia do Público (Alguém quer tramar o Benfica)


O dirigente garantiu que tem conhecimento da notícia do Público «há mais de 15 dias», que lhe chegou através de uma carta anónima, aconselhando a que se mantivesse calado. «O que há na escuta é apenas o estado de alma de um dirigente revoltado com as muitas épocas em que o Benfica foi prejudicado», justificou Luís Filipe Vieira, explicando depois:

«Não fui eu que telefonei ao major, mas alguém me telefonou... começaram a atirar nomes de árbitros e fui dizendo e dando a minha opinião, manifestando o meu descontentamento pelo que se tinha passado durante a época, mas não escolhi nada nem ninguém! (...) João Ferreira, que é militar e sei o que significam para os militares os valores de ética, é um nome que me merece respeito, mas não recebo árbitros em minha casa antes ou depois dos jogos! Não sou eu que tenho pessoas a servirem de motoristas para os levarem ao hotel com a respectiva fruta

Filipe Vieira afirmou que a conversa telefónica não passa de um «acto de um dirigente em desespero» perante «o que se passa no futebol português». E complementou: «Sei que sou um alvo a abater mas ninguém me vai calar e sei que o Benfica não está sozinho nesta luta.»


REACÇÃO DO V.SETÚBAL (Clube como qual o Benfica iria jogar)
O presidente do Vitória de Setúbal, Jorge Santana, confirmou as declarações de Luís Filipe Vieira sobre a consulta feita pela Federação Portuguesa de Futebol, aos emblemas envolvidos nos últimos jogos da Taça de Portugal, sobre os árbitros nomeados para os respectivos encontros.

“Parece-me ser normal a Federação consultar os clubes envolvidos nas meias-finais e final da Taça. Porém, o Vitória, no seu ‘low-profile’, não discute muito essas matérias. Mas, pelo que me apercebi, parece ser um hábito generalizado”, afirmou o líder sadino.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

Colunista Convidada por, Salete Carvalho

E porque o desporto em Portugal, não é só Futebol!!!

E porque há outros desportos, onde Portugal se destaca, gostava de aqui, neste tão ilustre Blog realçar a quantidade de valores nacionais que temos actualmente e que não lhes atribuímos o valor/mérito que estes profissionais merecem. Não porque eles não o mereçam, mas porque a nossa comunicação social não lhes dá o devido valor e nós próprios também não falamos diariamente neles. O tema da grande parte dos portugueses é futebol.

Nos jornais desportivos vêm páginas e páginas sobre assuntos, que sinceramente meus amigos e como se diz cá no Norte, já “mete nojo aos cães” (assuntos, é claro). Relacionados com o quê? Futebol! Porquê não dar notoriedade, porquê não gastar tinta e papel em profissionais que cada vez mais elevam a bandeira de Portugal no estrangeiro?

Porque é que nenhum jornal de desporto colocou como capa na passada segunda-feira a portuguesa VANESSA FERNANDES, a nossa vice-campeã Mundial de Triatlo?

Porquê não falar no quinto título Europeu da selecção Portuguesa de Râguebi?

Porquê não falar do português GABRIEL POTRA que ganhou uma medalha de bronze no pentatlo para amblíopes nos campeonatos do mundo em Assen, Holanda? Nem os mais crentes acreditavam nesta conquista, mas o que é certo é que conseguiu.

Bem – hajam a todos os que citei e os que não foram citados, mas que não estão esquecidos.

Queria deixar um pedido aos contributors deste blog: apesar deste blog ter como nome Foot (bicancas) e foot de futebol, gostava que não se esquecessem de tantos outros desportos, de tantos outros profissionais que não mancham a nossa cultura desportiva, pelo contrário elevam-na o mais alto que conseguem.

Muito obrigada ao Vitor Peliteiro pelo convite que me fez para participar nesta rubrica.

E aos bicancas Vitor, Luís e Felgas os meus parabéns pela excelente continuidade que têm dado a este blog.

Nota: espero que esta minha humilde contribuição, seja um exemplo para que mais presenças femininas passem por este blog.

Cumprimentos,
S.C.

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

1ª Jornada - Erros de Arbitragem

Sporting-3 Boavista-2
5m - Cartão vermelho ficou por mostrar a Abel (admoestado só com amarelo), após uma entrada mais ríspida sobre um adversário (ERRO GROSSEIRO A FAVOR)
38m - Cissé derruba Liedson na grande área (ERRO GROSSEIRO CONTRA)

FC Porto-2 União Leiria-1
13 - Marcos António faz falta para penálti sobre Adriano (ERRO GROSSEIRO CONTRA)

Benfica - Belenenses
(Adiado)

Nova rúbrica no Footbicancas


Durante esta época de 2006/07, vamos inaugurar um novo espaço, que tem por objectivo contabilizar os erros de arbitragem e respectiva influência no resultado nos jogos dos 3 grandes do nosso futebol: Benfica, FC Porto e Sporting.

Jornada após jornada, serão apresentados os erros grosseiros a favor e contra Benfica, Porto e Sporting, bem como os pontos ganhos ou perdidos por consequência directa desses erros de arbitragem.

Assim, serão criados dois índices: ERROS GROSSEIROS: a favor/contra e PONTOS INDEVIDOS: a favor/contra.

Isto porque poderão haver erros grosseiros, que não influênciam directamente a distribuição de pontos. Exemplo: se for marcado um penalti indevido contra uma equipa que esteja a ganhar por 3-0, este erro não terá influência na vitória/derrota das respectivas equipas e consequentemente na distribuição de pontos entre elas.

Os autores deste blog, tem consciência da possível polémica causada por esta rúbrica, mas desde já fazemos um voto de juramento relativamente à isenção das nossas opiniões, que obviamente serão avaliadas por vós.

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Colunista Convidado, por JMMA

Eufemismos (*)

Na passada 5ª-Feira, à chegada a Lisboa, depois da célebre reunião em Zurique em que os dirigentes da FIFA lhe tinham colocado nas mãos uma autêntica bomba relógio - disse em declarações à imprensa o impagável Madaíl: «Não estou muito optimista sobre a decisão que a FIFA vai tomar, provavelmente, nas próximas 48, 72 horas».

Extraordinário!

Com uma bomba nas mãos, o rastilho a crepitar, e mesmo assim estar (não muito, mas estar) «optimista», é de facto fabuloso. Quer-me parecer que o optimismo em Madail está-lhe tão arreigado, que se ele presidisse a um desses países asiáticos desgraçadamente submersos pelo tsunami, no dia seguinte à tragédia, Madaíl era homem bem capaz de dizer: «Esta inundação não me deixou lá muito alegre».

Entretanto – recorde-se – enquanto na Suiça a FIFA encostava o cano da caçadeira à patilha de Madaíl, por cá, o Presidente e o Director Executivo da Liga dedicavam-se ao pingue-pongue de culpas, bolando acusações pueris através da imprensa – ora agora acuso eu, ora agora acusas tu, giroflé-flé-flá!

Demonstrando mais uma vez não estar para brincadeiras, a FIFA pimba! Aí vai ultimato. Ultimato é ameaça, mas se a ameaça passar a condenação, há-de haver uma acusação, e após a acusação uma defesa que só poderá ser veiculada pelo impagável Madaíl. Qu’é dela? Empreendeu ou propõe-se a FPF vir a empreender qualquer defesa? Ou a FPF do impagável Madaíl jurou estar sempre servilmente solidária com a FIFA? E o Governo, numa questão de alegado atropelo ao estado de direito, cala e consente?

Calhou bem, para estas e outras questões substantivas, termos na 2ª-Feira, o debate televisivo «prós e contras». Ingenuidade! O que assistimos não passou duma espécie de jogo solteiros-e-casados entre as vedetas da actualidade. «Todos diferentes, todos iguais»: um governante que diz que acompanha mas não entra (como os testículos); um ex-governante que diz que agora não é de cá, veio só ver a bola; um major sempre o mesmo, truculento e sem vergonha; um Madaíl sem estaleca; e a gente que se lixe sem futebol! Quanto ao caso Mateus, nicles!

Querem que vos diga, nesta altura já só tenho pena duma coisa: é de que a bomba não rebente. Perante tanta abjecção (sem ser contra o Belenenses) tornei-me adepto do Gil. Se pudesse, iria à Assembleia-Geral votar com o Fiúza, só para fazer a bomba explodir e acabar de vez com este sufoco de mediocridade e pouca-vergonha.

Ah, que vontade de desancar, de zurzir, esganar, varar… Que vontade de berrar, sovar, arrasar, explodir… incendiar, insultar, escavacar… rugir, estardalhar…

Mas não, prefiro não falar direito. Por isso, direi apenas que, tirando os jogadores que lá vão cumprindo as suas obrigações, o nosso futebol… O futebol de Francisco Silva, das viagens ao Brasil, da Paula, do guarda Abel, do very-light, do apito dourado, do caso Ndinga, do caso Mantorras, do caso Nuno Assis, do caso Mateus… O nosso futebol (como diria eufemisticamente o impagável Madaíl), caramba!... Não é fácil dizer bem.

(*) Eufemismo - Figura de estilo com que se disfarçam ideias desagradáveis por meio de expressões suaves.

terça-feira, 5 de setembro de 2006

NOTÍCIA DN: «Apito Dourado» detecta manobras para prejudicar Benfica em 2003/04

De acordo com o diário, «a investigação do processo Apito Dourado detectou, pelo menos três jogos, durante a época 2003/2004, em que houve manobras de bastidores para prejudicar o Benfica». Entre eles o Nacional-Benfica, que os «encarnados» perderam por 3-2, e o Benfica-Boavista, ganho pelas águias pelo mesmo resultado.

No que respeita ao jogo da Choupana, o DN avança «que foi interceptada uma conversa telefónica entre o empresário António Araújo e o presidente do clube madeirense, Rui Alves, sobre a actuação do árbitro Augusto Duarte». Segundo o jornal, «ao mesmo tempo, o empresário ligado ao futebol e com negócios com o FC Porto ia dando conta das diligências a Pinto da Costa e a outros dirigentes do FC Porto».

Já sobre o Benfica-Boavista, pode ler-se no DN que «segundo o MP [Ministério Público], Valentim Loureiro, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, ligou a Júlio Mouco, elemento da comissão de arbitragem, sugerindo o nome do árbitro Elmano Santos para o jogo em questão, acrescentando que não queria que fossem nomeados árbitros assistentes da Madeira e de Lisboa». João Loureiro, presidente do Boavista, contactou Carlos Pinto, funcionário da Liga, para este dar um «toque» ao árbitro.

sábado, 2 de setembro de 2006

O Jornal Público lê o Footbicancas

Se dúvidas houvessem relativamente à popularidade do Footbicancas, aqui temos mais uma prova. Este cartoon, foi publicado no Jornal Público, na passada Sexta-feira.

Para os mais distraídos, aconselho a lêr o post do passado dia 30 de Agosto, do nosso prezado colunista convidado JMMA.

Coincidência, ou talvez não?

Porque hoje é Sábado