sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

C'EST FINIT PLATINI


E pronto, assim se acabaram todas as acusações contra o Pinto da Costa. Até o próprio Platini (esse bandido) já veio à praça dizer que o Porto não é batoteiro.

O tribunal da relação fechou o tasco no que diz respeito ao caso envelope, onde alegadamente (por acaso esta palavra dá muito jeito) Pinto da Costa ofereceu 2.500€ ao árbitro Augusto Duarte para lhe pedir auxilio contra o todo-poderoso Beira-Mar, numa altura em que o Porto já festejava mais um título conquistado pelo Mourinho (que passados uns meses viria a ser considerado como um dos melhores do mundo). Mais, estes 2.500€ serviram para pedir ao árbitro o favor de deixar o Porto empatar em Aveiro (o jogo acabou 0-0).

Posto isto, e uma vez terminado o “bode respiratório” (como tão bem disse um cromo da bola que agora não me lembro quem é), há que pedir responsabilidades aqueles que puniram o presidente do FCP sem que nenhum tribunal tenha suportado tal decisão. Por acaso ainda esta semana viajei para o Funchal com o Ricardo Costa (o gajo que andou a inventar provas – isto segundo o tribunal, não é uma conclusão minha) e apeteceu-me mandar o gajo pelo avião fora! :)

7 comentários:

  1. Se há temas e posts que me irritam é este. Porque tenta fazer dos outros parvos (desculpa mas é o q penso).

    Que fiques contente, que não se tenham conseguido arranjar provas para condenar Pinto da Costa, é apenas um problema da tua consciência/clubite.

    Agora que venhas para aqui pregar a inocência do Al Capone português fazendo dele inocente, é outra.

    Só faço uma pergunta: as escutas, que o nosso estado direito veio dizer que são inconstitucionais, e onde se compram árbitros foram inventadas?

    É o país que temos.

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  2. é isso, são todos uns bandidos!!

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  3. Realmente, estou em completo acordo com o Luis Marques.

    Que boa parte dos adeptos azuis e brancos sejam ou se queiram fazer passar por atrasados mentais, a malta ainda aceita.

    Agora, tentar contagiar os outros é que não...

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  4. É estranho. A forma alucinada como os portistas (mesmo aqueles que conheço como pessoas razoáveis) sempre encaram o 'Apiito Dourado' - tenho de dizer, sinceramente - causa-me sempre a maior das perplexidades.

    Os meus amigos do Norte que me perdoem, mas a incapacidade de análise que revelam até me faz pensar que, por qualquer arte mágica, o tema 'Apito' tem, sobre o intelecto dos portistas, os mesmos efeitos mórbidos que são atribuídos às substâncias citotóxicas que aqui há uns meses foram ministradas por engano aos infelizes pacientes oftalmológicos no Hospital de S. Maria. Salvo seja.

    Imagine-se uma pessoa sem grande tino, com propensão para «falar do que não sabe» a tecer considerações desabonatórias sobre um clube português. Essa pessoa chama-se Platini. Não interessa ser presidente da UEFA, é um aldrabão.

    Meses depois, a mesma pessoa é recebida em território português e, num gesto de cortesia para com os seus anfitriões,entre flutes de champanhe e fatias de presunto Pata Negra, resolve contradizer as afirmações anteriores. Tudo bem (diz Jesualdo)até Platini reconhece - estão a ver, o Porto lava mais branco.

    Eu, de facto, também acho que Platini «fala do que não sabe». Antes, tal como agora. O Porto «não é batoteiro», sabe lá ele? Mas entretanto sempre vai dizendo: «O caso foi encerrado. Temos regulamentos agora (sublinho o agora) que combatem os batoteiros».

    Fazer destas declarações um certificado de abonação criminal convenhamos que é um bocado de mais para a minha compreensão. Platini já não é um desbocado, de repente virou autoridade de acreditação de boas condutas.

    Outra coisa mais que estranha (mas que os portistas acham normal) é o facto de ser Jesualdo quem assume o papel de porta-voz do FCP neste assunto. Onde andava Jesualdo à data em que ocorreram os factos da polémica? O que sabia ele, nessa altura, do que o Porto fazia ou deixava de fazer? E pessoas como o Reinaldo Teles, por que não falam do assunto (deste nem de nenhum) - não têm nada a dizer? Somos burros, ou quê!

    Outra conversa é a das decisões judiciais. Merecia mais tempo e espaço, mas mesmo assim sempre vale a pena resumir.

    A presunção de inocência é um princípio fundamental do Direito. Mas a presunção de inocência significa apenas que uma pessoa não pode ser considerada culpada de um crime sem ter sido provada a sua culpa em tribunal.
    Note-se porém o seguinte: não ser provada a culpa é uma coisa; ser inocente é outra; e ter sido provada a inocência, por sua vez, outra é.

    Além disso, também não é verdade que tenhamos que esperar que haja uma prova judicial e um julgamento de um qualquer caso para sermos autorizados a formar uma opinião sobre uma dada pessoa e a enunciar essa opinião. Por enquanto a razão de cada pessoa (a cabeça com aquilo que lá está dentro) ainda está autorizada a funcionar livremente e os juizos de valor - nomeadamente em relação às entidades e às pessoas públicas - podem sempre ser produzidas e afirmados independentemente de qualquer veredicto judicial. A Justiça não é propriedade exclusiva dos tribunais, nem sequer são estes quem tem a última palavra na matéria. A última palavra está no sentido do justo que assiste a cada um e a todos nós.

    É por isso que não preciso de nenhuma decisão judicial para ter (e enunciar aqui) a convicção de que o Presidente da UEFA, Platini, quando diz que o FC Porto «não é batoteiro», de facto, pura e simplesmente, não sabe o que diz. Repito: não sabe o que diz!

    Jesualdo (o FCP se quiserem) tem razão. Mas por razões diferentes.

    Ora, volto ao princípio. Não haverá um portista de boa vontade, racional q.b. e com abertura de espírito, capaz de encarar o 'Apito' sem «filtros» clubistas?

    É estranho. É mesmo muito estranho.

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  5. Caro amigo JMMA,

    Sim é provavel que não haja um portista racional, capaz de encarar o apito sem filtros clubistas. Da mesma maneira que não há, provavelmente, um benfiquista que não encare a matéria do mesmo modo.

    Sabe, as opiniões, normalmente, variam ao sabor da cor de quem as produz. Por exemplo, para o JMMA, o Platini fala do que não sabe. Tinha a mesma opinião quando o mesmo trengo chamou batoteiro ao Porto?

    Quanto ao Apito, o que é verdade é que a montanha pariu um rato. Havia uma esperança brutal numa tal de Maria José Morgado ou então num tal de um dossier anónimo tão publicitado pelo seu presidente. Aonde estão todos?

    Acredito que custe (pois esperavam ter a desculpa do século para os vossos resultados), mas a verdade é que os milhões que nos gastaram serviram para coisa nenhuma!

    PS: Não percebi essa do Jesualdo! O que é que uma coisa tem a ver com a outra? Não pode ser o Porta voz? Essa é boa!

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  6. Este é daqueles temas que já nem vale a pena discutir.

    Tudo o que penso sobre o mesmo, está metaforicamente dito no post que escrevi "A Dulpa Face da Lei Vs Apito Dourado".

    Se há pessoas que continuam do lado dos criminosos, só pq fez bem ao seu clube e ainda se vangloriam por isso ("a montanha pariu um rato") está na consciência de cada um.

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  7. Se o J. pode ser o porta-voz do «Apito»? Meu caro, tudo é possível e, neste caso, é apenas uma questão de critério. Só que, é como a história do Platini: só acredita quem quer.

    De facto, onde estão os créditos (isto é, o conhecimento fundado dos factos) que o Jesualdo tem e que o Platini não tem? À data dos factos em questão, um andava em França a degustar pedaços de queijo com golinhos de tinto bordeaux, o outro (sei lá) andava para aí entre o Torreense e o FAR Rabat, ou coisa assim parecida. Por que devo acreditar mais num do que noutro?

    Mas tudo bem: cada um tem o porta-voz que entende, ou que pode.

    JMMA

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